Questões do ENEM: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
Resultados
5.815 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 291.
203AC34B-89 O processo Kraft é um método químico de obtenção de celulose. A madeira é picada e cozida em um meio alcalino chamado licor branco, uma solução composta principalmente por hidróxido de sódio (NaOH) e sulfeto de sódio (Na₂S). Esse licor promove a quebra das ligações da lignina, permitindo a liberação das fibras de celulose. Após o cozimento, a mistura resultante — contendo celulose e o licor que dissolveu a lignina — forma o licor negro, rico em lignina degradada, compostos orgânicos e reagentes químicos remanescentes. A celulose é separada, lavada e segue para branqueamento. O licor negro é então concentrado e queimado em caldeiras especiais, permitindo recuperar parte dos reagentes químicos, que são posteriormente reprocessados para regenerar o licor branco, fechando o ciclo químico do processo.Disponível em: https://www.quimica.com.br/producao-de-acido-sulfurico-a-partir-de-gases-odoriferos/. Acesso em: 5 de dez. 2025.Com base no texto sobre o processo Kraft de obtenção de celulose, assinale a alternativa correta.1FB32F10-89 Português
Interpretação de TextosUFU-MG · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTexto IAtualmente, estamos enfrentando a questão das inteligências artificiais (IAs), particularmente em seu uso como companheiras digitais ou como mediadoras de psicoterapias.Em um curto período, já podemos perceber seu impacto, transformando a maneira pela qual os jovens aprendem e se relacionam. IAs podem oferecer suporte imediato, auxiliar na organização de informações e até servir como uma ponte para a expressão emocional de jovens em sofrimento psíquico ou com dificuldades de socialização.Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/o-dilema-das-companhias-artificiais-na-adolescencia/. Acesso em: 13 nov. 2025.Texto IIAlicie Camargo, publicitária de 27 anos, conta que usa o ChatGPT em momentos de ansiedade. Ela avalia que a interação é em geral positiva — por exemplo quando a ferramenta a ajuda a acertar o tom de uma mensagem que deseja enviar a alguém e não sabe como, quando indica exercícios de respiração em momentos de crise e quando aponta algo que ela não enxergaria sozinha em uma situação."Mas eu entendo as limitações", diz ela, citando sugestões oferecidas pela IA que não condizem com a sua personalidade. "Se o problema for cobrar alguém, óbvio que ele [ChatGPT] vai dar a solução de cobrar a atitude, mas emocionalmente eu não estaria pronta para isso. Então o conselho não me serviu de nada." [...]L., jornalista e redatora publicitária de 21 anos que não quis se identificar, conta que conseguiu contornar o problema das respostas genéricas da tecnologia de forma prática [...] ela diz que desenvolveu técnicas para aprimorar os comandos e, consequentemente, as respostas do robô.A jovem começou a usar o chatbot para suporte emocional durante um período de luto, após a psicóloga com quem se consultava havia cinco anos morrer. Ela diz ser consciente dos riscos que a IA pode trazer, mas conta que na época foi o único recurso que se via capaz de utilizar, já que não conseguia procurar outro terapeuta. Depois de quatro meses usando a ferramenta, L. diz que se sentiu bem o suficiente para procurar tratamento psicológico e psiquiátrico, retomado há três meses.Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/01/pessoas-buscam-inteligencia-artificial-para-conversar-e-aliviarsofrimento-psiquico.shtml. Acesso em: 6 jan. 2026.Considerando o uso de estratégias argumentativas, assinale a alternativa que evidencia a correta relação entre os textos.1FA2BF1A-89 Português
Coesão e coerênciaUFU-MG · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosO que fez você ter vontade de ser uma das 154 jovens que se inscreveram para ter a chance de ocupar essa posição?Ninguém se torna ativista climática por escolha. É um pouco por obrigação e um pouco por necessidade. Eu comecei a acompanhar as conferências do clima por causa do racismo ambiental no meu território, e eu entendia a importância da participação da juventude, não só assistindo, mas também contribuindo para a solução à crise do clima. Vi a construção do cargo de Campeão da Juventude a partir das COPs 27 e 28, acompanhei o mandato da COP29. Então, fiquei mais animada em poder construir e contribuir. Não fazia ideia se eu ia fazer isso bem, mas achava que, enquanto uma jovem mulher negra do Brasil, com um time de pessoas de todos os biomas, talvez fosse possível construir uma narrativa em torno da justiça climática dentro e fora dos espaços da COP. E não fui só eu que tive essa ideia, outras pessoas também se candidataram. Mas fizemos um acordo de que, independentemente de quem fosse a pessoa nomeada, teríamos esse time de jovens de todos os biomas do Brasil.MARASCIULO, M. “Precisamos de caminhos para as próximas gerações não terem que repetir o óbvio”. Entrevista a Marcele Oliveira. Galileu, São Paulo, p. 18–32, 1 dez. 2025.O emprego das expressões em negrito na resposta da entrevistada contribui para a construção do sentido do texto aoB8805B58-7B Português
Interpretação de TextosCentro Universitário UNICEPLAC · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritosO gráfico a seguir ilustra o resultado de um estudo científico que aplicou um treinamento mental em voluntários que foram submetidos a um evento estressante. Para avaliar o sucesso dessa intervenção, os pesquisadores analisaram a resposta dos níveis de cortisol, hormônio que apresenta níveis elevados na circulação sanguínea em situações de estresse agudo e crônico. No experimento, a expectativa inicial dos pesquisadores era a de que o treinamento mental fosse capaz de reduzir o estresse e que isso seria observado por níveis reduzidos de cortisol. Os asteriscos no gráfico indicam que houve diferença estatística no resultado.
Com base nas informações do texto e do gráfico, é correto afirmar queB83B78C3-7B Português
Interpretação de TextosCentro Universitário UNICEPLAC · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosTinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.Machado de Assis. Dom Casmurro (fragmento). In: Obras Completas de Machado de Assis, vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (originalmente datado de 1899-1900).O fragmento apresentado é uma famosa passagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o narrador-personagem, Bentinho, descreve, a partir de sua memória, os olhos de Capitu, construindo uma tensão entre razão e emoção. Com relação a isso, depreende-se do excerto que o narradorC23E910F-6F Português
Interpretação de TextosUECE · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosDe acordo com pesquisa do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, no ano de 2025, 29% das mulheres participantes relataram ter sofrido algum tipo de violência, física, moral, patrimonial, sexual ou psicológica. No mesmo ano, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 1.568 vítimas de feminicídio, que é o homicídio cometido contra mulheres em situação de violência doméstica ou de discriminação de gênero, o que representou um crescimento de 4,7% em relação ao ano de 2024. Ainda, segundo os dados desse fórum, 8 a cada 10 dessas mulheres mortas em 2025 foram vitimadas por parceiros ou ex-companheiros. Combater este tipo de violência é uma obrigação de todas as pessoas no Brasil atual, e a Sociologia, junto de outras matérias da educação básica, busca através de debates e do desenvolvimento de competências e habilidades, aderir a esse combate.Com base no exposto, assinale a opção correta.C2359689-6F Português
Interpretação de TextosUECE · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosConforme Kupper (2023), os movimentos sociais contemporâneos possuem, de modo geral, uma tendência de reivindicar autonomia em relação ao Estado, e sua dinâmica política não é dada mais apenas pelas questões de classe, mas assumem “um caráter cultural por meio do controle da informação” e são contrários às classificações do mundo social pelos dominantes. Os atuais movimentos sociais, ainda, constroem-se em torno de disputas simbólicas sobre como as sociedades contemporâneas devem ser, centrando na inserção de diversas formas e estilos de vida.KUPPPER, Agnaldo. Sociologia Ensino Médio: Poder e Política. 1ª ed. Maceió-AL: Editora Café com Sociologia, 2023.Considerando o exposto, marque a opção correta.C1926EA9-6F Português
Denotação e ConotaçãoUECE · 2026Entre para guardar nos favoritosO texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.TEXTO IIA terra
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.O trecho “Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível.” (linhas 121-122) apresenta o sentido correspondenteC18AC266-6F Português
Interpretação de TextosUECE · 2026Entre para guardar nos favoritosO texto, a seguir, é parte da obra Os sertões, de Euclides da Cunha, publicado em 1902, intitulada “A terra”. A obra é resultado da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada entre agosto e outubro de 1897, para o jornal O Estado de S.Paulo.TEXTO IIA terra
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.Considerando o conteúdo do texto, é correto afirmar que seu objetivo éC18865D7-6F Português
Coesão e coerênciaUECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IProfetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé
No trecho: “Esse fenômeno marca o fim do verão e a transição para o outono no Hemisfério Sul.” (linhas 42-43), o termo destacado refere-se, no texto,C17CB597-6F Português
Interpretação de TextosUECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IProfetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé
De acordo com o texto, a expectativa dos profetas da chuva sobre a qualidade das chuvas é possível de ser entendidaC179B04F-6F Português
Interpretação de TextosUECE · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IProfetas da Chuva: a sabedoria da natureza e a fé
O texto I aborda os profetas da chuva, que são guardiões de saberes ancestrais. Assinale a opção que apresenta corretamente o objetivo do texto.E28D2C23-64 Português
Coesão e coerênciaInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO IO padeiroLevanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abroaportadoapartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lidoalgumacoisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bemuma greve, éumlockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando opovoatomarseu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquantotomocafévou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar opãoàportado apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:- Não é ninguém, é o padeiro!Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?"Então você não é ninguém?"Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lheacontecerabater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, eouvirumavoz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "nãoé ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-loparaexplicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempoeutambém,como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quasesempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão umdos primeirosexemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porquenojornalque levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônicaouartigocom o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro domeucoraçãoeu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, éopadeiro!"E assobiava pelas escadas.Fonte: BRAGA, Rubem. O padeiro. In: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. 27. ed. São Paulo: Ática, 2006, p.61-62.“Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.” O termo grifado refere-se:1F762C99-76 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
A característica das lojas de suvenires que as fazia semelhantes a “barracas de limonada” (2o parágrafo) era que as lojas1F72EE90-76 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
De acordo com o texto, a explicação correta para o desaparecimento de grande quantia de dinheiro das lojas era:1F701EEE-76 Português
Interpretação de TextosUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do conto “A caligrafia de Deus”, de Márcio Souza.
Na loucura da Zona Franca, o povo era tão afável na sua ironia que chamava aquilo de bairro. Em dez anos, aquelas colinas suaves cortadas por um igarapé viram desaparecer os buritizais e a mata quase cerrada, as chácaras e os banhos, para dar lugar a um conjunto habitacional do BNH e às adesões provocadas pela iniciativa particular dos ribeirinhos que chegavam com a anual subida das águas. O conjunto habitacional nunca ficaria pronto, e era um inferno de calor e poeira ao meio-dia, uma geladeira tropical de umidade e bruma durante a noite. Nada mais restava da antiga mata e o deserto estendia-se pelo lado das casas dos ribeirinhos. Nos meses de chuva formava-se um atoleiro que era um verdadeiro nirvana para os porcos; nos meses sem chuva, uma paisagem marcada com todo o charme de um barro avermelhado que empoava as crianças e as galinhas.
(Márcio Souza. A caligrafia de Deus, 2007.)
O ambiente apresentado, em que vive o “povo” referido no início do trecho, colabora no conto para estabelecer
1F5FCEC9-76 Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.UEA · 2025Entre para guardar nos favoritosConsidere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder à questão
A tirinha pode ser entendida como uma reflexão metalinguística. Nessa interpretação, a metalinguagem decorreria de a tirinha propor uma reflexão sobre8E54093B-75 Português
Interpretação de TextosFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia a tirinha de Brian Crane para responder à questão.

(Brian Crane. Still Pickled After All These Years, 2004.)
De acordo com a tirinha, o avô8E32890B-75 Português
Coesão e coerênciaFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine.
(Maria Celeste Consolin Dezotti (org.). A tradição da fábula: de Esopo a La Fontaine, 2018.)1 Fênix: ave fabulosa, única da espécie; capaz de viver vários séculos e renascer das próprias cinzas.Retoma um termo mencionado anteriormente na fábula a palavra sublinhada em:8E301DE8-75 Português
Interpretação de TextosFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine.
(Maria Celeste Consolin Dezotti (org.). A tradição da fábula: de Esopo a La Fontaine, 2018.)1 Fênix: ave fabulosa, única da espécie; capaz de viver vários séculos e renascer das próprias cinzas.A estratégia levada a cabo pela raposa para se apoderar do queijo foi a de explorar