Questões de Português do ENEM
Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
Resultados
345 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 18.
EDA97011-DF Leia o fragmento a seguir, extraído da crônica “Vivendo e...”, de Luis Fernando Veríssimo. Na verdade, deve-se revisar aquela antiga frase. É vivendo e desaprendendo. Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas e a coragem de antigamente, como subir em bonde andando – mesmo porque não há mais bondes andando. Falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram.VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva. 2001, p. 46.A alteração que o autor faz no ditado popular “Vivendo e aprendendo” evidencia certo sentimento deEDA26FB2-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009FácilEntre para guardar nos favoritosO prefácio do livro Eles não usam black-tie reproduz um artigo escrito, em 1960, pelo jornalista Paulo Francis, sobre Gianfrancesco Guarnieri. Afirma Paulo Francis nesse artigo (p. 13): “Ele é um dramaturgo que transmite a urgência dessa tomada de posição, que a justapõe às acomodações de ordem individual, pedindo ao público que escolha entre as duas atitudes. E o faz carregando consigo a metrópole para o palco, indo ao centro do conflito. Marca o despertar da geração de hoje”.As duas atitudes a que se refere o trecho citado são a adesão à greve pelos trabalhadores e a traição de Tião, o qual prefere não participar do movimento. A opinião do jornalista sobre o dramaturgo se justifica pelo fato de a peça tratar daED9EF32A-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento abaixo, extraído de um conto do livro Negrinha, de Monteiro Lobato:Sempre que [...] se anunciava no jornal, dando um número de telefone, aquele diálogo se repetia. Seduzidas pelos termos do anúncio, as donas de casa telefonavam-lhe para “tratar” – e vinha inevitavelmente a pergunta sobre a idade, com a também inevitável resposta dos 36 anos. Isso desde antes da Grande Guerra. Veio o 1914 – ela continuou nos 36. Veio a batalha do Marne; veio o armistício – ela firme nos 36. Tratado de Versalhes – 36. Começos de Hitler e Mussolini – 36. Convenção de Munique – 36...Essa personagem “sem ânimo de abandonar a casa dos 36 anos” éED9752C1-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão têm como referência o seguinte trecho do primeiro capítulo de Vidas Secas (publicado em 1938), de Graciliano Ramos:Nesse capítulo do romance, intensifica-se o sofrimento dos “infelizes”, e Fabiano imagina, para aquela situação trágica, uma solução extrema, que está expressa no trecho:
ED91E9AC-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão têm como referência o seguinte trecho do primeiro capítulo de Vidas Secas (publicado em 1938), de Graciliano Ramos:No trecho em destaque, os juazeiros indicam
ED8E254C-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosA questão têm como referência o seguinte poema do livro Horto (publicado em 1900), de Auta de Souza:

No poema, a natureza é representada em um ambiente regional, como se percebe em:ED8A7029-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão têm como referência o seguinte poema do livro Horto (publicado em 1900), de Auta de Souza:
Em contraposição à solidão, ao desespero e à dor que o “eu-lírico” projeta no poema, o segundo quarteto acentuaED85C852-DF Português
CraseUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Assim como nas três situações que o fragmento apresenta (linhas 4, 6 e 7), o acento grave também está usado adequadamente na opção:
ED81C7C2-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Tanto na linha 1 como na linha 5, os colchetes são empregados
ED7888CC-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Admitindo-se que se pode dividir esse fragmento textual em dois momentos, é correto afirmar que, no segundo, o narrador se detém em informar o leitor sobre aED74B16C-DF Português
Análise sintáticaUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Corresponde a uma forma desenvolvida da oração reduzida “Atravessando-o certa tarde [...]” (linha 5):
ED70D362-DF Português
SintaxeUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Leia o período abaixo.
“Mal se congestiona o tráfego [...], o fagócito move-se [...].”
Nesse período, o conector Mal exprime noção de
ED6D1150-DF Português
Coesão e coerênciaUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
“[...] vi formar-se ali um bolo de gente [...]” (linha 5)
O segmento textual em destaque está reescrito corretamente, mantendo-se a informação original, na opção:
ED697DF1-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Conotativamente, o narrador estabelece um paralelo entre funções da célula denominada fagócito e funções do soldado, tendo em vista que é tarefa de um policial
ED65F543-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Pode-se subentender da fala do interrogado:
ED613A9D-DF Português
Interpretação de TextosUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Na situação retratada pelo quadrinho, a resposta do interrogado
C7583FD2-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos*Endogamia: os casamentos e relações se dão no mesmo grupo.
Observe o parágrafo abaixo:
“Mas que sensibilidade! Agora não apenas por causa do quadro de uvas e peras e peixe morto brilhando nas escamas. Sua sensibilidade incomodava sem ser dolorosa, como uma unha quebrada. E se quisesse podia permitir-se o luxo de se tornar ainda mais sensível, ainda podia ir mais adiante: porque era protegida por uma situação, protegida como toda a gente que atingiu uma posição na vida. Como uma pessoa a quem lhe impedem de ter a sua desgraça. Ai que infeliz que sou, minha mãe. Se quisesse podia deitar ainda mais vinho no copo e, protegida pela posição que alcançara na vida, emborrachar-se ainda mais, contanto que não perdesse o brio. E assim, mais emborrachada ainda, percorria os olhos pelo restaurante, e que desprezo pelas pessoas secas do restaurante, nenhum homem que fosse homem a valer, que fosse triste. Que desprezo pelas pessoas secas do restaurante, enquanto ela estava grossa e pesada, generosa a mais não poder. E tudo no restaurante tão distante um do outro como se jamais um pudesse falar com o outro. Cada um por si, e lá Deus por toda a gente.” (LISPECTOR, C. Devaneio e embriaguez de uma rapariga. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 14-5)
Clarice Lispector se caracterizou por uma escrita bastante sensível e precisa, em busca de uma revelação maior do sujeito, na sua inglória afirmação de ser. Sua capacidade de percepção do mínimo dava a ela uma condição bastante elegante na hora de tecer elementos capazes de propor uma leitura da condição humana em luta consigo mesma. No conto, Clarice se esmerou na capacidade de atingir o alvo com mais brevidade e ambição econômica de espaço. No parágrafo do conto acima, o personagem é descrito tentando juntar duas pontas, a dele e a dos outros à sua volta, no restaurante, mas, enquanto se embriaga, não deixa de cavar um imenso abismo entre ele e o próprio mundo. Isso significa que:
C7519AC7-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosObserve o trecho do poema abaixo:
“ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO
– Essa cova em que estás,
com palmos medida
é a conta menor
que tiraste em vida.
– É de bom tamanho,
nem largo nem fundo
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
– Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
– É uma cova grande
para teu pouco defunto
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
– É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
– É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.”
(MELO NETO, J.C. Morte e vida severina: auto de natal pernambucano. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 159-160)
Em “Morte e vida severina”, João Cabral de Melo Neto recupera uma tradição medieval para traçar o percurso de mais um nordestino tangido pela seca. Por meio dele temos o duro testemunho de um personagem anônimo que percorre o agreste até o Capibaribe, mostrando-nos uma geografia de escassez e desolação que, ao final, é atenuada com um nascimento que representa a esperança cristã na vida. O trecho acima dramatiza o funeral de um lavrador e as vozes declamando representam:
C747EFF7-DE Português
Figuras de LinguagemUFAC · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosObserve o trecho abaixo:“Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que nem marca dum pé gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão de Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava louro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.” (ANDRADE, M. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. 22.ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. p. 29- 30)Na passagem acima, Mário de Andrade retoma uma tradição de contar histórias, onde Macunaíma, o herói da nossa gente, representa uma espécie de símbolo de afirmação da nossa mestiçagem que até então, antes do modernismo, era vista como sinal de inferioridade. Ao sair da água encantada, porém, ele consegue ficar branco, enquanto seus dois irmãos, mais adiante, continuam com os traços indígenas e negroides. Essa metáfora compõe, junto com a forma de contar histórias:C744351A-DE Português
Interpretação de TextosUFAC · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosObserve o parágrafo abaixo:“Começo arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás íntimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...” (ASSIS, J.M.M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro, Tecnoprint, s.d. p. 126)Ao final do parágrafo, o narrador trabalha com elementos polares (pressa de envelhecer versus o livro que anda devagar; estilo regular versus estilo ébrio) e termina com uma gradação às avessas, pois o seu estilo e o livro “caem”, por fim. Essa qualidade crítica que ele dá à sua obra corresponde: