Texto 1
O professor não se aproveitará da audiência cativa dos
estudantes para promover os seus próprios interesses, opiniões
ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais
e econômicas, o professor apresentará aos alunos,
de forma justa – isto é com a mesma profundidade e seriedade
–, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas
concorrentes a respeito. O professor respeitará o direito
dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que
esteja de acordo com suas próprias convicções.
(www.programaescolasempartido.org. Adaptado.)
Texto 2
Ciências sempre incluem controvérsias, mesmo física e
química. Se não ensinamos isso também, ensinamos errado.
E o mesmo vale para história e sociologia – o professor
precisa ensinar Karl Marx, mas também Adam Smith e Émile
Durkheim. Mas o conhecimento que precisa ser passado é
essencialmente científico – o que não inclui o criacionismo,
que é uma teoria religiosa. Com todo respeito, mas família é
família, e sociedade é sociedade: a família pode ter crenças
de preconceito homofóbico ou contra a mulher, por exemplo,
e não se pode deixar que um jovem nunca seja exposto a um
ponto de vista diferente desses. Ele tem que ser exposto a
outros valores.
(Renato Janine Ribeiro. https://educacao.uol.com.br, 21.07.2016. Adaptado.)
O confronto entre os dois textos permite concluir corretamente
que