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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 59 de 950

  • Linguagens

    Português

    O animal satisfeito dorme,
    Mário Sérgio Cortella

    O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
    A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
    Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
    Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. 
    Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
    Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
    Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… 
    Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. 
    Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… 

    Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
    Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> 
    Assinale a única alternativa incorreta em relação à frase: “A menina deu muito amor aos pais durante a vida toda”.
    Escolha uma alternativa para a questão 11bb95c2-fd
  • Linguagens

    Português

    O FUNDO DO POÇO

        O primeiro sinal veio em 2004. Foi nesse ano que a Sabesp, empresa de abastecimento de São Paulo, renovou a autorização para administrar a água na cidade. Mastinha alguma coisa errada: a estrutura dos reservatórios parecia insuficiente para dar conta de tanta demanda e seria preciso realizar obras para aumentar a capacidade de armazenamento de água. De acordo com os planos da Sabesp, a cidade de São Paulo ficaria bastante dependente do Sistema Cantareira, o que era preocupante. Se a água dos tanques do sistema acabasse, seria o caos. E foi. Em julho de 2014, o volume útil da Cantareira, que atende 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, esgotou. Com o esvaziamento do reservatório e as previsões pessimistas de falta de chuva, São Paulo se afogou na maior crise hídrica dos últimos 80 anos.
        (...) Para diminuir o problema, em maio, a Sabesp decidiu usar o volume morto, uma reserva de 400 bilhões de litros que fica abaixo das comportas que retiram água do Sistema Cantareira. Foram feitas obras para bombear mais de 180 bilhões de litros dessa reserva. (...)
    Imagem da questão de Português, INSPER 2015, Análise sintática
    No período sublinhado, as ideias expressas foram articuladas por meio de relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 11bd461f-d8
  • Linguagens

    Português

    Texto 1 


    13 DE MAIO


    Foi quando eu era seminarista no interior de São Paulo. Era 13 de maio de 1966 e os meus colegas de seminário, quase todos descendentes de italianos ou alemães, resolveram homenagear o dia da abolição dos escravos com um almoço. Nós, os poucos negros ou pardos da turma, fomos "convidados" a sentar na mesa central do refeitório, decorada com as palavras 'Navio Negreiro'. Quando vi aquilo me recusei e me sentei numa mesa lateral, com todos os outros colegas. Pois os organizadores daquilo me pegaram à força, me arrastaram e me fizeram sentar na marra junto aos outros negros, no que considerei uma ofensa gravíssima. Arrumei as malas para ir embora, mas fui convencido a ficar pelo padre do local. Ele me recomendou que deixasse o ódio passar e que tomasse aquele episódio como bandeira de luta para um mundo melhor. E, de fato, aquele episódio alterou radicalmente a direção da minha vida. Foi a partir de então que tirei a foto do meu pai, que era negro, do fundo da minha mala, e coloquei-a ao lado da fotografia da minha mãe, branca, com os meus objetos pessoais.


    Frei David Raimundo dos Santos, 63 anos, frade, fundador da ONG Educafro. Disponível em: www.educafro.org.br Acesso em: 15 set. 2020. Adaptado.

    No trecho: "E, de fato, aquele episódio alterou radicalmente a direção da minha vida." (Texto 1), o termo destacado acrescenta ao trecho em questão um/uma:
    Escolha uma alternativa para a questão 11bdf810-6a
  • Linguagens

    Português

    Texto 4

    Eu te amo
    (Geraldo Carneiro)

    Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


    Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


    Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

    Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


    O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


    Amo-te tanto, meu amor... não cante
    O humano coração com mais verdade...
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade


    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.


    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.


    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude. 


    Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


    Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


    Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


    É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


    Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

    Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
    De acordo com a opinião do autor do Texto 4, marque a única informação falsa:
    Escolha uma alternativa para a questão 11be7c9d-b3
  • Linguagens

    Inglês

    Why m-learning?

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    Disponível em:<http://www.grayharriman.com/mlearning.htm> . Acesso em: 31 maio 2012. 

    A m-learning oferece a um novo usuário a possibilidade de
    Escolha uma alternativa para a questão 11c22a99-f5
  • Linguagens

    Português

    Texto 4

    Eu te amo
    (Geraldo Carneiro)

    Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


    Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


    Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

    Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


    O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


    Amo-te tanto, meu amor... não cante
    O humano coração com mais verdade...
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade


    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.


    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.


    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude. 


    Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


    Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


    Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


    É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


    Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

    Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
    No decorrer do texto, pode-se perceber construções como “sempre me perguntei”, “não me lembro”, “essa canção me deixava”, em que o pronome oblíquo átono é posicionado antes do verbo. Sobre a sintaxe da Língua Portuguesa brasileira, analise os itens e, em seguida, marque a alternativa correta.


    I - A norma padrão escrita brasileira admite o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.

    II - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono em início de frases.

    III - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c271ba-b3
  • Linguagens

    Português

    Texto 1 


    13 DE MAIO


    Foi quando eu era seminarista no interior de São Paulo. Era 13 de maio de 1966 e os meus colegas de seminário, quase todos descendentes de italianos ou alemães, resolveram homenagear o dia da abolição dos escravos com um almoço. Nós, os poucos negros ou pardos da turma, fomos "convidados" a sentar na mesa central do refeitório, decorada com as palavras 'Navio Negreiro'. Quando vi aquilo me recusei e me sentei numa mesa lateral, com todos os outros colegas. Pois os organizadores daquilo me pegaram à força, me arrastaram e me fizeram sentar na marra junto aos outros negros, no que considerei uma ofensa gravíssima. Arrumei as malas para ir embora, mas fui convencido a ficar pelo padre do local. Ele me recomendou que deixasse o ódio passar e que tomasse aquele episódio como bandeira de luta para um mundo melhor. E, de fato, aquele episódio alterou radicalmente a direção da minha vida. Foi a partir de então que tirei a foto do meu pai, que era negro, do fundo da minha mala, e coloquei-a ao lado da fotografia da minha mãe, branca, com os meus objetos pessoais.


    Frei David Raimundo dos Santos, 63 anos, frade, fundador da ONG Educafro. Disponível em: www.educafro.org.br Acesso em: 15 set. 2020. Adaptado.

    Em: "Foi a partir de então [...]" (Texto 1), o articulador destacado pode ser substituído, sem alterações significativas nos sentidos do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 11c33203-6a
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de Textos

    Os Retirantes, de Candido Portinari. Obra inspirada no livro “Vidas Secas”.Fonte:<http://zip.net/bctKDn>



    Leia o fragmento do texto “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


    “Olhou a catinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo – anos bons misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar.”


    Disponível em:
    <http://www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOSVidas-secas-livro-completo.pdf>



    Considerando o romance “Vidas Secas”, julgue os itens e marque a alternativa correta.


    I - Vidas Secas apresenta o cenário da seca, que impõe a uma mísera família do sertão o sofrido destino de vagar tristemente à procura de um lugar para sobreviver.

    II - O romance aborda a estrutura histórica, social e econômica brasileira daquele decênio, fazendo com que os aspectos documentais estejam presentes no contexto narrativo.

    III - O mundo de injustiça e opressão retratado no romance é decorrente do minifúndio nordestino, responsável pela desigualdade social.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c60143-b3
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Observe o anúncio e marque V (verdadeiro) ou F (falso) nos itens a seguir. Logo após, assinale a alternativa correta.


    ( ) O anúncio faz a divulgação de vagas de estágio.

    ( ) O anúncio não exige conhecimento para o preenchimento das vagas.

    ( ) Para todas as vagas é exigida somente a formação em nível médio.

    ( ) As vagas de emprego são para uma estação de metrô.

    ( ) O anúncio informa que são mais de 34.400 lojas em todo o mundo.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c8b236-b3
  • Linguagens

    Inglês

    A questão deve ser respondida de acordo com o texto que segue.

    Imagem da questão de Inglês, UFRN 2012, Interpretação de texto | Reading comprehension

    A fala do personagem no cartum indica que a empresa

    Escolha uma alternativa para a questão 11c94e0a-f5
  • Linguagens

    Português

                  Texto 2


    IV


    Era um sonho dantesco... o tombadilho

    Que das luzernas avermelha o brilho,

    Em sangue a se banhar.

    Tinir de ferros... estalar de açoite...

    Legiões de homens negros como a noite,

    Horrendos a dançar... 


    Negras mulheres, suspendendo às tetas

    Magras crianças, cujas bocas pretas

    Rega o sangue das mães:

    Outras, moças, mas nuas e espantadas,

    No turbilhão de espectros arrastadas,

    Em ânsia e mágoa vãs!


    E ri-se a orquestra irônica, estridente...

    E da ronda fantástica a serpente

    Faz doudas espirais...

    Se o velho arqueja, se no chão resvala,

    Ouvem-se gritos... o chicote estala.

    E voam mais e mais...


    Presa nos elos de uma só cadeia,

    A multidão faminta cambaleia,

    E chora e dança ali!

    Um de raiva delira, outro enlouquece,

    Outro, que de martírios embrutece,

    Cantando, geme e ri!


    No entanto o capitão manda a manobra,

    E após, fitando o céu que se desdobra,

    Tão puro sobre o mar,

    Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

    "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

    Fazei-os mais dançar!..."

     [...]


    ALVES, Castro. O Navio Negreiro. Excertos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000068.pdf Acesso em: 12 set. 2020.


    Texto 3


    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 4

    PAI CONTRA MÃE
    Machado de Assis

       A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. [...] Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. [...]

    ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. Excertos. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/451-machado-de-assis-textos-selecionados Acesso em: 12/09/2020.

    Texto 5 

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 6

       A onda de protestos após a morte de George Floyd por um policial de Mineápolis, nos Estados Unidos, fez a hashtag #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) ganhar manifestações nas ruas e nas redes sociais. Famosos e anônimos têm usado o termo nos últimos dias, no online e no offline, como forma de apoio ao movimento antirracista e para cobrar das autoridades que resguardem vidas negras.
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
       O Black Lives Matter, às vezes citado nos cartazes como BLM, é uma organização que nasceu em 2013 por três ativistas norte-americanas: Alicia Garza, da aliança nacional de trabalhadoras domésticas; Patrisse Cullors, da coalizão contra a violência policial em Los Angeles; e Opal Tometi, da aliança negra pela imigração justa. Hoje, é uma fundação global cuja missão é "erradicar a supremacia branca e construir poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras" pelo Estado e pela polícia.

    Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-livesmatter-conheca-o-movimento-fundado-por-tresmulheres.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 12/09/2020.

    Em diálogo com as questões sociais, a literatura configura-se como um meio importante na representação de temas, como a escravidão e o racismo, por exemplo. Na leitura da coletânea (Textos de 2 a 6), atente para: o contexto histórico-social e literário em que cada texto foi produzido; as relações temáticas entre os textos; e as características estilísticas da poesia de Castro Alves e da prosa de Machado de Assis. Acerca dos textos que formam a coletânea, assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c98d19-6a
  • Linguagens

    Inglês

    How English evolved into a global language



            As the British Library charts the evolution of English in a new major exhibition, author Michael Rosen gives a brief history of a language that has grown to world domination with phrases such as "cool" and "go to it".

            The need for an international language has always existed. In the past it was about religion and intellectual debate. With the technologies of today, it's about communicating with others anywhere in the world in a matter of moments.

              Two events, separated by nearly 400 years, show how this need has always been present.

             Firstly, sitting in front of me I have a copy of the celebrated book Utopia, by Sir Thomas More. This particular edition is published in 1629 in Amsterdam, not in English, not in Dutch, but in Latin.

           The second event was a talk I recently had with a German scientist. He said that he knew of scientific conferences taking place in Germany, where all the people attending were German and yet the conference was conducted in English.


     Source: <http://www.bbc.com/news/magazine-12017753>

    De acordo com a abordagem do texto, podemos inferir que a alternativa que contém a melhor interpretação para o título (How English evolved into a global language) é:
    Escolha uma alternativa para a questão 11cbd315-b3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2010, Flexão verbal de número (singular, plural)

    O período abaixo, redigido na primeira pessoa, será alterado para a segunda do singular. Analise as proposições I, II e III, segundo as normas da língua padrão escrita.

    “Um dia fui ao mato conversar sozinha com as árvores e abaixei-me para fazer xixi.” (linhas 1 e 2, Texto 2)

    I. Um dia fosse ao mato conversar sozinha com as árvores e te abaixastes para fazer xixi.

    II. Um dia foste ao mato conversar sozinha com as árvores e te abaixaste para fazer xixi.

    III. Um dia fostes ao mato conversar sozinha com as árvores e te abaixasse para fazer xixi.

    É correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 11cc8c47-73
  • Linguagens

    Português

                  Texto 2


    IV


    Era um sonho dantesco... o tombadilho

    Que das luzernas avermelha o brilho,

    Em sangue a se banhar.

    Tinir de ferros... estalar de açoite...

    Legiões de homens negros como a noite,

    Horrendos a dançar... 


    Negras mulheres, suspendendo às tetas

    Magras crianças, cujas bocas pretas

    Rega o sangue das mães:

    Outras, moças, mas nuas e espantadas,

    No turbilhão de espectros arrastadas,

    Em ânsia e mágoa vãs!


    E ri-se a orquestra irônica, estridente...

    E da ronda fantástica a serpente

    Faz doudas espirais...

    Se o velho arqueja, se no chão resvala,

    Ouvem-se gritos... o chicote estala.

    E voam mais e mais...


    Presa nos elos de uma só cadeia,

    A multidão faminta cambaleia,

    E chora e dança ali!

    Um de raiva delira, outro enlouquece,

    Outro, que de martírios embrutece,

    Cantando, geme e ri!


    No entanto o capitão manda a manobra,

    E após, fitando o céu que se desdobra,

    Tão puro sobre o mar,

    Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

    "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

    Fazei-os mais dançar!..."

     [...]


    ALVES, Castro. O Navio Negreiro. Excertos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000068.pdf Acesso em: 12 set. 2020.


    Texto 3


    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Figuras de Linguagem

    Texto 4

    PAI CONTRA MÃE
    Machado de Assis

       A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. [...] Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. [...]

    ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. Excertos. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/451-machado-de-assis-textos-selecionados Acesso em: 12/09/2020.

    Texto 5 

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Figuras de Linguagem

    Texto 6

       A onda de protestos após a morte de George Floyd por um policial de Mineápolis, nos Estados Unidos, fez a hashtag #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) ganhar manifestações nas ruas e nas redes sociais. Famosos e anônimos têm usado o termo nos últimos dias, no online e no offline, como forma de apoio ao movimento antirracista e para cobrar das autoridades que resguardem vidas negras.
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Figuras de Linguagem
       O Black Lives Matter, às vezes citado nos cartazes como BLM, é uma organização que nasceu em 2013 por três ativistas norte-americanas: Alicia Garza, da aliança nacional de trabalhadoras domésticas; Patrisse Cullors, da coalizão contra a violência policial em Los Angeles; e Opal Tometi, da aliança negra pela imigração justa. Hoje, é uma fundação global cuja missão é "erradicar a supremacia branca e construir poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras" pelo Estado e pela polícia.

    Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-livesmatter-conheca-o-movimento-fundado-por-tresmulheres.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 12/09/2020.

    Os textos poéticos são os mais ricos em recursos expressivos. Em O Navio Negreiro (Texto 2), magnífico exemplo desse princípio, Castro Alves lança mão de inúmeros recursos expressivos para obter determinados efeitos estéticos e discursivos. Acerca dos recursos expressivos empregados pelo poeta e dos efeitos pretendidos, analise as afirmativas a seguir.

    1) O eufemismo "sonho dantesco" é usado a fim de preparar o expectador, com serenidade e delicadeza, para uma cena que se mostrará demasiado impactante.
    2) Criando imagens fortes, como a hipérbole "(o tombadilho) em sangue a se banhar", o poeta procura provocar indignação e obter apoio e engajamento para a causa que defende.
    3) Ao usar termos que remetem a cores (avermelha o brilho, homens negros, bocas pretas), sons (tinir, estalar, estridente) e movimentos (dançar, arrastadas, doudas espirais), o poeta leva o ouvinte/leitor a perceber a cena descrita em todo o seu horror.
    4) Compondo cenas com homens e mulheres; mães, crianças e velhos, todos brutalizados, o poeta afeta os ouvintes/leitores nas suas características igualmente humanas e os convida a intervir na realidade social em que vivem.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão 11ce7230-6a
  • Linguagens

    Inglês

    How English evolved into a global language



            As the British Library charts the evolution of English in a new major exhibition, author Michael Rosen gives a brief history of a language that has grown to world domination with phrases such as "cool" and "go to it".

            The need for an international language has always existed. In the past it was about religion and intellectual debate. With the technologies of today, it's about communicating with others anywhere in the world in a matter of moments.

              Two events, separated by nearly 400 years, show how this need has always been present.

             Firstly, sitting in front of me I have a copy of the celebrated book Utopia, by Sir Thomas More. This particular edition is published in 1629 in Amsterdam, not in English, not in Dutch, but in Latin.

           The second event was a talk I recently had with a German scientist. He said that he knew of scientific conferences taking place in Germany, where all the people attending were German and yet the conference was conducted in English.


     Source: <http://www.bbc.com/news/magazine-12017753>

    From the text extracts below, the only one in the Present Perfect is:
    Escolha uma alternativa para a questão 11ce8cae-b3
  • Linguagens

    Português

    Nestes últimos anos, a situação mudou bastante e o Brasil, normalizado, já não nos parece tão mítico, no bem e no mal. Houve um mútuo reconhecimento entre os dois países de expressão portuguesa de um lado e do outro do Atlântico: o Brasil descobriu Portugal e Portugal, em um retorno das caravelas, voltou a descobrir o Brasil e a ser, por seu lado, colonizado por expressões linguísticas, as telenovelas, os romances, a poesia, a comida e as formas de tratamento brasileiros. O mesmo, embora em nível superficial, dele excluído o plano da língua, aconteceu com a Europa, que, depois da diáspora dos anos 70, depois da inserção na cultura da bossa-nova e da música popular brasileira, da problemática ecológica centrada na Amazônia, ou da problemática social emergente do fenômeno dos meninos de rua, e até do álibi ocultista dos romances de Paulo Coelho, continua todos os dias a descobrir, no bem e no mal, o novo Brasil. Se, no fim do século XIX, Sílvio Romero definia a literatura brasileira como manifestação de um país mestiço, será fácil para nós defini-la como expressão de um país polifônico: em que já não é determinante o eixo Rio-São Paulo, mas que, em cada região, desenvolve originalmente a sua unitária e particular tradição cultural. É esse, para nós, no início do século XXI, o novo estilo brasileiro.
    STEGAGNO-PICCHIO, L. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004 (adaptado).

    No texto, a autora mostra como o Brasil, ao longo de sua história, foi, aos poucos, construindo uma identidade cultural e literária relativamente autônoma frente à identidade europeia, em geral, e à portuguesa em particular. Sua análise pressupõe, de modo especial, o papel do patrimônio literário e linguístico, que favoreceu o surgimento daquilo que ela chama de “estilo brasileiro”. Diante desse pressuposto, e levando em consideração o texto e as diferentes etapas de consolidação da cultura brasileira, constata-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 11cfcd5c-54
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Charges são produzidas com o intuito de satirizar comportamentos humanos e assim oportunizarem a reflexão sobre nossos próprios comportamentos e atitudes. Nessa charge, a linguagem utilizada pelas personagens em uma conversa em inglês evidencia:


    I - a confusão mental do pai ao visitar o filho na cadeia e confundi-lo com outro presidiário.

    II - o diálogo entre dois presidiários e um carcereiro a respeito do sistema carcerário no Brasil.

    III - a ausência de comunicação no sistema carcerário.

    IV - a distração do pai ao visitar o sobrinho preso na cadeia e confundi-lo com outro presidiário.

    V - a ausência de comunicação entre pais e filhos.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 11d1fcbf-b3
  • Linguagens

    Português

                  Texto 2


    IV


    Era um sonho dantesco... o tombadilho

    Que das luzernas avermelha o brilho,

    Em sangue a se banhar.

    Tinir de ferros... estalar de açoite...

    Legiões de homens negros como a noite,

    Horrendos a dançar... 


    Negras mulheres, suspendendo às tetas

    Magras crianças, cujas bocas pretas

    Rega o sangue das mães:

    Outras, moças, mas nuas e espantadas,

    No turbilhão de espectros arrastadas,

    Em ânsia e mágoa vãs!


    E ri-se a orquestra irônica, estridente...

    E da ronda fantástica a serpente

    Faz doudas espirais...

    Se o velho arqueja, se no chão resvala,

    Ouvem-se gritos... o chicote estala.

    E voam mais e mais...


    Presa nos elos de uma só cadeia,

    A multidão faminta cambaleia,

    E chora e dança ali!

    Um de raiva delira, outro enlouquece,

    Outro, que de martírios embrutece,

    Cantando, geme e ri!


    No entanto o capitão manda a manobra,

    E após, fitando o céu que se desdobra,

    Tão puro sobre o mar,

    Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

    "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

    Fazei-os mais dançar!..."

     [...]


    ALVES, Castro. O Navio Negreiro. Excertos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000068.pdf Acesso em: 12 set. 2020.


    Texto 3


    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 4

    PAI CONTRA MÃE
    Machado de Assis

       A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. [...] Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. [...]

    ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. Excertos. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/11-textos-dos-autores/451-machado-de-assis-textos-selecionados Acesso em: 12/09/2020.

    Texto 5 

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 6

       A onda de protestos após a morte de George Floyd por um policial de Mineápolis, nos Estados Unidos, fez a hashtag #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) ganhar manifestações nas ruas e nas redes sociais. Famosos e anônimos têm usado o termo nos últimos dias, no online e no offline, como forma de apoio ao movimento antirracista e para cobrar das autoridades que resguardem vidas negras.
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
       O Black Lives Matter, às vezes citado nos cartazes como BLM, é uma organização que nasceu em 2013 por três ativistas norte-americanas: Alicia Garza, da aliança nacional de trabalhadoras domésticas; Patrisse Cullors, da coalizão contra a violência policial em Los Angeles; e Opal Tometi, da aliança negra pela imigração justa. Hoje, é uma fundação global cuja missão é "erradicar a supremacia branca e construir poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras" pelo Estado e pela polícia.

    Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-livesmatter-conheca-o-movimento-fundado-por-tresmulheres.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 12/09/2020.

    Acerca das propriedades específicas de organização narrativa em O Navio Negreiro (Texto 2), assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 11d2665d-6a
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2005, Interpretação de texto | Reading comprehension In the sentence of the third paragraph “The Brazilian health minister, José Saraiva Felipe, later denied the deal had been finalised.”, the word “deal” refers to
    Escolha uma alternativa para a questão 11d5d40d-29
  • Linguagens

    Português

    Texto 7


    XVII – DO TRAPÉZIO E OUTRAS COISAS

    [...]

        "... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil. [...]"


    ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1997. p. 44. Excertos.


    Texto 8


    XXVII – VIRGÍLIA?


        "Virgília? Mas então era a mesma senhora que alguns anos depois...? A mesma; era justamente a senhora que em 1869 devia assistir aos meus últimos dias, e que antes, muito antes, teve larga parte nas minhas mais íntimas sensações. Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação. Era isto Virgília, e era clara, muito clara, faceira, ignorante, pueril, cheia de uns ímpetos misteriosos; muita preguiça e alguma devoção, — devoção, ou talvez medo; creio que medo. [...]"

    ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1997. p. 59. Excertos. 

    Texto 9

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos


    Texto 10

        "Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, 'olhos de cigana oblíqua e dissimulada.‘ Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
    [...] 

        E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... [...]"

    ASSIS, Machado de. D. Casmurro. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 67; p. 232-233. Excertos.


    Com base na leitura dos Textos 7, 8, 9 e 10 e considerando as características da prosa de Machado de Assis, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 11d6347d-6a