Geografia
- Geografia Econômica
- Prova de 2012
- UNICENTRO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 6422141D-09
Área do conhecimento
Todas as questões de Ciências Humanas do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.
A personagem central de A Escrava é uma mulher escravizada que sofre pela perda de seus filhos, retirados à força de sua companhia e vendidos para outra província, prática conhecida como tráfico interprovincial. Esse sofrimento materno, associado aos maus tratos decorrentes do cotidiano do cativeiro, resultou na fuga da escrava e, em seguida, na sua morte.
O trecho selecionado é um diálogo fictício do referido conto e trata de um direito adquirido pelos escravos com a Lei n. 2040, de 1871, também conhecida como a lei do Ventre Livre.
— Sim, minha cara senhora, redarguiu, terminando a leitura: o direito de propriedade, conferido outrora por lei a nossos avós, hoje nada mais é que uma burla...
A lei retrogradou. Hoje protege-se escandalosamente o escravo, contra seu senhor; hoje qualquer indivíduo diz a um juiz de órfãos:
— Em troca desta quantia exijo a liberdade do escravo fulano – haja ou não aprovação do seu senhor.
REIS, Maria Firmina. A Escrava. In. MORAIS FILHO, Nascimento. Maria Firmina: fragmentos de uma vida. São Luís, s/e, 1975.
Pode-se afirmar a respeito das mudanças dessa lei abolicionista que
Os conflitos em relação à Independência se fizeram presentes em todo o país. Leia o texto a seguir que serve de base para responder à questão.
Convém ressaltar: os conflitos em torno da Independência não foram restritos só ao Maranhão, pois outras províncias, como Piauí, Pará, Bahia e Cisplatina (Uruguai) também não acataram o grito do Ipiranga, configurando o que foi denominado pela historiografia “Guerras de Independência”, caracterizadas por um processo de luta nas províncias: contraditoriamente ao que se afirma, nos livros didáticos, que a Independência foi um ato passivo, ou “pacífico”.
BOTELHO, J. Conhecendo e debatendo a História do Maranhão. 3.ed. São Luís: Gráfica e Editora Impacto, 2019.
A concordância oficial do Maranhão à Independência do Brasil ocorreu, em 28 de julho de 1823, com uma cerimônia no Palácio dos Leões. As características do processo de Independência no Maranhão são as seguintes:
Analise a imagem abaixo e leia a notícia a seguir.

Estudante comemora aniversário com bolo com imagem de Hitler e UFPel encaminha caso às autoridades policiais
“Após uma estudante do curso de História da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) postar nas redes sociais fotos comemorando aniversário de 24 anos com um bolo confeitado com um retrato de Adolf Hitler, como mostrou a coluna de Ancelmo Gois, a instituição encaminhou o caso às autoridades policiais ‘para as providências adequadas’.”
O Globo 18/10/2021
https://oglobo.globo.com/brasil/estudante-comemora-aniversario-com-bolo-com-imagem-de-hitler-ufpel-encaminha-caso-as-autoridades-policiais-25240744
As manifestações de apologia ao Nazismo causam muita preocupação e são combatidas pelas instituições brasileiras, além de repudiadas pela sociedade, em razão do perigo que representam as ideias desse regime totalitário.
Sobre os preceitos básicos da ideologia nazista, surgida na Alemanha, após a primeira guerra mundial, e
colocada em prática como política de estado no governo de Adolf Hitler, é correto afirmar que

A charge faz referência à crise energética de 2021, que elevou os valores do quilowatt balizados por bandeiras de cores que passaram ao patamar mais elevado, o vermelho.
Naquele momento, os reservatórios das usinas hidrelétricas estavam em níveis baixíssimos, mesmo sem aumento do consumo de energia elétrica, já que o país passava por retração do mercado, aumento da inflação e diminuição da produção por causa da pandemia causada pelo Sars-Cov-2.

https://web.facebook.com/guilhermecerveira
A crise retratada na charge tem como justificativa as seguintes causas:
A charge ilustra um problema causado ao ambiente pelas atividades humanas que atuam diretamente sobre a dinâmica atmosférica da Terra.

O problema causado e a ação na atmosfera são, respectivamente,
Analise a imagem a seguir para responder à questão.

https://www.meteorologiaenred.com/wp-content/uploads/2021/11/meandro-del-amazonas-1024x682.png
A paisagem geomorfológica retratada na imagem reporta-se a uma área de
Estudos contemporâneos sobre o racismo delineiam uma conexão genealógica entre escravidão grega e o racismo, conforme a charge.

A relação entre os dois conceitos está contemplada na seguinte afirmativa:
O filósofo camaronês, Achille Mbembe, descreve que o avanço do neoliberalismo produz o fim do trabalho, criando o sujeito sem trabalho (“Já não há trabalhadores propriamente dito”) que gera uma “humanidade supérflua”, um ser totalmente abandonado, inútil para o sistema capitalista. De modo que os indivíduos se veem diante de uma “vida psíquica”, prisioneira de uma patologia de sintomas como memória artificial e modelados pela neurociência e neuroeconomia, originando um novo sujeito humano que só tem uma possibilidade, o sujeito “empreendedor de si mesmo”. A pessoa neoliberal se caracteriza por ser um “sujeito do mercado e da dívida”, ou seja, uma “forma abstrata já pronta”. Ele fica puramente dependente de elaborar uma reconstrução de sua “vida íntima” para se ofertar ao mercado como uma mercadoria. Por isso, o homem novo é composto de capitalismo e animalismo, conceitos cindidos em outros tempos, agora motivados a se conectarem.
MEMBE, A.. Crítica da razão negra. São Paulo: N-1, 2018. Adaptado.
Segundo Achille Mbembe, o racismo, no neoliberalismo,
Para Hannah Arendt, o racismo é o fenômeno de fortalecimento da ideologia política do imperialismo europeu do século XVIII até o século XX, confirmado, principalmente, pela corrida territorial europeia para África. Esse predomínio da raça branca no território africano foi fundamentado a partir da utilização de teorias científicas que justificassem a aplicação da política imperialista e totalitarista na prescrição de uma ideologia supremacista.
A relação darwinismo e racismo, segundo Hannah Arendt, foi produzida, a partir da contribuição da teoria do darwinismo que
A filósofa americana Angela Davis, discípula de Theodor Adorno e de Herbert Marcuse, desenvolveu uma filosofia prática para a transformação da realidade pela militância no combate às injustiças, principalmente, ao racismo aplicado às mulheres negras, constituído pelo capitalismo que produz um sistema discriminatório negativo a esse grupo.
O pensamento feminista de Angela Davis está contemplado na seguinte assertiva:
Segundo Silvio Almeida, em O que é Racismo estrutural?, existem três aspectos do racismo: o individual, o institucional e o estrutural. O racismo individual são atos efetivados pelos indivíduos que discriminam outras pessoas de raça diferente; o racismo institucional é a discriminação racial de instituições privadas e públicas dominadas por um tipo de raça, em ambiente institucional, no qual o poder de um grupo persevera; o racismo estrutural já é mais abrangente, caracterizando-se por uma sociedade que tem toda sua estrutura social, pessoas e instituições, de modo a privilegiar, apenas, uma classe.
A relação adequada entre tipo de racismo e a situação de discriminação é a seguinte:
No conto A Escrava, de 1887, Maria Firmina dos Reis expressa sua visão diante da escravidão negra no Brasil, a exemplo do seguinte fragmento:
“Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio, e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado.”
REIS, M. F. dos. A Escrava (conto). In: Literafro, 2001. Disponível em:http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/977-maria-firmina-dos-reis-a-escrava. Adaptado.
Uma das principais características do trabalho escravo, criticamente denunciado no fragmento acima, é
Leia a matéria jornalística sobre caso de racismo, sofrido por expoente jogador de futebol, no Rio de Janeiro.
Gabigol depõe ao TJD e diz que não pretende deixar caso de racismo passar impune.
O jogador do Flamengo Gabriel Barbosa, o Gabigol, prestou depoimento de forma virtual ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), na tarde desta sexta-feira (18), no inquérito que investiga as ofensas racistas contra o jogador. O atleta falou por cerca de uma hora, se mostrou indignado e afirmou que não pretende deixar o caso passar impune. No depoimento, ao qual a CNN teve acesso, Gabigol narrou os fatos ocorridos na partida, realizada no dia 6 de fevereiro, contra o Fluminense, no estádio Nilton Santos, o Engenhão. Ele disse que “no intervalo da partida, ainda em direção ao túnel que dá acesso ao vestiário, ouviu diversos xingamentos e palavras ofensivas, em especial gritos de ‘macaco”, direcionados a ele.
https://www.cnnbrasil.com.br/esporte/gabigol-depoe-ao-tjd-e-diz-que-nao-pretende-deixar-caso-de-racismo-passar-impune
Ao relacionar o caso recente de racismo, apresentado na matéria jornalística, à interpretação do sociólogo
Florestan Fernandes de que a sociedade brasileira não se configura como uma democracia racial, é correto
afirmar que
Na obra Canaã, dentre as temáticas discutidas pelos imigrantes alemães, está a questão das raças e da miscigenação. O personagem Lentz afirma que
“Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.”
ARANHA, G.. Canaã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
O recorte do diálogo de Lentz apresenta visão sobre os resultados da miscigenação no Brasil que se contrapõe
à perspectiva sociológica de