Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2007
- UFMG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: B083A27C-62
Assinale a alternativa em que o texto mencionado, de Papéis avulsos, de Machado de Assis, está corretamente associado a seu tema.
Área do conhecimento
Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.“PIMBA NA GORDUCHINHA”* DATOU
Empolgação já não basta. Comentaristas usam cada vez mais estatísticas e termos técnicos para traduzir o que acontece em campo.
Por tradição, a tarefa de comentar uma partida de futebol sempre foi o oposto disso. A “crônica esportiva” pontificada por lendas como Nelson Rodrigues e Armando Nogueira, entre muitos outros, evocava heróis em campo e fazia da genialidade individual, do empenho coletivo e do imponderável instituições que comandavam o jogo. O belo texto valia tanto quanto – ou mais – que a observação de treinos e jogos. “O padrão para falar de futebol no Brasil costumava abordar aspectos como a qualidade individual do jogador e fatores emocionais”, afirma Carlos Eduardo Mansur, do jornal O Globo. “O desafio hoje é estudar o jogo taticamente.” Não havia no passado, obviamente, a ideia nem os recursos técnicos para compilar dados, que hoje sustentam as análises feitas durante os 90 minutos.
O uso de softwares que ajudam a dissecar partidas em números se difundiu nos clubes e transbordou para as redações. Crescem grupos dedicados à tabulação e análise de dados. Estatísticas individuais e coletivas, como o número de finalizações de um atacante e a média de posse de bola de uma equipe, são dados prosaicos em palestras de treinadores e programas de TV, blogs ou jornais.
Detratores desse modelo, no entanto, consideram essa tendência um modismo, uma chatice. “Há preconceito de quem ouve e exagero de quem usa”, afirma o comentarista PVC [Paulo Vinícius Coelho]. Excessos ou modismos à parte, não há como fugir da realidade. O uso de dados e estatísticas por clubes europeus para elaborar estratégias e jogadas é antigo e há anos chegou aos brasileiros, com maior ou menor simpatia. Não existe futebol bem jogado, em alto nível, sem isso.
A tarefa de dissecar o jogo por números e dados ajuda a entender, mas não esgota o futebol, que, por sua dinâmica, segue como um esporte dos mais imprevisíveis.
Rafael Oliveira, Época, 29.01.2018. Adaptado.
* "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha": bordão criado pelo narrador de futebol Osmar Santos e popularizado nos anos 1980.

“PIMBA NA GORDUCHINHA”* DATOU
Empolgação já não basta. Comentaristas usam cada vez mais estatísticas e termos técnicos para traduzir o que acontece em campo.
Por tradição, a tarefa de comentar uma partida de futebol sempre foi o oposto disso. A “crônica esportiva” pontificada por lendas como Nelson Rodrigues e Armando Nogueira, entre muitos outros, evocava heróis em campo e fazia da genialidade individual, do empenho coletivo e do imponderável instituições que comandavam o jogo. O belo texto valia tanto quanto – ou mais – que a observação de treinos e jogos. “O padrão para falar de futebol no Brasil costumava abordar aspectos como a qualidade individual do jogador e fatores emocionais”, afirma Carlos Eduardo Mansur, do jornal O Globo. “O desafio hoje é estudar o jogo taticamente.” Não havia no passado, obviamente, a ideia nem os recursos técnicos para compilar dados, que hoje sustentam as análises feitas durante os 90 minutos.
O uso de softwares que ajudam a dissecar partidas em números se difundiu nos clubes e transbordou para as redações. Crescem grupos dedicados à tabulação e análise de dados. Estatísticas individuais e coletivas, como o número de finalizações de um atacante e a média de posse de bola de uma equipe, são dados prosaicos em palestras de treinadores e programas de TV, blogs ou jornais.
Detratores desse modelo, no entanto, consideram essa tendência um modismo, uma chatice. “Há preconceito de quem ouve e exagero de quem usa”, afirma o comentarista PVC [Paulo Vinícius Coelho]. Excessos ou modismos à parte, não há como fugir da realidade. O uso de dados e estatísticas por clubes europeus para elaborar estratégias e jogadas é antigo e há anos chegou aos brasileiros, com maior ou menor simpatia. Não existe futebol bem jogado, em alto nível, sem isso.
A tarefa de dissecar o jogo por números e dados ajuda a entender, mas não esgota o futebol, que, por sua dinâmica, segue como um esporte dos mais imprevisíveis.
Rafael Oliveira, Época, 29.01.2018. Adaptado.
* "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha": bordão criado pelo narrador de futebol Osmar Santos e popularizado nos anos 1980.
PARDAIS NOVOS
Um dia o meu telefone, instalado à cabeceira de minha cama, retiniu violentamente às sete da manhã. Estremunhado tomei do receptor e ouvi do outro lado uma voz que dizia: “Mestre, sou um pardal novo. Posso ler-lhe uns versos para que o senhor me dê a sua opinião?” Ponderei com mau humor ao pardal que aquilo não eram horas para consultas de tal natureza, que ele me telefonasse mais tarde. O pardal não telefonou de novo: veio às nove e meia ao meu apartamento.
Mal o vi, percebi que não se tratava de pardal novo. Ele mesmo como que concordou que o não era, pois perguntando-lhe eu a idade, hesitou contrafeito para responder que tinha 35 anos. Ainda por cima era um pardal velho!
Desde esse dia passei a chamar de pardais novos os rapazes que me procuram para mostrar-me os seus primeiros ensaios de voo no céu da poesia. Dizem eles que desejam saber se têm realmente queda para o ofício, se vale a pena persistir etc. Fico sempre embaraçado para dar qualquer conselho. A menos que se seja um Rimbaud ou, mais modestamente, um Castro Alves, que poesia se pode fazer antes dos vinte anos? Como Mallarmé afirmou certa vez que todo verso é um esforço para o estilo, acabo aconselhando ao pardal que vá fazendo os seus versinhos, sem se preocupar com a opinião de ninguém, inclusive a minha.
(...)
Manuel Bandeira, Melhores crônicas. Global Editora.

TEXT 1
Fruit Juice, in Moderation, Not Tied to Obesity in Children
…………………….experts believe that drinking fruit juice may lead to obesity in children, but a new review has found that juice in moderation does not cause excess weight gain in children under 18.
Researchers pooled data……………… eight prospective observational studies of the association between regular 100 percent fruit juice consumption and weight gain. The analysis, published in Pediatrics, includes 34,470 boys and girls under 18.
The studies used something called the B.M.I. z score, …………………….statistically adjusts body mass index according to age. Changes in these scores of 0.25 to 0.50 are generally considered to put the child at risk for obesity.
After controlling for total energy intake, birth weight, ethnicity and other factors, a 6- to 8-ounce daily serving of 100 percent fruit juice was associated with a 0.087 unit average increase in B.M.I. z score in children 1 to 6 — equivalent to about 0.3 pounds. In those 7 to 18, there was no link ……………….. all between drinking fruit juice and weight gain.
The lead author, Dr. Brandon J. Auerbach, an acting instructor in medicine at the University of Washington, said that based ……………………. the current evidence, “consuming one daily serving of fruit juice is not associated with weight gain in children. So fruit juice in moderation, not more than a serving a day, is safe.”
By NICHOLAS BAKALAR. Avaiable at: www.nytimes.com/section/health. (accessed on March 27th, 2017)
Answer the question, according to Text 1

TEXT 1
Fruit Juice, in Moderation, Not Tied to Obesity in Children
…………………….experts believe that drinking fruit juice may lead to obesity in children, but a new review has found that juice in moderation does not cause excess weight gain in children under 18.
Researchers pooled data……………… eight prospective observational studies of the association between regular 100 percent fruit juice consumption and weight gain. The analysis, published in Pediatrics, includes 34,470 boys and girls under 18.
The studies used something called the B.M.I. z score, …………………….statistically adjusts body mass index according to age. Changes in these scores of 0.25 to 0.50 are generally considered to put the child at risk for obesity.
After controlling for total energy intake, birth weight, ethnicity and other factors, a 6- to 8-ounce daily serving of 100 percent fruit juice was associated with a 0.087 unit average increase in B.M.I. z score in children 1 to 6 — equivalent to about 0.3 pounds. In those 7 to 18, there was no link ……………….. all between drinking fruit juice and weight gain.
The lead author, Dr. Brandon J. Auerbach, an acting instructor in medicine at the University of Washington, said that based ……………………. the current evidence, “consuming one daily serving of fruit juice is not associated with weight gain in children. So fruit juice in moderation, not more than a serving a day, is safe.”
By NICHOLAS BAKALAR. Avaiable at: www.nytimes.com/section/health. (accessed on March 27th, 2017)
Answer the question, according to Text 1
TEXT 1
Fruit Juice, in Moderation, Not Tied to Obesity in Children
…………………….experts believe that drinking fruit juice may lead to obesity in children, but a new review has found that juice in moderation does not cause excess weight gain in children under 18.
Researchers pooled data……………… eight prospective observational studies of the association between regular 100 percent fruit juice consumption and weight gain. The analysis, published in Pediatrics, includes 34,470 boys and girls under 18.
The studies used something called the B.M.I. z score, …………………….statistically adjusts body mass index according to age. Changes in these scores of 0.25 to 0.50 are generally considered to put the child at risk for obesity.
After controlling for total energy intake, birth weight, ethnicity and other factors, a 6- to 8-ounce daily serving of 100 percent fruit juice was associated with a 0.087 unit average increase in B.M.I. z score in children 1 to 6 — equivalent to about 0.3 pounds. In those 7 to 18, there was no link ……………….. all between drinking fruit juice and weight gain.
The lead author, Dr. Brandon J. Auerbach, an acting instructor in medicine at the University of Washington, said that based ……………………. the current evidence, “consuming one daily serving of fruit juice is not associated with weight gain in children. So fruit juice in moderation, not more than a serving a day, is safe.”
By NICHOLAS BAKALAR. Avaiable at: www.nytimes.com/section/health. (accessed on March 27th, 2017)
Answer the question, according to Text 1

À hora do primeiro almoço, como prometera, Aristarco mostrou-se em toda a grandeza fúnebre dos justiçadores. De preto. Calculando magnificamente os passos pelos do diretor, seguiam-no em guarda de honra muitos professores. À porta fronteira, mais professores de pé e os bedéis ainda, e a multidão bisbilhoteira dos criados.
Tão grande a calada, que se distinguia nítido o tique-taque do relógio, na sala de espera, palpitando os ansiados segundos.
Aristarco soprou duas vezes através do bigode, inundando o espaço com um bafejo de todo-poderoso.
E, sem exórdio:
“Levante-se, Sr. Cândido Lima! “Apresento-lhes, meus senhores, a Sra. D. Cândida”, acrescentou com uma ironia desanimada.
“Para o meio da casa! e curve-se diante dos seus colegas!”
Cândido era um grande menino, beiçudo, louro, de olhos verdes e maneiras difíceis de indolência e enfado. Atravessou devagar a sala, dobrando a cabeça, cobrindo o rosto com a manga, castigado pela curiosidade pública.
“Levante-se, Sr. Emílio Tourinho...
Este é o cúmplice, meus senhores!”
Tourinho era um pouco mais velho que o outro, porém mais baixo; atarracado, moreno, ventas arregaladas, sobrancelhas crespas, fazendo um só arco pela testa. Nada absolutamente conformado para galã; mas era com efeito o amante.
“Venha ajoelhar-se com o companheiro.”
“Agora, os auxiliares...”
Desde as cinco horas da manhã trabalhava Aristarco no processo. O interrogatório, com o apêndice das delações da polícia secreta e dos tímidos, comprometera apenas dez alunos.
A chamado do diretor, foram deixando os lugares e postando-se de joelhos em seguimento dos principais culpados.
“Estes são os acólitos da vergonha, os corréus do silêncio!”
Cândido e Tourinho, braço dobrado contra os olhos, espreitavam-se a furto, confortando-se na identidade da desgraça, como Francesca e Paolo* no inferno.
Prostrados os doze rapazes perante Aristarco, na passagem alongada entre as cabeceiras das mesas, parecia aquilo um ritual desconhecido de noivado: a espera da bênção para o casal à frente.
Em vez da bênção chovia a cólera.
Raul Pompeia, O Ateneu.
* Francesca e Paolo: personagens de A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
TEXT 2

Dilbert Classics by Scott Adams. Avaiable at: http://www.gocomics.com/dilbert-classics (accessed on March 27th, 2017)
Answer the question, according to Text 2.
Mark the correct alternative