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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

684 questões encontradas. Mostrando a página 20 de 35.

  • F74CC28B-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    Esse texto trata de uma campanha sobre o trânsito e visa a orientação dos motociclistas quanto ao(à)

    Escolha uma alternativa para a questão f74cc28b-4a
  • F74919B5-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    Não adianta isolar o fumante


    Se quiser mesmo combater o fumo, o governo precisa ir além das restrições. É preciso apoiar quem quer largar o cigarro.

    Ao apoiar uma medida provisória para combater o fumo em locais públicos nos 27 estados brasileiros, o Senado reafirmou um valor fundamental: a defesa da saúde e da vida.

    Em pelo menos um aspecto a MP 540/2011 é ainda mais rigorosa que as medidas em vigor em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná, estados que até agora adotaram as legislações mais duras contra o tabagismo. Ela proíbe os fumódromos em 100% dos locais fechados, incluindo até tabacarias, onde o fumo era autorizado sob determinadas condições.

    Uma das principais medidas atinge o fumante no bolso. O governo fica autorizado a fixar um novo preço para o maço de cigarros. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será elevado em 300%. Somando uma coisa e outra, o sabor de fumar se tornará muito mais ácido. Deverá subir 20% em 2012 e 55% em 2013.

    A visão fundamental da MP está correta. Sabe-se, há muito, que o tabaco faz mal à saúde. É razoável, portanto, que o Estado aja em nome da saúde pública.

    Época, 28 nov. 2011 (adaptado).


    O autor do texto analisa a aprovação da MP 540/2011 pelo Senado, deixando clara a sua opinião sobre o tema. O trecho que apresenta uma avaliação pessoal do autor como uma estratégia de persuasão do leitor é:

    Escolha uma alternativa para a questão f74919b5-4a
  • F745E2E7-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    Ao interagirmos socialmente, é comum deixarmos claro nosso posicionamento a respeito do assunto discutido. Para isso, muitas vezes, recorremos a determinadas estratégias argumentativas, dentre as quais se encontra o argumento de autoridade.


    Considerando o texto em suas cinco partes, constata-se que há o emprego de argumento de autoridade no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão f745e2e7-4a
  • F7424CC4-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I


    Versos de amor


    A um poeta erótico

    Oposto ideal ao meu ideal conservas.

    Diverso é, pois, o ponto outro de vista

    Consoante o qual, observo o amor, do egoísta

    Modo de ver, consoante o qual, o observas.

    Porque o amor, tal como eu o estou amando,

    É Espírito, é éter, é substância fluída,

    É assim como o ar que a gente pega e cuida,

    Cuida, entretanto, não o estar pegando!

    É a transubstanciação de instintos rudes,

    Imponderabilíssima, e impalpável,

    Que anda acima da carne miserável

    Como anda a garça acima dos açudes!

    ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996 (fragmento).


    TEXTO II


    Arte de amar


    Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

    A alma é que estraga o amor.

    Só em Deus ela pode encontrar satisfação.

    Não noutra alma.

    Só em Deus — ou fora do mundo.

    As almas são incomunicáveis.

    Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

    Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

    BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.


    Os Textos I e II apresentam diferentes pontos de vista sobre o tema amor. Apesar disso, ambos definem esse sentimento a partir da oposição entre

    Escolha uma alternativa para a questão f7424cc4-4a
  • F73E8EA7-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    — Não, mãe. Perde a graça. Este ano, a senhora vai ver. Compro um barato.

    — Barato? Admito que você compre uma lembrancinha barata, mas não diga isso a sua mãe. É fazer pouco-caso de mim.

    — Ih, mãe, a senhora está por fora mil anos. Não sabe que barato é o melhor que tem, é um barato!

    — Deixe eu escolher, deixe...

    — Mãe é ruim de escolha. Olha aquele blazer furado que a senhora me deu no Natal!

    — Seu porcaria, tem coragem de dizer que sua mãe lhe deu um blazer furado?

    — Viu? Não sabe nem o que é furado? Aquela cor já era, mãe, já era!

    ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.


    O modo como o filho qualifica os presentes é incompreendido pela mãe, e essas escolhas lexicais revelam diferenças entre os interlocutores, que estão relacionadas

    Escolha uma alternativa para a questão f73e8ea7-4a
  • F737B576-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    A palavra inglesa "involution" traduz-se como involução ou regressão. A construção da imagem com base na combinação do verbal com o não verbal revela a intenção de

    Escolha uma alternativa para a questão f737b576-4a
  • F7344BD6-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I


    Voluntário

    Rosa tecia redes, e os produtos de sua pequena indústria gozavam de boa fama nos arredores. A reputação da tapuia crescera com a feitura de uma maqueira de tucum ornamentada com a coroa brasileira, obra de ingênuo gosto, que lhe valera a admiração de toda a comarca e provocara a inveja da célebre Ana Raimunda, de Óbidos, a qual chegara a formar uma fortunazinha com aquela especialidade, quando a indústria norte-americana reduzira à inatividade os teares rotineiros do Amazonas.

    SOUSA, I. Contos amazônicos. São Paulo: Martins Fontes, 2004.


    TEXTO II


    Relato de um certo oriente

    Emilie, ao contrário de meu pai, de Dorner e dos nossos vizinhos, não tinha vivido no interior do Amazonas. Ela, como eu, jamais atravessara o rio. Manaus era o seu mundo visível. O outro latejava na sua memória. Imantada por uma voz melodiosa, quase encantada, Emilie maravilha-se com a descrição da trepadeira que espanta a inveja, das folhas malhadas de um tajá que reproduz a fortuna de um homem, das receitas de curandeiros que veem em certas ervas da floresta o enigma das doenças mais temíveis, com as infusões de coloração sanguínea aconselhadas para aliviar trinta e seis dores do corpo humano. "E existem ervas que não curam nada ", revelava a lavadeira, “mas assanham a mente da gente. Basta tomar um gole do líquido fervendo para que o cristão sonhe uma única noite muitas vidas diferentes". Esse relato poderia ser de duvidosa veracidade para outras pessoas, mas não para Emilie.

    HATOUM, M. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.


    As representações da Amazônia na literatura brasileira mantêm relação com o papel atribuído à região na construção do imaginário nacional. Pertencentes a contextos históricos distintos, os fragmentos diferenciam-se ao propor uma representação da realidade amazônica em que se evidenciam

    Escolha uma alternativa para a questão f7344bd6-4a
  • F730D3D3-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos

    O mundo das grandes inovações tecnológicas, dos avanços das pesquisas médicas e que já presenciou o envio de homens ao espaço é o mesmo lugar onde 1 bilhão de pessoas dormem e acordam com fome. A desnutrição ocupa o primeiro lugar no ranking dos 10 maiores riscos à saúde e mata mais do que a aids, a malária e a tuberculose combinadas. O equivalente às populações da Europa e da América do Norte, juntas, está de barriga vazia. E um futuro famélico aguarda a raça humana. Em 2050, apenas por razões ligadas às mudanças climáticas, o número de pessoas sem comida no prato vai aumentar em até 20%.

    Disponível em: www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: 22 jan. 2012.


    Considerando a natureza do tema, a forma como está apresentado e o meio pelo qual é veiculado o texto, percebe-se que seu principal objetivo é

    Escolha uma alternativa para a questão f730d3d3-4a
  • F72D9AB1-4A

    Português

    Análise sintática
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    E: Diva ... tem algumas ... alguma experiência pessoal que você passou e que você poderia me contar ... alguma coisa que marcou você? Uma experiência ... você poderia contar agora...


    I: É ... tem uma que eu vivi quando eu estudava o terceiro ano científico lá no Atheneu...né... é:: eu gostava muito do laboratório de química ... eu ... eu ia ajudar os professores a limpar aquele material todo ... aqueles vidros ... eu achava aquilo fantástico ... aquele monte de coisa ... né ... então ... todos os dias eu ia ... quando terminavam as aulas eu ajudava o professor a limpar o laboratório ... nesse dia não houve aula e o professor me chamou pra fazer uma limpeza geral no laboratório ... chegando lá ... ele me fez uma experiência ... ele me mostrou uma coisa bem interessante que ... pegou um béquer com meio d’água e colocou um pouquinho de cloreto de sódio pastoso... então foi aquele fogaréu desfilando... aquele fogaréu ... quando o professor saiu ... eu chamei umas duas colegas minhas pra mostrar a experiência que eu tinha achado fantástico ... só que ... eu achei o seguinte ... se o professor colocou um pouquinho... foi aquele desfile... imagine se eu colocasse mais ... peguei o mesmo béquer ... coloquei uma colher ... uma colher de cloreto de sódio ... foi um fogaréu tão grande ... foi uma explosão ... quebrou todo o material que estava exposto em cima da mesa eu branca... eu fiquei...olha..eu pensei que fosse morrer sabe ... quando ... o colégio inteiro correu pro laboratório pra ver o que tinha sido ...

    CUNHA, M. A. F. (Org.) . Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Natal: EdUFRN, 1998.


    Na transcrição de fala, especialmente, no trecho “eu branca...eu fiquei...olha...eu pensei que fosse morrer sabe...", há um estrutura sintática fragmentada, embora facilmente interpretável. Sua presença na fala revela

    Escolha uma alternativa para a questão f72d9ab1-4a
  • F72A654B-4A

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    A obra do artista plástico Leonilson (1953-1993) marca presença no panorama da arte brasileira e internacional. Nessa obra, ele utilizou a habilidade técnica do bordado manual para

    Escolha uma alternativa para a questão f72a654b-4a
  • F7273506-4A

    Português

    Sintaxe
    ENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Da timidez


    Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico, só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.

    [...]

    O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma plateia, o tímido não pensa nos membros da plateia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a plateia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.

    VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.


    Entre as estratégias de progressão textual presentes nesse trecho, identifica-se o emprego de elementos conectores. Os elementos que evidenciam noções semelhantes estão destacados em:

    Escolha uma alternativa para a questão f7273506-4a
  • 44EE719F-3C

    Português

    Morfologia - Pronomes
    UNESP · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA
    JORGE – Ora seja Deus nesta casa!
    (Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)
    MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!
    MARIA – Boas tardes, tio Jorge!
    JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...
    MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?
    JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.
    MADALENA – Pois coitados!...
    MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?
    JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?
    MARIA – Emendá-lo.
    JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.
    MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.
    JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.
    MADALENA – Deixá-los vir.
    JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...
    MADALENA – O meu!
    JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2 .
    MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha! 
    JORGE – Louquinha!
    MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?... (Teatro, vol. 3, 1844.)
    1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
    2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
    3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.
    “Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo.”
    Em relação à forma verbal “digo”, os pronomes oblíquos átonos “vo-lo” atuam, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 44ee719f-3c
  • 44EBD58F-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA
    JORGE – Ora seja Deus nesta casa!
    (Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)
    MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!
    MARIA – Boas tardes, tio Jorge!
    JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...
    MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?
    JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.
    MADALENA – Pois coitados!...
    MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?
    JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?
    MARIA – Emendá-lo.
    JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.
    MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.
    JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.
    MADALENA – Deixá-los vir.
    JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...
    MADALENA – O meu!
    JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2 .
    MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha! 
    JORGE – Louquinha!
    MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?... (Teatro, vol. 3, 1844.)
    1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
    2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
    3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.
    Ao dizer, em voz baixa, para Madalena, “Tenho medo desta criança”, Jorge sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 44ebd58f-3c
  • 44E07031-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    O tema abordado pela tira é tratado de modo
    Escolha uma alternativa para a questão 44e07031-3c
  • 44DD79CA-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    Com a frase “a recíproca não é verdadeira”, a personagem da tira sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 44dd79ca-3c
  • 44DA89C2-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    No contexto do poema, “estrada da vida” é uma imagem que significa
    Escolha uma alternativa para a questão 44da89c2-3c
  • 44D7AECA-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    Indique a situação existencial de mendigos e cachorros de rua, implícita na tira, que leva a personagem a equipará-los.
    Escolha uma alternativa para a questão 44d7aeca-3c
  • 44D4E265-3C

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    No poema de Belmiro Braga, a diferença expressiva mais relevante entre as duas ocorrências da palavra “cachorros” consiste no fato de que:
    Escolha uma alternativa para a questão 44d4e265-3c
  • 44D1B291-3C

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para chegar ao soberbo resultado de transformar a banha em fibra, aí vem o futebol.
    Mas por que o futebol?
    Não seria, porventura, melhor exercitar-se a mocidade em jogos nacionais, sem mescla de estrangeirismo, o murro, o cacete, a faca de ponta, por exemplo?
    Não é que me repugne a introdução de coisas exóticas entre nós. Mas gosto de indagar se elas serão assimiláveis ou não.
    No caso afirmativo, seja muito bem-vinda a instituição alheia, fecundemo-la, arranjemos nela um filho híbrido que possa viver cá em casa. De outro modo, resignemo-nos às broncas tradições dos sertanejos e dos matutos. Ora, parece- -me que o futebol não se adapta a estas boas paragens do cangaço. É roupa de empréstimo, que não nos serve.
    Para que um costume intruso possa estabelecer-se definitivamente em um país é necessário, não só que se harmonize com a índole do povo que o vai receber, mas que o lugar a ocupar não esteja tomado por outro mais antigo, de cunho indígena. É preciso, pois, que vá preencher uma lacuna, como diz o chavão.
    O do futebol não preenche coisa nenhuma, pois já temos a muito conhecida bola de palha de milho, que nossos amadores mambembes1 jogam com uma perícia que deixaria o mais experimentado sportman britânico de queixo caído.
    Os campeões brasileiros não teriam feito a figura triste que fizeram em Antuérpia se a bola figurasse nos programas das Olimpíadas e estivessem a disputá-la quatro sujeitos de pulso. Apenas um representante nosso conseguiu ali distinguir-se, no tiro de revólver, o que é pouco lisonjeiro para a vaidade de um país em que se fala tanto. Aqui seria muito mais fácil o indivíduo salientar-se no tiro de espingarda umbiguda, emboscado atrás de um pau.
    Temos esportes em quantidade. Para que metermos o bedelho em coisas estrangeiras?
    O futebol não pega, tenham a certeza. Não vale o argumento de que ele tem ganho terreno nas capitais de importância. Não confundamos.
    As grandes cidades estão no litoral; isto aqui é diferente, é sertão.
    As cidades regurgitam de gente de outras raças ou que pretende ser de outras raças; nós somos mais ou menos botocudos, com laivos de sangue cabinda e galego.
    Nas cidades os viciados elegantes absorvem o ópio, a cocaína, a morfina; por aqui há pessoas que ainda fumam liamba².
    1 mambembe: medíocre, reles, de baixa condição.
    2 liamba: cânhamo, maconha.
    (Linhas tortas, 1971.)
    Na oração “O do futebol não preenche coisa nenhuma” (7o parágrafo) é omitida, por elipse, uma palavra empregada anteriormente:
    Escolha uma alternativa para a questão 44d1b291-3c
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    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para chegar ao soberbo resultado de transformar a banha em fibra, aí vem o futebol.
    Mas por que o futebol?
    Não seria, porventura, melhor exercitar-se a mocidade em jogos nacionais, sem mescla de estrangeirismo, o murro, o cacete, a faca de ponta, por exemplo?
    Não é que me repugne a introdução de coisas exóticas entre nós. Mas gosto de indagar se elas serão assimiláveis ou não.
    No caso afirmativo, seja muito bem-vinda a instituição alheia, fecundemo-la, arranjemos nela um filho híbrido que possa viver cá em casa. De outro modo, resignemo-nos às broncas tradições dos sertanejos e dos matutos. Ora, parece- -me que o futebol não se adapta a estas boas paragens do cangaço. É roupa de empréstimo, que não nos serve.
    Para que um costume intruso possa estabelecer-se definitivamente em um país é necessário, não só que se harmonize com a índole do povo que o vai receber, mas que o lugar a ocupar não esteja tomado por outro mais antigo, de cunho indígena. É preciso, pois, que vá preencher uma lacuna, como diz o chavão.
    O do futebol não preenche coisa nenhuma, pois já temos a muito conhecida bola de palha de milho, que nossos amadores mambembes1 jogam com uma perícia que deixaria o mais experimentado sportman britânico de queixo caído.
    Os campeões brasileiros não teriam feito a figura triste que fizeram em Antuérpia se a bola figurasse nos programas das Olimpíadas e estivessem a disputá-la quatro sujeitos de pulso. Apenas um representante nosso conseguiu ali distinguir-se, no tiro de revólver, o que é pouco lisonjeiro para a vaidade de um país em que se fala tanto. Aqui seria muito mais fácil o indivíduo salientar-se no tiro de espingarda umbiguda, emboscado atrás de um pau.
    Temos esportes em quantidade. Para que metermos o bedelho em coisas estrangeiras?
    O futebol não pega, tenham a certeza. Não vale o argumento de que ele tem ganho terreno nas capitais de importância. Não confundamos.
    As grandes cidades estão no litoral; isto aqui é diferente, é sertão.
    As cidades regurgitam de gente de outras raças ou que pretende ser de outras raças; nós somos mais ou menos botocudos, com laivos de sangue cabinda e galego.
    Nas cidades os viciados elegantes absorvem o ópio, a cocaína, a morfina; por aqui há pessoas que ainda fumam liamba².
    1 mambembe: medíocre, reles, de baixa condição.
    2 liamba: cânhamo, maconha.
    (Linhas tortas, 1971.)
    No contexto da crônica, “transformar a banha em fibra” significa converter
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