# Questão 61a07ed2-16 — Português

> Questão de múltipla escolha com gabarito, do acervo do Dicas do ENEM.
> Página com a questão respondível: https://dicasdoenem.com.br/questao/61a07ed2-16

- **Código:** 61a07ed2-16
- **Disciplina:** [Português](https://dicasdoenem.com.br/disciplina/1-portugues)
- **Área:** [Linguagens](https://dicasdoenem.com.br/area/linguagens)
- **Ano:** [2018](https://dicasdoenem.com.br/ano/2018)
- **Instituição:** Fundação Getulio Vargas
- **Assuntos:** Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
- **Nível:** Médio
- **Gabarito:** alternativa C

## Enunciado

Texto para a questão

“PIMBA NA GORDUCHINHA”* DATOU

Empolgação já não basta. Comentaristas usam cada vez mais estatísticas
e termos técnicos para traduzir o que acontece em campo.

Por tradição, a tarefa de comentar uma partida de futebol sempre foi o
oposto disso. A “crônica esportiva” pontificada por lendas como Nelson
Rodrigues e Armando Nogueira, entre muitos outros, evocava heróis em
campo e fazia da genialidade individual, do empenho coletivo e do
imponderável instituições que comandavam o jogo. O belo texto valia tanto
quanto – ou mais – que a observação de treinos e jogos. “O padrão para falar
de futebol no Brasil costumava abordar aspectos como a qualidade individual
do jogador e fatores emocionais”, afirma Carlos Eduardo Mansur, do jornal O
Globo. “O desafio hoje é estudar o jogo taticamente.” Não havia no passado,
obviamente, a ideia nem os recursos técnicos para compilar dados, que hoje
sustentam as análises feitas durante os 90 minutos.

O uso de softwares que ajudam a dissecar partidas em números se
difundiu nos clubes e transbordou para as redações. Crescem grupos
dedicados à tabulação e análise de dados. Estatísticas individuais e coletivas,
como o número de finalizações de um atacante e a média de posse de bola de
uma equipe, são dados prosaicos em palestras de treinadores e programas de
TV, blogs ou jornais.

Detratores desse modelo, no entanto, consideram essa tendência um
modismo, uma chatice. “Há preconceito de quem ouve e exagero de quem
usa”, afirma o comentarista PVC [Paulo Vinícius Coelho]. Excessos ou
modismos à parte, não há como fugir da realidade. O uso de dados e
estatísticas por clubes europeus para elaborar estratégias e jogadas é antigo
e há anos chegou aos brasileiros, com maior ou menor simpatia. Não existe
futebol bem jogado, em alto nível, sem isso.

A tarefa de dissecar o jogo por números e dados ajuda a entender, mas
não esgota o futebol, que, por sua dinâmica, segue como um esporte dos mais
imprevisíveis.

Rafael Oliveira, Época, 29.01.2018. Adaptado.

* "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha": bordão criado pelo narrador de
futebol Osmar Santos e popularizado nos anos 1980.

Segundo o texto, a análise de dados sobre uma partida colhidos por
meio de recursos tecnológicos

## Alternativas

- **A)** diminuiu a importância dada à genialidade individual dos jogadores.
- **B)** é empregada pelos atuais comentaristas de esporte para serem mais bem entendidos pelo público.
- **C)** vem sendo utilizada no futebol há algum tempo, tanto por técnicos quanto por comentaristas de esporte. ✔ **correta**
- **D)** era expressa pelos locutores do passado de forma jocosa e em linguagem popular.
- **E)** sofria preconceito por parte dos antigos cronistas esportivos, que preferiam valorizar o talento dos grandes jogadores.

## Resposta correta

Alternativa **C**.

## Como citar

Dicas do ENEM. Questão 61a07ed2-16. Disponível em: https://dicasdoenem.com.br/questao/61a07ed2-16
