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Questões do ENEM 2017

Questões aplicadas na prova de 2017, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

5.454 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 273.

  • 56987F2C-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada. Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada.

    (Engenheiros do Hawaii. “Toda forma de poder”. https://letras.mus.br)

    A letra da canção cita dois ex-presidentes de países latino- -americanos – Fidel Castro, de Cuba, e Augusto Pinochet, do Chile –, o que permite estabelecer um ponto comum entre eles, já que ambos
    Escolha uma alternativa para a questão 56987f2c-07
  • 56955D6B-07

    História

    História do Brasil
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Quando as finanças da República foram recuperadas pela política deflacionista de Campos Sales, sobraram recursos para as obras há muito planejadas de saneamento e embelezamento da cidade. Tendo Paris como modelo, o centro da cidade foi depressa modificado, a avenida Beira-Mar foi aberta, jardins foram criados e reformados, os bondes ganharam tração elétrica, sem esquecer a construção do novo porto.

    (José Murilo de Carvalho. Os bestializados, 1987. Adaptado.)

    A reforma urbana descrita no trecho, empreendida no Rio de Janeiro,
    Escolha uma alternativa para a questão 56955d6b-07
  • 56925B5A-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    No ano de 2015, uma série de protestos de estudantes fez com que a Universidade da Cidade do Cabo removesse de seu campus uma estátua em homenagem a Cecil Rhodes (1853-1902). Os protestos ocorreram porque Rhodes era uma das figuras mais representativas do neocolonialismo europeu dos séculos XIX e XX, que se caracterizou
    Escolha uma alternativa para a questão 56925b5a-07
  • 568E9B6D-07

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em 1852 um grande plantador de café, o senador Vergueiro, se decidiu a contratar diretamente trabalhadores na Europa. A ideia do senador era uma simples adaptação do sistema pelo qual se organizara a emigração inglesa para os EUA na época colonial: o imigrante vendia o seu trabalho futuro.

    (Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 2004. Adaptado.)

    A respeito do sistema de parceria abordado no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 568e9b6d-07
  • 568B8915-07

    História

    História do Brasil
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    No final do século XVII o ouro foi encontrado e atraiu muita gente: fluminenses, paulistas, baianos, pernambucanos e até mesmo portugueses, que para as Minas vieram à procura da riqueza fácil no ouro encontrado nas margens dos ribeiros. O metal precioso movia tudo, mas era uma vida difícil. Tudo vinha de longes paragens para abastecer as áreas minerárias. Logo surgem as primeiras plantações de subsistência. Ao longo dos caminhos vão criando os pontos de descanso, abrigo e abastecimento. No final dos setecentos mais de meio milhão de pessoas vivia nas Minas Gerais e para garantir a sobrevivência e diversificar a circulação de bens, outras atividades foram desenvolvidas: agricultura e agropecuária.

    (Luiz Cruz. “Memória tropeira: uma crônica sobre homens que, ao
    transportar riquezas pelo país, fundaram cidades e uniram o Brasil”.
    http://revistadehistoria.com.br)

    Assinale a alternativa que apresenta uma mudança ocorrida no Brasil colonial em função do cenário descrito no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 568b8915-07
  • 5687A18A-07

    Filosofia

    A Política
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    A ideologia liberal deixou, sistematicamente, de cultivar os vínculos sociais e de autoridade aceitos pelas sociedades do passado, tendo aliás pretendido e conseguido enfraquecê-los.

    (Eric Hobsbawm e Terence Ranger. A invenção das tradições, 1997.
    Adaptado.)

    Em relação à ideologia mencionada no excerto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 5687a18a-07
  • 5683DAB1-07

    História

    História do Brasil
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    De 1549, quando desembarcaram na Bahia, até 1759, quando, pelas artimanhas do Marquês de Pombal, foram expulsos de Portugal e de suas colônias, os jesuítas se revelaram uma das forças mais ativas na conquista e na colonização do Brasil.

    (Eduardo Bueno. Brasil: uma história, 2012.)

    No período citado, os jesuítas notabilizaram-se por
    Escolha uma alternativa para a questão 5683dab1-07
  • 56810F01-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    O surgimento de grandes feiras, como as de Champagne e de Flandres, entre os séculos XI e XIII, está diretamente relacionado
    Escolha uma alternativa para a questão 56810f01-07
  • 567D6454-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Durante o período republicano, houve um grande aumento da população de plebeus em Roma. Com o passar do tempo, muitos desses plebeus enriqueceram por meio de atividades como comércio e artesanato, e outros foram incorporados ao exército. Diante dessa nova realidade, ocorreram mudanças em Roma, tais como:
    Escolha uma alternativa para a questão 567d6454-07
  • 566FA467-07

    Geografia

    Geografia Física
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A imagem de satélite representa um trecho da Serra do Mar próximo ao município de Cubatão, no estado de São Paulo.

    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017

    (www.google.com.br)

    Considerando seus aspectos geomorfológicos, é correto afirmar que a Serra do Mar constitui
    Escolha uma alternativa para a questão 566fa467-07
  • 566C7A21-07

    Geografia

    Urbanização
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Os aglomerados subnormais são áreas ocupadas irregularmente por domicílios que possuem diversas carências de infraestrutura básica. O gráfico a seguir organiza a distribuição desses aglomerados no Brasil de acordo com as Grandes Regiões do IBGE.


    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017
    (http://biblioteca.ibge.gov.br. Adaptado.)

    Sobre as caraterísticas relacionadas à presença de aglomerados subnormais no Brasil, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 566c7a21-07
  • 56695007-07

    Geografia

    Impactos e soluções nos meios natural e rural
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma estimativa sobre a vegetação natural remanescente indica que o Cerrado sofreu um grande impacto. Cerca de 78,7% de sua área estão sob alguma forma de uso pelo homem, o que significa que apenas 21,3%, ou 432.814 km², ainda se conservam intactos.

    (http://conservation.org)

    A principal atividade econômica responsável pelo desmatamento do Cerrado brasileiro nos dias atuais corresponde
    Escolha uma alternativa para a questão 56695007-07
  • 5665EEE1-07

    Geografia

    Regionalização Brasileira
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ruptura da Barragem Fundão e o grave dano da Barragem de Santarém, na mina Samarco Mineração S.A., no dia 5 de novembro de 2015, em Mariana, Minas Gerais, produziu uma corrente de lodo com resíduos da exploração mineral que destruiu o povoado de Bento Rodrigues, provocando um número de vítimas mortais ainda não conhecido com precisão e contaminando a Bacia do Rio Doce, que abastece de água quinze importantes cidades.

    (http://diplomatique.org.br)

    O município de Mariana, local do maior acidente com barragens de rejeitos de mineração da história, integra a região geográfica de Minas Gerais conhecida como
    Escolha uma alternativa para a questão 5665eee1-07
  • 5662A407-07

    História

    História Geral
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise o gráfico da variação dos preços internacionais do barril de petróleo.


    Imagem da questão de História, da prova de 2017
    (https://biodieselbr.com. Adaptado.)

    Os eventos que justificam os dois choques do petróleo são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 5662a407-07
  • 565F42EE-07

    Geografia

    População
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Geografia, da prova de 2017
    (http://gazetadopovo.com.br)

    O cartograma representa os fluxos de refugiados sírios entre os anos de 2010 e 2015. É correto afirmar que o destino desses deslocamentos está concentrado nos países localizados
    Escolha uma alternativa para a questão 565f42ee-07
  • 56584EBB-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Em “Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos.” (1° parágrafo), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por
    Escolha uma alternativa para a questão 56584ebb-07
  • 5654EE97-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo o texto, se “a banalidade do mal se instala na ausência do pensamento”, pode-se inferir que a “boçalidade do mal” ocorre na ausência de
    Escolha uma alternativa para a questão 5654ee97-07
  • 565190E0-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eliane Brum para responder à questão.

         Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.
          A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.
          Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.
        Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.
          Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.

    (“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
    Segundo a autora, a “boçalidade do mal”
    Escolha uma alternativa para a questão 565190e0-07
  • 564DC373-07

    Português

    Morfologia
    Centro Universitário São Camilo · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Eugênio Bucci para responder à questão.

         Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de empresas, de marcas, de governos e governantes, de personalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteressado, mas como um argumento para o consumo – o consumo de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos produtos), de governos e governantes (consumo que é pago em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas, as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela admiração, o que se remunera com índices de popularidade). Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se também um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas, pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidariedade exibicionista.

    (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
    e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
    “Se há, como há, um ‘marketing do bem’ que promove a solidariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou um valor de mercado e um valor para o mercado.”

    As preposições destacadas expressam, respectivamente, os sentidos de
    Escolha uma alternativa para a questão 564dc373-07