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Questões do ENEM 2021

Questões aplicadas na prova de 2021, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

2.649 questões encontradas. Mostrando a página 133 de 133.

  • 213625D1-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    Em “Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: ‘pálida homenagem’?” (8° parágrafo), o termo sublinhado está empregado na acepção de
    Escolha uma alternativa para a questão 213625d1-65
  • 212D3F1F-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    As modificações feitas pelo gramático nas expressões empregadas no prefácio e na dedicatória de sua obra manifestam seu desconforto
    Escolha uma alternativa para a questão 212d3f1f-65
  • 21284AC0-65

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “A obra-prima”, de Lima Barreto, publicada na revista Careta em 25.09.1915.


        Marco Aurélio de Jesus, dono de um grande talento e senhor de um sólido saber, resolveu certa vez escrever uma obra sobre filologia.

        Seria, certo, a obra-prima ansiosamente esperada e que daria ao espírito inculto dos brasileiros as noções exatas da língua portuguesa. Trabalhou durante três anos, com esforço e sabiamente. Tinha preparado o seu livro que viria trazer à confusão, à dificuldade de hoje, o saber de amanhã. Era uma obra-prima pelas generalizações e pelos exemplos.

        A quem dedicá-la? Como dedicá-la? E o prefácio?

        E Marco Aurélio resolve meditar. Ao fim de igual tempo havia resolvido o difícil problema.

       A obra seria, segundo o velho hábito, precedida de “duas palavras ao leitor” e levaria, como demonstração de sua submissão intelectual, uma dedicatória.

        Mas “duas palavras”, quando seriam centenas as que escreveria? Não. E Marco Aurélio contou as “duas palavras” uma a uma. Eram duzentas e uma e, em um lance único, genial, destacou em relevo, ao alto da página “duzentas e uma palavras ao leitor”.

        E a dedicatória? A dedicatória, como todas as dedicatórias, seria a “pálida homenagem” de seu talento ao espírito amigo que lhe ensinara a pensar…

        Mas “pálida homenagem”… Professor, autor de um livro de filologia, cair na vulgaridade da expressão comum: “pálida homenagem”? Não. E pensou. E de sua grave meditação, de seu profundo pensamento, saiu a frase límpida, a grande frase que definia a sua ideia da expressão e, num gesto, sulcou o alto da página de oferta com a frase sublime: “lívida homenagem do autor”…

        Está aí como um grande gramático faz uma obra-prima. Leiam-na e verão como a coisa é bela.

    (Sátiras e outras subversões, 2016.)

    O cronista traça um retrato do gramático Marco Aurélio, evidenciando, sobretudo, a sua
    Escolha uma alternativa para a questão 21284ac0-65
  • 21219528-65

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    UNESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine a tira de Alex Culang e Raynato Castro.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2021


    Para que a história tivesse um desfecho favorável à garota, seria necessário

    Escolha uma alternativa para a questão 21219528-65
  • 8A615CCF-5F

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Los propietarios de Ia libertad

        Las palabras cumplen ciclos; Ias actitudes también. Sin embargo, cuando las palabras designan actitudes, los ciclos se vuelven más complejos. Cuando el hoy tan denostado Sartre puso la palabra compromiso sobre el tapete y hasta Mac Leish publicó un libro sobre la responsabilidad de los intelectuales, estas dos palabras, compromiso y responsabilidad, designaban actitudes que, sin ser gemelas, eran bastante afines. Salvo contadas excepciones, los intelectuales de entonces las hicieron suyas y, equivocados o no, dijeron sin eufemismos por qué empeño se Ia jugaban.

    Los intelectuales latinoamericanos también comprendíeron dónde estaba esta vez el enemigo. Sólo entonces empezó Ia mala prensa. Los grandes pontífices de Ia propaganda subrayaron una y otra vez Ia palabra libertad y denostaron el compromiso. Libertad no era librarse de Batista o de Somoza, sino mantener Ia prensa libre. Libertad es Ia emocionada comprobación de que Ia gran prensa norteamericana es capaz de descubrir que Lumumba o Allende fueron liquidados por la CIA, sin poner el acento en que eso no sirve para resucitarios.

       ¿ Y compromiso? Es Ia actitud que adoptan ciertos Intelectuales, cuya carga ideológica perjudica notoriamente su arte. Después de todo, ¿como se atreven a frecuentar las provincias dei espíritu, si es público y notorio que tales ámbitos son patrimônio exclusivo de los  propietarios de Ia libertad?

    BENEDETTI. M Perpiejidades de fin de siglo.

    Buenos Aires. Sudamericana, 1993 (adaptado)


    Transformar palavras em atitudes tem sido um dos grandes dilemas dos intelectuais. Ao ponderar sobre essa temática, o autor, um dos grandes críticos e literatos latino-americanos da atualidade, leva o leitor a perceber que

    Escolha uma alternativa para a questão 8a615ccf-5f
  • 8A5B289E-5F

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Pablo Pueblo

    Regresa un hombre en silencio
    De su trabajo cansado
    Su paso no lleva prisa
    Su sombra nunca Io alcanza

    Lo espera el barrio de siempre
    Con el farol en la esquina
    Con la basura allá en frente
    Y el ruido de la cantina

    Pablo Pueblo
    llega hasta el zaguán oscuro
    Y vuelve a ver las paredes
    Con las viejas papeletas
    Que prometían futuros
    en lides politiqueras
    Y en su cara se dibuja
    la decepción de la espera

    BLADES. R Disponível em: http//rubenblades.com  Acesso em: 26 Jun 2012 (fragmento)

    Rubén Blades é um compositor panamenho de canções socialmente engajadas, O titulo Pablo Pueblo, associado ao conteúdo da letra da canção, revela uma crítica social ao
    Escolha uma alternativa para a questão 8a5b289e-5f
  • 8A5614CC-5F

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
        Poco después apareció en casa de Elisenda Morales, arrastrando su cansancio y Ias contrariedades de un largo día que habia dejado su ánimo en ruinas. A pesar de todo, supo resistir lo, y cuando ella le ofreció una copa de mistela, abandonó su asiento para ir hasta Ia tienda en busca de algo más estimulante.
        Allí, en el corredor de Ia casa, en taburetes separados, recibieron los primeros cálidos soplos de Ia noche. Con su habitual entereza, Elisenda entró a conectar Ia luz de Ia sala, sofocando parte de su reflejo, mientras comentaba que asi estarian mejor. Al menos, pensó el tio Camarillo, no habia sacado Ia lámpara como otras veces, ni le había entregado alguno de sus álbumes, y parecia en cambio decidida a mantener en ascuas al vecindario. Aquélla fue Ia primera vez que en mucho tiempo dejaron de lado el tema de Ias rentas, para entrar con pies de plomo en el espinoso terreno de Ias confidencias.

    SANCHEZ. H.El heros de la tamllia.Bogota Tercer Mundo. 1968

    No texto, no qual é narrada a visita à casa de uma personagem, a expressão “entrar con pies de plomo" é utilizada para se referir ao(à)
    Escolha uma alternativa para a questão 8a5614cc-5f
  • 8A4F7538-5F

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    Oye, Pito, ésta es: Ia vida bruta de un boy

    mis tierras eran

    nuevo méxico, colorado,

    California, arizona, tejas,

    y muchos otros senderos,

    aún cuando Ia luz existia

    sonrientemente

    en Ias palabras

    de mis antepasados...

    era entonces hombre,

    maduro y sencillo

    como los cerros y los peñascos,

    y mi cultura era el atole,

    el chaquehue, y los buenos dias;

    mi idioma cantaba

    versículos

    por los cañones

    de tierra roja

    y tierra amarilla...


    Hoy sí, hoy ya no soy

    mejicano ni hispano

    ni tampoco americano,

    pero soy — y bien Io siento ser —

    una sombra del pasado

    y un esfuerzo

    hacia el futuro...

    SANCHEZ. R Disponível em: www matenaldelectura.com. Acesso em :4 dez. 2017 


    Ao abordar a expropriação de territórios mexicanos pelos Estados Unidos, o eu lírico do poema revela um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 8a4f7538-5f
  • 8A3DFC40-5F

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    ENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    La violência como bella arte

        Pues bien, ‘Relatos Salvajes'. de Damián Szifrón. es sobre todo un brillante esfuerzo por poner rostro, por fotografiar, a Ia parte de Ia violência que tanto cuesta ver en el cine. De repente, el director argentino coloca al espectador ante el espectáculo, digamos putrefacto, de una sociedad enferma de su propia indolência, anestesiada por su ira, incapaz de entender el origen de Ia insatisfacción que Ia habita. ¿Cómo se quedan? Si, estamos delante de Ia una pelicula vocacionalmente violenta, obligadamente salvaje, pero, y sobre todo, deslumbrante en su claridad.
        Más allá del esplendor sabio de una producción perfecta, Io que más duele, Io que más divierte, Io que más conmueve es Ia sensación de reconocimiento. Cada uno de los damnificados, pese a su acento marcadamente argentino, somos nosotros. O, mejor, cada insulto proferido, y no siempre entendido, es nuestro, en algún momento ha salido de nuestra boca. O saldrá.
        La violência no es sólo eso que tanto desagrada a los profesionales del buen gusto, a los programadores de ópera o a los filósofos de Ia nada; Ia violência, Ia realmente insoportable, es también una cuestión de actitud, un simple gesto. Y esa violência está por todas partes, está dentro. Y Szifrón acierta a retratarla tan fielmente que no queda otra cosa que romper a reir. Aunque sólo sea de simple desesperación. Brillante, magistral incluso.

    MARTINEZ. L Disponível em www.elmundo.ec Acesso em 13 abr 2015 (adaptado)


    Nessa resenha crítica acerca do filme Relatos Salvajes, o autor evidencia o
    Escolha uma alternativa para a questão 8a3dfc40-5f