Questões de Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos. com gabarito

955 questões de Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos., em Português, da área de Linguagens. Cada questão tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito.

Resultados

955 questões encontradas. Mostrando a página 10 de 48.

  • 6679923B-C3

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

     Leia o texto a seguir para responder à questão.Imagem da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos


    No período “O pensamento iluminista abraçou a ideia do progresso e buscou ativamente a ruptura com a história e a tradição esposada pela modernidade” (linhas 1-2), as palavras “abraçou” e “esposada” são usadas em sentido
    Escolha uma alternativa para a questão 6679923b-c3
  • 599B751F-BF

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A tira a seguir, do rato Níquel Náusea, de Fernando Gonsales, é referência para a questão.


    Considerando a sentença “Mais vale uma naftalina na mão do que duas rolando”, no segundo quadrinho da tira, assinale a alternativa que traz um provérbio com sentido mais próximo ao sentido do provérbio suposto pela citação.
    Escolha uma alternativa para a questão 599b751f-bf
  • CB91AB93-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção a tirinha abaixo da cartunista Laerte para responder a questão.

    Imagem da questão de Português, Universidade Virtual de São Paulo 2019, Interpretação de Textos

    (Fonte: Blogger.)

    *tramela: espécie de tranca de portas.


    De acordo com a tirinha assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão cb91ab93-b9
  • CB892FBB-B9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Virtual de São Paulo · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o capítulo XXIX do romance “Quincas Borba” de Machado de Assis para responder a questão.

    CAPÍTULO XXIX

        RUBIÃO passou o resto da manhã alegremente. Era domingo; dois amigos vieram almoçar com ele, um rapaz de vinte e quatro anos, que roía as primeiras aparas dos bens da mãe, e um homem de quarenta e quatro ou quarenta e seis, que não tinha que roer.
    Carlos Maria chamava-se o primeiro, Freitas o segundo. Rubião gostava de ambos, mas diferentemente;não era só a idade que o ligava mais ao Freitas, era também a índole deste homem. Freitas elogiava tudo, saudava cada prato e cada vinho com uma frase particular, delicada, e saía de lá com as algibeiras cheias de charutos, provando assim que os preferia a quaisquer outros. Tinhalhe sido apresentado em certo armazém da Rua Municipal, onde jantaram uma vez juntos. Contaram-lhe ali a história do homem, a sua boa e má fortuna, mas não entraram em particularidades. Rubião torceu o nariz; era naturalmente algum náufrago, cuja convivência não lhe traria nenhum prazer pessoal nem consideração pública. Mas o Freitas atenuou logo essa primeira impressão; era vivo, interessante, anedótico, alegre como um homem que tivesse cinqüenta contos de renda.
    Assinale a alternativa que não apresenta nenhuma expressão utilizada no sentido figurado.
    Escolha uma alternativa para a questão cb892fbb-b9
  • ABEC24F5-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    JOANA:

                      (...)

                       A Creonte, à filha, a Jasão e companhia

                       vou deixar esse presente de casamento

                       Eu transfiro pra vocês a nossa agonia

                        porque, meu Pai, eu compreendi que o sofrimento

                        de conviver com a tragédia todo dia

                        é pior que a morte por envenenamento

                        (...)

    A obra de Chico Buarque e Paulo Pontes inspira-se na tragédia clássica “Medeia” para denunciar “uma tragédia brasileira”, conforme se observa no subtítulo da obra.


    Essa denúncia expõe o seguinte problema:

    Escolha uma alternativa para a questão abec24f5-f9
  • ABDF4974-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    CREONTE:


    Esperem um pouco

    Eu preciso de alguém pra refletir

    comigo se eu estou caduco, louco,

    ou o mundo está ficando esquisito...

    Fazem baderna, chiam, quebram trem,

    Quebram estação, muito bem, bonito

    E a gente inda tem que dizer amém

    (...)


    JASÃO:

    Não discuto quebrar... Agora

    quem às três da manhã tá de olho aberto,

    se espreme pra chegar no emprego às sete,

    lá passa o dia todo, volta às onze

    da noite pra acordar a canivete

    de novo às três, tinha que ser de bronze

    pra fazer isso sempre, todo dia

    (...)


    Na resposta de Jasão a Creonte, o uso da palavra “agora”, sublinhada acima, possui função argumentativa, expressando sentido de:

    Escolha uma alternativa para a questão abdf4974-f9
  • 46658857-BA

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFRGS 2019, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que contém sinônimos adequados para as palavras deslindar (l. 02), correntes (l. 44) e real (l. 59), considerando o sentido que têm no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 46658857-ba
  • 462FA496-BA

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFRGS 2019, Interpretação de Textos

    Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.


    I - A palavra protagonistas (l. 42 e l. 49) poderia ser substituída por personagens, sem prejuízo ao sentido e à correção gramatical do parágrafo.

    II - A palavra similares (l. 73) poderia ser substituída por iguais, sem prejuízo ao sentido e à correção gramatical do parágrafo.

    III- A palavra popularização (l. 82) poderia ser substituída por vulgarização, sem prejuízo ao sentido e à correção gramatical do parágrafo.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 462fa496-ba
  • 462132BC-BA

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFRGS 2019, Coesão e coerência

    O deslocamento de segmentos de um texto pode ou não afetar as relações de sentido estabelecidas.

    Observe as afirmações abaixo, sobre o deslocamento de segmentos, considerando os ajustes com maiúscula, minúscula e pontuação.


    I - A sequência Em uma madrugada chuvosa (l. 02) poderia ser deslocada para imediatamente depois de horas (l. 04), sem alterar as relações de sentido no contexto em que ocorrem.

    II - A sequência Mais tarde no mesmo dia (l. 23) poderia ser deslocada para imediatamente depois de decide (l. 25), sem alterar as relações de sentido no contexto em que ocorrem.

    III- A sequência escolhida dentre as várias possibilidades oferecidas pelo espaço geográfico (l. 44-45) poderia ser deslocada para imediatamente antes de As protagonistas (l. 42) , sem alterar as relações de sentido no contexto em que ocorrem.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 462132bc-ba
  • DABF71F0-8C

    Português

    Coesão e coerência
    UERJ · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, UERJ 2019, Coesão e coerência

    Ausente para os outros, continuava docemente presente para si mesmo. (l. 7)

    Uma reformulação que mantém sentido equivalente ao da frase acima é:

    Escolha uma alternativa para a questão dabf71f0-8c
  • 60E3A21E-09

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Considere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão.


        Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.

        Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.

        Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.


    (Indústria cultural: uma introdução, 2010.)

    “um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos” (1º parágrafo)

    O termo sublinhado, no contexto em que está inserido, indica que se trata de
    Escolha uma alternativa para a questão 60e3a21e-09
  • 79BE2771-07

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário São Camilo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à questão.

         Na dedicatória de seu livro O progresso da sabedoria (1605) a Jaime I, sir Francis Bacon declara: “de todas as pessoas ainda vivas que conheci, sua Majestade é o melhor exemplo de um homem que representa a opinião de Platão, de que todo conhecimento é apenas memória”. Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.
          Após derrotar os persas em uma série de conflitos durante as primeiras décadas do século V a.C., a civilização grega viveu um século e meio de grande esplendor, inspirada pela liderança de Péricles, que governou Atenas por 32 anos, de 461 a 429. Nem mesmo as amargas disputas entre Atenas, Esparta e outros Estados, que acabaram resultando na Guerra do Peloponeso, entre 431 e 404, conseguiram ofuscar o incrível nível de sofisticação atingido durante esse período. Nas palavras de H. G. Wells, “durante esse período o pensamento e o impulso criativo e artístico dos gregos ascenderam a níveis que os transformaram numa fonte de luz para o resto da História”. Que essa luz tenha continuado a brilhar através dos tempos, sobrevivendo a séculos de intolerância religiosa e muitas guerras, é a prova concreta de coragem intelectual daqueles que acreditam que a busca do conhecimento é o antídoto contra a cegueira causada pela repressão e pelo medo.

    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)
    Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.” (1° parágrafo)

    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas entre as orações que compõem esse período, a conjunção sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 79be2771-07
  • 79BA2E33-07

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário São Camilo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à questão.

         Na dedicatória de seu livro O progresso da sabedoria (1605) a Jaime I, sir Francis Bacon declara: “de todas as pessoas ainda vivas que conheci, sua Majestade é o melhor exemplo de um homem que representa a opinião de Platão, de que todo conhecimento é apenas memória”. Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.
          Após derrotar os persas em uma série de conflitos durante as primeiras décadas do século V a.C., a civilização grega viveu um século e meio de grande esplendor, inspirada pela liderança de Péricles, que governou Atenas por 32 anos, de 461 a 429. Nem mesmo as amargas disputas entre Atenas, Esparta e outros Estados, que acabaram resultando na Guerra do Peloponeso, entre 431 e 404, conseguiram ofuscar o incrível nível de sofisticação atingido durante esse período. Nas palavras de H. G. Wells, “durante esse período o pensamento e o impulso criativo e artístico dos gregos ascenderam a níveis que os transformaram numa fonte de luz para o resto da História”. Que essa luz tenha continuado a brilhar através dos tempos, sobrevivendo a séculos de intolerância religiosa e muitas guerras, é a prova concreta de coragem intelectual daqueles que acreditam que a busca do conhecimento é o antídoto contra a cegueira causada pela repressão e pelo medo.

    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)
    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 79ba2e33-07
  • 79B6812E-07

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Centro Universitário São Camilo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão. 

    Às vezes, em sonho triste
    Nos meus desejos existe
    Longinquamente um país
    Onde ser feliz consiste
    Apenas em ser feliz.

    Vive-se como se nasce
    Sem o querer nem saber.
    Nessa ilusão de viver
    O tempo morre e renasce
    Sem que o sintamos correr. 

    O sentir e o desejar
    São banidos dessa terra.
    O amor não é amor
    Nesse país por onde erra
    Meu longínquo divagar.

    Nem se sonha nem se vive:
    É uma infância sem fim.
    Parece que se revive
    Tão suave é viver assim
    Nesse impossível jardim.

    (Obra poética, 1997.)
    Os versos “O sentir e o desejar / São banidos dessa terra.” (3a estrofe) podem ser reescritos, sem prejuízo para o seu sentido e respeitando-se a correção gramatical, da seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 79b6812e-07
  • B1EFC010-05

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2018, Interpretação de Textos

    A compreensão dessa peça da publicidade nacional exige atenção para:

    1) o caráter homonímico de algumas palavras.
    2) o peso do contexto na interpretação das palavras.
    3) a polissemia e a possibilidade de ambiguidade de certas expressões.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão b1efc010-05
  • CBFD9F34-03

    Português

    Coesão e coerência
    UEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Jorge Coli para responder à questão. 

         Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única. Desse ponto de vista, a empresa é desencorajadora.
         Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona Sinfonia de Beethoven, que a Divina Comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como “arte”.
         É possível dizer, então, que arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo, isto é: nossa cultura possui uma noção que denomina solidamente algumas de suas atividades e as privilegia. Portanto, podemos ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas.

    (O que é arte, 2010. Adaptado.)
    “arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo” (3° parágrafo)

    Os dois segmentos sublinhados podem ser substituídos, com correção gramatical, por:
    Escolha uma alternativa para a questão cbfd9f34-03
  • CBF42426-03

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Iracema, de José de Alencar, para responder à questão.

         Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
        Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
        O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
        Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
        Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
         Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.
        A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
         Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
         Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
        Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
        De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida.
        O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
        A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. 

    (Iracema, 2006.)
    “Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica” (5° parágrafo)

    No contexto em que está inserida, a frase é equivalente a
    Escolha uma alternativa para a questão cbf42426-03
  • CBE9D97A-03

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o poema de Augusto Massi para responder à questão. 

    Homem rindo

    A roda de amigos
    sacudida por uma
    rajada de risos.

    Me concentro num
    homem tímido que
    sorri por dentro. 

    Deslocado na roda
    rapidamente corta
    o riso pela raiz.

    Mas o riso retorna.
    Coceira furiosa nos
    orifícios do nariz.

    Bebe graça no gargalo
    rola rala racha o bico
    ri até ficar sem graça.

    A rodada de amigos
    explode às gargalhadas:
    o tímido é sua cachaça. 

    (Negativo, 1991.)
    “Deslocado na roda
    rapidamente corta
    o riso pela raiz.”

    A expressão “cortar pela raiz” equivale a
    Escolha uma alternativa para a questão cbe9d97a-03
  • CBE14495-03

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o poema de Augusto Massi para responder à questão. 

    Homem rindo

    A roda de amigos
    sacudida por uma
    rajada de risos.

    Me concentro num
    homem tímido que
    sorri por dentro. 

    Deslocado na roda
    rapidamente corta
    o riso pela raiz.

    Mas o riso retorna.
    Coceira furiosa nos
    orifícios do nariz.

    Bebe graça no gargalo
    rola rala racha o bico
    ri até ficar sem graça.

    A rodada de amigos
    explode às gargalhadas:
    o tímido é sua cachaça. 

    (Negativo, 1991.)
    No contexto do poema, o sentido expresso pelo último verso é:
    Escolha uma alternativa para a questão cbe14495-03