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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 416 de 950

  • Linguagens

    Português

    Embora comum, pesquisas apontam que a desorganização prejudica a produtividade, aumenta o estresse e pode comprometer o desenvolvimento profissional. Responda rapidamente: sua mesa de trabalho é cheia de papéis espalhados, embalagens vazias e itens de escritório fora do lugar? Trabalhar em um local caótico pode parecer inofensivo, afinal, é fácil encontrar outras pessoas com mesas mais caóticas do que a sua. Porém, de acordo com especialistas, a desordem pode comprometer não apenas a saúde, mas também a produtividade e até a carreira.

    GÓMEZ, N. Disponível em: https://exame.abril.com.br.

    Acesso em: 13 out. 2019 (adaptado).


    Nesse texto, desenvolve-se uma estratégia argumentativa de aproximação por meio da

    Escolha uma alternativa para a questão 6f0c45b5-64
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFT 2012, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

    O uso da linguagem verbal nos proporciona realizar diferentes ações: transmitimos informações, evidenciamos sentimentos, tentamos convencer o outro a fazer ou dizer aquilo que desejamos, podemos ordenar ou solicitar informações, ou seja, pela linguagem organizamos nosso cotidiano em diferentes situações e aspectos. Quanto ao uso das funções de linguagem no texto, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f0ca531-09
  • Linguagens

    Português

    Dicionário de “carioquês” cai na boca do povo


            Apesar de a página Dicionário carioca, no Instagram, já estar na boca do povo e reproduzida em toda parte nas redes sociais, sua autora, a estudante de 21 anos, Viktória Savedra, ainda se surpreende com o sucesso de suas “traduções” de expressões e gírias cariocas. O “vocábulo” com maior repercussão é “aulas”, que virou adjetivo para caracterizar algo muito bom. Para alguns, a expressão ainda causa estranhamento; para outros, já faz parte do dia a dia.

            A página viralizou em 48 horas, passando de 20 mil seguidores para mais de 180 mil: “mec” é tranquilo; “aulas” é maneiro; e “morde as costas” significa “fique tranquilo”.

            Maria de Fátima dos Santos, de 61 anos, mesmo admitindo estar um pouco desatualizada, entrou na brincadeira e tentou adivinhar qual era o significado de algumas delas:

            — Eu já falei mais gíria antigamente, hoje em dia já não falo tanta.

    Disponível em: https://extra.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019 (adaptado).


    Esse texto apresenta algumas gírias usadas por certos grupos de cariocas, o que distingue sua fala da fala de pessoas de outros lugares. Além desse aspecto regional, nesse texto a gíria também distingue falares de diferentes

    Escolha uma alternativa para a questão 6f0f0ee1-64
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 7

                                          Ao mar

        Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David... 

         O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros: Krishna, o faquir que ficou cento e dez dias comendo cascas de ovo; Mac-Dougal, o inglês que escalou o Itatiaia com uma das mãos amarradas às costas; Fred, que foi lançado num barril ao golfo do México e recolhido um ano depois na ilha da Pintada. Moma, irmão de sangue de um chefe comanche; Demócrito que dançava charleston sobre fios de alta tensão... 

        — A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu! 

         E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? 

         Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: "Mar, animal rumorejante!" Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou. 

         À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu? 

         — Joel, vem almoçar! – gritava a mãe. Joel viajava ao largo; perto da África. 

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 105/106.)


    O Texto 7, extraído de Melhores contos, de Moacyr Scliar, coloca frente a frente dois universos: o dos adultos, que tentam sempre estabelecer e manter a ordem, e o das crianças, recriado ludicamente pela fantasia. Marque a alternativa que melhor ilustra essa afirmação:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f0fa449-34
  • Linguagens

    Português


    Até o começo do século 19, para se ouvir música dentro de casa, era preciso ter um cantor ou um músico na família. Caso contrário, só mesmo contratando um artista. Apreciar música era um privilégio para os poucos afortunados que podiam ir a teatros, ou diversão pontual para muitos que não se importavam de ficar em praças públicas, no calor ou no frio, dançando ao som dos realejos de rua. Mas foi somente a partir da invenção do fonógrafo de Thomas Edison que foi possível gravar e reproduzir o som como ele é, inclusive a voz humana.

    LEIBOVICH, L. Apresentação. In: Do toque ao clique:

    a história da música automática.

    São Paulo: Sesc, 2018 (adaptado).


    A forma como ouvimos música mudou nos últimos cem anos. Conforme o texto, essas transformações

    Escolha uma alternativa para a questão 6f11c445-64
  • Linguagens

    Inglês

    Why Everyone Should Read Harry Potter
    September 9, 2014

    Harry Potter is the best selling book series of all time. But it’s had its reproaches. Various Christian groups claimed the books promoted paganism and witchcraft to children. Washington Post book critic Ron Charles called the fact that adults were also hooked on Potter a "bad case of cultural infantilism.” Charles and others also cited a certain artistic banality in massively commercial story-telling, while others criticized Hogwarts, the wizardry academy attended by Potter, for only rewarding innate talents.
    The Anglo-American writer Christopher Hitchens, on the other hand, praised J. K. Rowling for freeing English children’s literature from dreams of riches and class and snobbery and giving us a world of youthful democracy and diversity. A growing body of evidence suggests that reading Rowling’s work, at least as a youth, might be a good thing.
    (Adaptado de http://www.scientificamerican.com/article/why-everyone-shouldread-harry-potter/. Acessado em 02/09/2016.)

    A leitura do excerto permite concluir adequadamente que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f122087-1d
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos 2021, Interpretação de Textos

    CAZO, L. F. Halloween. Disponível em: www.facebook.com/
    luizfernando.cazo. Acesso em: 23 set. 2019.

    O cartum explora o uso de fantasias durante o Halloween, estabelecendo uma crítica em relação à
    Escolha uma alternativa para a questão 6f148cb5-64
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNICAMP 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Depreende-se das informações da figura que

    Escolha uma alternativa para a questão 6f158e6c-1d
  • Linguagens

    Português

                            Cartas dos leitores

    Adoção (327/2004)

    A grande família adotiva


            Eu e meu marido somos um casal saudável, classe média, brancos e podemos gerar filhos. Há um ano entramos com o processo de adoção, que durou 26 dias, tempo recorde. Não exigimos recém-nascidos, brancos e não separávamos irmãos. Ganhamos duas joias raríssimas que mudaram completamente nossa vida. A Thalya, de 4 anos, e o Nathan, de 3, são irmãos, negros. Já os amávamos sem conhecê-los. Estamos juntos há um ano e a cada dia é uma surpresa e um aprendizado. Fisicamente não temos nada em comum; no restante, temos tudo um do outro. Gostaria de dizer que o sangue e a cor da pele são insignificantes. Sou mãe desde o primeiro olhar e são meus filhos desde o primeiro toque. Por fim, não fizemos favor algum para esses meninos maravilhosos. Foi exatamente o contrário: eles estão nos ensinando tudo, absolutamente tudo, e foram os dois que nos adotaram.

    Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019.


    Essa é uma carta de leitor em resposta a uma reportagem intitulada “A grande família adotiva”, publicada em uma revista de grande circulação. A partir de um relato pessoal, essa carta funciona como um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 6f182ad5-64
  • Linguagens

    Inglês

    Roman documents discovered
    We often think that the best information from the Roman world comes from Egypt, where the dryness preserves papyri. However, in Britain the reverse conditions occur. At Vindolanda – a Roman fort located two miles behind Hadrian’s Wall – the humidity preserved wooden writing tablets that were thrown into a bonfire when the fort was evacuated in CE 105.
    These wooden tablets were one of the most important discoveries made in Roman Britain in the 20th century.
    They were used not for grand writings but for memoranda and accounts, so they provide the best insight into life in the Roman army found anywhere in the world. One of the tablets says:
    Octavius to Candidus: “I need money. I have bought 5,000 bushels of grain, and unless you send me some money, I shall lose my deposit and be embarrassed”.
    (Adaptado de http://www.archaeology.co.uk/specials/the-timeline-ofbritain/vindolanda-2.htm. Acessado em 28/08/2016.)

    Os documentos descobertos em Vindolanda
    Escolha uma alternativa para a questão 6f1925a0-1d
  • Linguagens

    Português

            Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

            A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

            A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar.

        A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a pagar mais do que as coisas valem. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar.

        A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

    COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996 (adaptado).


    Nesse texto, em que a autora critica o estilo de vida imposto pela modernidade, um dos elementos responsáveis pela sua progressão é a

    Escolha uma alternativa para a questão 6f1b0f57-64
  • Linguagens

    Português

    Palavras que ferem, palavras que salvam

            “Posso ajudar?” Eis duas palavrinhas que nos soam mais que familiares. Entra-se numa loja e lá vem: “Posso ajudar?”

            Ainda se fossem outras as palavrinhas — “Posso servi-lo? Precisa de alguma informação?” Não; o escolhido é o “posso ajudar”, traduzido direto do jargão dos atendentes americanos.

    A má tradução das expressões comerciais americanas já cometeu uma devastação no idioma ao propagar o doentio surto de gerúndios (“Vou estar providenciando”, “Posso estar examinando”), que, do telemarketing, contaminou outros setores da linguagem corrente.

    Veja, n. 1 225, mar. 2009.


    O uso de determinadas formas linguísticas tem sido rejeitado por algumas pessoas, sem que apresentem motivos reais para essa discriminação. No texto, o autor assume essa postura ao A indicar as 

    Escolha uma alternativa para a questão 6f1dffe4-64
  • Linguagens

    Português

    Complete as frases abaixo com a palavra que apresenta a concordância nominal correta; a seguir assinale a alternativa correspondente a suas respostas.

    Nem um nem outro ________________ me convenceu.
                                                                            (argumento/argumentos)
    Segue(m) _____________ as cópias.
                                                           (anexa/anexas)
    Ela parecia _____________ constrangida.
                                                                (meia/meio)
    As ____________________ Odete e Maria são irmãs.
                                                                                  (simpática/simpáticas)
    Escolha uma alternativa para a questão 6f1e47a5-06
  • Linguagens

    Português

    Os emergentes querem dirigir

            Dois mil e nove. A China assume pela primeira vez o posto de maior produtor mundial de veículos, à frente dos Estados Unidos e Japão. Um ano mais tarde, o Brasil passa a Alemanha e se torna o quarto maior mercado mundial de veículos. A crise financeira, que comprometeu o consumo nos países ricos, pode ter contribuído, mas não fez mais do que antecipar a realidade que deve imperar nas próximas décadas. Cada vez mais, as montadoras voltam seus olhos para o Oriente e para as economias em desenvolvimento. Eles serão os grandes produtores e consumidores de carros do século XXI.

    FREITAS, G. Carta Capital, n. 614, set. 2010.


    O fragmento de texto é parte de uma reportagem sobre a produção de automóveis no mundo. Considerando a linguagem utilizada e a funcionalidade desse gênero textual, percebe-se que, entre suas características básicas, está a utilização de

    Escolha uma alternativa para a questão 6f215daa-64
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

    No decorrer de todo o Texto 8, a batata deve ser interpretada como (marque a resposta correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6f22e29e-34
  • Linguagens

    Português

    Emergência

    Quem faz um poema abre uma janela.

    Respira, tu que estás numa cela

    abafada,

    esse ar que entra por ela.

    Por isso é que os poemas têm ritmo

    — para que possas profundamente respirar.

    Quem faz um poema salva um afogado.

    QUINTANA, M. In: MORICONI, Í. (Org.). Os cem melhores poemas

    brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.


    O texto se articula a partir da expressão de sentimentos e sensações forjados pelo autor. Nele, ressalta-se visível preocupação com aspectos inerentes à linguagem, sua estrutura e seu ritmo. Esses elementos determinam no texto a predominância da função

    Escolha uma alternativa para a questão 6f24bc20-64
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão 29 com base no texto 2.

    TEXTO 2 

    No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais. 
    Pesquisa aponta que estudantes não conseguem interpretar e associar informações.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Pontuação

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 29, considere as afirmações sobre a pontuação do texto 2.

    I. As vírgulas da linha 01 isolam uma oração intercalada.

    II. Seria correto substituir, na linha 05, a vírgula que antecede "sobre" por dois-pontos, já que a expressão a seguir é uma enumeração.

    III. O emprego de travessão em lugar de dois-pontos na linha 06 seria correto, pois a expressão que segue é um aposto.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 6f26d2ca-03
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

          Machado de Assis (Texto 8) possui uma obscuridade que fascina o leitor, na medida em que o desconcerta. A magia de suas palavras e seus sentidos de mistério agem profundamente, embora a compreensão permaneça desorientada. No entanto, deve-se ressaltar que a linguagem literária não expressa tipos, conceitos ou emoções; é um leque de interpretações. O que faz a literatura ser literatura é a literariedade. Literariedade é a elevação da língua à sua função máxima, sua plurissignificação, sua polissemia, seu poder de sugestão, estranheza e sua linguagem solitária, mas solidária. Com relação à literatura de Machado de Assis, considerando o texto escolhido, analise as afirmativas a seguir:


    I-O escritor buscou, por meio de personagens, transfigurar o embate entre a essência e a aparência, o caráter relativo da moral humana, as convenções sociais e os impulsos piores, a normalidade, a loucura e a precariedade da condição humana.

    II-Machado, em Quincas Borba, exprimiu uma visão pessimista em relação à vida e ao ser humano. Mais do que pessimista ou negativista, a postura do escritor é niilista.

    III-A “teoria do Humanitismo", elaborada no romance Quincas Borba pelo “louco filósofo" Quincas Borba, pretende demonstrar que, na luta pela vida, vence sempre o mais forte, o mais esperto.

    IV-Em Machado de Assis, a preocupação fundamental é a análise dos fatos; as personagens ficam em segundo plano e são apresentadas à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador. Por essa razão, a narrativa não segue uma ordem cronológica, mas sim obedece a um ordenamento interior.


    Em relação às proposições analisadas, marque a única alternativa cujos itens estão todos corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6f2de6b5-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    Opinião

    Podem me prender

    Podem me bater

    Podem até deixar-me sem comer

    Que eu não mudo de opinião

    Daqui do morro eu não saio não

    Daqui do morro eu não saio não.

    ZÉ KETI. In: LEÃO, N. Opinião de Nara. Rio de Janeiro:

    Phillips, 1964 (fragmento).


    TEXTO II

    Meu honrado marechal

    dirigente da nação,

    venho fazer-lhe um apelo:

    não prenda Nara Leão.

    [...]

    Nara é pássaro, sabia?

    E nem adianta prisão

    para a voz que, pelos ares,

    espalha sua canção.

    ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:

    Nova Aguilar, 2003 (fragmento).


    A letra da canção Opinião, interpretada por Nara Leão, e o poema de Drummond foram produzidos no período da Ditadura Militar no Brasil. Os dois textos afirmam que, mesmo que fosse presa, a cantora

    Escolha uma alternativa para a questão 6f2fe98c-64
  • Linguagens

    Inglês

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

        In Text 8, the expression “Ao vencedor as batatas" is similar in meaning to the English expression “To the victor belong the spoils". Published originally only four years after the official end of slavery in Brazil, when we consider the last part of the excerpt from Quincas Borba, “Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão", we note a sociopolitical undertone to the text.

        Reflecting upon the idea that we understand literature through society, and society through its literature, which of the texts below gives us a similar window on the historical moment of slavery throughout the Americas?

    I - “There was much activity in the year – men unhitching horses, curious children scurrying about, Romero assigning quarters to the new slaves [...] Never known for patience, Romero snatched his whip and swung it overhead. But his hand froze in midair, the whip swinging impotently in the morning breeze" (Llanos-Figueroa, Dahlma. Daughters of the stone. New York: St. Martin's Press, 2009. p. 6.).

    II - “They unhitched from schoolteacher's horse the borrowed mule that was to carry the fugitive woman back to where she belonged, and tied it to the fence […] All testimony to the results of a little so-called freedom imposed on people who needed every care and guidance in the world to keep them from the cannibal life they preferred" (Morrison, Toni. Beloved. New York: Vintage Books, 1987. p. 177.).

    III - “What fueled those who were leaving was less fear of communism, which Fidel had only hinted at at that point, or shortages of any kind, because the U.S. embargo was still a distant concern, but the persistent rumors of invasions and imminent combat that were sweeping Havana" (Obejas, Achy. Days of awe. New York: Ballantine Books, 2001. p. 6.). 

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