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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

615 questões encontradas. Mostrando a página 31 de 31.

  • 6C55A936-03

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Concordância verbal, Concordância nominal

    WOOD JR, Thomaz. Analfabetismo funcional.
    (fragmento adaptado) In: http://www.cartacapital.com.br/
    revista/758/analfabetismo-funcional-6202.html,
    publicado em 24/7/2013.


    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 26, considere as sugestões de substituição para as formas verbais destacadas nos trechos.

    I. “Em uma longa série de entrevistas realizadas" (linhas 09 e 10) por "que se realizaram".

    II. "uma queixa revelou-se rotineira" (linhas 11 e 12) por "revelada".

    III. "o diretor da instituição solicitou ao professor torná-la facultativa" (linhas 41 a 43) por "que a tornasse".

    IV. "Por aqui, vivemos uma situação curiosa" (linha 47) por "vive-se".

    As alterações que mantêm o sentido e a correção do texto são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 6c55a936-03
  • 6B70B88E-03

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Interpretação de Textos

    WOOD JR, Thomaz. Analfabetismo funcional.
    (fragmento adaptado) In: http://www.cartacapital.com.br/
    revista/758/analfabetismo-funcional-6202.html,
    publicado em 24/7/2013.


    Quanto ao sentido das palavras do texto, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 6b70b88e-03
  • 6A8B416E-03

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Interpretação de Textos

    WOOD JR, Thomaz. Analfabetismo funcional.
    (fragmento adaptado) In: http://www.cartacapital.com.br/
    revista/758/analfabetismo-funcional-6202.html,
    publicado em 24/7/2013.


    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 24, analise as afrmações a seguir sobre os recursos linguísticos empregados pelo autor como estratégia argumentativa, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    ( ) O emprego de vocabulário mais erudito, como “vernáculo" (linha 17) e "pupilos" (linha 24), contrasta com tema desenvolvido no texto.

    ( ) A enumeração de adjetivos nas linhas 29, 54 e 55, 56 e 57 revela a avaliação parcimoniosa do autor em relação aos textos produzidos no mundo acadêmico.

    ( ) O raciocínio que encerra a argumentação (linhas 57 a 60) indica que "aprender a escrever" e "aprender a pensar" são atividades equivalentes e interdependentes.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 6a8b416e-03
  • 67DB8601-03

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Interpretação de Textos

    WOOD JR, Thomaz. Analfabetismo funcional.
    (fragmento adaptado) In: http://www.cartacapital.com.br/
    revista/758/analfabetismo-funcional-6202.html,
    publicado em 24/7/2013.


    Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 12, 49 e 56.
    Escolha uma alternativa para a questão 67db8601-03
  • 5EAE927C-FB

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a imagem a seguir para responder às questões 12 e 13.

    Imagem da questão de Português, UEG 2014, Interpretação de Textos Entre a pintura apresentada e o enredo do conto “A máquina extraviada”, de J. J. Veiga, estabelece-se uma relação temática de
    Escolha uma alternativa para a questão 5eae927c-fb
  • 5C90816D-FB

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto poético.

    Subamos!
    Subamos acima,
    Subamos além, subamos!
    Com a posse física dos braços
    Inelutavelmente galgaremos
    O grande mar de estrelas
    Através de milênios de luz...

    Na estrofe citada, infere-se que os predicados verbais, do ponto de vista figurativo, enfatizam uma
    Escolha uma alternativa para a questão 5c90816d-fb
  • 5A72E181-FB

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.
    [...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.


    No período “Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia”, a palavra em destaque é usada em sentido
    Escolha uma alternativa para a questão 5a72e181-fb
  • 59641241-FB

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.
    [...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.


    No período “O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar”, predomina a seguinte função da linguagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 59641241-fb
  • 58549C94-FB

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.
    [...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.


    Nota-se, em relação ao termo “economia”, assunto de que trata o texto, uma abordagem
    Escolha uma alternativa para a questão 58549c94-fb
  • 57453791-FB

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    O termo oikonomía, ou economia, surgiu na Grécia Antiga para designar a arte de administrar o lar. E, durante séculos, o estado dos fenômenos relativos à produção, distribuição, acumulação e ao consumo de bens materiais simplesmente não existiu ou permaneceu limitado à esfera individual e familiar.
    [...] Com a abertura dos caminhos das Índias e das Américas, diferentes civilizações, até então isoladas, se integraram à economia europeia. Iniciava-se aí a expansão do mercado em escala mundial. Diante de tal expansão, intelectuais de várias nações europeias desenvolveram reflexões no intuito de transformar o comércio numa fonte ainda maior de riqueza. Surgiram então diferentes políticas econômicas, destinadas a orientar os governos quanto às intervenções que eventualmente deveriam efetuar, a fim de aumentar a prosperidade nacional.


    No texto apresentado, as autoras se referem à origem da palavra “economia” para
    Escolha uma alternativa para a questão 57453791-fb
  • 5635D0E1-FB

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    O período “Se a senhora não precisa de nada, vou ao médico” (Eça de Queirós) pode ser reescrito, sem prejuízo de sentido, do seguinte modo:
    Escolha uma alternativa para a questão 5635d0e1-fb
  • 9E5B19A5-E8

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos de “Se se morre de amor” de Gonçalves Dias e da letra de música “Não Se Morre de Mal de Amor”, de Taiguara.

                            Se se morre de amor
                            Gonçalves Dias


                            Amor é vida; é ter constantemente
                            Alma, sentidos, coração – abertos
                            Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
                            D’altas virtudes, té capaz de crimes!
                            Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
                            Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
                            Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
                            Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
                            E, temendo roçar os seus vestidos,
                            Arder por afogá-la em mil abraços:
                            Isso é amor, e desse amor se morre!

                                                                                                    (DIAS, 2004, p.27-29.)


                            Não Se Morre de Mal de Amor
                            Taiguara


                            Não se morre de mal de amor
                            Só se morre quando se quer
                            Por mais forte que seja a dor
                            Ela vai se outro amor vier

                            Nunca deixes que uma tristeza
                            Mate a beleza do teu viver
                            E procura em cada saudade
                            Maior vontade de outro amor ter

                            Faz de conta que tudo passa
                            Como a fumaça que o vento traz
                            Não existe coisa mais triste
                            Que não querer amar nunca mais

                                                                                               (BESSA, 2011, faixa 01.)


    Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e5b19a5-e8
  • 98608979-E8

    Português

    Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
    FAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                Somos uma sociedade injusta e segregacionista


    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: . Acesso em 05 abr. 2014.


    Releia estas duas passagens do texto.

    (...) “segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%.”

    (...) “há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detêm 45% da riqueza nacional.”

    Da relação entre os dados apresentados nessas duas passagens do texto, é CORRETO inferir que
    Escolha uma alternativa para a questão 98608979-e8
  • 9786E9DC-E8

    Português

    Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
    FAME · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                Somos uma sociedade injusta e segregacionista


    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: . Acesso em 05 abr. 2014.


    A partir da leitura do texto, é CORRETO afirmar que a causa dos rolezinhos é a
    Escolha uma alternativa para a questão 9786e9dc-e8