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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

646 questões encontradas. Mostrando a página 14 de 33.

  • 156946EB-B4

    Português

    Análise sintática
    Universidade Estadual de Feira de Santana · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    O equívoco de uma nova lei de imprensa

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Análise sintática

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Análise sintática


    SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. Disponível em: <http://interessenacional.uol.com.br/artigos-integra.asp?cd_artigo=41>. Acesso em: maio 2011. Adaptado.

    Tem valor restritivo a expressão presente na alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 156946eb-b4
  • 1566134C-B4

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Universidade Estadual de Feira de Santana · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:

    O equívoco de uma nova lei de imprensa

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)


    SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. Disponível em: <http://interessenacional.uol.com.br/artigos-integra.asp?cd_artigo=41>. Acesso em: maio 2011. Adaptado.

    Sobre os recursos linguísticos que compõem o primeiro parágrafo do texto, está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 1566134c-b4
  • CA83A23F-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir, um gráfico publicado na Revista Nova Escola (Nº 231, Abril, 2010), interprete-o e responda à questão proposta.

    Imagem da questão de Português, UFGD 2011, Interpretação de Textos
    Considerando os dados do gráfico, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão ca83a23f-b1
  • CA6D39DC-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A imagem a seguir reproduz um cartaz utilizado em campanhas contra a exploração sexual infantil no Brasil. Analise a imagem, considerando o texto verbal e o não-verbal, e avalie as afirmativas.
    Imagem da questão de Português, UFGD 2011, Interpretação de Textos

    I. O principal recurso linguístico utilizado para a construção de sentido é o emprego de palavra polissêmica que provoca uma ambiguidade intencional.
    II. A palavra''pena'' provoca ambiguidade nas duas vezes em que aparece no cartaz.
    III. A tarja nos olhos do urso de pelúcia pode remeter à recomendação de se proteger a identidade de crianças e/ou adolescentes que estejam envolvidas em situações constrangedoras.
    IV. A tarja nos olhos do urso de pelúcia remete ao universo policial e pode indicar que crianças e/ou adolescentes também estão sujeitas a cometer crimes.

    Está correto apenas o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão ca6d39dc-b1
  • CA5FFD09-B1

    Português

    Figuras de Linguagem
    UFGD · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, é composta por 
    Escolha uma alternativa para a questão ca5ffd09-b1
  • CA5C8E03-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    A respeito do enredo de Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ca5c8e03-b1
  • CA5752AB-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UFGD · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia os fragmentos a seguir, selecionados do livro Silvino Jacques: O último dos bandoleiros, de Brígido Ibanhes.

        ''O cidadão Silvino Helmiro Jacques, também conhecido como Silvino Hermiro Jacques, Sylvino Jacques, nasceu em 17 de fevereiro de 1906, no Rincão de Santana, distrito de Camaquã, município de São Borja, na região das Missões do Estado do Rio Grande do Sul. Era um dos filhos de Leão Pedro Jacques e de Máxima Santa Ana Jacques e afilhado de Getúlio Dornelles Vargas. Seu pai trabalhava como carneador no sítio do eminente estadista quando do seu nascimento''.

         ''Nessa viagem iam o Aniceto, o Bernabé, o Chico Espinosa e outro porterenho num comboio de quatro carretas. Eles retornaram de Porto Murtinho, chegando ao anoitecer na região do Carandazinho. Na hora que desatrelavam as juntas de bois tambeiros, avistaram os cavaleiros que vinham pela trilha do lado de Porteiras.
         Foram se achegando devagar e apearam a alguma distância. Largaram os cavalos no pasto e se encaminharam em direção às carretas. Aniceto reconheceu o Silvino e o Pedro Cruz, equipados para viagem.
          - Vocês já tomaram mate? – perguntou o capitão.
         - Ainda não... – respondeu Bernabé, convidandoos a se ajeitarem que ele já ia servi-los. Por cortesia e hospitalidade o mascate atendia bem a todos e a qualquer viajante que poderia acabar lhe comprando alguma mercadoria''.

    A partir dos trechos destacados, pode-se afirmar que essa obra é
    Escolha uma alternativa para a questão ca5752ab-b1
  • CA534591-B1

    Português

    Coesão e coerência
    UFGD · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Em Corpo Vivo, Adonias Filho constrói uma narrativa centrada no sul da Bahia, rica região produtora de Cacau. É nesse espaço regional que o autor faz eclodir uma das características mais universais do ser humano: o antagonismo entre o mal (guerra, ambição, crueldade, violência) e o bem (lealdade, perseverança, amor); dois lados que se entrecruzam ao longo da narrativa. Para torná-la certa “representação da vida”, no dizer do próprio autor, a obra foi estruturada em três grandes momentos, representando as travessias pelas quais passa Cajango. Isso considerando, assinale a alternativa que apresenta, pela ordem dos acontecimentos, as três etapas ou transformações vividas pelo protagonista de Corpo Vivo.
    Escolha uma alternativa para a questão ca534591-b1
  • 382B90A1-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    A sentença “Ele anda ouvindo música” pode ser interpretada de duas formas: a) ele ouve música enquanto caminha – neste caso, o verbo “andar” funciona como verbo pleno, significando “caminhar”; b) a atividade de ele ouvir música tem se repetido ultimamente – neste caso, o verbo “andar” se esvazia de seu sentido pleno e funciona como elemento gramatical, um auxiliar. Podemos identificar no português outros verbos que podem ter esses dois usos: um com seu sentido lexical pleno e outro funcionando como elemento gramatical. Tendo isso em vista, considere os conjuntos de sentenças abaixo:

    1. Ele chegou na festa e bagunçou o tempo todo.

        Ele chegou a interferir no processo, mas foi neutralizado.

    2. Ela está querendo comer camarão.

        Ela está querendo ficar doente.

    3. O que ela fez com a faca que estava no chão? Ela pegou e guardou na gaveta.

        Como ele agiu quando se deparou com o grupo? Ah, ele pegou e foi batendo em todo mundo.

    4. Todos trabalham pela causa.

        Eles trabalham vendendo computadores.


    Em qualquer caso, independente do contexto, o verbo grifado pode ser interpretado com sentido lexical pleno em ambas as ocorrências:  

    Escolha uma alternativa para a questão 382b90a1-b0
  • 3826A9D6-B0

    Português

    Parênteses
    UFPR · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a pontuação do trecho a seguir: 


    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Parênteses

    Sobre a pontuação do trecho acima, considere as seguintes afirmativas:


    1. Se substituíssemos o travessão (linha 3) por parênteses – fechados depois da palavra “limpeza” – não haveria prejuízo de sentido nem de adequação à norma.

    2. Os parênteses das linhas 4-5 inserem uma explicação ou especificação do que foi dito.

    3. Os parênteses da linha 6 são usados com intenção de fazer uma síntese do que foi dito anteriormente.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 3826a9d6-b0
  • 381C1C7B-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (BENETT, Gazetadopovo.com.br, acesso em 09/08/2011.)


    Para entender a charge de Benett, são necessários alguns conhecimentos extras. O texto abaixo ajuda-nos nessa direção.


          O Flautista de Hamelin é um conto folclórico reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

          Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos", dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no rio Weser.

          Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita, recusando-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo dessa vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes, repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. 

          E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin, acesso em 10/08/2011.)

    O que “seria mais fácil se tivesse uma flauta”?
    Escolha uma alternativa para a questão 381c1c7b-b0
  • 380D74F0-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (BENETT, Gazetadopovo.com.br, acesso em 09/08/2011.)


    Para entender a charge de Benett, são necessários alguns conhecimentos extras. O texto abaixo ajuda-nos nessa direção.


          O Flautista de Hamelin é um conto folclórico reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.

          Em 1284, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos", dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no rio Weser.

          Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita, recusando-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo dessa vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes, repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza. 

          E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin, acesso em 10/08/2011.)

    Observando que a personagem da charge representa a presidente Dilma Roussef, considere as seguintes afirmativas:


    1. Tanto na charge como no conto, os ratos constituem uma metáfora que deve ser interpretada da mesma maneira.

    2. A fala da presidente Dilma na charge retoma elementos apresentados no segundo parágrafo do conto.

    3. A cena critica a falta de ação da presidente do Brasil frente a problemas sociais de diferentes ordens.

    4. A intertextualidade da charge com o conto é confirmada principalmente pelos elementos verbais.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 380d74f0-b0
  • 3801A9E5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

          Qualquer livro intitulado Como a mente funciona deveria começar com uma nota de humildade; começarei com duas.

          Primeiro, não entendemos como a mente funciona – nem de longe tão bem quanto compreendemos como funciona o corpo, e certamente não o suficiente para projetar utopias ou curar a infelicidade. Então, por que esse título audacioso? O linguista Noam Chomsky declarou certa vez que nossa ignorância pode ser dividida em problemas e mistérios. Quando estamos diante de um problema, podemos não saber a solução, mas temos insights, acumulamos um conhecimento crescente sobre ele e temos uma vaga ideia do que buscamos. Porém, quando defrontamos um mistério, ficamos entre maravilhados e perplexos, sem ao menos uma ideia de como seria a explicação. Escrevi este livro porque dezenas de mistérios da mente, das imagens mentais ao amor romântico, foram recentemente promovidos a problemas (embora ainda haja também alguns mistérios!). Cada ideia deste livro pode revelar-se errônea, mas isso seria um progresso, pois nossas velhas ideias eram muito sem graça para estar erradas.

          Em segundo lugar, eu não descobri o que de fato sabemos sobre o funcionamento da mente. Poucas das ideias apresentadas nas páginas seguintes são minhas. Selecionei, de muitas disciplinas, teorias que me parecem oferecer um insight especial a respeito dos nossos pensamentos e sentimentos, que se ajustam aos fatos, predizem fatos novos e são coerentes em seu conteúdo e estilo explicativo. Meu objetivo foi tecer essas ideias em um quadro coeso, usando duas ideias ainda maiores que não são minhas: a teoria computacional da mente e a teoria da seleção natural dos replicadores.

    (PINKER, Steven. Como a Mente Funciona. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 9.) 

    O autor apresenta convicções sobre seu objeto de estudos: a mente humana. Assinale a alternativa que apresenta uma delas.
    Escolha uma alternativa para a questão 3801a9e5-b0
  • 37F15818-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (SOUZA, Laura de Mello. Colombo, a América e o Conhecimento. Ciência Hoje, julho 2011, p. 83.)  

    Em relação ao texto, considere as seguintes afirmativas:


    1. A fim de opor Oriente e Ocidente, o texto contrapõe respectivos elementos da cultura como: seda, brocados e presas de elefantes versus máscaras estranhas, cintos feitos de ossos de peixe e papagaios verdes.

    2. A escola de Alexandria daria a Colombo melhores condições para o cálculo do caminho que desejava fazer, mas o acerto teria evitado uma grande descoberta.

    3. O feito inquestionável de Colombo foi ter colocado os europeus em contato com a cultura da Índia, fato que só foi reconhecido muito tempo depois.

    4. A declaração de Francisco Gómara comprova que no século 16 já havia sido desfeito o equívoco sobre a viagem de Colombo e sua impactante descoberta.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 37f15818-b0
  • 37EBED24-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFPR 2011, Interpretação de Textos

    (SOUZA, Laura de Mello. Colombo, a América e o Conhecimento. Ciência Hoje, julho 2011, p. 83.)  

    Segundo o texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 37ebed24-b0
  • A404E854-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
        Fabiano curou no rasto a bicheira da novilha raposa. Levava no aió um frasco de creolina, e se houvesse achado o animal, teria feito o curativo ordinário. Não o encontrou, mas supôs distinguir as pisadas dele na areia, baixou-se, cruzou dois gravetos no chão e rezou. Se o bicho não estivesse morto, voltaria para o curral, que a oração era forte.
        Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. [...]
        Chape-chape. Os três pares de alpercatas batiam na lama rachada, seca e branca por cima, preta e mole por baixo. [...]
       A cachorra Baleia corria na frente, o focinho arregaçado, procurando na catinga a novilha raposa.
      Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. [...]
        Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. [...]
        – Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
        Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. [...]
       Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
       – Você é um bicho, Fabiano.
       Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
        – Um bicho, Fabiano.
       Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos [...].
    (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 100. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 17-19.). 
    Com relação ao texto 08, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a404e854-af
  • A3F3223B-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    Segundo Ato

        Leléu, com apetrechos de limpeza, conversa na calçada da cadeia com o Cabo Heliodoro, que está armado de rifle.

        HELIODORO Você não sabe que eu sou sargento? Por que não chama Cabo Heliodoro? 
        LELÉU É porque o senhor tem toda a pinta de sargento.
        HELIODORO Conversa!

        LELÉU Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser. O senhor é cabo, mas nasceu pra sargento. 

       HELIODORO E você, Leléu? Você nasceu pra quê?

       LELÉU O senhor sabe o que eu queria ter, sargento? A força dos touros. O aprumo de um cavalo puro-sangue. Ser bom e doce para as mulherinhas, como as chuvas de caju que caem de repente, no calor mais duro de novembro. E livre, Sargento Heliodoro. Como o vento num pasto muito grande. 

       HELIODORO Você às vezes tem um jeito muito enfeitado de falar. Essa é a minha desgraça, não sei dizer uma coisa desse jeito. 

       LELÉU Livre... Você não queira saber como invejei Paraíba e Testa-Seca, essas duas semanas, quando um saía da cela para fazer faxina. Imagina você, Sargento Heliodoro, invejar duas pestes daquelas. Só porque podiam ver o céu em cima da cabeça deles. 

       HELIODORO Ora, isso não quer dizer nada. 

    Porque todo mundo tem inveja de você. Até o Tenente. Vou lhe dizer mais: até eu. 

       LELÉU Inveja de mim? Vocês?! Soltos?!

       HELIODORO Pra mim, pelo menos, isso de estar solto não adianta é nada.

       LELÉU Você está livre, senhor. Isso é pouco?

       HELIODORO Estou livre, mas sou um desgraçado, Leléu. Se você soubesse da minha vida, era capaz de chorar

        LELÉU Ah! Então não conte. Eu aqui já cheio de tristeza. Mas não será que se pode dar um jeito? Porque pra quase tudo neste mundo há jeito. 

       [...]

       LELÉU Mas Heliodoro, que tristeza! Eu fazia de você um homem bem casado!

       HELIODORO Ora, bem casado! A mulher parece um papagaio.

       LELÉU É verde?

       HELIODORO Quisera eu. Fala sem parar, é pior do que um rádio. De manhã à noite. 

    (LINS, Osman. Lisbela e o prisioneiro. São Paulo: Planeta, 2003. p. 37-39.)

    Com relação ao texto 07, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3f3223b-af
  • A3E861F3-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
        A morte de Roberto Mitry teve ampla cobertura dos jornais. Editoriais condenaram com energia a escalada da violência e a falta de segurança dos cidadãos. Os outros cento e cinqüenta homicídios ocorridos naquele mês no Grande Rio, a maioria das vítimas, negros e mulatos pobres, havia recebido apenas a atenção parca e rotineira da imprensa, mas o assassinato de Mitry era uma novidade atraente – um homem rico da sociedade morto na cama com duas ninfetas. Os jornais publicaram glamourosas fotos das duas irmãs, Titi e Tatá, de topless em Ipanema; de Mitry a bordo de seu iate em Angra dos Reis; do edifício da Vieira Souto onde o milionário residia; do interior do apartamento destacando as valiosas obras de arte nele existentes. [...]
        Encontrei-me com Raul no necrotério do Médico Legal. A morte de Mitry deixara-nos perplexos. [...]
        “Mitry foi morto enquanto dormia. A expressão de horror no rosto das meninas indica que tiveram consciência de que estavam sendo mortas. Acreditamos que houve apenas um assassino, usando a mão direita. Não há dúvida, pela natureza e disposição dos ferimentos, de que ele é destro, e muito, muito hábil. Havia sangue no box do chuveiro, provavelmente das vítimas. [...]”
        Um homem de avental aproximou-se. “O doutor Sette Neto está esperando.” 
        “Sette Neto?” 
        “Ele.”
         “Pensei que tinha morrido.”
        Atravessamos um largo e comprido salão de paredes de ladrilho branco, passando por mesas de aço sobre as quais cadáveres nus aguardavam autópsia. 
        “Alguém disse que ele havia morrido.”
        “Esse tipo de gente não morre nunca.”
        “Lembra do nosso tempo?” 
        “Como eu poderia esquecer reminiscências tão agradáveis?”, respondi.
    (FONSECA, Rubem. A grande arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 198-199)
    Com relação ao texto 06, assinale a afirmativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3e861f3-af
  • A3D51B2F-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        A morte de Roberto Mitry teve ampla cobertura dos jornais. Editoriais condenaram com energia a escalada da violência e a falta de segurança dos cidadãos. Os outros cento e cinqüenta homicídios ocorridos naquele mês no Grande Rio, a maioria das vítimas, negros e mulatos pobres, havia recebido apenas a atenção parca e rotineira da imprensa, mas o assassinato de Mitry era uma novidade atraente – um homem rico da sociedade morto na cama com duas ninfetas. Os jornais publicaram glamourosas fotos das duas irmãs, Titi e Tatá, de topless em Ipanema; de Mitry a bordo de seu iate em Angra dos Reis; do edifício da Vieira Souto onde o milionário residia; do interior do apartamento destacando as valiosas obras de arte nele existentes. [...]
        Encontrei-me com Raul no necrotério do Médico Legal. A morte de Mitry deixara-nos perplexos. [...]
        “Mitry foi morto enquanto dormia. A expressão de horror no rosto das meninas indica que tiveram consciência de que estavam sendo mortas. Acreditamos que houve apenas um assassino, usando a mão direita. Não há dúvida, pela natureza e disposição dos ferimentos, de que ele é destro, e muito, muito hábil. Havia sangue no box do chuveiro, provavelmente das vítimas. [...]”
        Um homem de avental aproximou-se. “O doutor Sette Neto está esperando.” 
        “Sette Neto?” 
        “Ele.”
         “Pensei que tinha morrido.”
        Atravessamos um largo e comprido salão de paredes de ladrilho branco, passando por mesas de aço sobre as quais cadáveres nus aguardavam autópsia. 
        “Alguém disse que ele havia morrido.”
        “Esse tipo de gente não morre nunca.”
        “Lembra do nosso tempo?” 
        “Como eu poderia esquecer reminiscências tão agradáveis?”, respondi.
    (FONSECA, Rubem. A grande arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 198-199)
    Por meio da internet, jovens desequilibrados aprendem a usar armas, publicam fotos e vídeos com ameaças e copiam métodos de outros assassinos. Vimos, no início de abril, o massacre de doze crianças em uma escola do Rio de Janeiro, uma marca expressiva de violência urbana comentada e sendo interpretada pelos mais diferentes profissionais. As causas podem ser inúmeras, porém suas consequências deixaram o mundo estarrecido com mais uma atrocidade ocorrida em uma metrópole brasileira. Refletindo sobre a violência urbana, marque a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3d51b2f-af
  • A3CF25AC-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2011Muito difícilEntre para guardar nos favoritos

    IX. Ascensão de Vasco da Gama 

    Os deuses da tormenta e os gigantes da terra Suspendem de repente o ódio da sua guerra E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus, Primeiro um movimento e depois um assombro. Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro, E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões 

    Embaixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões, O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. 

    (PESSOA, Fernando. Mensagem. 2. ed. 1. reim. São Paulo: Martin Claret, 2009. p. 47.)

    Considerando o texto 05, indique a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão a3cf25ac-af