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Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

6.600 questões encontradas. Mostrando a página 275 de 330.

  • 32992F81-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    O adiado avô.

    Mia Couto.
      Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhor engolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)
    Assinale a alternativa que melhor caracteriza o texto em relação aos gêneros literários.
    Escolha uma alternativa para a questão 32992f81-dd
  • 329610B4-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    O adiado avô.

    Mia Couto.
      Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhor engolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)
    Assinale a alternativa que explica corretamente a atitude do protagonista, de se “amarrar no silêncio” (negritado, no texto).
    Escolha uma alternativa para a questão 329610b4-dd
  • 329284CF-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    O adiado avô.

    Mia Couto.
      Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhor engolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)
    A linguagem do texto é marcada por uma profusão de recursos literários, entre os quais, a intertextualidade. Assinale a alternativa que registra esse recurso.
    Escolha uma alternativa para a questão 329284cf-dd
  • 328F2B55-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    O adiado avô.

    Mia Couto.
      Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhor engolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)

    Mia Couto, autor moçambicano, é conhecido por abordar o passado colonial de sua terra natal, a opressão feminina, a família patriarcal e a luta do povo em busca de sua identidade. Metaforicamente, de modo implícito, ou explícito, essas marcas se evidenciam nesse texto, nas situações:

    I) silêncio de Amadalena.

    II) insistência de Zedmundo em ser ele mesmo.

    III) insistência de Glória na bênção do pai ao neto.

    IV) postura autoritária do patrão português.

    V) mágoa explícita do narrador.


    Estão corretos apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão 328f2b55-dd
  • 328BAA10-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Analise a charge com atenção.


    Imagem da questão de Português, IF-PR 2018, Interpretação de Textos

        Nessa charge, os recursos não-verbais são suficientes para a compreensão da mensagem, que poderia ser assim registrada: 

    Escolha uma alternativa para a questão 328baa10-dd
  • 3288518A-DD

    Português

    Gêneros Textuais
    IF-PR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente os textos a seguir.

    Texto 1
    Baralho cigano - A carta 30 “Os Lírios” rege o período.
    Uma semana que lágrimas poderão rolar de nossos olhos. Os lírios simbolizam tristeza, perdas e sofrimentos na vida amorosa e familiar. Tudo causado por situações que irão se revelar neste período. Mas, com calma, amor e inteligência, tudo irá se resolver para seu bem. Só que a carta avisa: haverá perdas necessárias, para que uma nova fase comece já. (www.terra.com.br)

    Texto 2
    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade... (Constituição Federal, 1988, art. 5º).

    Texto 3
    A excelente coluna “Auxílio é para quem precisa?”, de Fernanda Mena (Opinião, 21/7), aborda de maneira oportuna e objetiva a imoralidade da concessão de auxílio-moradia de R$4,378 mensais para juízes. Abdias Ferreira Filho (São Paulo, SP)

    Texto 4
    Imagem da questão de Português, IF-PR 2018, Gêneros Textuais

    Tomando por base esses textos, pode-se afirmar, a respeito de “gêneros textuais”, que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3288518a-dd
  • 32850BF7-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Os dois amigos se encontram, para um dia de pescaria. Um deles estranha a “bagagem” do outro:

    – Ô cumpade, pra mode quê tá levano esses dois embornal? Tudo é isca?

    – Não... É que tô levano uma pingazinha, cumpade.

    – Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!

    – Cumpade, é que pode aparecê uma cobra e picá a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole, que é pra mode num sinti a dô.

    – É... e na outra sacola, o que cê tá levano?

    – É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...

    Considerando o texto, selecione, entre as alternativas, o dizer popular ao qual se pode relacionar algum fragmento dele, ou sua totalidade.
    Escolha uma alternativa para a questão 32850bf7-dd
  • 3281003E-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os dois amigos se encontram, para um dia de pescaria. Um deles estranha a “bagagem” do outro:

    – Ô cumpade, pra mode quê tá levano esses dois embornal? Tudo é isca?

    – Não... É que tô levano uma pingazinha, cumpade.

    – Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!

    – Cumpade, é que pode aparecê uma cobra e picá a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole, que é pra mode num sinti a dô.

    – É... e na outra sacola, o que cê tá levano?

    – É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...

    Assinale a alternativa correta em relação ao texto.

    Escolha uma alternativa para a questão 3281003e-dd
  • 327DEAF3-DD

    Português

    Denotação e Conotação
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
         Em texto publicado no New York Times, Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, argumenta que vivemos em uma sociedade na qual ter informações tornou-se mais importante do que pensar: uma era pós-ideias(...). Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante: vivemos em uma sociedade vazia de grandes ideias, leia-se, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. (...) Não somos menos inteligentes do que nossos ancestrais. A razão para a esqualidez de nossas ideias, segundo o autor, é que vivemos em um mundo no qual ideias que não podem ser rapidamente transformadas em negócios, lucros, são relegadas às margens. Tal condição é acompanhada pelo declínio dos ideais iluministas – o primado da razão, da ciência e da lógica – e a ascensão da superstição, da fé e da ortodoxia. (...)

        O autor aponta que a principal causa da debilidade das nossas ideias é o excesso de informações. Hoje, graças à internet, temos acesso facilitado a qualquer informação, de qualquer fonte, em qualquer parte do planeta. Colocamos a informação acima do conhecimento. Temos acesso a tantas informações que não temos tempo para processá-las. (...) Saber, ou possuir informação, tornou-se mais importante do que conhecer; mais importante porque tem mais valor, porque nos mantêm à tona, conectados em nossas infinitas redes de pseudorrelações.

       As novas gerações estão adotando maciçamente as mídias sociais, fazendo delas sua forma primária de comunicação. Para Glaber, tais mídias fomentam hábitos mentais que são opostos àqueles necessários para gerar ideias. Elas substituem raciocínios lógicos e argumentos por fragmentos de comunicação e opiniões descompromissadas.

       O mesmo fenômeno atinge as gerações mais velhas. Nas empresas, muitos executivos passam parte considerável de seu tempo captando fragmentos de notícias sobre mercados, concorrentes e clientes. (...) Vivem a colher informações e distribuí-las, sem vontade ou tempo para analisá-las. Tornam-se máquinas de captação e reprodução. À noite, em casa, repetem o comportamento nas mídias sociais. Seguem a vida dos amigos e dos amigos dos amigos; comunicam-se por uma orgia de imagens e frases curtas, signos cheios de significado e vazios de sentido. (Carta Capital, 16/10/2011)

    O autor utiliza, reiteradamente, o sentido conotativo das palavras, em busca da melhor e mais expressiva construção do texto. Analise as assertivas (negritadas no texto e transcritas abaixo), em que esse recurso está presente.


    I) “Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante...”

    II) “A razão para a esqualidez de nossas ideias...”

    III) “Tal condição é acompanhada pelo declínio dos ideais iluministas...”

    IV) “Saber, ou possuir informação (...) tem mais valor, porque nos mantêm à tona.”

    V) “... tais mídias fomentam hábitos mentais que são opostos àqueles necessários para gerar ideias.”

    VI) “... comunicam-se por uma orgia de imagens e frases curtas...”


    Estão corretas apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão 327deaf3-dd
  • 327A7257-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
         Em texto publicado no New York Times, Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, argumenta que vivemos em uma sociedade na qual ter informações tornou-se mais importante do que pensar: uma era pós-ideias(...). Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante: vivemos em uma sociedade vazia de grandes ideias, leia-se, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. (...) Não somos menos inteligentes do que nossos ancestrais. A razão para a esqualidez de nossas ideias, segundo o autor, é que vivemos em um mundo no qual ideias que não podem ser rapidamente transformadas em negócios, lucros, são relegadas às margens. Tal condição é acompanhada pelo declínio dos ideais iluministas – o primado da razão, da ciência e da lógica – e a ascensão da superstição, da fé e da ortodoxia. (...)

        O autor aponta que a principal causa da debilidade das nossas ideias é o excesso de informações. Hoje, graças à internet, temos acesso facilitado a qualquer informação, de qualquer fonte, em qualquer parte do planeta. Colocamos a informação acima do conhecimento. Temos acesso a tantas informações que não temos tempo para processá-las. (...) Saber, ou possuir informação, tornou-se mais importante do que conhecer; mais importante porque tem mais valor, porque nos mantêm à tona, conectados em nossas infinitas redes de pseudorrelações.

       As novas gerações estão adotando maciçamente as mídias sociais, fazendo delas sua forma primária de comunicação. Para Glaber, tais mídias fomentam hábitos mentais que são opostos àqueles necessários para gerar ideias. Elas substituem raciocínios lógicos e argumentos por fragmentos de comunicação e opiniões descompromissadas.

       O mesmo fenômeno atinge as gerações mais velhas. Nas empresas, muitos executivos passam parte considerável de seu tempo captando fragmentos de notícias sobre mercados, concorrentes e clientes. (...) Vivem a colher informações e distribuí-las, sem vontade ou tempo para analisá-las. Tornam-se máquinas de captação e reprodução. À noite, em casa, repetem o comportamento nas mídias sociais. Seguem a vida dos amigos e dos amigos dos amigos; comunicam-se por uma orgia de imagens e frases curtas, signos cheios de significado e vazios de sentido. (Carta Capital, 16/10/2011)

    Analise as assertivas dadas a seguir.

    I) A sociedade atual não produz conhecimentos impactantes.

    II) No mundo em que vivemos, a ciência tem pouco valor; predominam as ideias infundadas, e os dogmatismos.

    III) Com tanta informação disponível, as novas gerações não precisam aprofundar seus conhecimentos: sabem de tudo um pouco.

    IV) Os ideais iluministas são muito marcantes e a sociedade atual não consegue ultrapassá-los.

    V) Na atualidade, as sociedades são regidas por interesses negociais que se traduzam em lucro.

    Assinale aquelas que estão de acordo com as ideias do texto.

    Escolha uma alternativa para a questão 327a7257-dd
  • B1C4F4B8-CE

    História

    Guerra Fria e seus desdobramentos
    IF Sul - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem:


    Imagem da questão de História, IF Sul - MG 2018, Guerra Fria e seus desdobramentos


    Ao final da II Guerra Mundial, o planeta mergulhou na Guerra Fria. Assim, as superpotências conservaram seus exércitos e até os desenvolveram com investimentos gigantescos. Após a vitória dos aliados na II Guerra Mundial, seguiu-se uma série de conferências que indicaram várias diretrizes para o mundo.


    A Conferência de Potsdam estabeleceu:

    Escolha uma alternativa para a questão b1c4f4b8-ce
  • B1C1413C-CE

    História

    História do Brasil
    IF Sul - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto abaixo:


    “[...] em 1902, os paulistas organizam o primeiro campeonato de futebol no Brasil. No mesmo ano, surgem os primeiros campos de várzea, que logo se espalham pelos bairros operários; e já em 1908/1910, a várzea paulistana congregava vários e concorridos campeonatos, de forma que São Paulo não é apenas pioneira no futebol “oficial”, mas também (e sobretudo) no “futebol popular”.

    JESUS, Gilmar M. Várzeas, operários e futebol: uma outra Geografia. GEOgraphia. Niterói, vol. 4, p. 88-89.


    O texto relaciona, entre outros temas, industrialização, operariado e futebol. Assinale a alternativa que indica como a prática do futebol refletia os conflitos sociais que marcaram o Brasil da Primeira República:

    Escolha uma alternativa para a questão b1c1413c-ce
  • B1BD8BA9-CE

    História

    Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831
    IF Sul - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a charge:


                         Imagem da questão de História, IF Sul - MG 2018, Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831

    Charge de Honoré Daumier, publicada no La Caricature (1832-1834). Disponível em:<http://www.dpedroiv.parquesdesintra.pt/cronologia/1834/maio/26/assinatura-do-tratado-de-evoramonte--no-alentejo/124> . Acesso em: 30/03/2018.


    A charge acima retrata uma das constantes críticas feitas ao Imperador Dom Pedro I. Sua impopularidade cresceu gradativamente a partir da imposição da Constituição de 1824 que instalou o poder moderador e transformou o país em uma Monarquia Hereditária disfarçada de constitucional.


    Assinale a alternativa que interpreta CORRETAMENTE a charge de Honoré Daumier associada à abdicação do trono por Dom Pedro I em 1831. 

    Escolha uma alternativa para a questão b1bd8ba9-ce
  • B1B96A61-CE

    História

    História do Brasil
    IF Sul - MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto:


    “O outro exemplo é tirado do Jornal de Notícias (Bahia), de 23 de fevereiro de 1903, e mostra que a intolerância contra a cultura negra atingia até o carnaval: ‘O carnaval deste ano, não obstante o pedido patriótico e civilizador que fez o mesmo, foi ainda a exibição pública do candomblé, salvo raríssimas exceções. Se alguém de fora julgar a Bahia pelo seu carnaval, não pode deixar de colocá-la a par da África e note-se, para nossa vergonha, que aqui se acha hospedada uma comissão de sábios austríacos que, naturalmente, de pena engatilhada, vai registrando estes fatos para divulgar nos jornais da culta Europa, em suas impressões de viagem. [...]”.

                                 HAUCK, J. et. AL. A história da Igreja no Brasil. T. II, v. 2. p. 278-287.


    Observe a imagem: 


                       Imagem da questão de História, IF Sul - MG 2018, História do Brasil

    Foliões, Augusto Malta. Carnaval, Rio de Janeiro, 1920. Disponível em:<https://www.pinterest.pt/pin/230105862181537424/>  Acesso em: 30/03/2018.


    No cotejamento entre texto e imagem, nota-se a existência de uma batalha pelo espaço público, uma luta social no Brasil Republicano. As principais características desta luta estão expostas CORRETAMENTE em:

    Escolha uma alternativa para a questão b1b96a61-ce
  • B1B58FED-CE

    História

    História Geral
    IF Sul - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe o texto abaixo:


    “A vida de aprendiz era dura. [...] Dormiam num quarto sujo e gelado, levantavam-se antes do amanhecer, saíam para executar tarefas o dia inteiro, tentando furtar-se aos insultos do patrão (mestre) e nada recebiam para comer, a não ser sobras. Achavam a comida especificamente mortificante. Em vez de jantar à mesa do patrão, tinham de comer os restos de seu prato na cozinha. Pior ainda, o cozinheiro vendia, secretamente, as sobras, e dava aos rapazes comida de gato – velhos pedaços de carne podre que não conseguiam tragar e, então, passavam para os gatos, que os recusavam”.

    DARNTON, R. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa”. Rio de Janeiro, 1986. p. 103-104.


    Desde o final da Idade Média, o artesanato passou a conviver com outro modelo de produção, o sistema doméstico. Neste sistema surge a figura do intermediário entre o artesão e o mercado. Considerando a leitura do texto de Darnton e seus conhecimentos sobre o processo de transição do trabalho doméstico para a fábrica, é CORRETO afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b1b58fed-ce
  • B1B18591-CE

    Geografia

    Cartografia
    IF Sul - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A localização precisa de qualquer ponto da superfície do planeta é fornecida pelas coordenadas geográficas, que resultaram do desenvolvimento de técnicas cartográficas para a elaboração de mapas. São linhas imaginárias que foram traçadas com o objetivo de determinar a posição correta dos diversos lugares do planeta.


    Os paralelos são linhas imaginárias traçadas sobre a superfície terrestre, que representam cada um dos cortes horizontais; já os meridiano são cada um dos círculos máximos que cortam a terra em duas partes iguais, que passam pelos polos norte e sul.


    Imagem da questão de Geografia, IF Sul - MG 2018, Cartografia


    A partir dos dados, marque as opções com V para as VERDADEIRAS e com F para as FALSAS:


    ( ) O ponto B é o que se localiza na parte mais austral do planeta.

    ( ) Os pontos D e B estão localizados no Oceano Atlântico.

    ( ) O ponto E apresenta as seguintes coordenadas: 40º de latitude norte e 120º de longitude oeste.

    ( ) O território brasileiro tem a maior parte de suas terras no hemisfério austral.

    ( ) O ponto E é o que se encontra em maior grau no hemisfério oriental.


    A sequência CORRETA será:

    Escolha uma alternativa para a questão b1b18591-ce
  • B1AD2093-CE

    Geografia

    Noções Gerais de Urbanização
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    O espaço geográfico está sempre em processo de construção e de transformação. As ações humanas fazem, ao longo de sua ocupação, novos arranjos sociais e materiais do espaço.


    Atualmente, para entendermos o espaço geográfico, que é o principal objeto de análise da Geografia, nos utilizamos dos conceitos que se consolidam como categorias geográficas: território, região, paisagem e lugar. Com base nas informações, marque a opção que expressa informações CORRETAS sobre essas categorias:

    Escolha uma alternativa para a questão b1ad2093-ce
  • B1A8D3D6-CE

    Geografia

    Pirâmide etária
    IF Sul - MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    O Brasil possui uma população de mais de 208 milhões de pessoas. Analisar a pirâmide etária brasileira nos fornece importantes informações sobre natalidade, idade média da população, longevidade, entre outros temas.


    Imagem da questão de Geografia, IF Sul - MG 2018, Pirâmide etária


    Sobre a análise da população brasileira, marque a opção CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1a8d3d6-ce
  • B1A50EB1-CE

    Geografia

    Clima
    IF Sul - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Domínios morfoclimáticos são unidades da paisagem natural resultantes da combinação e integração entre relevo, vegetação, solo, clima e hidrografia, que definem determinada porção do território. É a visão do todo em contraposição à análise compartimentada de elementos da natureza.


    Imagem da questão de Geografia, IF Sul - MG 2018, Clima

    Sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros, analise as afirmativas:

    I) A Floresta Amazônica é estratificada e pode ser dividida em áreas de terra firme (as partes mais elevadas da floresta), inundação (as matas ficam permanentemente alagadas) e várzea (são inundadas periodicamente em razão da elevação da pluviosidade).
    II) O domínio da Caatinga apresenta solos rasos e pedregosos, muitos dos seus rios têm drenagem intermitente porque são afetados pelo déficit hídrico. Os solos são pedregosos, rasos e com pouco húmus, sua vegetação apresenta características de xerofilia.
    III) O domínio do Cerrado é caracterizado por uma estação seca e outra chuvosa. Tem solos ricos em níquel, alumínio e ferro. A vegetação, nas épocas de seca, apresenta raízes que se ramificam em busca de água nos locais mais profundos. Na superfície, a vegetação apresenta árvores e arbustos espaçados, com troncos e galhos retorcidos.
    IV) Área extremamente rica em biodiversidade e a mais ameaçada do planeta. A composição original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações com presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta fechada e densa. Sofre, desde o processo de ocupação do Brasil, grande perda da vegetação nativa. Estima-se que restam entre 6 e 8% de sua vegetação nativa.

    Marque a opção VERDADEIRA após análise dos itens:
    Escolha uma alternativa para a questão b1a50eb1-ce
  • B1A1120B-CE

    Geografia

    Cartografia
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    Fusos horários compreendem a área que em qualquer lugar da faixa teoricamente limitada por dois meridianos conserva a mesma hora referida ao meridiano de origem.


    Imagem da questão de Geografia, IF Sul - MG 2018, Cartografia


    Baseado nas informações, resolva a questão de fuso horário abaixo.


    Em uma viagem para reuniões de negócios, um empresário saiu da cidade de São Paulo (45º Oeste), às 16 h do domingo, com destino à cidade de Roma (15º Leste). O itenerário previa as seguintes situações: Depois de 8 horas de viagem, faria uma escala em Londres. Em Londres, o avião ficaria por 3 h e depois partiria para Roma, fazendo mais 3 horas de voo.


    De acordo com o exposto, a alternativa que apresenta informações CORRETAS quanto aos horários da viagem é:

    Escolha uma alternativa para a questão b1a1120b-ce