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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 267 de 950

  • Linguagens

    Português

                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A passagem “Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias" apresenta a seguinte oposição entre dois usos da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão d44fd6e9-96
  • Linguagens

    Português

                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Pronomes e conjunções são usados como recursos de coesão textual ao estabelecer relações entre palavras e sequências do texto.

    Assinale a alternativa que indica corretamente a função dos termos em destaque no período:

    E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia.
    Escolha uma alternativa para a questão d4553aef-96
  • Linguagens

    Português

                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Leia o trecho:

    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.

    As formas verbais assinaladas indicam, respectivamente, os seguintes aspectos do passado:
    Escolha uma alternativa para a questão d45b0afc-96
  • Linguagens

    Inglês

                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    Research carried out at St. Andrews University has shown that learning how to play a musical instrument can:
    Escolha uma alternativa para a questão d50fcf08-96
  • Linguagens

    Inglês

                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    The author's mother's attitude concerning her taking up the cello was:
    Escolha uma alternativa para a questão d5157bfa-96
  • Linguagens

    Inglês

                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    O pronome “they" em “If only they had played a musical instrument" (parágrafo 5) se refere
    Escolha uma alternativa para a questão d51ffef8-96
  • Linguagens

    Inglês

                                 Why I took up the cello in my 60s

    Michelle Hanson

    Learning to play a musical instrument at any point in life is good for the brain. Who cares if I sound like a 'sick cow'?

                                       Imagem da questão de Inglês, CEDERJ 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    It's exciting to know that I have done something right and rewarding – taking up the cello in my 60s. A new study from St. Andrew's University proves it. Taking up a musical instrument, even late in life, is good for the brain, and “can slow, stop, or even reverse, age or illness-related decline in mental functions". Hurrah!

    My efforts have been rewarded, because starting the cello was a bit of a struggle, physically and mentally. Back then, my mother was alive, and rather critical: “You sound like a sick cow," she would cry out in a tormented way, but I persisted, joined an orchestra, and now here I am, with a bigger frontal cortex area than I might have otherwise had, and able to “adjust my behaviour more effectively in conflict-rich situations".

    The more you practise the better, suggests the research. Good. It will spur me on, sick cow or not. Because I desperately need to keep my brain in order. Don't we all, if we're going to live to over 100? Last week I went for a walk with an old friend of mine and her dog. She is 92 and browned off.

    “How are you?" I asked. “Fed up. I want to die." This was my mother's primary aim once she hit 96. “What do you want for your birthday?" we would ask. “To be dead!", she would say. No wonder. What else did life offer? At least my old friend could walk about. My mother could hardly walk, talk or eat.

    If only they had played a musical instrument. You can do it sitting down, on your own, with friends, cheer yourself up, be in control, or wildly emotional. I cannot recommend it highly enough.

    Fonte: http://www.theguardian.com/lifeandstyle/2013/sep/ 30/why-i-took-up-cello-in-60s

    Glossário

    took up: aprendi; struggle: luta/muito esforço; spur me on: encorajar/estimular; browned off: sem entusiasmo
    Entre os adjetivos abaixo, retirados do texto, marque aquele que expressa o modo com que a autora avalia sua experiência de tocar o violoncelo:
    Escolha uma alternativa para a questão d525e9aa-96
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFAL 2013, Interpretação de Textos

    Ao analisar o contexto e os termos do diálogo entre os personagens da tirinha, entende-se que a palavra
    Escolha uma alternativa para a questão 591fd995-42
  • Linguagens

    Português

    Os canadenses descobriram que até nas universidades prolifera um tipo de leitor: o que lê bem e não entende. Estudo com 400 alunos da Universidade de Alberta mostrou um déficit de compreensão não detectado em 5% de toda a população. São pessoas que, quando investem numa leitura, esquecem o significado específico de uma passagem.
    Revista Língua Portuguesa. Ano 7. Nº 78. Abril de 2012 (fragmento).  
    Os elementos linguísticos destacados no fragmento são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 592cd1f3-42
  • Linguagens

    Português

    BICHO-CARPINTEIRO
    Há mais de um século a expressão “ter (ou estar com) bicho-carpinteiro” significa “ser muito inquieto, não parar no lugar”. Faz pouco tempo, porém, os reformadores da fraseologia começaram a espalhar a seguinte tese fraudulenta: “O certo é ter bicho no corpo inteiro”. Errado. O dislate parte assumidamente da ignorância de um fato básico da língua: o de que existe uma criatura chamada bicho-carpinteiro. Segundo o Houaiss, ele é o nome popular e genérico de “diversas espécies de besouro, especialmente das famílias dos buprestídeos e cerambicídeos, que durante o estágio larvar brocam troncos e cascas de árvores”. Como se vê, a ideia da velha expressão é propor uma metáfora: a de que, como as árvores sob a casca, a pessoa irrequieta tem sob a pele as larvas desses insetos a se remexer constantemente, fazendo cócegas e não a deixando sossegada.
    Sobre palavras. Revista Veja. Edição 2.347/ Ano 46/ Nº 46. 13 nov. 2013. 
    A impessoalidade que ocorre na forma verbal da oração “Há mais de um século [...]” é também percebida em
    Escolha uma alternativa para a questão 5933c01b-42
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFAL 2013, Morfologia

    O romano da gravura parece estar em dúvida do valor do numeral romano MCDV cuja transcrição para o numeral cardinal é:
    Escolha uma alternativa para a questão 593d0e01-42
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFAL 2013, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

    O enunciado do cartaz acima traz as formas verbais no imperativo afirmativo. Como ficaria o mesmo enunciado, ao mudar o tempo verbal para o imperativo negativo?
    Escolha uma alternativa para a questão 59410809-42
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFAL 2013, Pontuação

    Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual. No enunciado da jovem garota, o ponto e vírgula foi empregado, uma vez que este sinal de pontuação indica
    Escolha uma alternativa para a questão 594c9c64-42
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Placas como a da gravura são usadas para orientar os usuários de um espaço urbano. Essa placa, especificamente, tem a função de avisar que somente

    Escolha uma alternativa para a questão 0ec8c92f-4e
  • Linguagens

    Inglês

    The art of happiness


    Nearly every time you see him, he’s laughing or at least smiling. And he makes everyone else around him feel like smiling. He’s the Dalai Lama, the spiritual and temporal leader of Tibet, a Nobel Prize winner, and an increasingly popular speaker and statesman. Why is he so popular? Even after spending only a few minutes in his presence you can’t help feeling happier. If you ask him if he’s happy, even though he’s suffered the loss of his country, the Dalai Lama will give you an unconditional yes. What’s more, he’ll tell you that happiness is the purpose of life, and that “the very motion of our life is towards happiness”. How to get there has always been the question. He’s tried to answer it before, but he’s never had the help of a psychiatrist to get the message across in a context we can easily understand.

    LAMA, D.; CUTLER, H. The Art of Happiness: a handbook for living. Putnam Books, 1998.


    Pelo título e pela sinopse do livro de Lama e Cutler, constata-se que o tema da obra é

    Escolha uma alternativa para a questão 0ecc5e34-4e
  • Linguagens

    Inglês

    Movie: Hijras - The Third Gender


    Director: Devika Urvashi Bhisé

    Duration: 29 minutes

    Hijras are the outcastes of Indian society and live on its fringes. These eunuchs (originally only castrated males) were once employed by sultans and maharajas to guard the women in their harems. Now shunned by society, they are treated with less respect than the Dalits, or untouchables. Considered neither men nor women, Hijras have no constitutional rights. Currently, there is an ongoing debate in India regarding whether or not they should be granted the status of a third gender.

    Most hijras are genetically born as men, but believe they are women within. The rest are hermaphrodites with some abnormality in genitalia. For those born men, becoming a hijra is a painful process that involves removing the entire genitalia in a secret ceremony that is often undergone without any anesthetic.

    Currently, most hijras have only three ways in which they can make a living: prostitution, begging, and as performing shamans removing bad luck and/or spells from suspicious Indian households. Sex work is one of the only options for hijras because there are few employment opportunities available to them. Hijras are most commonly seen knocking on car windows, begging for money at stoplights. Although hijras are feared for their dissimilarities, they are also revered for their alleged mystical abilities. Most Indian families seek their blessings during any auspicious ceremony such as a birth, a wedding, or the building of a new house.

    As pariahs of society, they are subjected to prejudice that is often translated into verbal abuse, humiliation, extreme discrimination, and violence in public as well as private venues. I have documented a short film to create awareness of the plight of this segment of society and allow their voices to be heard. I was privileged to share this community's inner life and have tried to capture its stark reality as a friend rather than a voyeur. The filming took place from June 2008 to September 2008 in various cities and locations in India.

    Disponível em: www.engendered.org. Acesso em: 25 fev. 2012.


    O filme Hijras - The Third Gender tem como objetivo chamar atenção para a situação vivida por um segmento da sociedade indiana, os hijras. De acordo com o que se captura dessas vozes no filme e do que se lê no texto, esse segmento reivindica

    Escolha uma alternativa para a questão 0ed6ed8f-4e
  • Linguagens

    Português

    Usei uma conexão via computador, pela primeira vez, em 1988. Morava na França, trabalhando como correspondente da Folha de S. Paulo e concordei em utilizar um laptop Toshiba T1000, equipado com um modem de 1 200 bauds, para transmitir minhas reportagens. O texto entrava direto nos terminais da redação, digitalizado, segundos depois de composto na tela de cristal líquido do pequeno Toshiba. O laptop sequer tinha disco rígido, era tudo comandado por disquete e gravado em disquete. Permitiu-me aposentar não só a Olivetti como o vetusto telex de casa. Em seguida, eu pegava o telefone e chamava a redação para saber se o texto “entrara” bem. Até que, um dia, o engenheiro de informática do jornal me disse que, dali em diante, não precisaríamos usar mais a ligação telefônica internacional tradicional, muito cara, para saber se o texto havia chegado corretamente ou tirar dúvidas sobre o manuseio do computador. Poderíamos fazer aquilo via chat, uma conversa textual na tela do próprio laptop. Essa maravilha seria possível por meio de um programinha de conversação.

    SPYE, J. Conectado. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).


    O texto apresenta uma situação de uso das tecnologias de comunicação e informação por um jornalista. A mudança do uso do telefone para o uso do chat evidencia a transformação na dinâmica

    Escolha uma alternativa para a questão 0edde295-4e
  • Linguagens

    Português

    Aptidão física é a capacidade de realizar as tarefas do dia a dia com o mínimo de fadiga e desconforto. E isso é obtido a partir da constituição física, incluída aí a herança genética. Ter aptidão física é estar com coração, pulmões, vasos sanguíneos e músculos prontos para suportar, sem problemas, as atividades que o corpo realiza. Trata-se de uma condição relativa e mutável, que pode ser melhorada e ampliada conforme o interesse de cada um. Um artista de circo precisa de aptidão para pedalar com o monociclo na corda bamba sem cair; alguém na plateia pode querer apenas acompanhar sua turma em um passeio de bicicleta até uma cachoeira. Ou seja, é você quem decide quão apto quer estar para suas atividades.

    SABA, F. Mexa-se: atividade física, saúde e bem-estar. São Paulo: Phorte, 2008.


    A busca por uma melhoria da qualidade de vida exige que as pessoas procurem por um aprimoramento da sua aptidão física, e para isso é necessário que

    Escolha uma alternativa para a questão 0ee16dca-4e