Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

2.168 questões encontradas. Mostrando a página 18 de 109.

  • C004DD9B-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os automóveis invadem a cidade

        Naqueles tempos, a vida em São Paulo era tranquila. Poderia ser ainda mais, não fosse a invasão cada vez maior dos automóveis importados, circulando pelas ruas da cidade; grossos tubos, situados nas laterais externas dos carros, desprendiam, em violentas explosões, gases e fumaça escura. Estridentes fonfons de buzinas, assustando os distraídos, abriam passagem para alguns deslumbrados motoristas que, em suas desabaladas carreiras, infringiam as regras de trânsito, muitas vezes chegando ao abuso de alcançar mais de 20 quilômetros à hora, velocidade permitida somente nas estradas. Fora esse detalhe, o do trânsito, a cidade crescia mansamente. Não havia surgido ainda a febre dos edifícios altos; nem mesmo o “Prédio Martinelli” – arranha-céu pioneiro em São Paulo, se não me engano do Brasil – fora ainda construído. Não existia rádio, e televisão, nem em sonhos. Não se curtia som em aparelhos de alta-fidelidade. Ouvia-se música em gramofones de tromba e manivela. Havia tempo para tudo, ninguém se afobava, ninguém andava depressa.

    GATTAI, Z. Anarquistas, graças a Deus. Rio de Janeiro: Record, 1986.

    Esse trecho contribui para garantir a conservação da memória do nosso país, porque
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  • C000A11D-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A incapacidade de ser verdadeiro

        Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

        A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.

        Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.

        Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

        — Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

    ANDRADE, C. D. Rick e a girafa. São Paulo: Ática, 2001.

    A sequência dos fatos que culminou na decisão da mãe de Paulo de levá-lo ao médico é estabelecida, no texto, pelo emprego das seguintes palavras:
    Escolha uma alternativa para a questão c000a11d-fd
  • BFFE0185-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A metamorfose

        Valdirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

    VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2010 (fragmento).

    Inspirado na obra A metamorfose, de Franz Kafka, o narrador mostra uma face do relacionamento humano, aqui representada pelo
    Escolha uma alternativa para a questão bffe0185-fd
  • BFFA5F7A-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

        Fui ver titia e ela continua insatisfeita com o poder aquisitivo do cruzeiro. Sabe muito bem que a inflação diminui, sabe muito bem que o produto bruto aumenta, mas acha que isso tudo, infelizmente, está custando a chegar no supermercado. Diz que o problema é o custo do aluguel, o custo do feijão, da carne e do arroz. O resto, realmente, não interessa. Olhei para titia, com meus olhos sábios, e não pude deixar de sorrir com tristeza – o problema dela é que não consegue abandonar essa medíocre mania de querer simplificar a economia.

    FERNANDES, M. 30 anos de mim mesmo. Rio de Janeiro: Desiderata, 2006.

    A realidade social vivida pelas personagens, no texto, adquire expressividade pelo olhar de um narrador
    Escolha uma alternativa para a questão bffa5f7a-fd
  • BFF60AF6-FD

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Tantas palavras                          

    Que eu conhecia                        

    E já não falo mais, jamais          

    Quantas palavras                       

    Que ela adorava                        

    Saíram de cartaz                       

       

         Nós aprendemos                            

     Palavras duras                           

      Como dizer perdi, perdi               

    Palavras tontas                         

    Nossas palavras                        

    Quem falou não está mais aqui.

    CHICO BUARQUE. Tantas palavras. São Paulo: Cia. das Letras, 2006 (fragmento).

    No texto, o lirismo foi construído com a exploração da linguagem em suas funções poética e metalinguística, conforme se depreende da
    Escolha uma alternativa para a questão bff60af6-fd
  • BFF27A16-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Escola da mestra Silvina

    Minha escola primária...                   

    Escola antiga de antiga mestra.      

       Repartida em dois períodos               

    para a mesma meninada,              

     Das 8 às 11, da 1 às 4.                    

    Nem recreio, nem exames.            

    Nem notas, nem férias.                  

       Sem cânticos, sem merenda...         

    Digo mal – sempre havia               

    distribuídos                                    

    alguns bolos de palmatória...        

    A granel?                                      

    Não, que a mestra                        

            era boa, velha, cansada, aposentada.

    Tinha já ensinado a uma geração

    antes da minha.                            

    CORALINA, C. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. São Paulo: Global, 1993.

    Na reconstrução, pela memória, do ambiente escolar e de sua professora, o eu lírico recorre a elementos que expõem uma visão
    Escolha uma alternativa para a questão bff27a16-fd
  • BFD8155B-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    ZAMBI. Disponível em: www.oprofessorqueviroupapel.com.br. Acesso em: 18 mar. 2018.

    De acordo com a evolução apresentada na imagem, identificamos que os idosos
    Escolha uma alternativa para a questão bfd8155b-fd
  • BFD45C92-FD

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, da prova de 2018


        Basta alguém ter passado dos trinta para se lembrar perfeitamente de uma infância sem telefone celular, tablets ou computadores. Para estudar, divertir-se e passar o tempo, não havia o virtual: além do mundo real, só mesmo a nossa imaginação – e ela, nossa imaginação, era quem sempre melhor nos acompanhava na hora das brincadeiras infantis. Talvez pareça espantoso, mas as crianças divertiam-se tanto ou mais no passado, sem virtualidade nem tanta tecnologia, quanto hoje. Livros, gibis, jogos, bonecos, correr, dançar, andar de bicicleta e brincar de forma geral – além, é claro, dos próprios amigos – faziam a felicidade da criançada.

    Disponível em: www.londrinando.com. Acesso em: 17 mar. 2018 (adaptado).

    Com base no texto, as brincadeiras são identificadas como um(a)
    Escolha uma alternativa para a questão bfd45c92-fd
  • BFCE9925-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Como as aranhas fazem sua teia?

        As aranhas têm 2, 4 ou 6 tubinhos no abdômen, chamados fiandeiras. Para fazer as teias, o líquido que sai das fiandeiras endurece, adquirindo a forma de fios, como naquela máquina que faz algodão-doce. As teias funcionam como armadilhas para insetos, dos quais as aranhas se alimentam.

    DUARTE, M. A arca dos bichos. São Paulo: Cia. das Letrinhas, 1999.

    O texto apresenta uma explicação fundamentada nas ciências sobre o mecanismo de confecção de teias de aranha. Esse texto tem o papel predominante de
    Escolha uma alternativa para a questão bfce9925-fd
  • BFCB70E0-FD

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponível em: http://imagenesdefb.com. Acesso em: 17 set. 2013.

    A charge tem a função social de provocar reflexões a respeito de questões cotidianas por meio da crítica e do humor. Essa charge apresenta uma crítica social ao fato de
    Escolha uma alternativa para a questão bfcb70e0-fd
  • BFC897EA-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Disponível em: www.drinksinitiatives.eu. Acesso em: 28 jul. 2014.

    O termo “Sorry”, em destaque no cartaz, chama a atenção do leitor para uma situação que pode ser
    Escolha uma alternativa para a questão bfc897ea-fd
  • BFC4C04A-FD

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
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    Perú

        En las arenas del desierto. Un lugar único en el mundo, lleno de misterio y misticismo, con maravillosas formas de inmensas figuras y líneas de espectacular perfección. Trabajo de una muy antigua civilización peruana, las Líneas de Nazca, lugar declarado como Patrimonio Cultural de la Humanidad por Unesco. También se le ofrece visitar los complejos arqueológicos de Cahuachi, Estaquería, Chauchilla, Cantayoc y los geoglifos de Palpa.

    Disponível em: www.go2peru.com. Acesso em: 6 set. 2014.

    Ao empregar palavras como “único”, “lleno”, “maravillosas” e “espectacular”, o autor do texto pretende
    Escolha uma alternativa para a questão bfc4c04a-fd
  • BFC0B31D-FD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Connect and Share with the People in your Life


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Disponível em: www.facebook.com. Acesso em: 1 out. 2013 (adaptado).

    Ao preencher o formulário eletrônico, o internauta
    Escolha uma alternativa para a questão bfc0b31d-fd
  • BFBDD94D-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

        De acordo com o Manifesto do Fair Play, parte-se do entendimento de que alguns de seus conceitos básicos são: o respeito às regras, o respeito ao árbitro e a aceitação de suas decisões, o respeito ao adversário, o desejo de igualdade, e a dignidade (não violência). Aqui, destaca-se também o papel dos pais, dos treinadores e dos atletas profissionais na busca da prática do jogo limpo e honesto.

    UNESCO. Cadernos de referência de esporte 10: Valores no esporte. Brasília: Fundação Vale, 2013 (adaptado).

    É reconhecida como uma atitude contrária ao valor do fair play o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão bfbdd94d-fd
  • BFBAD8FC-FD

    Português

    Interpretação de Textos
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    "Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"

    "Infelizmente, cavalheiro..."

    "Ora, você sabe do que eu estou falando."

    "Estou me esforçando, mas..."

    "Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"

    "Se o senhor diz, cavalheiro."

    "Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."

    "Sim, senhor. Pontudo numa ponta."

    "Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"

    VERISSIMO, L. F. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1982.

    Analisando o diálogo apresentado no texto, percebe-se que falhas na comunicação poderiam ser minimizadas se o consumidor
    Escolha uma alternativa para a questão bfbad8fc-fd
  • BFB7E6F7-FD

    Português

    Interpretação de Textos
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    O cão e a carne

        Ia um cão atravessando um rio; levava na boca um bom pedaço de carne. No fundo da água, viu a sombra da carne; era muito maior. Cobiçoso, soltou a que tinha na boca para agarrar na outra; por mais, porém, que mergulhasse, não alcançou.

    Disponível em: www.ebooksbrasil.org. Acesso em: 25 set. 2013 (adaptado).

    A fábula é um texto cujos personagens, geralmente, são animais com características humanas. O objetivo desse texto é apresentar
    Escolha uma alternativa para a questão bfb7e6f7-fd
  • BFB297C5-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponível em: http://3.bp.blogspot.com. Acesso em: 27 jul. 2015.

    Essa charge apresenta uma crítica bem humorada sobre a proliferação do mosquito transmissor da dengue. O humor no texto é construído a partir da conjugação da
    Escolha uma alternativa para a questão bfb297c5-fd
  • B161DBF3-FD

    Espanhol

    Análise Sintática | Análisis Sintáctico
    UNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Los dos reyes y los dos laberintos
    Jorge Luis Borges
    Cuentan los hombres dignos de fe (pero Alá sabe más) que en los primeros días hubo un rey de las islas de Babilonia que congregó a sus arquitectos y magos y les mandó a construir un laberinto tan perplejo y sutil que los varones más prudentes no se aventuraban a entrar, y los que entraban se perdían. Esa obra era un escándalo, porque la confusión y la maravilla son operaciones propias de Dios y no de los hombres. Con el andar del tiempo vino a su corte un rey de los árabes, y el rey de Babilonia (para hacer burla de la simplicidad de su huésped) lo hizo penetrar en el laberinto, donde vagó afrentado y confundido hasta la declinación de la tarde. Entonces imploró socorro divino y dio con la puerta. Sus labios no profirieron queja ninguna, pero le dijo al rey de Babilonia que él en Arabia tenía otro laberinto y que, si Dios era servido, se lo daría a conocer algún día. Luego regresó a Arabia, juntó sus capitanes y sus alcaides y estragó los reinos de Babilonia con tan venturosa fortuna que derribó sus castillos, rompió sus gentes e hizo cautivo al mismo rey. Lo amarró encima de un camello veloz y lo llevó al desierto. Cabalgaron tres días, y le dijo: “Oh, rey del tiempo y substancia y cifra del siglo!, en Babilonia me quisiste perder en un laberinto de bronce con muchas escaleras, puertas y muros; ahora el Poderoso ha tenido a bien que te muestre el mío, donde no hay escaleras que subir, ni puertas que forzar, ni fatigosas galerías que recorrer, ni muros que veden el paso.” Luego le desató las ligaduras y lo abandonó en la mitad del desierto, donde murió de hambre y de sed. La gloria sea con aquel que no muere.
    Disponible en https://ciudadseva.com/texto/los-dos-reyes-y-los-dos-laberintos/. Accsesado en 13 de ago. 2018.
    En el segmento a seguir, destacado en el texto “Entonces imploró socorro divino y dio con la puerta. Sus labios no profirieron queja ninguna, pero le dijo al rey de Babilonia que él en Arabia tenía otro laberinto y que, si Dios era servido, se lo daría a conocer algún día.”, identifique la función de los elementos señalados “le”, “se” y “lo”, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão b161dbf3-fd
  • B15C9125-FD

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UNICENTRO · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Los dos reyes y los dos laberintos
    Jorge Luis Borges
    Cuentan los hombres dignos de fe (pero Alá sabe más) que en los primeros días hubo un rey de las islas de Babilonia que congregó a sus arquitectos y magos y les mandó a construir un laberinto tan perplejo y sutil que los varones más prudentes no se aventuraban a entrar, y los que entraban se perdían. Esa obra era un escándalo, porque la confusión y la maravilla son operaciones propias de Dios y no de los hombres. Con el andar del tiempo vino a su corte un rey de los árabes, y el rey de Babilonia (para hacer burla de la simplicidad de su huésped) lo hizo penetrar en el laberinto, donde vagó afrentado y confundido hasta la declinación de la tarde. Entonces imploró socorro divino y dio con la puerta. Sus labios no profirieron queja ninguna, pero le dijo al rey de Babilonia que él en Arabia tenía otro laberinto y que, si Dios era servido, se lo daría a conocer algún día. Luego regresó a Arabia, juntó sus capitanes y sus alcaides y estragó los reinos de Babilonia con tan venturosa fortuna que derribó sus castillos, rompió sus gentes e hizo cautivo al mismo rey. Lo amarró encima de un camello veloz y lo llevó al desierto. Cabalgaron tres días, y le dijo: “Oh, rey del tiempo y substancia y cifra del siglo!, en Babilonia me quisiste perder en un laberinto de bronce con muchas escaleras, puertas y muros; ahora el Poderoso ha tenido a bien que te muestre el mío, donde no hay escaleras que subir, ni puertas que forzar, ni fatigosas galerías que recorrer, ni muros que veden el paso.” Luego le desató las ligaduras y lo abandonó en la mitad del desierto, donde murió de hambre y de sed. La gloria sea con aquel que no muere.
    Disponible en https://ciudadseva.com/texto/los-dos-reyes-y-los-dos-laberintos/. Accsesado en 13 de ago. 2018.
    Este texto, escrito por Jorge Luis Borges en 1949, se trata de
    Escolha uma alternativa para a questão b15c9125-fd
  • B1580B5B-FD

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    UNICENTRO · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    La sequía que acorraló a la cultura maya

    Una investigación calcula la gravedad de la temporada seca que provocó daños socioeconómicos severos en muchas áreas ocupadas por esta civilización
    [1ª parte]
    Las épocas de sequía que atormentan a muchas sociedades hoy en día no son un problema nuevo. Y quizás estudiar lo que pasó en la antigüedad pueda dar pistas sobre cómo enfrentarse a esa plaga. La civilización maya afincada durante muchos siglos en Centroamérica, fue una de las que más sufrieron las temporadas secas. Distintos estudios apuntan a que la que caracterizó décadas enteras en los siglos IX y X d. C. en muchas regiones donde vivían los mayas causó graves alteraciones socioeconómicas y contribuyó en provocar su declive cultural. Una investigación publicada este jueves en Science calcula que las consecuencias de esas sequías en la península de Yucatán (México) provocaron un descenso anual medio de las precipitaciones de casi un 50% con respecto a las condiciones actuales. Fue una de las épocas de sequía “más severas de los últimos 10.000 años en esta zona”, según uno de los autores. 
    en esta zona”, según uno de los autores. No cabe duda sobre el hecho de que eventos climáticos extremos dejaron una huella profunda en la historia de los mayas una civilización politeísta cuya estructura sociopolítica y cuya herencia cultural, lingüística y religiosa despiertan curiosidad y fascinación en muchas partes del mundo. Esclarecer cómo de intensos fueron esos eventos y hasta qué punto fueron directamente responsables de su declive, en cambio, es todavía objeto de debate. Los autores del estudio publicado este jueves, científicos de la Universidad de Cambridge (Reino Unido) y de Florida (EE UU), aportaron un nuevo elemento a la discusión tras analizar los sedimentos del lago Chichancanab, en la región de Yucatán (México).
    En la última parte del primer milenio d. C. “se redujo considerablemente el volumen de agua en los lagos de esta región, como consecuencia de la disminución en las lluvias y la mayor tasa de evaporación”, explica el español Fernando Gázquez-Sánchez, uno de los investigadores de Cambridge. “Estas etapas quedaron registradas en forma de estratos de yeso, un mineral cuya presencia en lagos suele estar relacionada con periodos secos”, agrega. Gázquez-Sánchez explica que la datación con carbono-14 de una semilla que había quedado atrapada en el yeso depositado permitió identificar con exactitud la época de sequías más extremas entre el 780 y el 990 d. C.
    Una temporada seca tan larga provocó picos en los que el descenso de la media de precipitaciones anuales alcanzó hasta un 70% con respecto a las condiciones actuales del lago Chichancanab. También se registró una disminución de entre un 2% y un 7% en la humedad. “Las causas de estas sequías fueron de origen natural, ya que en este periodo el ser humano no tenía aún la capacidad de cambiar el clima a escala global, a diferencia de lo que ocurre en la actualidad”, asegura Gázquez-Sánchez. El periodo identificado como el de situaciones de sequía más extremas “coincide perfectamente con el declive de la civilización Maya constatado a partir de restos arqueológicos, por ejemplo, la disminución en el número de construcciones civiles y templos construidos durante este periodo”, explica el investigador almeriense. 


    [2ª parte]
    La crisis de una civilización milenaria
    “Las sequías no explican la caída de todos los sitios o ciudades mayas y definitivamente hubo eventos socio-políticos que contribuyeron a la caída de la civilización”, afirma Martín Medina, de la Universidad de Auburn (EE UU). “Hasta qué punto fue el clima el detonante o simplemente un catalizador de cambios, es una pregunta sobre la cual no tenemos una respuesta clara”, prosigue. En su opinión, el estudio publicado este jueves aporta un método independiente para confirmar que la época de sequía que afectó a los mayas fue “suficientemente intensa como para causar graves perturbaciones sociales y hasta quizás el colapso de la entera civilización”.
    “La civilización maya clásica, como muchas otras, era compleja en su modelo socioeconómico y político, así como en su relación con el medio natural”, afirma Gázquez-Sánchez. Organizados en ciudades autónomas con al frente un gobernante, estos antiguos habitantes del actual Guatemala, Honduras, El Salvador y las regiones meridionales de México se sustentaban sobre todo gracias al cultivo y al consumo de maíz y otros vegetales, detalla Hugo García, historiador de la Universidad Nacional Autónoma de México. La producción agrícola se vio extremadamente afectada por la falta de lluvias provocadas por las sequías, según constataron distintos estudios.
    Los gobernantes mayas obtenían la legitimidad necesaria para gobernar gracias a la capacidad que tenían de mantener alimentada a su población, explica García. "Sin duda alguna, los problemas ecológicos que muestra el estudio debieron traer consigo una baja importante en la producción agrícola y un desabastecimiento de alimentos en la región, lo que pudo llevar a que los gobernantes locales perdieran la legitimidad y la autoridad política", asegura el historiador. También se produjo el “corte de las relaciones comerciales y diplomáticas” entre ciudades, agrega Andrés Ciudad de la Universidad Complutense de Madrid. Todo esto "trajo consigo que parte de la población las abandonara y, más tarde, la élite huyera a mejores lugares", continúa García.
    Además de problemas económicos y políticos, también el aumento de las guerras entre mayas contribuyó a empujarlos hacia el declive, según este experto. Pero hablar de una desaparición absoluta de esta civilización no sería correcto, afirman los historiadores. "Hoy día ya no se habla de colapso de la cultura o la sociedad maya, pues en realidad siguieron habitando las zonas alrededor de las grandes ciudades por mucho tiempo más y después de estas fechas hubo ciudades que surgieron o que continuaron su actividad", asegura García. Lo suyo es "hablar de un colapso del sistema o de los sistemas políticos mayas y de una reconfiguración de algunas expresiones culturales", agrega.(...)

    Disponible en https://elpais.com/elpais/2018/08/02/ciencia/1533209672_129588.html. Accesado en 06 de ago. 2018
    En relación a los argumentos presentados en la primera y en la segunda parte del texto, se puede afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão b1580b5b-fd