Questões do ENEM: O Sujeito Moderno

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151 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 8.

  • 208A12B7-89

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    UFU-MG · 2026DifícilEntre para guardar nos favoritos
        Trata-se, portanto, de levar a sério esses dispositivos e de inverter a direção da análise: ao invés de partir de uma repressão geralmente aceita e de uma ignorância avaliada de acordo com o que supomos saber, é necessário considerar esses mecanismos positivos, produtores de saber, multiplicadores de discursos, indutores de prazer e geradores de poder. É necessário segui-los nas suas condições de surgimento e de funcionamento e procurar saber de que maneira se formam, em relação a eles, os fatos de interdição ou de ocultação que lhes são vinculados. Em suma, trata-se de definir as estratégias de poder imanentes a essa vontade de saber. E, no caso específico da sexualidade, constituir a “economia política” de uma vontade de saber.


    FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. São Paulo: Paz e Terra, 2015. p. 82-83.


    Sobre o método genealógico e o pensamento foucaultiano sobre a sexualidade, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 208a12b7-89
  • 207CEADB-89

    Filosofia

    A Consciência e os Limites do Conhecimento
    UFU-MG · 2026MédioEntre para guardar nos favoritos
        Pois é seguro que, se considero as próprias ideias como certos modos de meu pensamento somente, e não as refiro a outra coisa, elas apenas poderão ensejar-me alguma matéria de erro. Mas, entre essas ideias, algumas me parecem inatas, outras, adventícias, outras, inventadas por mim mesmo.


    DESCARTES, R. Meditações sobre filosofia primeira. Campinas: Editora da UNICAMP, 2004. p. 9-10.


    Considerando o texto, assinale a alternativa que apresenta exemplos de ideias inatas, adventícias e fictícias, respectivamente.  
    Escolha uma alternativa para a questão 207ceadb-89
  • B040695C-00

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O telescópio utilizado por Galileu, construído em 1609 1610, era composto de uma lente convergente, a objetiva, que, por ser mais fina nas bordas do que no centro, defletia mais a luz das bordas do que do centro, convergindo os raios paralelos para um foco; e uma lente divergente, a ocular, que magnificava a imagem. Kepler, em seu livro Dioptrice, publicado em 1611, argumentou que seria melhor construir um telescópio com duas lentes convergentes, como se usa atualmente. Kepler afirmou que uma lente convergente na ocular, posicionada após o foco da lente objetiva, produzia um campo maior e com maior magnificação do que uma lente divergente, embora a imagem resultasse invertida.

    Imagem da questão de Filosofia, da prova de 2025

    No contexto da filosofia renascentista e moderna, o desenvolvimento tecnológico descrito no excerto e demonstrado na imagem simboliza a

    Escolha uma alternativa para a questão b040695c-00
  • EC341BCB-CD

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    Qualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O conhecimento e a reflexão lógica foram abordados de diferentes maneiras, ao longo da história da Filosofia. Nesse contexto, dadas as afirmativas,


    I. A Filosofia Antiga defendia que o conhecimento era resultado exclusivo da dedução lógica, enquanto a Filosofia Moderna rejeitou qualquer forma de raciocínio dedutivo em favor da experiência sensorial.

    II. Na Filosofia Antiga, a lógica era vista como um instrumento para alcançar a verdade objetiva, enquanto na Filosofia Moderna ela foi substituída pelo ceticismo absoluto como base do conhecimento.

    III. A Filosofia Antiga sustentava que a verdade poderia ser atingida por meio da reflexão racional, ao passo que na Filosofia Contemporânea surge, em algumas correntes, como na filosofia analítica e no pensamento de Wittgenstein, a substituição dessa noção pela ideia de que o conhecimento somente poderia ser estabelecido por convenções linguísticas.


    verifica-se que está/ão correta/s
    Escolha uma alternativa para a questão ec341bcb-cd
  • EC316004-CD

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    Qualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Quais características são distintivas entre a Filosofia Medieval e a Filosofia Moderna no que se refere ao conhecimento e à relação entre razão e fé?
    Escolha uma alternativa para a questão ec316004-cd
  • EC2EDAB8-CD

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    Qualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
        Deus é o ente absolutamente infinito, isto é, a substância que consiste em infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita. Por Deus, compreendo o ente absolutamente infinito, isto é, a substância que consiste em infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita […].

    SPINOZA, Benedictus de. Ethica/Ética. Edição bilíngue Latim-Português. São Paulo: EDUSP, 2021, p. 45. Adaptado.


    Considerando-se a citação de Benedictus de Spinoza, cuja visão propõe que não há separação entre Deus e o universo, qual o período da Filosofia em que a sua obra e as suas ideias se inserem?
    Escolha uma alternativa para a questão ec2edab8-cd
  • A03F41FA-67

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UEG · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os textos a seguir.


    Texto I

    O homem, como zoon logikón, é um ser que, em razão de sua psyqué, ao mesmo tempo pertence ao âmbito da natureza e por essência se distingue de todos os outros seres da natureza em virtude do predicado da racionalidade, ele é um “animal racional”, um zoon logikón. A racionalidade é, pois, a diferença específica do homem, e, ao se acentuar esse aspecto, Aristóteles prolonga a linha de reflexão antropológica que tem sua origem na Sofística e que fora continuada, mesmo sofrendo profunda inflexão, pela antropologia socrático-platônica. Enquanto ser dotado de razão e linguagem, o homem transcende de alguma maneira a natureza e não pode ser considerado simplesmente um ser “natural”.

    VAZ, Henrique de C. Lima. Antropologia filosófica. São Paulo: Loyola, 2020. p. 51. (Adaptado).


    Texto II

    Outros autores interpretam o homem como possibilidade de autoprojeção. É nesse sentido que Kant afirma que, para poder atribuir ao homem seu lugar na natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados. Na filosofia contemporânea, esse conceito de homem foi assumido por vários pensadores. Por um lado, eles frisam que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, que projeta seu modo de ser ou de viver e que esse projeto passa a constituir, em algum grau, parte de seu ser. Por outro lado, esses mesmos pensadores reconhecem as limitações dessa possibilidade de se projetar, já que cada projeto já encontra como dados os elementos que utiliza. Sartre insistiu na liberdade absoluta da possibilidade de projetar e considerou puramente arbitrária ou gratuita a escolha de um projeto qualquer.

    ABBGAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 512-513. (Adaptado).


    Em ambos os textos são apresentados posicionamentos acerca do que constitui definição de ser humano. A comparação entre esses textos indica que eles 
    Escolha uma alternativa para a questão a03f41fa-67
  • C13040B1-8D

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
    Leia o texto e analise a charge a seguir.


    “Se, compreendendo um outro ser humano, penetro profundamente no horizonte do que lhe é próprio, então logo me depararei com o fato de que, assim como o seu corpo se encontra no meu campo de percepção, também o meu corpo se encontra no dele, e que, em geral, ele me experiencia sem mais como um outro para ele, tal como eu o experiencio como outro para mim.”

    HUSSERL, E. Meditações cartesianas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.  



    Imagem da questão de Filosofia, da prova de 2024



    O filósofo Edmund Husserl propõe uma reflexão sobre como cada pessoa estabelece relações com as outras. Ocorre uma equiparação dos pontos de vista, de modo que cada uma aparecerá às demais não como uma consciência incomparável, mas justamente como uma outra pessoa. Essa ideia ajuda a entender a perspectiva crítica contida na charge: certas condições ou características que percebemos como depreciativas em outras pessoas também podem ser percebidas da mesma maneira pelos outros em nós.

    Qual situação reproduz essa estrutura de equiparação exibida na charge? 
    Escolha uma alternativa para a questão c13040b1-8d
  • 7DC68758-68

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 01


    VII. Só podemos duvidar se existirmos: esse é o primeiro conhecimento que adquirimos quando filosofamos ordenadamente.

    Como rejeitamos assim tudo aquilo em que podemos cogitar a menor dúvida ou mesmo imaginamos ser falso, supomos facilmente, com efeito, que não há Deus, nem céu, nem corpos, e que nós mesmos não temos nem mãos nem pés, tampouco, finalmente, um corpo; mas não podemos da mesma maneira supor que não existimos enquanto duvidamos da verdade de todas essas coisas; pois é repugnante conceber que aquilo que pensa não existe no momento em que pensa. Por conseguinte, o conhecimento PENSO, LOGO EXISTO, é o primeiro e mais certo que se apresenta àquele que filosofa ordenadamente.


    DESCARTES, René. Princípios da Filosofia. 2. ed. São Paulo: Rideel, 2007. p. 27.



    Texto 02


    Um conceito básico convencional, que no momento ainda é algo obscuro, mas que nos é indispensável na psicologia, é o de um ‘instinto’. Podemos afirmar que um instinto é um estímulo aplicado à mente. Em primeiro lugar, um estímulo instintual não surge do mundo exterior, mas de dentro do próprio organismo. Por esse motivo ele atua diferentemente sobre a mente, e diferentes ações se tornam necessárias para removê-lo. Um instinto jamais atua como uma força que imprime um impacto momentâneo, mas sempre como um impacto constante. Considerando a vida mental de um ponto de vista biológico, um ‘instinto’ nos aparecerá como sendo um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.


    FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Ed. Standart Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 123- 127. [Adaptado]. 



    Analisando-se os textos apresentados e situando-os no contexto em que foram produzidos, verificamos o seguinte:

    Escolha uma alternativa para a questão 7dc68758-68
  • 0A4AA39E-32

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Mas há um [Deus] enganador, não sei quem, sumamente poderoso, sumamente astucioso que, por indústria, sempre me engana. Não há dúvida, portanto, de que eu, eu sou, também, se me engana: que me engane o quanto possa, nunca poderá fazer, porém, que eu nada seja, enquanto eu pensar que sou algo. De sorte que, depois de ponderar e examinar cuidadosamente todas as coisas, é preciso estabelecer finalmente que este enunciado eu, eu sou, eu, eu existo é necessariamente verdadeiro, todas as vezes que é por mim proferido ou concebido na mente. 

    DESCARTES, R. Meditações sobre Filosofia Primeira. Campinas: Unicamp, 2004, p. 39.


    Sobre a trajetória meditativa de Descartes que o leva ao cogito, é INCORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 0a4aa39e-32
  • 0A406CB5-32

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UFU-MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
        Sobre a revolução copernicana na filosofia de Immanuel Kant, é correto afirmar que o objeto do conhecimento 
    Escolha uma alternativa para a questão 0a406cb5-32
  • 9BB6E69F-31

    Filosofia

    Linguagem e Pensamento
    UNESP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
         O primeiro grande modelo de teoria psicológica da linguagem que temos na modernidade é o Livro III do Ensaio acerca do entendimento humano, de John Locke. Pela primeira vez na modernidade, temos um livro inteiro dedicado ao processo de significação linguística. O argumento lockeano é: a necessidade que temos de entrar em acordo, de nos entendermos, leva à necessidade de criarem-se signos sensíveis capazes de comunicar nossos pensamentos, nossas ideias. Se fôssemos dotados de alguma faculdade que possibilitasse o acesso direto e imediato às ideias nas mentes de outros homens, não seria necessária a linguagem.

    (Lúcio Lourenço Prado. Filosofia da linguagem, 2012. Adaptado.)


    O argumento lockeano mencionado tem implicações no âmbito
    Escolha uma alternativa para a questão 9bb6e69f-31
  • 8CDE0AC2-0E

    Filosofia

    O Método dos Modernos: Causalidade, Indução, Evidências
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Enquanto a sensação e a memória apenas são conhecimento de fato, o que é uma coisa passada e irrevogável, a ciência é o conhecimento das consequências, e a dependência de um fato com relação a outro, pelo que, a partir daquilo que presentemente sabemos fazer, sabemos como fazer qualquer outra coisa quando quisermos, ou também, em outra ocasião.”


    Hobbes, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1988, p. 30. (Coleção Os Pensadores)


    De acordo com a passagem apresentada e com a obra de que foi retirada, é correto dizer que, para Thomas Hobbes:
    Escolha uma alternativa para a questão 8cde0ac2-0e
  • C84F1F52-03

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Padre Manuel da Nóbrega (1517-1570) escreveu Diálogo sobre a conversão do gentio (1556). Nele, há um diálogo entre dois membros da Companhia de Jesus sobre os nativos da terra. Observe a seguinte passagem desse diálogo:

    Mateus Nogueira – Estou eu imaginando todas as almas dos homens serem umas e todas de uma mesma matéria, feitas à imagem e semelhança de Deus, e todas capazes da glória e criadas para ela. Diante de Deus, têm a mesma natureza a alma do papa e a alma de um indígena da capitania do Espírito Santo.

    Gonçalo Álvares – Os indígenas têm alma como nós?

    Mateus Nogueira – É claro! Afinal, a alma tem três potências: entendimento, vontade e memória, que todos têm. [...] Você teve tão ruim entendimento para entender o que eu queria lhe dizer como os nativos para entender as coisas de nossa fé. [...]


    NÓBREGA, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2017, p. 213-214. – Adaptado.


    A discussão sobre a existência da alma possuindo entendimento e vontade, sendo independente do corpo e suas sensações, e comum a todos os homens, foi depois tema central em uma corrente da filosofia europeia moderna, qual seja:
    Escolha uma alternativa para a questão c84f1f52-03
  • 0850789D-D9

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    ENEM · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Eis o ensinamento de minha doutrina: “Viva de forma a ter de desejar reviver — é o dever —, pois, em todo caso, você reviverá! Aquele que ama antes de tudo se submeter, obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba para o que dirige sua preferência, e não recue diante de nenhum meio! É a eternidade que está em jogo!”.


    NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os
    novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).


    Qual conduta se mostra alinhada à proposta nietzscheana apresentada no texto?

    Escolha uma alternativa para a questão 0850789d-d9
  • 5E1BA397-D8

    Filosofia

    Aspectos da Filosofia Contemporânea
    ENEM · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I


    O empirismo moderno foi, em grande parte, condicionado por dois dogmas. Um deles é a crença em certa divisão fundamental entre verdades analíticas, ou fundadas em significados independentemente de questões de fato, e verdades sintéticas, ou fundadas em fatos. O outro dogma é o reducionismo: a crença de que todo enunciado significativo é equivalente a algum construto lógico sobre termos que se referem à experiência imediata.

    QUINE, W. V. O. Dois dogmas do empirismo. In: RYLE, G. et al. Ensaios. São Paulo: Abril Cultural, 1975.


    TEXTO II

    Teses: 1. Somente os enunciados que possuem conteúdo factual são teoricamente significativos; enunciados que não podem, em princípio, estar fundamentados pela experiência são carentes de significado. 2. As ciências empíricas usam somente o conteúdo empírico da realidade. 3. A filosofia usa um conceito não empírico da realidade.

    CARNAP, R. Pseudoproblemas na filosofia. In: SCHLICK, M.; CARNAP, R.; POPPER, K. Coletânea de textos. São Paulo: Abril Cultural, 1975.



    Ao comparar os textos, conclui-se que eles apresentam posicionamentos filosóficos divergentes com relação ao
    Escolha uma alternativa para a questão 5e1ba397-d8
  • AF9C137F-16

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UNICENTRO · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

    Analise a tirinha e leia o texto a seguir.


    42.jpg (231×155)


    (Legenda: !Cuidado! Irresponsáveis trabalhando. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2023.)


    A proposta ética de Habermas não comporta conteúdo. Ela é formal. Ela apresenta um procedimento, fundamentado na racionalidade comunicativa, de resolução de pretensões normativas de validade.


    (DUTRA, D. J. V. Razão e consenso em Habermas. A teoria discursiva da verdade, da moral, do direito e da biotecnologia. 2.ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005. p.152.)


    Com base na tirinha, no texto e nos conhecimentos sobre a ética do discurso de Habermas, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão af9c137f-16
  • D206F92B-C4

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    Universidade Estadual do Maranhão · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A peça teatral grega, Antígona, é a continuação dramática de Édipo Rei, de Sófocles. Antígona luta pelo direito de prestar o cerimonial de luto do irmão, que fora condenado pelo rei tirano, Creonte, tendo sido proibida de qualquer direito aos ritos religiosos fúnebres, importantes na época, pois se acreditava que a alma ficava vagando. Antígona, religiosa, desobedece ao Rei, ao Estado e enterra o irmão, sendo morta. Na tragédia, estão em conflito as leis divinas e as leis dos homens.

    A tragédia exemplifica o Estado e os costumes, determinando a ação da mulher, situação que reflete toda a história até o nosso tempo. Hoje, a filósofa, Judith Butler, interpreta a tragédia de Antígona, de uma perspectiva feminista, considerando outras possibilidades, como referências da pós-modernidade. Afirma a filósofa:


    Quem, portanto, é Antígona nesse cenário, e o que devemos fazer de suas palavras, palavras que se tornam eventos dramáticos e atos performativos? Ela não pertence ao humano, porém fala por meio de sua linguagem. Proibida de agir, ela, no entanto, age, e seu ato está longe de ser a simples assimilação de uma norma existente. Ao agir como alguém que não tem o direito de fazê-lo, ela perturba o vocabulário do parentesco que é uma precondição do humano, implicitamente levantando a questão, para nós, de quais realmente devem ser essas precondições. Ela fala na linguagem do direito da qual está excluída, participando na linguagem da reivindicação com a qual nenhuma identificação final é possível. Se ela é humana, então o humano entrou em catacrese: já não conhecemos mais seu uso próprio.

    Judith Butler. O clamor de Antígona. Parentesco entre a vida e a morte. Florianópolis: UFSC, 2014.


    Nesse sentido, Butler, ao tomar Antígona como referência desse mundo pós-moderno, no que se refere às perspectivas do feminismo, apresenta a crítica de que o movimento feminista deve
    Escolha uma alternativa para a questão d206f92b-c4
  • 4443F3B3-03

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UECE · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
    “A ação é apenas o resultado da luta entre as vontades de um corpo. O que vemos por fim é o resultado do combate e que, por isto, nos aparenta uma unidade. Ao nos identificarmos com a ação, acreditamos ser também os responsáveis por tais ações. É muito comum o recurso retórico aos motivos que impulsionariam ações, declarandose que uma ação foi tomada devido a um determinado motivo. Mas esta própria luta dos motivos traduz apenas o jogo impulsivo subterrâneo ao qual quase não se tem acesso e, caso o motivo exista, seria ‘algo para nós completamente invisível e inconsciente’ (Nietzsche, Aurora). O que se tem sempre é o conhecimento do resultado da luta dos motivos, mas ‘a luta mesma se acha oculta de mim, e igualmente a vitória, como vitória; pois venho a saber o que faço – mas não o motivo que propriamente venceu’ (Nietzsche, Aurora)”.


    (Gustavo Arantes Camargo. Liberdade e vontade de potência na filosofia de Nietzsche. Cadernos Nietzsche 42 (3), Setembro/Dezembro, 2021.)


    No texto acima, o autor defende que, para Nietzsche,
    Escolha uma alternativa para a questão 4443f3b3-03
  • 44416A34-03

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UECE · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos
    “Em Genebra, a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, ainda destacou as ‘noites aterrorizantes e sem sono que as pessoas passam ao ar livre, enquanto os ataques aéreos continuam’. Segundo ela, o uso por Israel de armas explosivas com efeitos em áreas extensas densamente povoadas causou grandes danos à infraestrutura civil e perda de vidas civis e podem configurar uma violação do direito internacional humanitário. A representante da ONU ainda ressaltou que as pessoas são forçadas a se abrigar em condições cada vez mais precárias; superlotadas, com saneamento deficiente e água potável insegura, trazendo o espectro de um surto de doenças. [...] Ravina Shamdasani destacou que a punição coletiva é um crime de guerra. A punição coletiva de Israel contra toda a população de Gaza deve cessar imediatamente. O uso de linguagem desumanizante contra os palestinos também deve ser interrompido.”


    (ONU News. Moradores de Gaza estão encurralados com bombardeios nas rotas de evacuação. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2023/10/1822532. Adaptado.)


    Na passagem acima, está pressuposta uma concepção filosófica moderna da universalização da condição humana. Quanto à guerra, essa concepção se expressa da seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 44416a34-03