Leia o fragmento a seguir:
Os elementos constitutivos do fascismo eram discrepantes. Encontramos a princípio um impulso romântico, isto é, uma mística
nacional que idealiza tradições antigas, frequentemente inventando um passado mítico. A cultura fascista glorificava a ação, a
virilidade, a juventude e a luta, traduzindo-as em uma imagem particular do corpo, em gestos, emblemas, e símbolos que
visavam redefinir a identidade nacional. Todos esses valores exigiam uma antítese, correspondente a diferentes figuras
externas: os gêneros excluídos, como gays e mulheres que não aceitavam sua posição subalterna; os excluídos sociais, como
criminosos e ladrões; os excluídos políticos, como anarquistas, bolcheviques e subversivos; os excluídos raciais, como judeus
e povos colonizados. Eles carregavam em suas mentes e corpos as marcas da ‘degeneração’, simbolizando a antítese da
normalidade burguesa (que é física, como também estética e moral).
TRAVERSO, Enzo. As novas faces do fascismo. Populismo e a Extrema Direita. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021, p. 142.
Em relação ao ingresso e às influências da ideologia fascista no Brasil, é correto afirmar: