Questões do ENEM: Teorias do Sujeito na Filosofia Moderna
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208A12B7-89 Trata-se, portanto, de levar a sério esses dispositivos e de inverter a direção da análise: ao invés de partir de uma repressão geralmente aceita e de uma ignorância avaliada de acordo com o que supomos saber, é necessário considerar esses mecanismos positivos, produtores de saber, multiplicadores de discursos, indutores de prazer e geradores de poder. É necessário segui-los nas suas condições de surgimento e de funcionamento e procurar saber de que maneira se formam, em relação a eles, os fatos de interdição ou de ocultação que lhes são vinculados. Em suma, trata-se de definir as estratégias de poder imanentes a essa vontade de saber. E, no caso específico da sexualidade, constituir a “economia política” de uma vontade de saber.FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. São Paulo: Paz e Terra, 2015. p. 82-83.Sobre o método genealógico e o pensamento foucaultiano sobre a sexualidade, assinale a alternativa correta.207CEADB-89 Filosofia
A Consciência e os Limites do ConhecimentoUFU-MG · 2026MédioEntre para guardar nos favoritosPois é seguro que, se considero as próprias ideias como certos modos de meu pensamento somente, e não as refiro a outra coisa, elas apenas poderão ensejar-me alguma matéria de erro. Mas, entre essas ideias, algumas me parecem inatas, outras, adventícias, outras, inventadas por mim mesmo.DESCARTES, R. Meditações sobre filosofia primeira. Campinas: Editora da UNICAMP, 2004. p. 9-10.Considerando o texto, assinale a alternativa que apresenta exemplos de ideias inatas, adventícias e fictícias, respectivamente.EC2EDAB8-CD Filosofia
O Sujeito ModernoQualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritosDeus é o ente absolutamente infinito, isto é, a substância que consiste em infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita. Por Deus, compreendo o ente absolutamente infinito, isto é, a substância que consiste em infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita […].SPINOZA, Benedictus de. Ethica/Ética. Edição bilíngue Latim-Português. São Paulo: EDUSP, 2021, p. 45. Adaptado.Considerando-se a citação de Benedictus de Spinoza, cuja visão propõe que não há separação entre Deus e o universo, qual o período da Filosofia em que a sua obra e as suas ideias se inserem?C13040B1-8D Filosofia
O Sujeito ModernoUSP · 2024Entre para guardar nos favoritosLeia o texto e analise a charge a seguir.“Se, compreendendo um outro ser humano, penetro profundamente no horizonte do que lhe é próprio, então logo me depararei com o fato de que, assim como o seu corpo se encontra no meu campo de percepção, também o meu corpo se encontra no dele, e que, em geral, ele me experiencia sem mais como um outro para ele, tal como eu o experiencio como outro para mim.”HUSSERL, E. Meditações cartesianas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.
O filósofo Edmund Husserl propõe uma reflexão sobre como cada pessoa estabelece relações com as outras. Ocorre uma equiparação dos pontos de vista, de modo que cada uma aparecerá às demais não como uma consciência incomparável, mas justamente como uma outra pessoa. Essa ideia ajuda a entender a perspectiva crítica contida na charge: certas condições ou características que percebemos como depreciativas em outras pessoas também podem ser percebidas da mesma maneira pelos outros em nós.Qual situação reproduz essa estrutura de equiparação exibida na charge?7DC68758-68 Filosofia
O Sujeito ModernoUEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 01
VII. Só podemos duvidar se existirmos: esse é o primeiro conhecimento que adquirimos quando filosofamos ordenadamente.
Como rejeitamos assim tudo aquilo em que podemos cogitar a menor dúvida ou mesmo imaginamos ser falso, supomos facilmente, com efeito, que não há Deus, nem céu, nem corpos, e que nós mesmos não temos nem mãos nem pés, tampouco, finalmente, um corpo; mas não podemos da mesma maneira supor que não existimos enquanto duvidamos da verdade de todas essas coisas; pois é repugnante conceber que aquilo que pensa não existe no momento em que pensa. Por conseguinte, o conhecimento PENSO, LOGO EXISTO, é o primeiro e mais certo que se apresenta àquele que filosofa ordenadamente.
DESCARTES, René. Princípios da Filosofia. 2. ed. São Paulo: Rideel, 2007. p. 27.
Texto 02
Um conceito básico convencional, que no momento ainda é algo obscuro, mas que nos é indispensável na psicologia, é o de um ‘instinto’. Podemos afirmar que um instinto é um estímulo aplicado à mente. Em primeiro lugar, um estímulo instintual não surge do mundo exterior, mas de dentro do próprio organismo. Por esse motivo ele atua diferentemente sobre a mente, e diferentes ações se tornam necessárias para removê-lo. Um instinto jamais atua como uma força que imprime um impacto momentâneo, mas sempre como um impacto constante. Considerando a vida mental de um ponto de vista biológico, um ‘instinto’ nos aparecerá como sendo um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.
FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Ed. Standart Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 123- 127. [Adaptado].
Analisando-se os textos apresentados e situando-os no contexto em que foram produzidos, verificamos o seguinte:
4443F3B3-03 Filosofia
O Sujeito ModernoUECE · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos“A ação é apenas o resultado da luta entre as vontades de um corpo. O que vemos por fim é o resultado do combate e que, por isto, nos aparenta uma unidade. Ao nos identificarmos com a ação, acreditamos ser também os responsáveis por tais ações. É muito comum o recurso retórico aos motivos que impulsionariam ações, declarandose que uma ação foi tomada devido a um determinado motivo. Mas esta própria luta dos motivos traduz apenas o jogo impulsivo subterrâneo ao qual quase não se tem acesso e, caso o motivo exista, seria ‘algo para nós completamente invisível e inconsciente’ (Nietzsche, Aurora). O que se tem sempre é o conhecimento do resultado da luta dos motivos, mas ‘a luta mesma se acha oculta de mim, e igualmente a vitória, como vitória; pois venho a saber o que faço – mas não o motivo que propriamente venceu’ (Nietzsche, Aurora)”.(Gustavo Arantes Camargo. Liberdade e vontade de potência na filosofia de Nietzsche. Cadernos Nietzsche 42 (3), Setembro/Dezembro, 2021.)No texto acima, o autor defende que, para Nietzsche,44416A34-03 Filosofia
O Sujeito ModernoUECE · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos“Em Genebra, a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, ainda destacou as ‘noites aterrorizantes e sem sono que as pessoas passam ao ar livre, enquanto os ataques aéreos continuam’. Segundo ela, o uso por Israel de armas explosivas com efeitos em áreas extensas densamente povoadas causou grandes danos à infraestrutura civil e perda de vidas civis e podem configurar uma violação do direito internacional humanitário. A representante da ONU ainda ressaltou que as pessoas são forçadas a se abrigar em condições cada vez mais precárias; superlotadas, com saneamento deficiente e água potável insegura, trazendo o espectro de um surto de doenças. [...] Ravina Shamdasani destacou que a punição coletiva é um crime de guerra. A punição coletiva de Israel contra toda a população de Gaza deve cessar imediatamente. O uso de linguagem desumanizante contra os palestinos também deve ser interrompido.”(ONU News. Moradores de Gaza estão encurralados com bombardeios nas rotas de evacuação. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2023/10/1822532. Adaptado.)Na passagem acima, está pressuposta uma concepção filosófica moderna da universalização da condição humana. Quanto à guerra, essa concepção se expressa da seguinte forma:A0AB83A8-AB Filosofia
A Razão e seus SentidosENEM · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosEu poderia concluir que a raiva é um pensamento, que estar com raiva é pensar que alguém é detestável, e que esse pensamento, como todos os outros — assim como Descartes o mostrou —, não poderia residir em nenhum fragmento de matéria. A raiva seria, portanto, espírito. Porém, quando me volto para minha própria experiência da raiva, devo confessar que ela não estava fora do meu corpo, mas inexplicavelmente nele.MERLEAU-PONTY, M. Quinta conversa: o homem visto de fora. São Paulo: Martins Fontes, 1948 (adaptado).No que se refere ao problema do corpo, a filosofia cartesiana apresenta-se como contraponto ao entendimento expresso no texto por225A8B71-8B Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaUNESP · 2021Entre para guardar nos favoritosTexto 1
É com Descartes que a oposição homem-natureza se tornará mais completa, constituindo-se no centro do pensamento moderno e contemporâneo. O homem, instrumentalizado pelo método científico, pode penetrar os mistérios da natureza e, assim, tornar-se “senhor e possuidor da natureza”.
(Carlos W. P. Gonçalves. Os (des)caminhos do meio ambiente, 1989. Adaptado.)
Texto 2
Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra.
(Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo, 2019.)
Ailton Krenak constata os princípios da filosofia cartesiana ao reconhecer que
9DE1C517-5F Filosofia
O Sujeito ModernoENEM · 2020FácilEntre para guardar nos favoritosEm A morte de Ivan Hitch, Tolstoi descreve com detalhes repulsivos o terror de encarar a morte iminente. llitch adoece depois de um pequeno acidente e logo compreende que se encaminha para o fim de modo impossível de parar. “Nas profundezas de seu coração, ele sabia estar morrendo, mas em vez de se acostumar com a ideia, simplesmente não o fazia e não conseguia compreendê-la".KAZEZ. J. O peso das coisas: filosofia para o bem-viver. Rio de Janeiro. Tinta Negra 2004O texto descreve a experiência do personagem de Tolstoi diante de um aspecto incontornável de nossas vidas. Esse aspecto foi um tema central na tradição filosófica
1336004D-FD Filosofia
Linguagem e PensamentoUECE · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosJohannes Hessen afirma,sobre o empirismo e o racionalismo na modernidade, que “quem enxerga no pensamento humano, na razão, o único fundamento do conhecimento, está convencido da independência e especificidade psicológica do processo de pensamento. Por outro lado, quem fundamenta todo conhecimento na experiência negará independência, mesmo sob o aspecto psicológico, ao pensamento”.
HESSEN, J. Teoria do conhecimento.Trad. João Vergílio Gallerani Cuter. São Paulo: Martins Fontes, 2012, p. 48.Relacione empirismo e racionalismo à descrição apresentada por Hessen e assinale a afirmação verdadeira.
7981DD3C-C4 Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaUNIOESTE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“Ao chegar a Londres, um francês encontrará tudo muito mudado em filosofia, e também no resto. Deixou o mundo cheio, encontrou-o vazio. Em Paris, vê-se o universo composto de turbilhões de matéria sutil, em Londres, não se vê nada disso. Entre nós, a pressão da Lua causa o fluxo do mar; entre os ingleses, o mar gravita em direção à Lua (…)”VOLTAIRE, Cartas Inglesas. Carta XIV: Descartes e Sir Isaac Newton.Na décima quarta das Cartas inglesas, Voltaire identifica o atraso francês diante da superioridade inglesa não apenas no campo do conhecimento científico, mas com relação às instituições que o produzem. Ao fim, Voltaire contrapõe o itinerário tortuoso de Descartes às estáveis condições produtivas de Newton a fim de aquilatar duas grandes figuras da filosofia natural na modernidade. Assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE o contraste entre as filosofias naturais de Descartes e de Newton.
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O Sujeito ModernoUECE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosRelacione, corretamente, os pensadores com seus respectivos pensamentos acerca da forma como o conhecimento da realidade se verifica, numerando os parênteses abaixo, de acordo com a seguinte indicação:1. Immanuel Kant2. Karl Marx3. Renè Descartes4. G.W.F Hegel( ) A reflexão filosófica deve partir de um exame da formação da consciência e a experiência da consciência não é só uma experiência teórica: é necessariamente histórica.( ) Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência. É a ideologia a responsável por produzir uma alienação da consciência humana de sua situação real.( ) É sempre possível duvidar de um princípio, questionar as bases de uma teoria. É preciso colocar em questão todo o conhecimento adquirido.( ) O conhecer é um ato de autodeterminação do sujeito, é anterior a toda experiência, e trata não tanto dos objetos, mas dos conceitos a priori sobre os objetos.A sequência correta, de cima para baixo, é:4A6C8959-0A Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaENEM · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosPenso que não há um sujeito soberano, fundador, uma forma universal de sujeito que poderíamos encontrar em todos os lugares. Penso, pelo contrário, que o sujeito se constitui através das práticas de sujeição ou, de maneira mais autônoma, através de práticas de liberação, de liberdade, como na Antiguidade — a partir, obviamente, de um certo número de regras, de estilos, que podemos encontrar no meio cultural.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos V: ética, sexualidade, política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
O texto aponta que a subjetivação se efetiva numa dimensão
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O Sujeito ModernoUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o texto a seguir:
“Neste ponto, o filósofo compreendeu que havia uma crença da qual ele não podia duvidar: a crença na própria existência. Cada um de nós pensa ou diz: ‘Sou, existo’ – e, enquanto pensamos ou dizemos isso, não podemos estar errados. Quando o filósofo tentou aplicar o teste do gênio maligno a sua crença, percebeu que o gênio só podia levá-lo a acreditar que ele existe se ele, o próprio filósofo, de fato existir – como ele poderia duvidar da própria existência, se é preciso existir para ter dúvida?O axioma ‘Eu sou, eu existo’ constitui a primeira certeza desse filósofo. Em sua obra anterior, Discurso sobre o método, ele a apresentou como ‘Penso, logo existo’, mas abandonou a frase ao escrever suas Meditações, pois o uso de ‘logo’ leva a afirmação a ser lida como premissa e conclusão. O filósofo queria que o leitor – o ‘eu’ que medita – percebesse que, assim que considero o fato de que existo, sei que isso é verdadeiro. Tal verdade é instantaneamente apreendida. A percepção de que existo é uma intuição direta, não a conclusão de um argumento.” (Vários colaboradores. O livro da Filosofia. Tradução Douglas Kim. São Paulo: Globo, 2011. p. 120. Adaptado).O texto desse enunciado exprime uma vertente do pensamento racionalista de um importante filósofo ocidental. Assinale a alternativa correta que apresenta o filósofo racionalista autor das reflexões apresentadas.D3F7D9EB-3F Filosofia
O Sujeito ModernoUEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
E se escrevo em francês, que é a língua de meu país, e não em latim, que é a de meus preceptores, é porque espero que aqueles que se servem apenas de sua razão natural inteiramente pura julgarão melhor minhas opiniões do que aqueles que não acreditam senão nos livros dos antigos. E quanto aos que unem o bom senso ao estudo, os únicos que desejo para meus juízes, não serão de modo algum, tenho certeza, tão parciais a favor do latim que recusem ouvir minhas razões, porque as explico em língua vulgar.
DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. J. Guinsburg e Bento Prado Jr. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Coleção “Os pensadores”. p. 79.
Com base nos conhecimentos sobre Descartes e o surgimento da filosofia moderna, assinale a alternativa correta.
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O Sujeito ModernoUniversidade de Pernambuco · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosConsidere o texto a seguir sobre o paradigma da Modernidade.

Não nos esqueçamos de outra não menos importante verdade histórica: a Revolução Científica foi profetizada por Bacon, realizada por Galileu, tematizada por Descartes, mas só concluída e sistematizada por Newton.
(JAPIASSU, HIlton. Como Nasceu a Ciência Moderna. Rio de Janeiro: Imago, 2007, p. 112. Adaptado.)
O autor acima retrata, com singularidade, alguns dos expoentes do pensamento moderno. Sobre esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
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O Sujeito ModernoUNESPAR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosA filosofia moderna é marcada pela necessidade de afirmar a importância de um método para a investigação, fato que não afeta apenas as preocupações dos filósofos, mas também dos cientistas que começavam a esboçar, de forma mais metódica, produção de conhecimento. O método mais celebrado entre os filósofos da época foi aquele desenvolvido por René Descartes, conhecido como o pai do Racionalismo moderno. Contudo, o filósofo Francis Bacon colocou importantes críticas a respeito da validade do método de Descartes. Assinale a alternativa que melhor represente a contribuição de Descartes e a de Bacon, respectivamente.998DD995-E7 Filosofia
O Sujeito ModernoUNB · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens de 110 a 118, assinale a opção correta no item 119, que é do tipo C, e faça o que se pede no item 120, que é do tipo D. Com relação às diversas formas de conhecimento, é correto afirmar queA dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza.A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
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O Sujeito ModernoIF-TM · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritosSe com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imutável, por outras palavras, não há um determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade, o homem está condenado a ser livre. Condenado, não porque não se criou a si próprio, mas uma vez lançado no mundo é responsável por tudo quanto fizer. A liberdade, dentro da visão existencial, caracteriza-se pela possibilidade do ser Para-Si, um ser de consciência capaz de planejar suas realizações, sem que haja conteúdos dados, ou inatos que o impulsionariam para esta ou aquela realização.CHAUI, MARILENA. Convite à Filosofia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2002.Sartre, em um de seus mais conhecidos aforismos, dizia “Eu estou condenado a ser livre”, já que, nesta ausência de essência da consciência, esta se vê obrigada a projetar, a construir-se, já que a única escolha que não se pode fazer é a de não ser livre. O ser livre só pode existir porque: