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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

684 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 35.

  • 4E3CDB22-FD

    Português

    Adjetivos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
         Jornais impressos são coisas palpáveis, concretas, estão materializados em papel. No papel está seu suporte físico. Do papel, assim como da tinta, podem-se examinar a idade e a autenticidade. Já em televisão, como em toda forma de mídia eletrônica, é cada vez mais difícil encontrar o suporte físico original da informação. A bem da verdade, na era digital, quando já não se tem mais sequer o negativo de uma fotografia, posto que as fotos passaram a ser produzidas em máquinas digitais, praticamente não há mais o suporte físico primeiro, original, do documento que depois será objeto de pesquisa histórica. São tamanhas as possibilidades de alteração da imagem digital que, anos depois, será difícil precisar se aquela imagem que se tem corresponde exatamente à cena que foi de fato fotografada. E não se terá um negativo original para que seja tirada a prova dos nove.

    Eugênio Bucci e Maria R. Kehl, Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004
    Examine os seguintes comentários sobre diferentes elementos linguísticos presentes no texto:

    I Na oração que inicia o texto, a palavra “concretas” é um adjetivo que amplia o significado de outro adjetivo.
    II No trecho “do documento que depois será objeto de pesquisa histórica”, a palavra “objeto” assume sentido abstrato.
    III A expressão “prova dos nove” deve ser entendida, no texto, em seu sentido literal.


    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 4e3cdb22-fd
  • 4E39C448-FD

    Português

    Coesão e coerência
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Tendo em vista o tom de crônica que a colunista imprime a seu artigo, ela se sente livre para utilizar elementos linguísticos que não se enquadram nas normas da língua escrita padrão.
    Dos elementos citados abaixo, o único que NÃO tem essa característica, isto é, o único que preserva a norma-padrão é o emprego
    Escolha uma alternativa para a questão 4e39c448-fd
  • 4E34B82E-FD

    Português

    Figuras de Linguagem
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Embora tenha sido publicado em jornal, o texto contém recursos mais comuns na linguagem literária do que na jornalística. Exemplificam tais recursos a hipérbole e a metáfora, que ocorrem, respectivamente, nos seguintes trechos:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e34b82e-fd
  • 4E2F14AA-FD

    Português

    Adjetivos
    FGV · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Considerando-se os elementos descritivos presentes no texto, é correto apontar, nele, o emprego de
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2f14aa-fd
  • 4E2ABBDC-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o seguinte texto, em que a autora, colunista de gastronomia, recorda cenas de sua infância: 


    Uma tia-avó 


        Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada.
        Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tia-avó. 
        Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas. 
        O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas. 
        A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. 
        Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo. 
        Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. 
        Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. 
        Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. 
        Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava. 

    Nina Horta, Folha de S. Paulo, 17/07/2013. Adaptado.
    Dentre as reminiscências da autora, há algumas que têm um caráter negativo ou desagradável, e outras, um caráter positivo ou agradável. Essa oposição distingue o que está descrito nos dois trechos citados em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4e2abbdc-fd
  • A8C52D98-FC

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa cujo par apresenta dois substantivos derivados de verbos.
    Escolha uma alternativa para a questão a8c52d98-fc
  • A8B9409C-FC

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que a reescrita do período “deixou-a cair num gesto delicado, procurando abrandar a força da gravidade” (texto 2, linhas 22-23) mantém o sentido original.
    Escolha uma alternativa para a questão a8b9409c-fc
  • A8B4789E-FC

    Português

    Sintaxe
    Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o conectivo “e”, no texto 2, estabelece, além do sentido de adição, o sentido de consequência.
    Escolha uma alternativa para a questão a8b4789e-fc
  • A8AEFE09-FC

    Português

    Advérbios
    Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que apresenta uma locução adverbial e o seu respectivo valor semântico.
    Escolha uma alternativa para a questão a8aefe09-fc
  • A8A6CEA8-FC

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A classificação sintática e o valor semântico do termo destacado em “sacudir da toalha as migalhas de pão” (texto 2, linha 11) são, respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão a8a6cea8-fc
  • A8A2A84C-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre o enunciado “eles deixavam o poste” (texto 2, linha 02).
    Escolha uma alternativa para a questão a8a2a84c-fc
  • A89C2CF0-FC

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    No primeiro parágrafo do texto 2 (linhas 01-08), o tempo verbal utilizado quando se expressa um comentário é o:
    Escolha uma alternativa para a questão a89c2cf0-fc
  • A898CB6E-FC

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o verbo sublinhado está conjugado no mesmo tempo verbal que o verbo do enunciado “Estive em Washington em abril” (texto 1, linha 01).
    Escolha uma alternativa para a questão a898cb6e-fc
  • A890E250-FC

    Português

    Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que contém palavra com prefixo de mesmo valor semântico que o encontrado em “imaculados” (texto 1, linha 05).
    Escolha uma alternativa para a questão a890e250-fc
  • A88D197F-FC

    Português

    Crase
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que o acento de crase está empregado pela mesma razão sintática que em “respeito à cidadania” (texto 1, linha 21).
    Escolha uma alternativa para a questão a88d197f-fc
  • A888B7E5-FC

    Português

    Morfologia
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que classifica corretamente o termo “Ninguém” em “Ninguém é refém de cartório” (texto 1, linhas 09-10).
    Escolha uma alternativa para a questão a888b7e5-fc
  • A88490EA-FC

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal do Ceará · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo sublinhado em “ninguém é atropelado por ciclistas que teclam o celular!” (texto 1, linha 16).
    Escolha uma alternativa para a questão a88490ea-fc
  • A88040E3-FC

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Federal do Ceará · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa cuja reescrita do enunciado “Posso falar com mais propriedade do carioca, já que nasci em Copacabana” (texto 1, linha 18) mantém a relação de sentido entre as orações.
    Escolha uma alternativa para a questão a88040e3-fc
  • A87C5DA5-FC

    Português

    Flexão verbal de número (singular, plural)
    Universidade Federal do Ceará · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Na frase “Por que infernizam tanto a nossa vida?” (texto 1, linha 10), o verbo está na terceira pessoa do plural porque o sujeito:
    Escolha uma alternativa para a questão a87c5da5-fc
  • A878BD06-FC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal do Ceará · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos



    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.

    Adaptado de QUEIROZ, Rachel de. Tangerine Girl. In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 159-161

    .Com base nos textos 1 e 2, responder à questão.


    Comparando-se os dois textos, é correto concluir que:

    Escolha uma alternativa para a questão a878bd06-fc