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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

684 questões encontradas. Mostrando a página 25 de 35.

  • 69947DA3-19

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2015, Interpretação de Textos

    A publicidade acima foi divulgada no site da agência FAMIGLIA no dia 24 de janeiro de 2007, véspera do aniversário de São Paulo, no período em que foi proposta a campanha “Cidade Limpa”. Na base da foto, em letras bem pequenas, está escrito: Tomara, mas tomara mesmo, que nos próximos aniversários o paulistano comemore uma cidade nova de verdade.

    Considerando os sentidos produzidos por esse anúncio, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 69947da3-19
  • 69904BC7-19

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia com atenção o texto abaixo.

    Nunca conheci quem tivesse sido tão feliz como nas redes sociais

    (...) Eu tenho inveja de mim no Instagram.

    (…) Eu queria ser feliz como eu sou no Instagram.

    Eu queria ter certeza, como eu tenho no Facebook, sobre as minhas posições políticas.

    E no Twitter, bem, no Twitter eu não sou tão feliz nem certa e é por isso que de longe essa ganha como rede social de mi corazón.

    E quanto mais eu me sinto angustiada (quem nunca?), mais eu entro no Instagram e vejo a foto das pessoas superfelizes. E mais angustiada eu fico. Por mais que eu saiba que aquela felicidade é de mentira.

    Outro dia uma editora de moda que faz muito sucesso no Instagram escreveu em uma legenda: "até que estou bem depois de tomar um stillnox e um rivotril." (!!!!! Gente!) Mas ufa, ela assumiu. Até então, seus seguidores talvez pudessem achar que ela era uma super-heroína que nunca tinha levado porrada (nem conhecido quem tivesse tomado). Ela viaja de um lado para o outro, acorda cedo, mas tem uma decoração linda na mesa, viaja de país em país. Trabalha loucamente. Mas ela sempre está disposta e apaixonada pelo que faz.

    Escuta! Quanta mentira! Nenhuma de nós está apaixonada o tempo todo pelo que faz. Eu, hoje, escrevi esse texto com muito esforço. Eu, hoje, estou achando que eu escrevo mal e que perdi o jeito para a coisa. Quem nunca?

    Quem nunca muitas vezes?

    Quem estamos querendo enganar? A gente. Mas tem vezes, como agora, em que não dá. Eu queria muito voltar no tempo quando as redes sociais não existiam só para lembrar como era… Às vezes eu acho que, com todas as vantagens da vida em rede…, talvez a gente se sentisse melhor. Sério. "Estou farto de semideuses. Onde é que há gente nesse mundo?", grita o Fernando Pessoa lá do túmulo.

    (Adaptado de Nina Lemos, disponível em http://revistatpm. uol.com.br/blogs/berlimmandaavisar/2015/07/13/nunca-conheci-quem-tivesse-sido-tao-feliz-como-nas-redes-sociais.html.)

    Considerando os recursos linguísticos e discursivos presentes na configuração do texto, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 69904bc7-19
  • 73ADC87C-B8

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2015, Interpretação de Textos
        Na frase “É por isso que as árvores deliram", “isso" se refere a
    Escolha uma alternativa para a questão 73adc87c-b8
  • 73A93BAE-B8

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, CEDERJ 2015, Interpretação de Textos
    No processo de coesão lexical, o mecanismo de substituição pode se realizado por meio da sinonímia, em que há a substituição de expressões que compartilham os mesmos traços semânticos. Sabe-se, no entanto, que não existem sinônimos perfeitos. Justifique essa afirmativa – de que não existem sinônimos perfeitos – levando em consideração os termos sublinhados em:
    Escolha uma alternativa para a questão 73a93bae-b8
  • 739F17C1-B8

    Português

    Sintaxe
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Jardineiro

    Lygia Fagundes Telles

    Só colhia rosas ao anoitecer porque durante o sono elas não sentiam o aço frio da tesoura. Uma noite ele sonhou que cortava as hastes de manhã, em pleno sol, as rosas despertas e gritando, sangrando na altura do corte das cabeças decepadas. Quando ele acordou viu que estava com as mãos sujas de sangue.

    TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. 6.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 78

        “ colhia rosas ao anoitecer..." (linha 1). O conector sublinhado expressa a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 739f17c1-b8
  • 739A038E-B8

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Jardineiro

    Lygia Fagundes Telles

    Só colhia rosas ao anoitecer porque durante o sono elas não sentiam o aço frio da tesoura. Uma noite ele sonhou que cortava as hastes de manhã, em pleno sol, as rosas despertas e gritando, sangrando na altura do corte das cabeças decepadas. Quando ele acordou viu que estava com as mãos sujas de sangue.

    TELLES, Lygia Fagundes. A disciplina do amor. 6.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p. 78

    O tipo textual predominante no texto é o:
    Escolha uma alternativa para a questão 739a038e-b8
  • BED47CFA-B3

    Português

    Pontuação
    UFPR · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O texto a seguir é referência para a questão.

    Famílias em transformação

        O projeto de lei que cria o Estatuto da Família colocou na pauta do dia a discussão a respeito do conceito de família. Afinal, o que é família hoje? Alguém aí tem uma definição, para a atualidade, que consiga acolher todos os grupos existentes que vivem em contextos familiares?
        A Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa: “Família é a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou de união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos". Essa é a definição aprovada pela Câmara para o projeto cuja finalidade é orientar as políticas públicas quanto aos direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –, principalmente nas áreas de segurança, saúde e educação. Vou deixar de lado a discussão a respeito das injustiças, preconceitos e exclusões que tal definição comporta, para conversar a respeito das famílias da atualidade.
        Desde o início da segunda metade do século passado, o conceito de família entrou em crise, e uso a palavra crise no sentido mais positivo do termo: o que aponta para renovação e transição; mudança, enfim. Até então, tínhamos, na modernidade, uma configuração social hegemônica de família, que era pautada por um tipo de aliança – entre um homem e uma mulher – e por relações de consanguinidade. As mudanças ocorridas no mundo determinaram inúmeras alterações nas famílias, não apenas em seu desenho, mas, principalmente, em suas dinâmicas.
        E é importante aceitar essa questão: não foram as famílias que provocaram mudanças na sociedade; esta é que determinou muitas mudanças nas famílias. Só assim iremos conseguir enxergar que a família não é um agente de perturbação da sociedade. É a sociedade que tem perturbado, e muito, o funcionamento familiar. Um exemplo? Algumas mulheres renunciam ao direito de ficar com o filho recém-nascido durante todo o período da licença-maternidade determinado por lei, porque isso pode atrapalhar sua carreira profissional. Em outras palavras: elas entenderam que a sociedade prioriza o trabalho em detrimento da dedicação à família. É assim ou não é?
        Se pudéssemos levantar um único quesito que seria fundamental para caracterizar a transformação de um agrupamento de pessoas em família, eu diria que é o vínculo, tanto horizontal quanto vertical. E, hoje, todo mundo conhece grupos de pessoas que vivem sob o mesmo teto ou que têm relação de parentesco que não se constituem verdadeiramente em família, por absoluta falta de vínculo entre seus integrantes.
        Os novos valores sociais têm norteado as pessoas para esse caminho. Vamos lembrar valores decisivos para nossa sociedade: o consumo, que valoriza o trabalho exagerado, a ambição desmedida e o sucesso a qualquer custo; a juventude, que leva adultos, independentemente da idade, a adotar um estilo de vida juvenil, que dá pouco espaço para o compromisso que os vínculos exigem; a busca da felicidade, identificada com satisfação imediata, que leva a trocas sucessivas nos relacionamentos amorosos, como amizades e par afetivo, só para citar alguns exemplos. O vínculo afetivo tem relação com a vida pessoal. O vínculo social, com a cidadania. Ambos estão bem frágeis, não é?

    SAYÃO, Rosely.  <www.folhaonline.com.br>. Em 29 set. 2015.
    Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre o uso de expressões e/ou sinais de pontuação no texto.

    ( ) O diálogo com o leitor é marcado no texto pelo uso da expressão “alguém aí", na segunda linha, e pelo uso recorrente da interrogação.
    ( ) A expressão sublinhada em “a Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa" antecipa para o leitor a adesão da autora à definição de família aprovada para o projeto de lei do Estatuto da Família.
    ( ) No trecho “direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –", a expressão entre travessões alerta o leitor para a restrição do conceito de família mencionado.
    ( ) As expressões “desde o início da segunda metade do século passado" e “até então" (3º parágrafo) introduzem informações situadas em um mesmo período.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
    Escolha uma alternativa para a questão bed47cfa-b3
  • BEC5F83E-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O texto a seguir é referência para a questão.

    Outras razões para a pauta negativa
    Venício A. Lima

        O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento", que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva.
        Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas.
        Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos" – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada" pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos" e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados". As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores.
        Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas" na grande mídia brasileira.
        Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos.
        Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas" mediavalesco.

    Adaptado de < http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-eba...>.Acesso em 19 mai. 2015. 
    Ao criar o termo mediavalesco que finaliza o texto, o autor associa a media/mídia ao termo medievalesco, ou seja, relativo à Idade Média. Sua intenção, com isso, é ressaltar um aspecto dos meios de comunicação que poderia ser resumido pelo termo:
    Escolha uma alternativa para a questão bec5f83e-b3
  • 76D5EB4D-AD

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
                                   Verão carioca 73

    O carro do sol passeia rodas de incêndio
    sobre os corpos e as mentes, fulminando-os.
    Restam, sob o massacre, esquírolas1 de consciência,
    a implorar, sem esperança, um caneco de sombra.

    As árvores decotadas, alamedas sem árvores.
    O ar é neutro, fixo, e recusa passagem
    às viaturas da brisa. O zinir de besouros buzinas
    ressoa no interior da célula ferida.

    Sobe do negro chão meloso espedaçado
    o súlfur2 dos avernos3 em pescoções de fogo.
    A vida, esse lagarto invisível na loca4 ,
    ou essa rocha ardendo onde a verdura ria?

    O mar abre-se em leque à visita de uns milhares,
    mas, curvados ao peso dessa carga de chamas,
    em mil formas de esforço e pobreza e rotina,
    milhões curtem a maldição do esplêndido verão.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco, 2012)

    1esquírolas: lascas, pedacinhos
    2súlfur: enxofre
    3avernos: infernos
    4loca: gruta pequena, local sob algo

    Assinale a alternativa em que os versos da primeira estrofe estão reescritos de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e verbal.
    Escolha uma alternativa para a questão 76d5eb4d-ad
  • 76CFE519-AD

    Português

    Figuras de Linguagem
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
                                   Verão carioca 73

    O carro do sol passeia rodas de incêndio
    sobre os corpos e as mentes, fulminando-os.
    Restam, sob o massacre, esquírolas1 de consciência,
    a implorar, sem esperança, um caneco de sombra.

    As árvores decotadas, alamedas sem árvores.
    O ar é neutro, fixo, e recusa passagem
    às viaturas da brisa. O zinir de besouros buzinas
    ressoa no interior da célula ferida.

    Sobe do negro chão meloso espedaçado
    o súlfur2 dos avernos3 em pescoções de fogo.
    A vida, esse lagarto invisível na loca4 ,
    ou essa rocha ardendo onde a verdura ria?

    O mar abre-se em leque à visita de uns milhares,
    mas, curvados ao peso dessa carga de chamas,
    em mil formas de esforço e pobreza e rotina,
    milhões curtem a maldição do esplêndido verão.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco, 2012)

    1esquírolas: lascas, pedacinhos
    2súlfur: enxofre
    3avernos: infernos
    4loca: gruta pequena, local sob algo

    Considere as definições:

    Metáfora é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra com sentido que não lhe é comum ou próprio, sendo esse novo sentido resultante de uma relação de semelhança, de intersecção entre dois termos.

    Personificação ou prosopopeia é a figura de linguagem que consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações próprios dos seres humanos a seres inanimados ou irracionais.

    Aliteração é a repetição constante de um mesmo fonema consonantal.

    (William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães. Gramática reflexiva, 2005)

    As definições são exemplificadas, respectivamente, com os seguintes versos do poema:

    Escolha uma alternativa para a questão 76cfe519-ad
  • 76C9BBED-AD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
                                   Verão carioca 73

    O carro do sol passeia rodas de incêndio
    sobre os corpos e as mentes, fulminando-os.
    Restam, sob o massacre, esquírolas1 de consciência,
    a implorar, sem esperança, um caneco de sombra.

    As árvores decotadas, alamedas sem árvores.
    O ar é neutro, fixo, e recusa passagem
    às viaturas da brisa. O zinir de besouros buzinas
    ressoa no interior da célula ferida.

    Sobe do negro chão meloso espedaçado
    o súlfur2 dos avernos3 em pescoções de fogo.
    A vida, esse lagarto invisível na loca4 ,
    ou essa rocha ardendo onde a verdura ria?

    O mar abre-se em leque à visita de uns milhares,
    mas, curvados ao peso dessa carga de chamas,
    em mil formas de esforço e pobreza e rotina,
    milhões curtem a maldição do esplêndido verão.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco, 2012)

    1esquírolas: lascas, pedacinhos
    2súlfur: enxofre
    3avernos: infernos
    4loca: gruta pequena, local sob algo

    A leitura do poema permite concluir que o verão carioca
    Escolha uma alternativa para a questão 76c9bbed-ad
  • 76C42778-AD

    Português

    Colocação Pronominal
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    Assinale a alternativa em que a passagem está reescrita, de acordo os sentidos do original e com a norma-padrão de emprego e colocação de pronomes.
    Escolha uma alternativa para a questão 76c42778-ad
  • 76BE6BDD-AD

    Português

    Análise sintática
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    Observe os trechos do texto:

    •  ... no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil. (1° parágrafo);

    •  – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana? (15° parágrafo)

    Usam-se as vírgulas nos dois trechos para separar, respectivamente:

    Escolha uma alternativa para a questão 76be6bdd-ad
  • 76B688FF-AD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    Nas passagens “– A República deu cabo de todas as comendas!” (10°parágrafo), “O velho Lima encarou o comendador...” (11° parágrafo) e “O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso...” (14° parágrafo), as expressões em destaque significam, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 76b688ff-ad
  • 76B0B71A-AD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
                       
              O velho Lima

          O velho Lima, que era empregado – empregado antigo – numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de novembro de 1889, isto é, na véspera da Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
          O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico. Entretanto, o velho Lima esteve de molho oito dias.
          O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
          No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume, e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras:
          – Bom dia, cidadão.
          O velho Lima estranhou o cidadão, mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:
          – Bom dia, comendador.
          – Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há mais comendadores!
          – Ora essa! Então por quê?
          – A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!
          O velho Lima encarou o comendador e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
          Ao entrar na sua seção, o velho Lima sentou-se e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
          – Por que tiraram da parede o retrato de Sua Majestade?
          O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:
          – Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
          – Pedro Banana! – repetiu raivoso o velho Lima.
          – Não dou três anos para que isso seja República!

                                                      (Arthur Azevedo. Seleção de contos, 2014)

    O lado humorístico do conto decorre do fato de o velho Lima
    Escolha uma alternativa para a questão 76b0b71a-ad
  • 76ABC6A1-AD

    Português

    Crase
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
     
        Na virada do século, chegou o euro. Na prática, era como se o marco alemão mudasse de nome para “euro" e passasse a suprir o resto do continente (a maior parte dele, pelo menos). Parecia bom para todas as partes. Os governos dos países menos pibados passariam a receber os impostos dos seus cidadãos em euros, uma moeda garantida pelo PIB alemão. Impostos servem para pagar as dívidas dos governos – além da lagosta dos governantes. E agora os contribuintes pagavam em euros. Resultado: o mercado passou a emprestar para os países bagunçados da Europa a juros baixíssimos.

          Aí choveu euro na periferia da Europa. A economia ali cresceu como nunca, mas os governantes gastaram como sempre. Além disso, não perceberam que seus países eram pequenos demais para suportar o peso de uma moeda forte.

          Com os PIBs dos europobres caindo, a arrecadação deles diminuiu. Menos arrecadação, mais problemas para pagar dívidas. Aí tome mais dinheiro emprestado para ir rolando a pendura, só que agora a juros menos fofos.

    (Superinteressante, agosto de 2015. Adaptado)


    De acordo com a norma-padrão, assinale a alternativa correta quanto à regência e ao uso ou não do acento indicativo da crase.
    Escolha uma alternativa para a questão 76abc6a1-ad
  • 76A69028-AD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
     
        Na virada do século, chegou o euro. Na prática, era como se o marco alemão mudasse de nome para “euro" e passasse a suprir o resto do continente (a maior parte dele, pelo menos). Parecia bom para todas as partes. Os governos dos países menos pibados passariam a receber os impostos dos seus cidadãos em euros, uma moeda garantida pelo PIB alemão. Impostos servem para pagar as dívidas dos governos – além da lagosta dos governantes. E agora os contribuintes pagavam em euros. Resultado: o mercado passou a emprestar para os países bagunçados da Europa a juros baixíssimos.

          Aí choveu euro na periferia da Europa. A economia ali cresceu como nunca, mas os governantes gastaram como sempre. Além disso, não perceberam que seus países eram pequenos demais para suportar o peso de uma moeda forte.

          Com os PIBs dos europobres caindo, a arrecadação deles diminuiu. Menos arrecadação, mais problemas para pagar dívidas. Aí tome mais dinheiro emprestado para ir rolando a pendura, só que agora a juros menos fofos.

    (Superinteressante, agosto de 2015. Adaptado)


    Assinale a alternativa em que a referência ao PIB confere um sentido pejorativo ao enunciado, elaborado de acordo com a norma-padrão.
    Escolha uma alternativa para a questão 76a69028-ad
  • 769AD829-AD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a manchete.

    Bolsa tem maior alta em

    9 meses com a disparada

    de Vale e Petrobras

    Ibovespa subiu 3,65% com China e PIB

    dos EUA; dólar recuou para R$ 3,552

    (Folha de S.Paulo, 28.08.2015. Adaptado)

    No contexto em que está empregada, a expressão “com a disparada de Vale e Petrobras” traduz sentido de

    Escolha uma alternativa para a questão 769ad829-ad
  • 8E71C69D-A7

    Português

    Interpretação de Textos
    UCS · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O trecho a seguir pertence ao conto “A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa.

    “Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio – pondo perpétuo".

                                                                                                                  (ROSA, 1994, p. 412).

    A partir do excerto lido, assinale a alternativa que apresenta a melhor aproximação do conto com a obra Um terno de pássaros ao Sul, de Carpinejar

    Escolha uma alternativa para a questão 8e71c69d-a7