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Questões de Linguagens do ENEM
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- 4 disciplinas
- 219 assuntos
- LinguagensO FASCÍNIO DO ÃORoberto Pompeu de Toledo1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.(Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)Assinale a alternativa em que a reformulação do trecho transcrito entre parênteses implique erro linguístico ou mudança de sentido.
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: 3F7F9816-F6
(Agência Estado- 15/05/2009 - Disponível em http://www.opovo.com.br/saude/877865.html)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
O termo destacado em “uma elevação de 2°C já seria desastrosa” (linhas 12-13) tem sentido similar ao sublinhado em:
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: 3F7FA275-FC
Leia o fragmento de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e observe a imagem para responder a QUESTÃO....As oito e meia da noite eu já estava na favela respirando o odor dos excrementos que mescla com o barro podre. Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.(...)Fonte: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo, Ática, 2000, p. 33.
Em relação ao fragmento do romance de Carolina Maria de Jesus e à imagem, é CORRETO afirmar que ambos:
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2018
- PUC - RJ
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 3F7FE135-F7


Available at: . Retrieved on: 3 May 2018. Adapted. * Automated teller machines
The boldfaced expression introduces an idea of IMPLICATION in - Linguagens
Português
- Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F824C39-F6
(Agência Estado- 15/05/2009 - Disponível em http://www.opovo.com.br/saude/877865.html)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Assinale a alternativa que indica corretamente a ideia principal do último parágrafo do texto 1. - Linguagens
Português
O FASCÍNIO DO ÃORoberto Pompeu de Toledo1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.(Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)I. pespegado (1º §): aplicadoII. emprestado (3º §): atribuídoIII. engatasse (3º §): acoplasseIV. propalado (6º §): propagadoTendo em conta as equivalências propostas para os termos acima, consideradas as circunstâncias em que são utilizados no texto, pode-se dizer que são VERDADEIRAS: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 3F836E6A-FC
Leia os três poemas da obra As tocantinas, de Célio Pedreira, para responder a QUESTÃO.Meio diaMelhor trilha de morrêncianessa beira do rioé estar-se redede quieto balançar.Os calangos no quintala rala sombra do pé de mamonaimóveis a pulsar a terra.A vida escondenuma pausa mornabreve e boa.Silêncio melhor para o nadafeito querer ausentee a cidade dizendo um solapino.CanoeiroUm olharfica na margem do rio.Outro olhar vaialcançar a possibilidadede semear estrelasacordar horizontes.PinguelaAntes da genteera a curva do riocuidando as lonjuras.E a gentesimples andorinhaspassíveis de azulna tarde veloz.Bulindo em correntezascomo fosse hábeis sem rumoou esquecidos dele.Ainda dissipa o diae seu aroma desenterra-meem conta-gotasnas inumeráveis utopiasque descuidei nosso rio.Fonte: PEDREIRA, Célio. As tocantinas. Palmas, TO: Universidade Federal do Tocantins/EDUFT, 2014.A partir da leitura dos três poemas, analise as alternativas e assinale a opção INCORRETA.
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2018
- PUC - RJ
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 3F85698C-F7


Available at: . Retrieved on: 3 May 2018. Adapted. * Automated teller machines
The sentence in which the boldfaced item expresses OBLIGATION is
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F861AFC-F6
(Agência Estado- 15/05/2009 - Disponível em http://www.opovo.com.br/saude/877865.html)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Segundo o texto, as mudanças climáticas:
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 3F86B355-FC
Leia o fragmento do texto teatral Cancros sociais, de Maria Ribeiro, para responder a QUESTÃO.Cena IO Barão e o ViscondeBarãoSe é sobre negócios, que V. Exa. pretende falar a Eugênio, creio que não escolheu dia muito oportuno (apresenta-lhe uma cadeira); a recepção de hoje, é toda em obséquio à menina S. Salvador.ViscondeNão ignoro essa circunstância, e é mesmo para cumprimentá-la que aqui venho (assentam-se); mais tarde, apresentar-me-ei em caráter oficial e solene. (surpresa do Barão) A filha do Comendador, é uma adorável criatura! Rica, formosa... ora... sejamos francos, Barão! Ainda não percebeu que eu gosto muito da jovem Olímpia?(...)BarãoNesta casa, Sr. Visconde, a felicidade não é um mito, é uma realidade.ViscondeÉ por essa razão, que insisto em efetuar um casamento conveniente aos dois lados, pela riqueza e pela posição.Barão(intencional)E pelo sentimento?!...ViscondeIsso... São frioleiras dispensadas pelos cônjuges de nossa roda! Entre nós outros fidalgos, de nada valem essas puerilidades a que chamam – interesses do coração!Barão(friamente)Com semelhante modo de encarar um enlace tão solene, forma V. Exa. uma exceção... na nossa roda.(...)Fonte: RIBEIRO, Maria. Cancros sociais. In: FARIA. João Roberto. Antologia do teatro realista. Martins Fontes, 2006, p. 277-280.O fragmento de Cancros Sociais, da dramaturga Maria Ribeiro, do século 19, retrata a sociedade da época, refletindo sobre algumas questões sociais e éticas como o enlace matrimonial.A partir da leitura do fragmento do texto, é INCORRETO afirmar que:
- Linguagens
Português
O FASCÍNIO DO ÃORoberto Pompeu de Toledo1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.(Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)I. O emprego do itálico no texto atende a finalidades distintas.II. Os parênteses são usados pelo autor com funções diversas.III. As aspas são sistematicamente utilizadas pelo autor para indicar menções.Dentre as afirmativas acima, são VERDADEIRAS: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F88EE7D-F6
(Agência Estado- 15/05/2009 - Disponível em http://www.opovo.com.br/saude/877865.html)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
O objetivo principal do texto 1 é: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 3F89A5E6-FC
Leia o fragmento do conto “Laços de família”, de Clarice Lispector, para responder a QUESTÃO.A mulher e a mãe acomodaram-se finalmente no táxi que as levaria à Estação. A mãe contava e recontava as duas malas tentando convencer-se de que ambas estavam no carro. A filha, com seus olhos escuros, a que um ligeiro estrabismo dava um contínuo brilho de zombaria e frieza – assistia.– Não esqueci de nada? perguntava pela terceira vez a mãe.– Não, não, não esqueceu de nada, respondia a filha divertida, com paciência. (...)O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. (...) Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra? e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.– Não vá pegar corrente de ar! gritou Catarina.– Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência. A mão sardenta, um pouco trêmula, arranjava com delicadeza a aba do chapéu (...).Fonte: LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 94-98.A partir da leitura do fragmento do texto, assinale a alternativa CORRETA em que há um olhar empático da filha sobre a mãe.
- Linguagens
Português
- Gêneros Textuais
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: 3F8BC330-F6
(Agência Estado- 15/05/2009 - Disponível em http://www.opovo.com.br/saude/877865.html)
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Pelas marcas textuais apresentadas, o gênero jornalístico em que se enquadra o texto 1 é: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2013
- PUC-MINAS
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F8C5213-B0
Tendo em conta a tirinha a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.

Disponível em: <http://temtudobr.blogspot.com.br/2008/12/tirinhas-muito-engraadas.html>.
Acesso em 12 set. 2013.
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 3F8C71A5-FC
PRAY WITH THE POPE, FROM YOUR IPHONE"Click to pray" are not words you'd expect to come out of the pope's mouth.But that's what onlookers heard during the traditional Sunday address from Pope Francis, as he introduced ClickToPray, an app for communal prayer aimed at young people."The Internet and social media are a resource of our time," the pope said. From a balcony overlooking St. Peter's Square, Francis then gestured to a tablet. Father Frédéric Fornos, international director of the pope's Worldwide Prayer Network, held up the device for the crowd to see."Here," Francis said, "I'll insert the intentions and the prayer requests for the mission of the Church." He tapped the screen several times before glancing up at Fornos."Did I do it?" he asked.The pope has made earnest efforts to embrace technology, tweeting frequently and calling the Web "a gift from God." Now he's given his followers a convenient way to turn on their smart devices and see what the leader of the Catholic Church is praying for at any given time."Pray every day," reads the app when it opens. "Pray together with others. Give to the community."More than 18,000 people have clicked on the pope's prayer intention for January. The prayer, "Young People and the Example of Mary," focuses on young Catholics, especially in Latin America. But the app is more democratic than the pope's Sunday address, with a timeline of prayers from other users that you can scroll through, similar to a social media feed. People write prayers for weddings, celebrations, illnesses and more, and others can click to pray with them or leave a comment.A prayer in English asks for employment "where I can make a difference," while another in Italian seeks an end to international borders. Prayers in Spanish, French, Portuguese and German have also been posted to the app, ranging from precise requests to generic expressions of love and fraternity.In his address, Pope Francis specifically called on young people to download the app. The pope has long sought to make the Church relevant for younger generations, as the proportion of Catholics declines across the world. […]Available at: https://www.npr.org/2019/01/20/687001314/pray-with-the-pope-fromyour-iphoneIn accordance with the text, it is CORRECT to affirm:
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2018
- PUC - RJ
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F8C9BDB-F7


Available at: . Retrieved on: 3 May 2018. Adapted. * Automated teller machines
In terms of reference, it is correct to affirm that
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- UFT
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 3F8F4339-FC
PRAY WITH THE POPE, FROM YOUR IPHONE"Click to pray" are not words you'd expect to come out of the pope's mouth.But that's what onlookers heard during the traditional Sunday address from Pope Francis, as he introduced ClickToPray, an app for communal prayer aimed at young people."The Internet and social media are a resource of our time," the pope said. From a balcony overlooking St. Peter's Square, Francis then gestured to a tablet. Father Frédéric Fornos, international director of the pope's Worldwide Prayer Network, held up the device for the crowd to see."Here," Francis said, "I'll insert the intentions and the prayer requests for the mission of the Church." He tapped the screen several times before glancing up at Fornos."Did I do it?" he asked.The pope has made earnest efforts to embrace technology, tweeting frequently and calling the Web "a gift from God." Now he's given his followers a convenient way to turn on their smart devices and see what the leader of the Catholic Church is praying for at any given time."Pray every day," reads the app when it opens. "Pray together with others. Give to the community."More than 18,000 people have clicked on the pope's prayer intention for January. The prayer, "Young People and the Example of Mary," focuses on young Catholics, especially in Latin America. But the app is more democratic than the pope's Sunday address, with a timeline of prayers from other users that you can scroll through, similar to a social media feed. People write prayers for weddings, celebrations, illnesses and more, and others can click to pray with them or leave a comment.A prayer in English asks for employment "where I can make a difference," while another in Italian seeks an end to international borders. Prayers in Spanish, French, Portuguese and German have also been posted to the app, ranging from precise requests to generic expressions of love and fraternity.In his address, Pope Francis specifically called on young people to download the app. The pope has long sought to make the Church relevant for younger generations, as the proportion of Catholics declines across the world. […]Available at: https://www.npr.org/2019/01/20/687001314/pray-with-the-pope-fromyour-iphone
Referring to the text, the word address in the sentence: “…traditional Sunday address from Pope Francis”, 2nd paragraph, is related to all the following alternatives, EXCEPT: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2013
- PUC-MINAS
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 3F8F8226-B0
INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas.Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009
Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas
Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013.
I. No último ano do levantamento, diabetes e doenças respiratórias são responsáveis, em conjunto, por mais de cem mil óbitos.II. A tabela mostra que cerca de três em cada dez óbitos no Brasil em 2009 se deveram a doenças cardiovasculares.III. Durante a última década do século XX e a primeira do século XXI, o câncer matou quatro vezes mais que o diabetes.Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2009
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3F8FCC9A-F6
FÁBIO DE AZEVEDO PETRA BITTENCOURT (Brasília, DF) - Painel do Leitor – Folha de São Paulo. Disponível em
http://03www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult10077u500793.shtml - 09/02/2009
Com base no TEXTO 2, responda à questão.
O slogan da campanha do Greenpeace “Salvar o planeta. É agora ou agora”: