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Questões de Linguagens do ENEM

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  • 18.995 questões
  • 4 disciplinas
  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 853 de 950

  • Linguagens

    Português

    Saúde, no modelo atual de qualidade de vida, é o resultado das condições de alimentação, habitação, educação, renda, trabalho, transporte, lazer, serviços médicos e acesso à atividade física regular. Quanto ao acesso à atividade física, um dos elementos essenciais é a aptidão física, entendida como a capacidade de a pessoa utilizar seu corpo — incluindo músculos, esqueleto, coração, enfim, todas as partes —, de forma eficiente em suas atividades cotidianas; logo, quando se avalia a saúde de uma pessoa, a aptidão física deve ser levada em conta. A partir desse contexto, considera-se que uma pessoa tem boa aptidão física quando
    Escolha uma alternativa para a questão e6aff53f-54
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos Ao longo do texto, o autor procura evitar generalizações, admitindo, após algumas conclusões, a possibilidade de exceções.

    Essa atitude do autor está exemplificada em:
    Escolha uma alternativa para a questão e7227ceb-bf
  • Linguagens

    Inglês

    Instrução: Examine os anúncios para responder às questões de números 21 a 25.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2012, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O anúncio 2 refere-se

    Escolha uma alternativa para a questão e72d4996-78
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Entre as linhas 63 e 65, há uma tentativa de explicar a decadência do lugar. Marque a opção que indica o meio usado para dar essa explicação.
    Escolha uma alternativa para a questão e737f3fb-a6
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    ODEBRECHT, Emílio. Sobre o bem comum. A Tarde, Salvador, 13 jun. 2010. Economia, p. B5.

    Sobre o texto, está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão e7607eac-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    ODEBRECHT, Emílio. Sobre o bem comum. A Tarde, Salvador, 13 jun. 2010. Economia, p. B5.

    Considerando-se o contexto, é verdadeiro o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão e764427b-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    ODEBRECHT, Emílio. Sobre o bem comum. A Tarde, Salvador, 13 jun. 2010. Economia, p. B5.

    Dentro do contexto da frase, constitui um fragmento de natureza qualitativa o transcrito em
    Escolha uma alternativa para a questão e7677a01-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Funções morfossintáticas da palavra QUE

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    ODEBRECHT, Emílio. Sobre o bem comum. A Tarde, Salvador, 13 jun. 2010. Economia, p. B5.

    O termo “mesmo”(l. 20) possui valor
    Escolha uma alternativa para a questão e76da069-df
  • Linguagens

    Português


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Adjetivos

    BROWNE, Chris. Hagar. A Tarde, Salvador, 9 jun. 2010. Tiras, p. 8

    Sobre os elementos linguísticos que compõem a tira, está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão e77b4c50-df
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considere as frases com relação ao que se afirma na crônica de Eça de Queirós:

    I. Os que estão no poder não querem sair e os que não estão querem entrar.

    II. Quando um partido ético está no poder, tudo fica melhor.
    III. Os governantes são bons e éticos, mas vivem a trocar acusações infundadas.
    IV. Os políticos que estão fora do poder julgam-se os melhores eticamente para governar.


    As frases que representam a opinião do cronista estão contidas apenas em:


    Escolha uma alternativa para a questão e77f5f76-94
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. 9. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 64.

    As indagações presentes no texto, nas linhas de 4 a 15,
    Escolha uma alternativa para a questão e782132c-df
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    ... cheios de fel e de tédio...
    Nesta passagem do sexto parágrafo, o cronista se utiliza figuradamente da palavra fel para significar
    Escolha uma alternativa para a questão e784ac2e-94
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres. 19. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. p. 62-63.



    O texto expressa
    Escolha uma alternativa para a questão e787f1dd-df
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:
    Escolha uma alternativa para a questão e78a34f8-94
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de Textos


    LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres. 19. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. p. 62-63.



    A personagem masculina
    Escolha uma alternativa para a questão e78ae1fc-df
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Figuras de Linguagem


    LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres. 19. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. p. 62-63.



    Nas linhas 10 e 11, a personagem expressa-se por meio de uma linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão e78dfb71-df
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

    Com esta frase, o cronista afirma que
    Escolha uma alternativa para a questão e78f9654-94
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:


    Prezados senhores, somos todos

    da mesma cepa se vistos de binóculo.

            Mas não somos os mesmos.


    Eu, com meus poemas indevassáveis

    vós, com vossas gravatas coloridas /

    eu, com esta consciência de mim

    vós, com vossa mesa farta /

    eu, buscando o sempre inatingível

    vós, com vossas gravatas coloridas /

    eu, meditando muito sobre vós

    vós, com vossa mesa farta.


    Não somos da mesma cepa, mas vistos

    de binóculo somos os mesmos.

            Eis uma grande injustiça.


    BRASILEIRO, Antônio. Divisor de águas. Antologia poética. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; COPENE, 1996. p. 77

    No poema, “gravatas coloridas” conota
    Escolha uma alternativa para a questão e7948a5a-df
  • Linguagens

    Português

    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Assinale a alternativa cuja frase contém um numeral cardinal empregado como substantivo.
    Escolha uma alternativa para a questão e794aa2f-94
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEPB 2009, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEPB 2009, Interpretação de Textos

    Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.

    Em “O tema da diversidade, como tantos outros, [...]” (linha 15) a expressão em destaque pode ser considerada como

    I - termo explicativo, com valor sintático, pois explicita algo a mais em razão do enunciado fundamental.

    II - construção que apresenta relação causal, tendo em vista ser introduzida pela preposição “como”.

    III - um sintagma, com sentido opinativo, que apresenta relação de comparação com a expressão anterior.

    IV - expressão intercalada de valor enumerativo que estabelece uma referência comparativa genérica.

    Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
    Escolha uma alternativa para a questão e79c5772-6e