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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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10.965 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 549.

  • C194F9E5-6F

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2026Entre para guardar nos favoritos
    O texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.


    TEXTO II

    A terra

    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    Imagem da questão de Português, da prova de 2026

    CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
    Considerando a construção estrutural e discursiva do texto II, o tipo textual predominante é
    Escolha uma alternativa para a questão c194f9e5-6f
  • C1926EA9-6F

    Português

    Denotação e Conotação
    UECE · 2026Entre para guardar nos favoritos
    O texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.


    TEXTO II

    A terra

    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    Imagem da questão de Português, da prova de 2026

    CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
    O trecho “Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível.” (linhas 121-122) apresenta o sentido correspondente
    Escolha uma alternativa para a questão c1926ea9-6f
  • C18AC266-6F

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2026Entre para guardar nos favoritos
    O texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.


    TEXTO II

    A terra

    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    Imagem da questão de Português, da prova de 2026

    CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
    Considerando o conteúdo do texto, é correto afirmar que seu objetivo é
    Escolha uma alternativa para a questão c18ac266-6f
  • C184E52E-6F

    Português

    Pontuação
    UECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    No trecho: “[...] uma coisa é certa: o sertanejo sempre olha para o céu na esperança de ver as nuvens carregadas de boas chuvas [...]” (linhas 82-84), a substituição dos dois-pontos ocorre, sem prejuízo semântico, em
    Escolha uma alternativa para a questão c184e52e-6f
  • C1824105-6F

    Português

    Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
    UECE · 2026Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    Assinale a opção em que as conjunções destacadas apresentam mesmo valor semântico, bem como estão corretamente classificadas. 
    Escolha uma alternativa para a questão c1824105-6f
  • C17F7179-6F

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    Ao discutir os saberes dos profetas da chuva, o texto I adota procedimentos discursivos diversos. Entre eles, 
    Escolha uma alternativa para a questão c17f7179-6f
  • C17CB597-6F

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    De acordo com o texto, a expectativa dos profetas da chuva sobre a qualidade das chuvas é possível de ser entendida 
    Escolha uma alternativa para a questão c17cb597-6f
  • C179B04F-6F

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Profetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé


    Imagem da questão de Português, da prova de 2026
     Imagem da questão de Português, da prova de 2026
    O texto I aborda os profetas da chuva, que são guardiões de saberes ancestrais. Assinale a opção que apresenta corretamente o objetivo do texto. 
    Escolha uma alternativa para a questão c179b04f-6f
  • E2A01CC9-64

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
    O dicionário Michaelis assevera que concordância é o “processo linguístico emque ocorre flexão de pessoa, gênero e número entre termos relacionados sintaticamente”. A partir dessa concepção, assinale a alternativa em que a concordância verbal atende plenamente à norma-padrão.
    Escolha uma alternativa para a questão e2a01cc9-64
  • E29C09BB-64

    Português

    Sintaxe
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
    No que tange à classificação dos elementos sintáticos, em “Convém aos candidatos mais experientes a leitura atenta do edital”, a expressão destacada exerce a mesma função sintática que o termosublinhadoem:
    Escolha uma alternativa para a questão e29c09bb-64
  • E2993B5F-64

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com Cegalla (1989, p. 324), oração subordinada pode funcionar para outra oração como “termo e completa-lhe ou amplia-lhe o sentido”. Tomando como base essa ideia, assinale a alternativa em que a relação sintático-semântica estabelecida pela oração subordinada está adequadamente analisada.
    Escolha uma alternativa para a questão e2993b5f-64
  • E2963B46-64

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe o trecho:

    "Se o Estado não garantir condições mínimas de funcionamento às escolas públicas, dificilmentequalquer política curricular surtirá efeito, pois faltará o suporte material indispensável."


    Deseja-se reescrever o período preservando o sentido original e mantendo adequadamente as relaçõesdecondição e consequência. Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e2963b46-64
  • E29336B4-64

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    Recursos estilísticos são frequentemente utilizados por escritores para aprimorar o ritmodeumtexto,tornar a comunicação mais expressiva ou persuasiva, além de transmitir significado e provocarumaresposta emocional do leitor. Essas ferramentas linguísticas e semióticas alteramo sentido literal dotextoe o levam para além do óbvio. Considerando isso, identifique o trecho em que o autor faz usodessetipode recurso.
    Escolha uma alternativa para a questão e29336b4-64
  • E2906552-64

    Português

    Orações coordenadas assindéticas
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    O período “Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo  [...]” é composto por:
    Escolha uma alternativa para a questão e2906552-64
  • E28D2C23-64

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I


    O padeiro


             Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

             Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

             - Não é ninguém, é o padeiro!

             Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

             "Então você não é ninguém?"

            Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

            Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

             Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"

            E assobiava pelas escadas.


    Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.
    “Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.” O termo grifado refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão e28d2c23-64
  • C1B29DB3-47

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    Certo dia, o presidente Roosevelt disse-me que estava pedindo sugestões, publicamente, sobre como se deveria chamar esta guerra. Retruquei de pronto: “a Guerra Desnecessária”. Nunca houve guerra mais fácil de impedir do que esta que acaba de destroçar o que restava do mundo após o conflito anterior. A tragédia humana atinge seu clímax no fato de que, após todos os esforços e sacrifícios de centenas de milhões de pessoas, e após as vitórias da Boa Causa, ainda não encontramos Paz ou Segurança e estamos sujeitos a perigos ainda maiores do que aqueles que superamos.

    (Winston S. Churchill. Memórias da Segunda Guerra Mundial, 2017.)


    Escrito em 1948 por Winston Churchill, ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial, o excerto mostra
    Escolha uma alternativa para a questão c1b29db3-47
  • C1948C12-47

    Português

    Morfologia - Pronomes
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
    Escolha uma alternativa para a questão c1948c12-47
  • C191DF14-47

    Português

    Pontuação
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    “Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto.” (5o parágrafo)

    Nesse trecho, o uso dos dois-pontos serve para introduzir uma
    Escolha uma alternativa para a questão c191df14-47
  • C18F80C7-47

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Quando me vieram chamar, nem acreditei:

    — É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

    E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

    Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

    Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

    (Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
    Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2o parágrafo), o narrador do texto manifesta
    Escolha uma alternativa para a questão c18f80c7-47