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Questões de Ciências Humanas do ENEM

Todas as questões de Ciências Humanas do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

Resultados

12.213 questões encontradas. Mostrando a página 387 de 611.

  • 2A01F2D3-36

    Geografia

    Cartografia
    PUC - RS · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , considere o texto e os itens que podem completá-lo.

    A palavra mapa se origina, provavelmente, de Cartagena e significa “toalha de mesa”. Os navegadores e os negociantes, ao discutirem sobre suas rotas em locais públicos, rabiscavam diretamente nas toalhas (mappas), originando um documento gráfico. Hoje, devido à complexidade do espaço geográfico, informações podem ser representadas, também, através de:

    1. perfis topográficos.
    2. cartas batimétricas.
    3. imagens de satélite.
    4. anamorfoses.
    Estão corretos os itens:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a01f2d3-36
  • 6F3C7D55-34

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    PUC-GO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

    O fragmento do Texto 8, alegoricamente, fala-nos de luta e disputa de tribos famintas, do “extermínio de uma e a vitória de outra”. Considerando-se o momento de vida do autor e o seu envolvimento com as questões políticas do País, pode-se entender sua narrativa como uma análise crítica da sociedade brasileira, pois (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6f3c7d55-34
  • 6EE3E371-34

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 6

    [...]
    Arandir (numa alucinação) – Dália, faz o seguinte. Olha o seguinte: diz à Selminha. (violento) Diz que, em toda minha vida, a única coisa que salva é o beijo no asfalto. Pela primeira vez. Dália, escuta! Pela primeira vez, na vida! Por um momento, eu me senti bom! (furioso) Eu me senti quase, nem sei! Escuta, escuta! Quando eu te vi no banheiro, eu não fui bom, entende? Desejei você. Naquele momento, você devia ser a irmã nua. E eu desejei. Saí logo, mas desejei a cunhada. Na praça da Bandeira, não. Lá, eu fui bom. É lindo! É lindo, eles não entendem. Lindo beijar quem está morrendo! (grita) Eu não me arrependo! Eu não me arrependo!

    Dália – Selminha te odeia! (Arandir volta para a cunhada, cambaleante. Passa a mão na boca encharcada.)

    Arandir (com voz estrangulada) – Odeia. (muda de tom) Por isso é que recusou. Recusou o meu beijo. Eu quis beijar e ela negou. Negou a boca. Não quis o meu beijo.

    Dália – Eu quero!

    Arandir (atônito) – Você?Dália (sofrida) – Selminha não te beija, mas eu.

    Arandir (contido) – Você é uma criança. (Dália aperta entre as mãos o rosto de Arandir.)

    Arandir – Dália. (Dália beija-o, de leve, nos lábios.)

    Dália – Te beijei.

    Arandir (maravilhado) – Menina!

    Dália (quase sem voz) – Agora me beija. Você. Beija.

    Arandir (desprende-se com violência) – Eu amo Selminha!

    Dália (desesperada) – Eu me ofereço e. Selminha não veio e eu vim.

    Arandir – Dália, eu mato tua irmã. Amo tanto que. (muda de tom) Eu ia pedir. Pedir à Selminha para morrer comigo.

    Dália – Morrer?

    Arandir (desesperado) – Eu e Selminha! Mas ela não veio!

    Dália (agarra o cunhado. Quase boca com boca, sôfrega) – Eu morreria.

    Arandir – Comigo?

    Dália (selvagem) – Contigo! Nós dois! Contigo! Eu te amo!

    [...]

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 98-100.)


       O Texto 6 faz menção a desejo. É curioso observar como o ato de desejar está sempre presente na vida humana desde o nascimento. O desejo de se descobrir, o desejo de viver, o desejo de passar no vestibular, o desejo de ser feliz e o desejo de ter. O desejo é força propulsora que nos move. Nada nos empurra mais à ação que a vontade de possuir. O capitalismo, sabendo dessa nossa fraqueza de querer possuir, acabou por se apoderar dela. Ele lucra cada dia mais com o consumismo dos indivíduos. Esse consumo alicerçado numa fome insaciável de comprar nasce muitas vezes no subconsciente do homem, com a alienação imposta pela chamada “indústria cultural". A ideia de que o consumo não é desejo natural, mas antinatural, está alicerçada na filosofia de um filósofo grego da antiguidade. Ele defende que o maior prazer só é alcançável por meio do conhecimento, da amizade e de uma vida moderada, livre do medo e da dor. E que o homem sábio busca a realização dos desejos naturais e necessários, combate os desejos antinaturais e artificiais e evita com todas as suas forças os desejos dispensáveis.


    Marque a alternativa que apresenta o autor desse pensamento:

    Escolha uma alternativa para a questão 6ee3e371-34
  • 6ECE4A1E-34

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    Pioneirismo, empreendedorismo e busca de fortunas fizeram parte do projeto de vida de alguns homens de negócio no Brasil imperial. Em meados do século XIX, com a proibição do tráfico de escravos, configurou- se um novo cenário para a economia do Império brasileiro. Vislumbrou-se a uma elite mercantil capitalizada a possiblidade de grandes negócios e lucros fáceis que, além de multiplicar suas riquezas, permitia-lhe ascender na restrita escala social brasileira. Assinale a alternativa correta sobre os projetos econômicos desse momento histórico:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ece4a1e-34
  • 6EC4BE2A-34

    História

    Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
    PUC-GO · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


          No trecho do Texto 5 “Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos." é feita menção de uma prática corriqueira na história da ocupação e do povoamento do estado de Goiás: o esgotamento de jazidas de minérios e a procura por alternativas que pudessem garantir a sobrevivência da comunidade local. Com base nesse contexto histórico, avalie os itens a seguir:


    I-Por conta da elevada disponibilidade de ouro em ambientes tais como topos de chapadas e vertentes, bem como faixas aluviais, houve a vinda de pessoas em busca de fácil enriquecimento, que acabaram por ocupar áreas inóspitas.


    II-Pelo isolamento geográfico com relação aos centros de abastecimento no período colonial, as práticas agrícola e pecuária foram desenvolvidas paralelamente à mineração, com o intuito de abastecer as minas.


    III-Com o esgotamento das jazidas auríferas, houve um período de estagnação e regresso socioeconômico, devido à substituição da atividade mineradora por uma economia de subsistência.


    IV-A atividade agropecuária substituiu a mineração como principal atividade econômica e fator de povoamento do território goiano após o esgotamento das jazidas.


    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6ec4be2a-34
  • 6EA660B0-34

    Geografia

    Migrações
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 5

        TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

         Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

        — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

        Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

        — Eis o barulho da fortuna! 

        Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

        Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

        Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

        — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

        [...]

        Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

        Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                                   (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


    O Texto 5 tematiza a exploração e a ocupação da Amazônia. Uma experiência importante na colonização da Amazônia, envolvendo sonhos e projetos, foi a exploração do látex extraído do seringal. O chamado “Ciclo da Borracha”, no final do século XIX e início do século XX, atraiu muitos trabalhadores para aquela região, gerando enriquecimento rápido. Marque a alternativa que apresenta corretamente uma consequência dessa atividade econômica:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ea660b0-34
  • 6E826CED-34

    História

    Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3  

                                           O outro

         Ele me olhou como se estivesse descobrindo o mundo. Me olhou e reolhou em fração de segundo. Só vi isso porque estava olhando-o na mesma sintonia. A singularização do olhar. Tentei disfarçar virando o pescoço para a direita e para a esquerda, como se estivesse fazendo um exercício, e numa dessas viradas olhei rapidamente para ele no volante. Ele me olhava e volveu rapidamente os olhos, fingindo estar tirando um cisco da camisa. Era um ser de meia idade, os cabelos com alguns fios grisalhos, postura de gente séria, camisa branca, um cidadão comum que jamais flertaria com outra pessoa no trânsito. E assim, enquanto o semáforo estava no vermelho para nós, ficou esse jogo de olhares que não queriam se fixar, mas observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente. Ele era o outro e isso era tudo. É como se, na igualdade de milhares de humanos, de repente, o ser se redescobrisse num outro espécime. Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores. 

                                                  (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 130.)

    O Texto 3 se refere a olhar “como se estivesse descobrindo o mundo”. Essa forma de ver as coisas, realmente, ocorreu nas primeiras navegações às terras encontradas por Cristóvão Colombo que, inclusive, receberam a denominação de Novo Mundo. Assinale a alternativa correta acerca das transformações históricas que possibilitaram tais expedições:
    Escolha uma alternativa para a questão 6e826ced-34
  • 6E2965FA-34

    Geografia

    Geografia Política
    PUC-GO · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 2 

        I 
    Corre em mim 
    (devastado) 
    um rio de revolta 
    e 
    cicio. 
    Por nada deste mundo 
    há de saber-se afogado, 
    senão por sua sede 
    e seu desvio! 

       II 
    Tudo que edifico 
    na origem milenar da espera 
    é poder 
    do que não pode 
    e se revela 

    ad mensuram. 

                         (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 23-24.)


         Os movimentos juvenis da década de 1960 espalharam-se como um “rio de revolta" (Texto 2). De modo semelhante, em diversos países, ocorreram grandes manifestações buscando edificar uma contracultura  afastada dos padrões capitalistas. Acerca desses movimentos, avalie as afirmações abaixo:


    I- Nos Estados Unidos da América, ganhou destaque social a questão dos direitos humanos, especialmente da população afrodescendente.

    II- Na França, a rebelião estudantil da Sorbonne, em maio de 1968, se irradiou para os operários, ocorrendo uma grande greve no país.

    III- No Brasil, as manifestações foram poucas, apesar de incisivas, porque, com a instalação da Ditadura Militar em 1964, a repressão atuou eficazmente.

    IV- No mundo soviético, a Primavera de Praga renuiu jovens do mundo inteiro que, acampados naquela cidade, lançaram a campanha de “combater canhões com flores".


    Em relação às proposições, assinale a única alternativa que apresenta todos os itens corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6e2965fa-34
  • 6E165973-34

    Geografia

    Geografia Física
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1

                   As vozes do homem 

    Naquele momento de angústia,

    o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão.

    E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,

    eis que a sua boca ia dizendo:

    eu sou anjo.

    E os pés do homem: nós somos asas.

    E as mãos: nós somos asas.

    E a testa do homem: eu sou a lei.

    E os braços: nós somos cetros.

    E o peito: eu sou o escudo.

    E as pernas: nós somos as colunas.

    E a palavra do homem: eu sou o Verbo.

    E o espírito do homem: eu sou o Verbo.

    E o cérebro: eu sou o guia.

    E o estômago: eu sou o alimento.

    E se repetiram depois as acusações milenárias.

    E todas as alianças se desfizeram de súbito.

    E todas as maldições ressoaram tremendas.

    E as espadas de fogo interceptaram o caminho da

    [árvore da vida.

    E as mãos abarcaram o pescoço do homem:

    nós te abarcaremos.



    [...]

                                                               (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 94.)

          O Texto 1 faz menção, ainda que de forma figurada, à “mais amarga das estrelas", fazendo relações entre esses astros luminosos e situações adversas. Entretanto, no que se refere a nossa estrela, o Sol, sabemos que a existência da vida, tal como a conhecemos, bem como boa parte dos costumes das sociedades, são diretamente condicionadas às relações do Sol com o planeta Terra. Uma dessas condições refere-se ao horário de verão, que no Brasil é adotado como medida para economizar energia. Acerca do horário de verão e seus desdobramentos, analise as alternativas a seguir:


    I-A adoção do horário de verão no Brasil se deve à distribuição predominante do seu território em altas latitudes.


    II-As diferenças entre o período claro e o período escuro no final da primavera e durante o verão se devem à inclinação do eixo de rotação da Terra.


    III-Embora tenha sua eficiência comprovada, o horário de verão teria sua eficácia aumentada se a população fosse melhor informada acerca da sua condição e seus benefícios.


    IV-Nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, se no período primavera-verão o Sol nasce mais cedo, no outono-inverno o Sol se põe mais cedo também.


    Das assertivas apresentadas assinale o item em que todas estão corretas:


    Escolha uma alternativa para a questão 6e165973-34
  • 3ED31545-34

    Geografia

    População
    PUC - SP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Observe a tabela com atenção: 



    Imagem da questão de Geografia, PUC - SP 2015, População


    Sobre as diferenças notórias no tempo de escolaridade dos habitantes da zona rural e das cidades no Brasil pode ser dito que 


    Escolha uma alternativa para a questão 3ed31545-34
  • 3ECD8054-34

    Geografia

    Geografia Física
    PUC - SP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nosso planeta é marcado por grande diversidade geográfica e as diferenças permanecem sendo produzidas. Considerando as forças dessa dinâmica, os processos naturais e a ação humana, podemos dizer que
    Escolha uma alternativa para a questão 3ecd8054-34
  • 3EC82B86-34

    Geografia

    Urbanização
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Geografia, PUC - SP 2015, Urbanização

    “Do mesmo modo que a cidade era uma figura particular das sociedades rurais no mundo medieval, atualmente, as zonas rurais são figuras particulares do universo urbano, diferenciando-se por certos aspectos da cidade propriamente dita, mas tornando-se comparáveis pelos modos de vida de seus habitantes."

                                (Jacques LÉVY. Réinventer la France [Reinventar a França]. Paris: Fayard. 2013, p. 53)


    Tendo como referência o trecho citado, sobre o mundo urbano contemporâneo (considerado também o Brasil), é correto afirmar que 


    Escolha uma alternativa para a questão 3ec82b86-34
  • 3EC18800-34

    Geografia

    Amazônia
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O levantamento de dados e de informações ambientais e socioculturais disponíveis sobre a Amazônia Costeira e Marinha parte da premissa que o litoral amazônico é um espaço vital de desenvolvimento socioambiental, considerando a densidade populacional da área, o fato de acolher 3 capitais da região amazônica – Macapá (AP), Belém (PA) e São Luis (MA) –, os conflitos socioeconômicos e ambientais, a importância das tradições culturais e dos recursos naturais e as singularidades dos fenômenos originados pelo encontro entre o rio Amazonas e o Oceano Atlântico.


                      (Museu Paraense EMILIO GOELDI, In: http://marte.museugoeldi.br/pec/index.php?option=c...
                                                                                                                                &Itemid=5, acesso 22/05/2015)


    Considerando as características geográficas da Amazônia Costeira e o descrito no texto, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 3ec18800-34
  • 3EB36F29-34

    História

    História da América Latina
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    “A Guerra Civil Espanhola foi principalmente um conflito local, uma tentativa brutal de resolver, por meios militares, um grande número de questões sociais e políticas que dividiram os espanhóis por várias gerações. (...) A guerra não foi, no entanto, somente um conflito local, mas também transcendeu barreiras nacionais e suscitou paixões e debates repletos de ressentimento pela Europa. Todas as grandes potências intervieram e determinaram, em grande medida, o curso e o resultado do conflito."


                           Francisco J. Romero Salvadó. A Guerra Civil Espanhola. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 7.

    Os dois lados da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), mencionados no texto, podem ser exemplificados 


    Escolha uma alternativa para a questão 3eb36f29-34
  • 3EADC9E4-34

    História

    História da América Latina
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O caudilhismo foi um fenômeno político presente em parte da América Hispânica, no decorrer do século XIX. É possível relacioná-lo com
    Escolha uma alternativa para a questão 3eadc9e4-34
  • 3EA904F4-34

    História

    História Geral
    PUC - SP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    A invasão e a ocupação holandesas no Nordeste do Brasil, ocorridas durante o período da União Ibérica (1580-1640),
    Escolha uma alternativa para a questão 3ea904f4-34
  • 3EA42BEA-34

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    PUC - SP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    “O fato indiscutível é que, em Roma, no decorrer do século II a.C. se assiste ao fenômeno do despovoamento do campo e à consequente imigração para as cidades de um grande número de cidadãos que foram engrossar a miserável clientela da plebe urbana."

                                               Antonio da Silveira Mendonça. “Introdução", in Caio Júlio César. A guerra civil.
                                                                                       São Paulo: Estação Liberdade, 1999, p. 18. Adaptado. 

    O grupo social mencionado no texto 


    Escolha uma alternativa para a questão 3ea42bea-34
  • 57219564-14

    História

    Guerra Fria e seus desdobramentos
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A Europa passou por grande número de reconfigurações territoriais, em virtude das disputas seculares entre os povos do continente. No mapa abaixo, elaborado em 2014, estão assinalados, para cada país europeu, o nome da última potência estrangeira a desocupar aquele espaço nacional e o ano em que isso ocorreu.


    Imagem da questão de História, UERJ 2015, Guerra Fria e seus desdobramentos
    Adaptado de news.nationalgeographic.com.

    A desocupação estrangeira na Europa Oriental, após a Segunda Guerra Mundial, está associada ao seguinte contexto geopolítico:
    Escolha uma alternativa para a questão 57219564-14
  • 57190141-14

    História

    História do Brasil
    UERJ · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de História, UERJ 2015, História do Brasil
    Adaptado de Folha de São Paulo, 15/03/2015.

    No dia 15 de março de 1985, a presidência da República no Brasil foi assumida por um civil após 21 anos de governos militares. Nos trinta anos posteriores, houve um conjunto de mudanças destinadas a pôr fim às práticas autoritárias até então vigentes.

    A partir da análise do gráfico, a tendência observável na opinião pública resulta de uma nova conjuntura caracterizada por:

    Escolha uma alternativa para a questão 57190141-14
  • 5713D437-14

    História

    Demandas políticas e sociais no mundo atual
    UERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos


    HOMENAGEM E PROTESTOS MARCAM DIA MARTIN LUTHER KING NOS E.U.A.

    Imagem da questão de História, UERJ 2015, Demandas políticas e sociais no mundo atual                                                                                                                            www.cnab.org.br, janeiro/2015.



    No último mês de janeiro, nas comemorações do Dia de Martin Luther King, propagou-se, mais uma vez, a frase Black lives matter “Vidas negras importam", que surgiu nos protestos gerados pela morte de jovem negro, em agosto de 2014, na cidade norte-americana de Ferguson.
    A utilização dessa frase nas comemorações de 2015 aponta para uma contradição existente entre uma característica da ordem política norte-americana e um impedimento ao pleno exercício dos direitos civis.

    Essa característica e esse impedimento, respectivamente, são:

    Escolha uma alternativa para a questão 5713d437-14