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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 295 de 950

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a opção que expressa uma afirmação INCORRETA sobre os elementos do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e152bc7-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta em relação à expressão ―as tais‖, em ―as tais bonecas folclóricas russas‖ (linhas 1-2).
    Escolha uma alternativa para a questão 4e17f442-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Marque a opção cujas expressões explicam o sentido de águas passadas e águas represadas ou recalcadas, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e1ac859-b6
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Considere trecho da Bíblia para responder às
    questões de números 09 e 10.

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2007, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Em

    • Assim, pois, riu-se Sara consigo...

    • ... que Deus lhe tinha falado.

    a conjunção pois tem valor ........... e o pronome lhe refere-se ao termo ............

    Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

    Escolha uma alternativa para a questão 4e1d6f70-4d
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Marque a opção em que o elemento aquele remete para a memória do leitor, além de apontar para informações que vêm posteriormente no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e1db368-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Considere as proposições abaixo sobre o uso do elemento ''pois'' na linha 19.
    I - Mesmo sem desempenhar função definida pela gramática, produz efeito de sentido, se considerado no plano textual-discursivo.
    II - Tem como uma de suas funções convocar o leitor para seguir o raciocínio que se inicia no primeiro parágrafo e continua no segundo.
    III - Introduz no segundo parágrafo uma relação de conclusão para o que foi informado no parágrafo anterior.

    Está correto o que se afirma
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2152ff-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Sobre o emprego do vocábulo ''assim'' nas linhas 19 e 34, considere as seguintes afirmações:

    I - Os dois funcionam como elementos de coesão entre parágrafos.

    II - O da linha 19 aponta para o que foi dito anteriormente.

    III - O da linha 34 tem valor de conclusão.

    Está correto o que se afirma

    Escolha uma alternativa para a questão 4e24b65d-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

    Imagine outra situação discursiva: o sujeito falante não acha conveniente o interlocutor fazer a experiência de que se fala no quarto parágrafo (linhas 49-53): ''Faça uma experiência: pegue um livro, uma foto, reveja um filme, encontre alguém, qualquer desses serve, contanto se refira especificamente a determinado tempo da sua vida''.
    Assinale a opção em que todas as formas verbais de imperativo do enunciado estão corretamente empregadas para atender ao propósito do sujeito e conservam a mesma pessoa.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e27c535-b6
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Dentre as reminiscências da autora, há algumas que têm um caráter negativo ou desagradável, e outras, um caráter positivo ou agradável. Essa oposição distingue o que está descrito nos dois trechos citados em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2abbdc-fd
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Sabe-se que os textos se servem de outros textos, citando-os direta ou indiretamente, num processo a que se dá o nome de intertextualidade.
    No último parágrafo da crônica, há um caso de intertextualidade com um dos episódios do Êxodo: Como os israelitas, na caminhada pelo deserto, reclamavam da falta de água, dirige-se Deus a Moisés:' ''[...] toma na mão tua vara, com que feriste o Nilo e vai. Eis que estarei ali diante de ti, sobre o rochedo do monte Horeb; ferirás o rochedo e a água jorrará dele''. Esse trabalho intertextual feito pela cronista tem o propósito textual de
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2c1d1c-b6
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT
       
       HARVARD BUSINESS REVIEW calls data science “the sexiest job in the 21st century,” and by most accounts this hot new field promises to revolutionize industries from business to government, health care to academia. 
       The field has been spawned by the enormous amounts of data that modern technologies create — be it the online behavior of Facebook users, tissue samples of cancer patients, purchasing habits of grocery shoppers or crime statistics of cities. Data scientists are the magicians of the Big Data era. They crunch the data, use mathematical models to analyze it and create narratives or visualizations to explain it, then suggest how to use the information to make decisions. 
         In the last few years, dozens of programs under a variety of names have sprung up in response to the excitement about Big Data, not to mention the six-figure salaries for some recent graduates. In the fall, Columbia will offer new master’s and certificate programs heavy on data. The University of San Francisco will soon graduate its charter class of students with a master’s in analytics.
          Rachel Schutt, a senior research scientist at Johnson Research Labs, taught “Introduction to Data Science” last semester at Columbia (its first course with “data science” in the title). She described the data scientist this way: “a hybrid computer scientist software engineer statistician.” And added: “The best tend to be really curious people, thinkers who ask good questions and are O.K. dealing with unstructured situations and trying to find structure in them.”
          Eurry Kim, a 30-year-old “wannabe data scientist,” is studying at Columbia for a master’s in quantitative methods in the social sciences and plans to use her degree for government service. She discovered the possibilities while working as a corporate tax analyst at the Internal Revenue Service. She might, for example, analyze tax return data to develop algorithms that flag fraudulent filings, or cull national security databases to spot suspicious activity.
         Some of her classmates are hoping to apply their skills to e-commerce, where data about users’ browsing history is gold.
         “This is a generation of kids that grew up with data science around them — Netflix telling them what movies they should watch, Amazon telling them what books they should read — so this is an academic interest with real-world applications,” said Chris Wiggins, a professor of applied mathematics at Columbia who is involved in its new Institute for Data Sciences and Engineering. “And,” he added, “they know it will make them employable.”
      Universities can hardly turn out data scientists fast enough. To meet demand from employers, the United States will need to increase the number of graduates with skills handling large amounts of data by as much as 60 percent, according to a report by McKinsey Global Institute. There will be almost half a million jobs in five years, and a shortage of up to 190,000 qualified data scientists, plus a need for 1.5 million executives and support staff who have an understanding of data.
          Because data science is so new, universities are scrambling to define it and develop curriculums. As an academic field, it cuts across disciplines, with courses in statistics, analytics, computer science and math, coupled with the specialty a student wants to analyze, from patterns in marine life to historical texts.
        With the sheer volume, variety and speed of data today, as well as developing technologies, programs are more than a repackaging of existing courses. “Data science is emerging as an academic discipline, defined not by a mere amalgamation of interdisciplinary fields but as a body of knowledge, a set of professional practices, a professional organization and a set of ethical responsibilities,” said Christopher Starr, chairman of the computer science department at the College of Charleston, one of a few institutions offering data science at the undergraduate level.
         Most master’s degree programs in data science require basic programming skills. They start with what Ms. Schutt describes as the “boring” part — scraping and cleaning raw data and “getting it into a nice table where you can actually analyze it.” Many use data sets provided by businesses or government, and pass back their results. Some host competitions to see which student can come up with the best solution to a company’s problem.
         Studying a Web user’s data has privacy implications. Using data to decide someone’s eligibility for a line of credit or health insurance, or even recommending who they friend on Facebook, can affect their lives. “We’re building these models that have impact on human life,” Ms. Schutt said. “How can we do that carefully?” Ethics classes address these questions.
           Finally, students have to learn to communicate their findings, visually and orally, and they need business know-how, perhaps to develop new products.

    From: www.nytimes.com
    According to the text, besides being referred to as a sexy job in our century, data science
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2f0772-af
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Considerando-se os elementos descritivos presentes no texto, é correto apontar, nele, o emprego de
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2f14aa-fd
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Coesão e coerência

    Considere o que se diz sobre a partícula ''lá'', no seguinte enunciado: ''Depois, quando a coisa virou, é que o livro começou a pegar por lá.'' (linhas 109-110)
    I - Tem a função de apontar para um elemento textual, substituindo-o anaforicamente.
    II - Indica que a escritora não escreveu o texto em estudo (o texto 2) no Ceará.
    III - Informa que a escritora não morava no Ceará quando da publicação de O Quinze.

    É correto o que se afirma
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2f15c5-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que justifica, textualmente, o emprego da expressão ''Outro sujeito'' (na linha 85), sem que haja, antes, uma expressão que lhe faça contraponto, como um sujeito, por exemplo.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e31d4f8-b6
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT
       
       HARVARD BUSINESS REVIEW calls data science “the sexiest job in the 21st century,” and by most accounts this hot new field promises to revolutionize industries from business to government, health care to academia. 
       The field has been spawned by the enormous amounts of data that modern technologies create — be it the online behavior of Facebook users, tissue samples of cancer patients, purchasing habits of grocery shoppers or crime statistics of cities. Data scientists are the magicians of the Big Data era. They crunch the data, use mathematical models to analyze it and create narratives or visualizations to explain it, then suggest how to use the information to make decisions. 
         In the last few years, dozens of programs under a variety of names have sprung up in response to the excitement about Big Data, not to mention the six-figure salaries for some recent graduates. In the fall, Columbia will offer new master’s and certificate programs heavy on data. The University of San Francisco will soon graduate its charter class of students with a master’s in analytics.
          Rachel Schutt, a senior research scientist at Johnson Research Labs, taught “Introduction to Data Science” last semester at Columbia (its first course with “data science” in the title). She described the data scientist this way: “a hybrid computer scientist software engineer statistician.” And added: “The best tend to be really curious people, thinkers who ask good questions and are O.K. dealing with unstructured situations and trying to find structure in them.”
          Eurry Kim, a 30-year-old “wannabe data scientist,” is studying at Columbia for a master’s in quantitative methods in the social sciences and plans to use her degree for government service. She discovered the possibilities while working as a corporate tax analyst at the Internal Revenue Service. She might, for example, analyze tax return data to develop algorithms that flag fraudulent filings, or cull national security databases to spot suspicious activity.
         Some of her classmates are hoping to apply their skills to e-commerce, where data about users’ browsing history is gold.
         “This is a generation of kids that grew up with data science around them — Netflix telling them what movies they should watch, Amazon telling them what books they should read — so this is an academic interest with real-world applications,” said Chris Wiggins, a professor of applied mathematics at Columbia who is involved in its new Institute for Data Sciences and Engineering. “And,” he added, “they know it will make them employable.”
      Universities can hardly turn out data scientists fast enough. To meet demand from employers, the United States will need to increase the number of graduates with skills handling large amounts of data by as much as 60 percent, according to a report by McKinsey Global Institute. There will be almost half a million jobs in five years, and a shortage of up to 190,000 qualified data scientists, plus a need for 1.5 million executives and support staff who have an understanding of data.
          Because data science is so new, universities are scrambling to define it and develop curriculums. As an academic field, it cuts across disciplines, with courses in statistics, analytics, computer science and math, coupled with the specialty a student wants to analyze, from patterns in marine life to historical texts.
        With the sheer volume, variety and speed of data today, as well as developing technologies, programs are more than a repackaging of existing courses. “Data science is emerging as an academic discipline, defined not by a mere amalgamation of interdisciplinary fields but as a body of knowledge, a set of professional practices, a professional organization and a set of ethical responsibilities,” said Christopher Starr, chairman of the computer science department at the College of Charleston, one of a few institutions offering data science at the undergraduate level.
         Most master’s degree programs in data science require basic programming skills. They start with what Ms. Schutt describes as the “boring” part — scraping and cleaning raw data and “getting it into a nice table where you can actually analyze it.” Many use data sets provided by businesses or government, and pass back their results. Some host competitions to see which student can come up with the best solution to a company’s problem.
         Studying a Web user’s data has privacy implications. Using data to decide someone’s eligibility for a line of credit or health insurance, or even recommending who they friend on Facebook, can affect their lives. “We’re building these models that have impact on human life,” Ms. Schutt said. “How can we do that carefully?” Ethics classes address these questions.
           Finally, students have to learn to communicate their findings, visually and orally, and they need business know-how, perhaps to develop new products.

    From: www.nytimes.com
    As to the way academic institutions are reacting in response to the enormous need of professionals in the field of data science, the text informs that
    Escolha uma alternativa para a questão 4e332760-af
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    O texto suscita uma idéia que pode ser resumida no seguinte provérbio:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e34ae74-b6
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Embora tenha sido publicado em jornal, o texto contém recursos mais comuns na linguagem literária do que na jornalística. Exemplificam tais recursos a hipérbole e a metáfora, que ocorrem, respectivamente, nos seguintes trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e34b82e-fd
  • Linguagens

    Inglês

    TEXT
       
       HARVARD BUSINESS REVIEW calls data science “the sexiest job in the 21st century,” and by most accounts this hot new field promises to revolutionize industries from business to government, health care to academia. 
       The field has been spawned by the enormous amounts of data that modern technologies create — be it the online behavior of Facebook users, tissue samples of cancer patients, purchasing habits of grocery shoppers or crime statistics of cities. Data scientists are the magicians of the Big Data era. They crunch the data, use mathematical models to analyze it and create narratives or visualizations to explain it, then suggest how to use the information to make decisions. 
         In the last few years, dozens of programs under a variety of names have sprung up in response to the excitement about Big Data, not to mention the six-figure salaries for some recent graduates. In the fall, Columbia will offer new master’s and certificate programs heavy on data. The University of San Francisco will soon graduate its charter class of students with a master’s in analytics.
          Rachel Schutt, a senior research scientist at Johnson Research Labs, taught “Introduction to Data Science” last semester at Columbia (its first course with “data science” in the title). She described the data scientist this way: “a hybrid computer scientist software engineer statistician.” And added: “The best tend to be really curious people, thinkers who ask good questions and are O.K. dealing with unstructured situations and trying to find structure in them.”
          Eurry Kim, a 30-year-old “wannabe data scientist,” is studying at Columbia for a master’s in quantitative methods in the social sciences and plans to use her degree for government service. She discovered the possibilities while working as a corporate tax analyst at the Internal Revenue Service. She might, for example, analyze tax return data to develop algorithms that flag fraudulent filings, or cull national security databases to spot suspicious activity.
         Some of her classmates are hoping to apply their skills to e-commerce, where data about users’ browsing history is gold.
         “This is a generation of kids that grew up with data science around them — Netflix telling them what movies they should watch, Amazon telling them what books they should read — so this is an academic interest with real-world applications,” said Chris Wiggins, a professor of applied mathematics at Columbia who is involved in its new Institute for Data Sciences and Engineering. “And,” he added, “they know it will make them employable.”
      Universities can hardly turn out data scientists fast enough. To meet demand from employers, the United States will need to increase the number of graduates with skills handling large amounts of data by as much as 60 percent, according to a report by McKinsey Global Institute. There will be almost half a million jobs in five years, and a shortage of up to 190,000 qualified data scientists, plus a need for 1.5 million executives and support staff who have an understanding of data.
          Because data science is so new, universities are scrambling to define it and develop curriculums. As an academic field, it cuts across disciplines, with courses in statistics, analytics, computer science and math, coupled with the specialty a student wants to analyze, from patterns in marine life to historical texts.
        With the sheer volume, variety and speed of data today, as well as developing technologies, programs are more than a repackaging of existing courses. “Data science is emerging as an academic discipline, defined not by a mere amalgamation of interdisciplinary fields but as a body of knowledge, a set of professional practices, a professional organization and a set of ethical responsibilities,” said Christopher Starr, chairman of the computer science department at the College of Charleston, one of a few institutions offering data science at the undergraduate level.
         Most master’s degree programs in data science require basic programming skills. They start with what Ms. Schutt describes as the “boring” part — scraping and cleaning raw data and “getting it into a nice table where you can actually analyze it.” Many use data sets provided by businesses or government, and pass back their results. Some host competitions to see which student can come up with the best solution to a company’s problem.
         Studying a Web user’s data has privacy implications. Using data to decide someone’s eligibility for a line of credit or health insurance, or even recommending who they friend on Facebook, can affect their lives. “We’re building these models that have impact on human life,” Ms. Schutt said. “How can we do that carefully?” Ethics classes address these questions.
           Finally, students have to learn to communicate their findings, visually and orally, and they need business know-how, perhaps to develop new products.

    From: www.nytimes.com
    According to the text, in terms of what is required from a student in order to apply for a master’s degree in the area of data science, one must have
    Escolha uma alternativa para a questão 4e367754-af
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a única afirmação FALSA sobre a escritora Rachel de Queiroz.
    Escolha uma alternativa para a questão 4e377e7c-b6
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Tendo em vista o tom de crônica que a colunista imprime a seu artigo, ela se sente livre para utilizar elementos linguísticos que não se enquadram nas normas da língua escrita padrão.
    Dos elementos citados abaixo, o único que NÃO tem essa característica, isto é, o único que preserva a norma-padrão é o emprego
    Escolha uma alternativa para a questão 4e39c448-fd