Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2006
- UFRN
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: 26E4A694-4E

No fragmento, as palavras sublinhadas indicam
Disciplina · Linguagens
Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Leia o texto do poeta contemporâneo Wlademir Dias Pino.

Leia o texto do poeta contemporâneo Wlademir Dias Pino.

A respeito do poema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A disposição das estrofes na página, o uso de maiúsculas e minúsculas, a presença de grafismos que sugerem engrenagens são recursos expressivos que garantem a visualidade do poema.
( ) “Em sua linguagem observa-se a continuidade interrompida dos versos, que são organizados em blocos, apontando para a presença do geométrico e para a espacialização do poema.” (Sérgio Dalate)
( ) A exemplo do Futurismo, o poema rende glórias à sociedade industrial, e a unidade semântica mais adequada para expressar essa glorificação é a palavra ao invés da frase.
Assinale a seqüência correta.
Leia o texto do poeta contemporâneo Wlademir Dias Pino.













No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena: No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:
Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em
Nesse trecho, extraído de texto publicado originalmente em 1921, o narrador
As linhas nas duas figuras geram um efeito que se associa ao seguinte ditado popular:DR. FLORISMAL
Florismal!... Para Eugênio, aquele nome tinha um secreto encanto. Florismal aparecia quase todas as noites, chegava muito calmo, fumando o seu charuto de tostão e ia logo sentando na cadeira de balanço. Era um homem baixo, de cabelos ralos, quase calvo. No rosto gorducho e redondo, a barba forte era sempre uma sombra azulada, mesmo quando ele se escanhoava. Os dentes eram maus e miúdos. Florismal tinha uma voz macia e uma certa dignidade de estadista. Era um espírito conciliador e gabava-se de ter muita lábia. Nasci para advogado dizia. Se eu tivesse tido mais um pouco de juízo quando moço ... Calava-se, entortava a cabeça, batia a cinza do charuto e ficava em atitude sonhadora. Decerto a ver mentalmente o seu passado, os seus erros e uma carreira perdida. Ou então pensava apenas no efeito que aquelas palavras e aquela postura podiam estar produzindo nos interlocutores. A verdade era que amigos e conhecidos de Florismal sempre o chamavam para dar sentenças, e resolver questões. Diziase que o homenzinho arranjava causas para advogados sem clientela e ganhava com isso gordas comissões. Muito figurão tirava o chapéu ao cumprimentá-lo na rua. Florismal fazia até discursos políticos. Por isso tudo, os amigos lhe chamavam Dr. Florismal. A princípio, diziam doutor com uma pontinha de ironia. Florismal aceitava o título sorrindo, entre lisonjeado e divertido. Acabou ficando mesmo Dr. Florismal. Com o tempo, os amigos que gostavam dele esqueceram que aquilo era uma brincadeira e acabaram acreditando no título.
VERÍSSIMO, Érico. Olhai os lírios do campo. Rio de Janeiro:
Editora José Aguilar, 1966




