Espanhol
- Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
- Prova de 2014
- UERJ
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 4A66D8A3-BA

Área do conhecimento
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No soy el primero ni seré el último escritor cuya vida se enriquece o condena por causa de lo que imaginó o fabuló y haya escrito y publicado. (l. 9-10)
Se observa en este fragmento una imagen de escritor que comparte características comunes con escritores de diferentes épocas.
Esta idea se construye por medio de la asociación de las siguientes formas verbales:


y no quisieran sentir el horror a lo que parece existir mientras lo leemos y sin embargo nunca ha sido. (l. 23-24)
Los conectores destacados establecen relación de sentido entre lo que viene inmediatamente antes y después en el fragmento entresacado.
Este sentido se puede definir respectivamente como:







COUTINHO, Laerte. Tira. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2014.
A leitura dos quadrinhos permite inferir que

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
Disponível em:. Acesso em: 9 nov. 2014.

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
Disponível em:. Acesso em: 9 nov. 2014.

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
Disponível em:. Acesso em: 9 nov. 2014.

BLACH, Mateus. Patrimônio Cultural, parte II: a contemporaneidade.
Disponível em:. Acesso em: 9 nov. 2014.
Voltou-se para os curiosos ainda a fitá-la, era aquela gentinha do Tabuão, a ralé em cuja companhia Quincas se comprazia. Que faziam ali? Não compreendiam que Quincas Berro D’água terminara ao exalar o último suspiro? Que ele fora apenas uma invenção do diabo? Um sonho mau, um pesadelo? Novamente Joaquim Soares da Cunha voltaria e estaria um pouco entre os seus, no conforto de uma casa honesta, reintegrado em sua respeitabilidade. Chegara a hora do retorno e desta vez Quincas não poderia rir na cara da filha e do genro, mandá-los plantar batatas, dar-lhes um adeusinho irônico e sair assoviando. Estava estendido no catre, sem movimentos. Quincas Berro D’água acabara.
Vanda levantou a cabeça, passeou um olhar vitorioso pelos presentes, ordenou com aquela voz de Otacília:
— Desejam alguma coisa? Senão, podem ir saindo. Dirigiu-se depois ao santeiro:
— O senhor podia fazer o favor de chamar um médico? Para o atestado de óbito.
O santeiro aquiesceu com a cabeça, estava impressionado. Os outros retiravam-se devagar. Vanda ficou só com o cadáver. Quincas Berro D’água sorria e o dedo grande do pé direito parecia crescer no buraco da meia.
AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro D’água. São Paulo: Companhia da Letras, 2008. p. 25.
Contextualizado na obra, o fragmento em destaque permite afirmar que Vanda
Ao aproximar-se, Pedro Archanjo notou que Nilo Argolo punha os braços atrás das costas para impedir qualquer tentativa de aperto de mão. Um calor subiu-lhe ao rosto.
Com o desplante de quem examinasse bicho ou coisa, atentamente o professor estudou a fisionomia e o porte do funcionário; no rosto infenso refletiu-se indisfarçável surpresa ao constatar o garbo e a limpeza nos trajes do mulato, o perfeito decoro. De certos mestiços, o catedrático pensava e, em determinados casos, até dizia: Este merecia ser branco, o que o desgraça é o sangue africano.
— Foi você quem escreveu uma brochura intitulada A vida...
—... popular da Bahia... — Archanjo superara a humilhação inicial, dispunha-se ao diálogo. — Deixei um exemplar para o senhor na secretaria.
— Diga senhor professor — corrigiu, áspero, o lente ilustre. — Senhor professor, não senhor apenas, não se esqueça. Conquistei o título em concurso, tenho direito a ele e o exijo. Compreendeu?
— Sim, senhor professor — a voz distante e álgida, o único desejo de Pedro Archanjo era ir-se embora.
— Diga-me: as diversas anotações sobre costumes, festas tradicionais, cerimônias fetichistas, que você classifica de obrigações, são realmente exatas?
— Sim, senhor professor.
— Sobre cucumbis, por exemplo. São verídicas?
— Sim, senhor professor.
— Não foram inventadas por você?
— Não, senhor professor.
— Li sua brochura e, tendo em conta quem a escreveu — novamente o examinou com olhos fulvos e hostis —, não lhe nego certo mérito, limitado a algumas observações, bem entendido. Carece de qualquer seriedade científica e as conclusões sobre mestiçagem são necessidades delirantes e perigosas. Mas nem por isso deixa de ser repositório de fatos dignos de atenção. Vale leitura.
AMADO, Jorge. Tenda dos Milagres. 47. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 143-144.
A leitura do fragmento de “Tenda dos Milagres”, devidamente contextualizado na obra, permite afirmar: