Questões de Interpretação de Textos com gabarito
9.018 questões de Interpretação de Textos, em Português, da área de Linguagens. Cada questão tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito.
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9.018 questões encontradas. Mostrando a página 184 de 451.
D6264E0D-CC Sobre a obra “Olhai os Lírios do Campo” de Érico Veríssimo, podemos afirmar que:D622F102-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 07
Considere o trecho do conto “Uma velhinha”, de Márcio Moraes.
“Hoje, revi, depois de quinze anos, uma velhinha, que há quinze anos já era velha. Naquele tempo ela vendia panos de prato bordados nas ruas da cidade. (...) mas nunca tinha fixado o meu olhar e coração em seu ser, com tanta intensidade, (...).
Sim, encontrei-me não apenas com uma velhinha que se fixara em minha memória desde o primeiro dia que a vi há quinze anos. Encontrei-me também com aquele Office boy que corria de um banco a outro. (...)
Hoje encontrei-me a mim mesmo. Estava perdido no tempo que me trouxe a velhinha de volta.(...)
Hoje, revivi”
(MORAES, Márcio Adriano. Tecidos do Imaginário: Ler-Se(R). Revista Literartes. São Paulo: USP. n. 01. p. 01 e 02, 2012).
Esse reencontro do narrador-personagem com a velhinha representa:
D61EFC1B-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 06
Januária, Bonito de Minas, Chapada Gaúcha, Arinos, Urucuia – O buriti que se mira no espelho d’água vai se firmando mais e mais como um traço do passado retido na memória de antigos moradores, em fotografias e na bela imagem literária de Guimarães Rosa. (...)
As veredas que mataram a sede do narrador da saga, de Diadorim e Zé Bebelo, hoje agonizam e perdem a capacidade de armazenar o líquido no período chuvoso para alimentar córregos e rios ao longo do ano (...)
O veredito é trágico. Setenta por cento das veredas estão ameaçadas de desaparecer em curto prazo, continuamente maltratadas pelas mãos do homem, revela a pesquisadora do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) Maria das Dores Magalhães Veloso, a Dora, que há oito anos se debruça sobre o tema.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/10/16/interna_gerais,814549/veredas-de-guimaraes-rosa-agonizam-no-interior-deminas-gerais.shtml. Acesso em 28 abr. 2018. Adaptado.
Ao trazer a notícia, o jornalista Luiz Ribeiro evoca:
D61B5608-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 05
Considere o trecho:
“Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: – Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994).
O trecho é um exemplar:
D6145FC1-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

TEXTO 03
CHEGA DE MÁGOA
Milton Nascimento e outros (criação coletiva)
Nós não vamos nos dispersar
Juntos, é tão bom saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão…
Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
Chega, brinca na fonte
Desce do monte, vem como amiga
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã
Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
Chama, tem que ter feira
Tem que ter festa, vamos pra vida
Te quero terra pra plantar, ah
Te quero verde
Te quero casa pra morar, ah
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã
Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
Gente, olha essa gente
Olha essa gente, olha essa gente
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero terra pra plantar
Te quero verde, hum
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã
Canto (eu canto) e o nosso canto (canto)
Joga no tempo (joga no tempo) uma semente
Gente (quero te ver crescer bonita)
Olha essa gente (quero te ver crescer feliz)
Olha essa gente (olha essa terra, olha essa gente)
Olha essa gente (Gente pra ser feliz, feliz)
Te quero água de beber (me dê um copo)
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o Sol da manhã
Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Chega de mágoa
Chega de tanto penar
Ah!
Disponível em: https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/1493585/. Acesso em 22 abr. 2018.
“Chega de mágoa”, compõe o disco “Nordeste Já”, gravado no Brasil, em 1985, com o objetivo de angariar fundos para a população carente do nordeste do país. Sobre a letra da música “Chega de Mágoa”, podemos observar que:
D610D3D7-CC Português
Denotação e ConotaçãoIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Sobre a campanha no TEXTO 02, só NÃO é correto afirmar que:
D605DDC8-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
O efeito predatório do modelo econômico só NÃO pode ser exemplificado pelas seguintes ações:D602562A-CC Português
Coesão e coerênciaIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Leia o trecho.
“Diante disso, todos devem reagir e defender-se de um modelo econômico que considera água e natureza como meros ativos de mercado, impondo um modelo ineficaz para prover acesso à água e ao saneamento para o conjunto da humanidade. Gerir bens comuns não é adequado ao perfil de empresas que visam ao lucro, portanto jamais será a base de uma economia sustentável, solidária e democrática, pois ameaça as espécies vivas,(...)” (Linhas 51-54).
As expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido do texto, respectivamente, por:
D5FF0390-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
“Por outro lado, a história também tem revelado a luta dos povos diante das contradições e conflitos cada vez mais numerosos e intensos pelo uso da água, visando à construção de um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade (ecológica, social, espacial, cultural, econômico-financeira etc.) para países e até continentes, como a América do Sul e a África.” (Linhas 35-38).
A expressão destacada tem a função de:
D5F7BE05-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Leia o trecho.
“O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitário sobre os recursos naturais, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivência.” (Linhas 29-31).
Esse trecho é um argumento conclusivo que só NÃO arremata a seguinte constatação:
D5F4119A-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Conforme o TEXTO 01, a privatização da água interessa:D5F05E69-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
No trecho “É injusto porque representa o domínio de poucos sobre o direito de todos.” (Linha 19), o adjetivo injusto refere-se:D5ECD94A-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Tomando como base o TEXTO 01, podemos inferir que os “rios voadores“ são:D5E974A3-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
O TEXTO 01 apresenta as ações que garantem a manutenção dos ciclos naturais da água. No texto, o autor só NÃO menciona:D5E62303-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
A opção que explica melhor o trecho “O sistema econômico global é extremamente predatório, produzindo uma sinergia e uma cumulatividade de impactos ao meio ambiente, o que provoca alterações climáticas, poluição e destruição dos ecossistemas essenciais para a renovação da água”. (Linhas 5-7) é:D5E25FD3-CC Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
De acordo com o TEXTO 01, o ritmo civilizatório é desumano porque:41C6DB11-CC Português
Interpretação de TextosUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
Último poema
Agora deixa o livrovolta os olhospara a janelaa cidadea ruao chãoo corpo mais próximotuas próprias mãos:aí tambémse lêMARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 29
Em O livro das semelhanças (2015), a poeta Ana Martins Marques aproxima-se de uma espécie de estética do cotidiano, em poemas nos quais a sensibilidade pode ser objeto da poesia a partir de relações estabelecidas com sensações ou objetos do senso comum. Em “Último poema”, o eu lírico:
41BF2505-CC Português
Interpretação de TextosUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia os textos a seguir.
Caiu da escadae foi para o andar de cimaMYRTES, Adrienne. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menorescontos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02.Uma vida inteira pela frente.O tiro veio por trás.MOSCOVICH, Cíntia. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menorescontos brasileiros do século.Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 16Não podendo eliminaro resto da humanidade,suicidou-se.MATTOSO, Glauco. O eutanazista. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02.Diz-se com frequência que a linguagem contemporânea é dinâmica, rápida. Com o uso constante de mídias digitais, principalmente por meio dos aparelhos celulares, nos comunicamos com maior frequência por meio de mensagens rápidas, curtas. Algumas redes sociais, como o Twitter, exploram essa característica e limitam o usuário a postagens de até 140 caracteres.Em 2004, o escritor Marcelino Freire desafiou ficcionistas e poetas a criarem histórias inéditas, fazendo uso de até cinquenta letras (sem contar título e pontuação). Com base nos três textos acima, retirados da obra intitulada Os cem menores contos brasileiros do século, é possível afirmar que, no que tange ao leitor, os microcontos exigem:
41BB3F67-CC Português
Interpretação de TextosUFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto seguir.
Você tem treze anos. Os membros crescem em uma relação díspar, como se estivessem competindo entre si, mas fossem muito diferentes nas competências que os fazem avançar. Os pés crescem mais rápido que as próprias pernas; o nariz dispara com larga vantagem em relação ao resto dos demais elementos que constituem a face; os braços se alongam de uma maneira que faz o tronco parecer pequeno demais para os anexos que carrega. Aqui e ali, pelos começam a surgir sem um padrão aparentemente definido: pernas, braços, axilas. A sombra de uma barba começa a se pronunciar timidamente. Na barriga, um rastilho de pólvora. Com treze anos, talvez você pense em garotas. Talvez você pense em garotos. Talvez você não saiba muito bem o que pensar ou, até mesmo, pensar seja a última coisa que você cogite quando o assunto são garotas. Ou garotos. Talvez seus pés enormes e desproporcionais ainda não estejam crescidos o suficiente para chegar do outro lado da linha. O lado que você tem convicção de certas coisas, o lado em que você já avançou o suficiente para não sentir falta daquilo que precisa deixar para trás ou para se sentir atraído por tudo aquilo que está por vir. Talvez você ainda não tenha avançado o suficiente, mesmo com seus pés enormes, para saber o que é a língua de uma garota, ou de um garoto, operando movimentos circulares e molhados dentro da sua boca. Vagando por essa área nebulosa em que você já não é mais exatamente o que era, mas também não é plenamente o que pode vir a ser [...].
TIMM, André. Modos inacabados de morrer. Rio de Janeiro: Oito e meio, 2016, p. 13. (Fragmento)
O romance Modos inacabados de morrer (2016), do gaúcho, radicado em Santa Catarina, André Timm, destaca-se no cenário da literatura brasileira, tendo sido finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2017. Com base no fragmento apresentado, é INCORRETO afirmar que:
41B7A82A-CC Português
Coesão e coerênciaUFMS · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.
Hum? Eh-eh... É. Nhor sim. Ã-hã, quer entrar, pode entrar... Hum, hum. Mecê sabia que eu moro aqui? Como é que sabia? Hum-hum... Eh. Nhor não, n’t, n’t... Cavalo seu é esse só? Ixe. Cavalo tá manco, aguado. Presta mais não. Axi... Pois sim. Hum, hum. Mecê enxergou este foguinho meu, de longe? É. A’pois. Mecê entra, cê pode ficar aqui.
Hã-hã. Isto não é casa... É. Havéra. Acho. Sou fazendeiro não, sou morador... Eh, também sou morador não. Eu – toda a parte. Tou aqui, quando eu quero eu mudo. Aqui eu durmo. Hum. Nhém? Mecê é que tá falando. Nhor não... Cê vai indo ou vem vindo?
Hã, pode trazer tudo pra dentro. Erê Mecê desarreia cavalo, eu ajudo. Mecê peia cavalo, eu ajudo... Traz alforje pra dentro, traz saco, seus dobros. Hum, hum Pode. Mecê cipriuara, homem que veio pra mim, visita minha; iá-nhã? Bom. Bonito. Cê pode sentar, pode deitar no jirau. Jirau é meu não. Eu – rede. Durmo em rede. Jirau é do preto. Agora eu vou ficar agachado. Também é bom. Assopro o fogo. Nhem? Se essa é minha, nhem? Minha é a rede. Hum. Hum-hum. É. Nhor não. Hum, hum... Então, por que é que cê não quer abrir saco, mexer no que tá lá dentro dele? Atié Mecê é lobo gordo... Atié... É meu, algum? Que é que eu tenho com isso? Eu tomo suas coisas não, furto não. A-hé, a-hé, nhor sim, eu quero. Eu gosto. Pode botar no coité. Eu gosto demais...
ROSA, João Guimarães. Meu tio o Iauaretê. In.: ______. Estas histórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 191. (Fragmento)
O conto “Meu tio o Iauaretê” é considerado um dos momentos primorosos da concepção de estilo do escritor João Guimarães Rosa. A partir do fragmento que dá início ao conto, é correto afirmar que: