Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2011
- UEG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 8A204D03-6D

According to the text, Machado de Assis
Área do conhecimento
Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.



Oye, Pito, ésta es: Ia vida bruta de un boy
mis tierras eran
nuevo méxico, colorado,
California, arizona, tejas,
y muchos otros senderos,
aún cuando Ia luz existia
sonrientemente
en Ias palabras
de mis antepasados...
era entonces hombre,
maduro y sencillo
como los cerros y los peñascos,
y mi cultura era el atole,
el chaquehue, y los buenos dias;
mi idioma cantaba
versículos
por los cañones
de tierra roja
y tierra amarilla...
Hoy sí, hoy ya no soy
mejicano ni hispano
ni tampoco americano,
pero soy — y bien Io siento ser —
una sombra del pasado
y un esfuerzo
hacia el futuro...
SANCHEZ. R Disponível em: www matenaldelectura.com. Acesso em :4 dez. 2017
Ao abordar a expropriação de territórios mexicanos pelos Estados Unidos, o eu lírico do poema revela um(a)

Neste trecho, em que narra uma cena relacionada ao tráfico de escravos, o narrador não emite julgamento direto sobre essa prática. Ao adotar tal procedimento, o narradorLos propietarios de Ia libertad
Las palabras cumplen ciclos; Ias actitudes también. Sin embargo, cuando las palabras designan actitudes, los ciclos se vuelven más complejos. Cuando el hoy tan denostado Sartre puso la palabra compromiso sobre el tapete y hasta Mac Leish publicó un libro sobre la responsabilidad de los intelectuales, estas dos palabras, compromiso y responsabilidad, designaban actitudes que, sin ser gemelas, eran bastante afines. Salvo contadas excepciones, los intelectuales de entonces las hicieron suyas y, equivocados o no, dijeron sin eufemismos por qué empeño se Ia jugaban.
Los intelectuales latinoamericanos también comprendíeron dónde estaba esta vez el enemigo. Sólo entonces empezó Ia mala prensa. Los grandes pontífices de Ia propaganda subrayaron una y otra vez Ia palabra libertad y denostaron el compromiso. Libertad no era librarse de Batista o de Somoza, sino mantener Ia prensa libre. Libertad es Ia emocionada comprobación de que Ia gran prensa norteamericana es capaz de descubrir que Lumumba o Allende fueron liquidados por la CIA, sin poner el acento en que eso no sirve para resucitarios.
¿ Y compromiso? Es Ia actitud que adoptan ciertos Intelectuales, cuya carga ideológica perjudica notoriamente su arte. Después de todo, ¿como se atreven a frecuentar las provincias dei espíritu, si es público y notorio que tales ámbitos son patrimônio exclusivo de los propietarios de Ia libertad?
BENEDETTI. M Perpiejidades de fin de siglo.
Buenos Aires. Sudamericana, 1993 (adaptado)
Transformar palavras em atitudes tem sido um dos grandes dilemas dos intelectuais. Ao ponderar sobre essa temática, o autor, um dos grandes críticos e literatos latino-americanos da atualidade, leva o leitor a perceber que

















São trechos do texto que podem ser associados à narrativa da tirinha acima:
I. “Os preconceitos não são inúteis. Eles têm uma função
importantíssima na economia psíquica do preconceituoso.”
(l. 1-3).
II. “Vivemos tempos de descompensação emocional
profunda, em uma espécie de vazio afetivo” (l. 22-23).
III. “Há um ódio que se dirige atualmente à inteligência, ao
conhecimento, à ciência, ao esclarecimento, ao
discernimento.” (l. 43-45).
IV. “Há, dividindo espaço com opressões próprias ao campo
do saber, um estranho ódio ao saber em sua forma
crítica e desconstrutiva.” (l. 53-55).
V. “O pensamento e a ousadia intelectual tornaram-se
insuportáveis para muitas pessoas” (l. 59-60).
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão
corretas é a
Transcrição de
diálogo do filme ELE ESTÁ
DE VOLTA, entre Hitler (H)
e Sawatzki (S). Sawatzki
mantém Hitler sob a mira de
um revólver e o ameaça,
dirigindo-o para a beirada do
pátio de um edifício alto.
H – Sawatzki? [vira-se para
trás e vê Sawatzki que lhe
aponta um revólver]. Você
demorou de responder...
S – É você... Você é ele!...
H – Nunca disse o contrário. Acho que meu destino é me
despedir de meus leais companheiros de trabalho.
S – Por ali [indica uma porta que dá acesso ao pátio
superior de um edifício]. A história está se repetindo. Está
enganando as pessoas com seus discursos.
H – Ah, Sawatzki, você não entende. Em 1933, ninguém
precisou de discurso nenhum. O povo elegeu um líder
que deixou claro para todos quais eram seus planos. Os
alemães me elegeram...
S – [Encaminha-o, apontando o revólver, para a beirada
do prédio]. Continue... Você é um monstro!
H – Sou? Então é melhor culpar também aqueles que
elegeram esse monstro. Eles todos eram monstros? Não,
eram pessoas normais... Que escolheram eleger alguém
diferente dos outros, para confiarem o destino de seu
país. O que vai fazer, Sawatzki? Impedir as eleições?
S – Não, mas vou impedir você...
H – Nunca se perguntou por que as pessoas me seguem?
Porque, no fundo, elas são como eu. Têm os mesmos
princípios. E é por isso que você não vai atirar...
[Sawatzki atira]

ELE ESTÁ DE VOLTA. Direção de David Wnendt. Intérpretes: Oliver
Masucci, Fabian Busch, Thomas Köppl e outros. Alemanha, 2015. Baseado
no livro Er Ist Wieder Da, de Timur Vermes.


TEXTO:
A voz o chama. Uma voz que o alegra, que faz bater seu coração. Ajudar a mudar o destino de todos os pobres. Uma voz que atravessa a cidade, que parece vir dos atabaques que ressoam nas macumbas da religião ilegal dos negros. Uma voz que vem com o ruído dos bondes onde vão os condutores e motorneiros grevistas. Uma voz que vem do cais, do peito dos estivadores, de João de Adão, de seu pai morrendo num comício, dos marinheiros dos navios, dos saveiristas e dos canoeiros. Uma voz que vem do grupo que joga a luta da capoeira, que vem dos golpes que o Querido-de-Deus aplica. Uma voz que vem mesmo do padre José Pedro, padre pobre de olhos espantados diante do destino terrível dos Capitães da Areia. Uma voz que vem das filhas-de-santo do candomblé de Don’Aninha, na noite que a polícia levou Ogum. [...] Uma voz que convida para a festa da luta. Que é como um samba alegre de negro, como o ressoar dos atabaques nas macumbas. Voz que vem da lembrança de Dora, valente lutadora. Voz que chama Pedro Bala. Como a voz de Deus chamava Pirulito, a voz do ódio o Sem-Pernas, como a voz dos sertanejos chamava Volta Seca para o grupo de Lampião. Voz poderosa como nenhuma outra. Porque é uma voz que chama para lutar por todos, pelo destino de todos, sem exceção. [...] Dentro de Pedro Bala uma voz o chama: voz que traz para a canção da Bahia, a canção da liberdade. Voz poderosa que o chama. Voz de toda a cidade pobre da Bahia, voz da liberdade. [...]
AMADO, Jorge. Capitães da Areia. 3 ed. São Paulo: Companhia das
Letras, 2008. p. 266-267.
Sobre o trecho transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:
I. Diferentemente das outras obras de ficção de Jorge Amado, essa obra é não ficcional, pois tem um caráter essencialmente documental. Nela, histórias sobre personagens reais, recolhidas pelo autor em suas vivências na cidade de Salvador, constituem um mosaico de situações vivenciadas por meninos de rua.
II. Nessa obra, o autor consegue agregar seu
posicionamento crítico em relação à injustiça, bem como
sua crença na possibilidade de uma revolução social, com
uma visão e uma linguagem poéticas, evidentes,
principalmente, nas referências e louvores ao sincretismo
religioso, à cidade de Salvador, sua paisagem e sua gente
sofredora.
III. O personagem Pedro Bala é um negro que, quando
adolescente, em Salvador, foi líder de um grupo de
meninos de rua, vítimas da exclusão, da opressão e da
injustiça social. O trecho transcrito expressa a convocação
emocionada que ele, já adulto e sindicalista, faz a seus
antigos companheiros para aderirem à revolução
socialista.
IV. Nesse trecho, o autor expressa os apelos de uma voz
interior de Pedro Bala, como um chamamento íntimo de
todos os oprimidos com quem conviveu em Salvador, que
o convocam a aderir à utopia de criação de uma sociedade
justa, pluralista, democrática e inclusiva, capaz de garantir
a todos os necessários espaços de liberdade.
V. Pedro Bala, já adulto, tem surtos de loucura, nos quais
ouve vozes vinculadas a todas as suas vivências
passadas, em Salvador. O trecho retrata um desses surtos
em que, num delírio épico, ele retoma seus vínculos
identitários e se considera capaz de liderar um processo
revolucionário para resgatar a liberdade dos oprimidos
socialmente e dos discriminados pela opção de fé.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão
corretas é a