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Questões de Linguagens do ENEM

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Resultados

18.995 questões encontradas. Mostrando a página 434 de 950.

  • 29D281F1-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    A respeito do filme “O carteiro e o poeta”, é INCORRETO afirmar:  

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Figuras de Linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão 29d281f1-b3
  • 29CFC0D0-B3

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o fragmento da narrativa “Carta do Pleistoceno”, retirado do livro “A casa da palavra”, de Marina Colasanti.


    Carta do Pleistoceno


    Senhores cientistas,
    quem daqui lhes escreve – daqui não sendo o além exatamente mas uma espécie de ponto de vista – é o mamute. O mamute aquele que vocês trouxeram recentemente à luz lá pelos lados da Rússia – à luz ofuscante dos flashes e dos holofotes de TV, é bom que se diga, porque uma certa luz fraca e opalinada me alcançou sempre através do gelo. E escrevo porque chegou-me a notícia – como chegam depressa as notícias nesse tempo vosso! – de que estão tentando me clonar.
    Estão planejando tirar um pedaço de mim, daquilo que vocês chamam de DNA, manipulá-lo de alguma maneira que para meu cérebro parece assaz complicada, mas que deveria se concluir com a minha presença implantada num óvulo de elefanta, decorrente gravidez, e posterior nascimento.
    Peço-lhes encarecidamente que não façam isso. Poderia invocar os direitos do autor pois, embora mínimo, qualquer pedaço de mim me pertence, mas receio não estar coberto por vossas leis autorais. Apelo então para aqueles sentimentos caridosos que dizeis habitar vosso coração. E para o bom senso, que infelizmente nem sempre tem esse mesmo endereço. (COLASANTI, 2012).


    A partir do trecho e do conto, em sua integralidade, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 29cfc0d0-b3
  • 29CCE992-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia com atenção o fragmento retirado do conto “O buraco”, do livro “Tremor de terra”, de Luiz Vilela.


    Num daqueles dias em que, ao sair à rua, eu ouvira as pessoas falando e rindo de mim, cheguei em casa tão deprimido que, sem parar, comecei a andar de quatro. Mamãe deu um grito, e só aí eu percebi a coisa. “Meu filho!”, ela disse e veio correndo me abraçar. Ao levantar-me para ela é que percebi que eu estava de quatro; tive de fazer um esforço enorme para acabar de me levantar e para, depois manter-me de pé. “Que mal fizemos para merecer essa desgraça?”, ela chorava, me apertando em seus braços. (VILELA, 2017, p. 22).


    A partir da leitura do fragmento e do conto, integralmente, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 29cce992-b3
  • 29CA2019-B3

    Português

    Morfologia
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Morfologia

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    As preposições são polissêmicas, por isso mesmo uma única preposição pode expressar valores distintos, de oração para oração, na relação estabelecida.

    Entre as alternativas a seguir, assinale aquela em que a partícula destacada estabelece uma relação de finalidade, de acordo com as relações morfossintagmáticas e semânticas que se realizam.
    Escolha uma alternativa para a questão 29ca2019-b3
  • 29C70442-B3

    Português

    Análise sintática
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Análise sintática

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    Nas quatro orações a seguir, encontra-se em destaque a partícula “que”. Em seu uso, essa partícula desempenha funções sintáticas distintas – de um enunciado para outro –, a depender do contexto e das ocorrências linguísticas presentes.

    Assinale, abaixo, apenas a alternativa em que a partícula em destaque apresenta uma função sintática diferente da ocorrida nas demais alternativas dessa questão.
    Escolha uma alternativa para a questão 29c70442-b3
  • 29C378A1-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    Conforme o contexto em que se inserem, há, nas alternativas a seguir, uma projeção para o futuro, EXCETO em
    Escolha uma alternativa para a questão 29c378a1-b3
  • 29C07FDD-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    No segundo parágrafo do texto, podemos observar
    Escolha uma alternativa para a questão 29c07fdd-b3
  • 29BC4A60-B3

    Português

    Pontuação
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Pontuação

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    No primeiro parágrafo do texto, seu autor usa aspas em “ser”, a fim de
    Escolha uma alternativa para a questão 29bc4a60-b3
  • 29B78207-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/04/1761289-quando-ira-a-maquina-superar-os-humanos.shtml>. Acesso em: 14 set.2017. Adaptado. 

    De acordo com o texto, as questões que envolvem a inteligência das máquinas
    Escolha uma alternativa para a questão 29b78207-b3
  • 11D1FCBF-B3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Charges são produzidas com o intuito de satirizar comportamentos humanos e assim oportunizarem a reflexão sobre nossos próprios comportamentos e atitudes. Nessa charge, a linguagem utilizada pelas personagens em uma conversa em inglês evidencia:


    I - a confusão mental do pai ao visitar o filho na cadeia e confundi-lo com outro presidiário.

    II - o diálogo entre dois presidiários e um carcereiro a respeito do sistema carcerário no Brasil.

    III - a ausência de comunicação no sistema carcerário.

    IV - a distração do pai ao visitar o sobrinho preso na cadeia e confundi-lo com outro presidiário.

    V - a ausência de comunicação entre pais e filhos.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 11d1fcbf-b3
  • 11CE8CAE-B3

    Inglês

    Presente perfeito | Present perfect
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    How English evolved into a global language



            As the British Library charts the evolution of English in a new major exhibition, author Michael Rosen gives a brief history of a language that has grown to world domination with phrases such as "cool" and "go to it".

            The need for an international language has always existed. In the past it was about religion and intellectual debate. With the technologies of today, it's about communicating with others anywhere in the world in a matter of moments.

              Two events, separated by nearly 400 years, show how this need has always been present.

             Firstly, sitting in front of me I have a copy of the celebrated book Utopia, by Sir Thomas More. This particular edition is published in 1629 in Amsterdam, not in English, not in Dutch, but in Latin.

           The second event was a talk I recently had with a German scientist. He said that he knew of scientific conferences taking place in Germany, where all the people attending were German and yet the conference was conducted in English.


     Source: <http://www.bbc.com/news/magazine-12017753>

    From the text extracts below, the only one in the Present Perfect is:
    Escolha uma alternativa para a questão 11ce8cae-b3
  • 11CBD315-B3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    How English evolved into a global language



            As the British Library charts the evolution of English in a new major exhibition, author Michael Rosen gives a brief history of a language that has grown to world domination with phrases such as "cool" and "go to it".

            The need for an international language has always existed. In the past it was about religion and intellectual debate. With the technologies of today, it's about communicating with others anywhere in the world in a matter of moments.

              Two events, separated by nearly 400 years, show how this need has always been present.

             Firstly, sitting in front of me I have a copy of the celebrated book Utopia, by Sir Thomas More. This particular edition is published in 1629 in Amsterdam, not in English, not in Dutch, but in Latin.

           The second event was a talk I recently had with a German scientist. He said that he knew of scientific conferences taking place in Germany, where all the people attending were German and yet the conference was conducted in English.


     Source: <http://www.bbc.com/news/magazine-12017753>

    De acordo com a abordagem do texto, podemos inferir que a alternativa que contém a melhor interpretação para o título (How English evolved into a global language) é:
    Escolha uma alternativa para a questão 11cbd315-b3
  • 11C8B236-B3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Observe o anúncio e marque V (verdadeiro) ou F (falso) nos itens a seguir. Logo após, assinale a alternativa correta.


    ( ) O anúncio faz a divulgação de vagas de estágio.

    ( ) O anúncio não exige conhecimento para o preenchimento das vagas.

    ( ) Para todas as vagas é exigida somente a formação em nível médio.

    ( ) As vagas de emprego são para uma estação de metrô.

    ( ) O anúncio informa que são mais de 34.400 lojas em todo o mundo.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c8b236-b3
  • 11C60143-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de Textos

    Os Retirantes, de Candido Portinari. Obra inspirada no livro “Vidas Secas”.Fonte:<http://zip.net/bctKDn>



    Leia o fragmento do texto “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


    “Olhou a catinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo – anos bons misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar.”


    Disponível em:
    <http://www.lettere.uniroma1.it/sites/default/files/528/GRACILIANO-RAMOSVidas-secas-livro-completo.pdf>



    Considerando o romance “Vidas Secas”, julgue os itens e marque a alternativa correta.


    I - Vidas Secas apresenta o cenário da seca, que impõe a uma mísera família do sertão o sofrido destino de vagar tristemente à procura de um lugar para sobreviver.

    II - O romance aborda a estrutura histórica, social e econômica brasileira daquele decênio, fazendo com que os aspectos documentais estejam presentes no contexto narrativo.

    III - O mundo de injustiça e opressão retratado no romance é decorrente do minifúndio nordestino, responsável pela desigualdade social.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c60143-b3
  • 11C271BA-B3

    Português

    Colocação Pronominal
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4

    Eu te amo
    (Geraldo Carneiro)

    Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


    Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


    Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

    Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


    O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


    Amo-te tanto, meu amor... não cante
    O humano coração com mais verdade...
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade


    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.


    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.


    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude. 


    Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


    Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


    Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


    É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


    Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

    Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
    No decorrer do texto, pode-se perceber construções como “sempre me perguntei”, “não me lembro”, “essa canção me deixava”, em que o pronome oblíquo átono é posicionado antes do verbo. Sobre a sintaxe da Língua Portuguesa brasileira, analise os itens e, em seguida, marque a alternativa correta.


    I - A norma padrão escrita brasileira admite o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.

    II - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono em início de frases.

    III - A norma padrão escrita brasileira condena o uso do pronome oblíquo átono antes do verbo.
    Escolha uma alternativa para a questão 11c271ba-b3
  • 11BE7C9D-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4

    Eu te amo
    (Geraldo Carneiro)

    Sempre me perguntei quando é que a expressão eu te amo começou a ser usada aqui no Brasil. Não me lembro de ter lido a frase nos clássicos portugueses, nem em Machado de Assis, nem nos modernistas paulistanos. Repeti a pergunta a minha querida Nélida Piñon, e ela, com sua autoridade literária, confirmou que o eu te amo é uma expressão recente entre nós.


    Sem dúvida houve a influência do cinema americano. Noel Rosa já reclamava disso nos anos 30: “Amor lá no morro é amor pra chuchu / A gíria do samba não tem I love you.”


    Na minha infância, nos anos 50, nunca ouvi meu pai dizendo eu te amo à minha mãe, nem minha mãe dizendo eu te amo a meu pai, nem a nós, seus filhos. Talvez naquele tempo o amor fosse mais recatado. Embora grande, o amor era sagrado, secreto, subjacente, não precisava que a gente se declarasse o tempo todo.

    Me lembro, por exemplo, da música A Noite do meu bem, de Dolores Duran. Eu ainda não sabia o que era o amor, mas essa canção me deixava comovidocomo o diabo, como dizia o Drummond. Aliás, “meu bem” rolava muito lá em casa.


    O principal responsável pela introdução do eu te amo no Brasil talvez tenha sido o poeta Vinicius de Moraes. Ele escreveu:


    Amo-te tanto, meu amor... não cante
    O humano coração com mais verdade...
    Amo-te como amigo e como amante
    Numa sempre diversa realidade


    Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
    E te amo além, presente na saudade.
    Amo-te, enfim, com grande liberdade
    Dentro da eternidade e a cada instante.


    Amo-te como um bicho, simplesmente,
    De um amor sem mistério e sem virtude
    Com um desejo maciço e permanente.


    E de te amar assim muito e amiúde,
    É que um dia em teu corpo de repente
    Hei de morrer de amar mais do que pude. 


    Eu sei que “amo-te” não é igual a “eu te amo”. A maneira de falar, a sintaxe ainda é meio lusitana. Mas na canção “Por toda a minha vida”, com música de Tom Jobim, Vinicius escreveu: “Eu te amo e te proclamo / o meu amor, o meu amor.”


    Agora, para aclarar as minhas trevas, saiu pela Companhia das Letras uma coletânea de textos de Vinicius, “Todo amor”, organizada por Eucanaã Ferraz. Uma reunião de algumas das mais belas palavras de amor no Brasil do século XX. Porque foi Vinicius quem mais praticou e falou sobre a arte de amar por aqui.


    Às folhas tantas deste livro me deparo com uma carta do poeta para Beatriz de Moraes, com quem ele havia acabado de se casar pelo correio, por procuração. A carta é de 1938, quando o poeta estava em Oxford, usufruindo de uma bolsa de estudos. E depois de declarar a sua amada que “tu és minha vida, meu tudo (...) Eu sou teu escravo, teu criado, tua cria e tu és a minha namorada ilícita e esposa amantíssima (...)”,Vinicius arremata: “E te amo tanto que às vezes fico com vontade de dar urros de amor.”


    É o primeiro te amo por escrito que eu conheço.


    Dirá você que, no século XXI, as palavras de amor perderam muito prestígio. Serei forçado a concordar. Hoje todo o mundo diz que ama todo o mundo. Mas as pessoas, felizmente, continuam se amando. E basta que se leia a poesia de Vinicius para que as palavras ganhem de novo seu frescor original. A poesia sempre renasce. Haverá sempre um novo Romeu da Ilha do Governador que dirá, como se fosse a primeira vez, ao pé da janela de sua Julieta pós-moderna: eu te amo.

    Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/eu-te-amo>. 
    De acordo com a opinião do autor do Texto 4, marque a única informação falsa:
    Escolha uma alternativa para a questão 11be7c9d-b3
  • 11BAF773-B3

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 3


    Os versos a seguir são da letra da música Vatapá, de Dorival Caymmi:


    Quem quiser vatapá, ô
    Que procure fazer
    Primeiro o fubá
    Depois o dendê
    Procure uma nêga baiana, ô
    Que saiba mexer
    Que saiba mexer
    Que saiba mexer


    Bota castanha de caju
    Um bocadinho mais
    Pimenta malagueta
    Um bocadinho mais
    Amendoim, camarão, rala um coco
    Na hora de machucar
    Sal com gengibre e cebola, iaiá
    Na hora de temperar


    Não pare de mexer, ô
    Que é pra não embolar
    Panela no fogo
    Não deixe queimar
    Com qualquer dez mil réis e uma nêga ô
    Se faz um vatapá
    Se faz um vatapá
    Que bom vatapá
    Dorival Caymmi (com adaptações)



    Com relação ao emprego do imperativo nos versos, marque a opção correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 11baf773-b3
  • 11B72730-B3

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a tira a seguir e marque a alternativa incorreta.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Análise sintática

    Escolha uma alternativa para a questão 11b72730-b3
  • 11B3E247-B3

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

    Brasil é o país mais perigoso do mundo para
    ambientalistas
    País aparece no topo de ranking internacional pelo
    quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

                Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
             "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
             "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
            A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


    Amazônia: território violento
                 Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
             "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
             Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
            "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


    Lobby do agronegócio
                O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
             A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
             "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


    Como frear a violência
            Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
              Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
              A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
             No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
    A respeito dos aspectos relativos à concordância verbal presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 11b3e247-b3
  • 11B0D3B0-B3

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    Leia a notícia abaixo e responda à questão que se segue:

    Brasil é o país mais perigoso do mundo para
    ambientalistas
    País aparece no topo de ranking internacional pelo
    quinto ano consecutivo (Revista Caros Amigos, 13/7/2017)

                Nunca tantas pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente como em 2016. A liderança do ranking que mapeia esse tipo de violência, mais uma vez, é do Brasil: foram 49 mortes no ano passado, divulgou a organização Global Witness nesta quinta-feira 13.
             "Não foi uma surpresa. O Brasil é o país mais perigoso do mundo para quem luta pelos direitos ligados à terra e à proteção do meio ambiente", afirma Billy Kyte, da organização inglesa. Em todo o mundo, 200 assassinatos de ativistas ambientais foram mapeados pela organização.                   
             "Isso é só a ponta do iceberg. Acreditamos que o número de mortes seja maior, mas nem sempre elas chegam ao conhecimento público, ou suas reais causas são relatadas", comenta Kyte.               
            A Global Witness reúne as informações desde 2002, e há cinco anos o Brasil apareceu pela primeira vez no topo da lista. Desde então, o país nunca mais perdeu a posição de "liderança".


    Amazônia: território violento
                 Rondônia, Maranhão e Pará – todos parte da Amazônia Legal – foram os estados mais violentos em 2016. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), criada em 1975 e inicialmente ligada à Igreja Católica, o avanço da fronteira agrícola está por trás desse cenário.
             "A causa está na expansão do agronegócio, construção de grandes obras de infraestrutura como barragens e hidrelétricas, ferrovias", diz Thiago Valentin, da secretaria nacional da CPT. "É um problema histórico: a exploração de quem vem de fora sobre as pessoas que moram na região", acrescenta.
             Assim como a Global Winess, a CPT contabiliza assassinatos de lideranças comunitárias, indígenas, sem-terras, posseiros, trabalhadores rurais e quilombolas. Em 2016, o órgão contabilizou ainda mais mortes que a ONG: 61 vítimas.
            "Essas pessoas são muito muito mais que defensores ambientais. Estão lutando por direitos, por território, por terra, por água. Vai muito além da questão ambiental", reforça Valentin.


    Lobby do agronegócio
                O pesquisador Carlos Alberto Feliciano, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicou uma série de artigos sobre a violência no campo. Ele calcula que, desde o ano 2000, cerca de 1 milhão de famílias já sofreram ameaças em decorrência de conflitos. "Vão desde despejo, destruição da colheita e da casa e ameaças físicas", detalha Feliciano.
             A tendência é negativa, alerta o pesquisador. "O agronegócio precisa, até 2026, segundo dados divulgados pelo próprio setor, de 15 milhões de hectares. Para se expandir assim, haverá avanço sobre as terras de alguém. Então, a tendência é que essa violência aumente."
             "O lobby do agronegócio no Brasil é muito forte. E agora vemos um governo que está voltando atrás na proteção de leis ambientais, o que provoca mais mortes", critica Kyte.


    Como frear a violência
            Em todo o mundo, a luta pelos direitos da terra e pelos recursos naturais motivaram os 200 assassinatos registrados em 2016. "A imposição de projetos de mineração, hidrelétricas, exploração de madeira e agropecuária sobre o território ocupado por comunidades tradicionais, e sem o consentimento delas, impulsionam as mortes", avalia a Global Witness.
              Na Colômbia, onde o processo de paz foi negociado, o ano passado foi o mais letal da história para ativistas. Áreas até então ocupadas pelo movimento armado estão, agora, na mira de empresas extrativistas. E as comunidades que retornam para seus antigos territórios têm sido vítimas de ataques, segundo a organização.
              A Global Witness responsabiliza governos, empresas, investidores e parcerias bilaterais pelo cenário que leva às mortes. "Eles precisam atacar as causas do aumento da violência, não autorizar ou participar dos projetos. E mais: os assassinos precisam ser responsabilizados e presos", argumenta Kyte.
             No Brasil, o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, criado em 2004, atende sete estados do país, mas não cobre os três com maior número de mortes em 2016 – Maranhão, Pará e Rondônia.
    Em todas as alternativas a seguir, a classificação morfossintática das palavras destacadas está correta, exceto em:
    Escolha uma alternativa para a questão 11b0d3b0-b3