# Questão 43d5af7f-68 — História

> Questão de múltipla escolha com gabarito, do acervo do Dicas do ENEM.
> Página com a questão respondível: https://dicasdoenem.com.br/questao/43d5af7f-68

- **Código:** 43d5af7f-68
- **Disciplina:** [História](https://dicasdoenem.com.br/disciplina/550-historia)
- **Área:** [Ciências Humanas](https://dicasdoenem.com.br/area/ciencias-humanas)
- **Ano:** [2025](https://dicasdoenem.com.br/ano/2025)
- **Instituição:** Universidade Estadual de Goiás
- **Assuntos:** História do Brasil
- **Nível:** Médio
- **Gabarito:** alternativa C

## Enunciado

Texto 1

Os gentios cuja conversão justificava a própria presença europeia na América eram a mão de obra sem a qual não se podia
cultivar a terra, defendê-la de ataques de inimigos, tanto europeus quanto indígenas, enfim, sem a qual o projeto colonial era
inviável. [...] Os jesuítas defendiam princípios religiosos e morais e, além disso, mantinham os índios aldeados e sob controle,
garantindo a paz na colônia. Os colonos garantiam o rendimento econômico da colônia, absolutamente vital para Portugal,
desde que a decadência do comércio com a Índia tornara o Brasil a principal fonte de renda da metrópole. Dividida e
pressionada de ambos os lados, concluem tais análises, a Coroa teria produzido uma legislação indigenista contraditória,
oscilante e hipócrita.

PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos. Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CARNEIRO DA
CUNHA, Manuela. História do índio no Brasil. 2. ed. São Paulo: FAPESP, 1992, p. 116.

Texto 2

A dureza do tratamento, acrescentada à enorme concentração, estimulou nos negros de Minas Gerais constante rebeldia.
Sucediam-se os assassinatos de brancos, as fugas e a formação de quilombos. […] Uma vez que a escravização de
indígenas concorria com a venda de negros e restringia seu mercado, os traficantes de africanos não deixariam de aprovar a
orientação dos jesuítas, mesmo que o fizessem apenas tacitamente. Por sua vez, os jesuítas recomendaram de maneira
explícita a introdução de africanos como meio de afastar os colonos da exploração dos índios, além do que a Companhia de
Jesus encheu de escravos negros seus próprios estabelecimentos econômicos.

Gorender, Jacob. Escravismo Colonial. 6. ed. São Paulo: Expressão Popular; Perseu Abramo, 2016, p. 486 e 516.

Sobre a escravidão indígena e africana no Brasil colonial, considera-se que

## Alternativas

- **A)** durante o período, preferiu-se a mão de obra indígena à africana, visto que os primeiros eram menos aptos ao trabalho e hostis à escravidão e os segundos subservientes e compatíveis com o modo de produção escravista.
- **B)** a utilização da mão de obra indígena no período colonial foi causa de disputa de poderes entre os jesuítas e os colonizadores, mas ambos defendiam princípios morais e religiosos no trato com os povos originários.
- **C)** embora a legislação indigenista do Brasil Colônia, em geral, proibisse a escravidão indígena, no cotidiano, tanto a escravidão indígena quanto a africana eram praticadas. ✔ **correta**
- **D)** as revoltas e fugas entre os escravos africanos, durante o Brasil colonial, eram frequentes, enquanto entre os indígenas escravizados essas resistências eram incomuns.
- **E)** as formas de escravidão indígena adotadas no período colonial eram totalmente distintas daquelas adotadas para o escravo de origem africana, não havendo concomitância e nem concorrência entre elas.

## Resposta correta

Alternativa **C**.

## Como citar

Dicas do ENEM. Questão 43d5af7f-68. Disponível em: https://dicasdoenem.com.br/questao/43d5af7f-68
