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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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898 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 45.

  • EA373BC8-D7

    Português

    Análise sintática
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Tales Ab´Sáber para responder à questão.

        Há em Berlim uma casa que nunca fecha. Aquela noite que não termina jamais pode de fato começar a qualquer momento do dia, às sete da manhã ou ainda às dez. Lá todos os tempos se estendem e noite e dia se transformam em outra coisa. Naquela imensa boate que pretende expandir o seu plano de existência, seu tempo infinito, sobre a vida e a cidade, construída em uma antiga fábrica − uma antiga usina de energia nazista −, todo tipo de figura da noite se encontra, em uma festa fantástica alucinada que deseja não terminar jamais.
         À luz da vida tecno¹ avançada, as ideias tradicionais de dia e de noite se revelam mais frágeis, bem mais insólitas do que a vida cotidiana sob o regime da produção nos leva a crer. Para alguns, o mundo do dia se tornará definitivamente vazio e apenas a noite excitada e veloz vai concentrar em si o valor do que é vivo.
        Naquela boate, como em muitas outras, tudo se encerra apenas quando o efeito prolongado e sistemático da droga se encerra. Como uma pausa para respirar, às vezes tendo passado muitos dias entre uma jornada de diversão e sua suspensão momentânea. Para muitos, apenas pelo tempo mínimo da reposição das forças até a próxima jornada, extenuante, sem fim, pela política imaginária da noite.
          E, ainda mais. Para outros tantos, o próprio efeito da droga sob a pulsação infinita da música eletrônica, experiência programática e enfeitiçada, não deveria se encerrar jamais: estes estariam destinados ao projeto de dissolução na pulsação sem eu da música tecno, seja a dissolução do espírito, em uma infantilização sem fim para os embates materiais da vida, seja a dissolução do corpo, ambos igualmente reais. De fato, após uma noite de vida tecno, é forte a experiência radical de vazio que se torna o espírito do dia. A energia foi imensamente gasta à noite. Foi devastada, tornando o dia vazio de objeto, porém vivo. Vivo no vazio, muito bem articulado à busca pelo excedente absoluto de mais tarde, à noite.

    (A música do tempo infinito, 2012. Adaptado.)

    ¹tecno: estilo de música eletrônica.
    “Há em Berlim uma casa que nunca fecha.” (1° parágrafo)

    No período em que está inserida, a oração destacada tem valor e função, respectivamente, de
    Escolha uma alternativa para a questão ea373bc8-d7
  • EA33B968-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Tales Ab´Sáber para responder à questão.

        Há em Berlim uma casa que nunca fecha. Aquela noite que não termina jamais pode de fato começar a qualquer momento do dia, às sete da manhã ou ainda às dez. Lá todos os tempos se estendem e noite e dia se transformam em outra coisa. Naquela imensa boate que pretende expandir o seu plano de existência, seu tempo infinito, sobre a vida e a cidade, construída em uma antiga fábrica − uma antiga usina de energia nazista −, todo tipo de figura da noite se encontra, em uma festa fantástica alucinada que deseja não terminar jamais.
         À luz da vida tecno¹ avançada, as ideias tradicionais de dia e de noite se revelam mais frágeis, bem mais insólitas do que a vida cotidiana sob o regime da produção nos leva a crer. Para alguns, o mundo do dia se tornará definitivamente vazio e apenas a noite excitada e veloz vai concentrar em si o valor do que é vivo.
        Naquela boate, como em muitas outras, tudo se encerra apenas quando o efeito prolongado e sistemático da droga se encerra. Como uma pausa para respirar, às vezes tendo passado muitos dias entre uma jornada de diversão e sua suspensão momentânea. Para muitos, apenas pelo tempo mínimo da reposição das forças até a próxima jornada, extenuante, sem fim, pela política imaginária da noite.
          E, ainda mais. Para outros tantos, o próprio efeito da droga sob a pulsação infinita da música eletrônica, experiência programática e enfeitiçada, não deveria se encerrar jamais: estes estariam destinados ao projeto de dissolução na pulsação sem eu da música tecno, seja a dissolução do espírito, em uma infantilização sem fim para os embates materiais da vida, seja a dissolução do corpo, ambos igualmente reais. De fato, após uma noite de vida tecno, é forte a experiência radical de vazio que se torna o espírito do dia. A energia foi imensamente gasta à noite. Foi devastada, tornando o dia vazio de objeto, porém vivo. Vivo no vazio, muito bem articulado à busca pelo excedente absoluto de mais tarde, à noite.

    (A música do tempo infinito, 2012. Adaptado.)

    ¹tecno: estilo de música eletrônica.
    Segundo o texto, o uso de drogas na boate
    Escolha uma alternativa para a questão ea33b968-d7
  • EA2E7300-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Tales Ab´Sáber para responder à questão.

        Há em Berlim uma casa que nunca fecha. Aquela noite que não termina jamais pode de fato começar a qualquer momento do dia, às sete da manhã ou ainda às dez. Lá todos os tempos se estendem e noite e dia se transformam em outra coisa. Naquela imensa boate que pretende expandir o seu plano de existência, seu tempo infinito, sobre a vida e a cidade, construída em uma antiga fábrica − uma antiga usina de energia nazista −, todo tipo de figura da noite se encontra, em uma festa fantástica alucinada que deseja não terminar jamais.
         À luz da vida tecno¹ avançada, as ideias tradicionais de dia e de noite se revelam mais frágeis, bem mais insólitas do que a vida cotidiana sob o regime da produção nos leva a crer. Para alguns, o mundo do dia se tornará definitivamente vazio e apenas a noite excitada e veloz vai concentrar em si o valor do que é vivo.
        Naquela boate, como em muitas outras, tudo se encerra apenas quando o efeito prolongado e sistemático da droga se encerra. Como uma pausa para respirar, às vezes tendo passado muitos dias entre uma jornada de diversão e sua suspensão momentânea. Para muitos, apenas pelo tempo mínimo da reposição das forças até a próxima jornada, extenuante, sem fim, pela política imaginária da noite.
          E, ainda mais. Para outros tantos, o próprio efeito da droga sob a pulsação infinita da música eletrônica, experiência programática e enfeitiçada, não deveria se encerrar jamais: estes estariam destinados ao projeto de dissolução na pulsação sem eu da música tecno, seja a dissolução do espírito, em uma infantilização sem fim para os embates materiais da vida, seja a dissolução do corpo, ambos igualmente reais. De fato, após uma noite de vida tecno, é forte a experiência radical de vazio que se torna o espírito do dia. A energia foi imensamente gasta à noite. Foi devastada, tornando o dia vazio de objeto, porém vivo. Vivo no vazio, muito bem articulado à busca pelo excedente absoluto de mais tarde, à noite.

    (A música do tempo infinito, 2012. Adaptado.)

    ¹tecno: estilo de música eletrônica.
    “Para alguns, o mundo do dia se tornará definitivamente vazio e apenas a noite excitada e veloz vai concentrar em si o valor do que é vivo.” (2° parágrafo)

    Considerado em seu contexto, o trecho sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão ea2e7300-d7
  • EA2AA1A9-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, para responder à questão.

        Junto dela pôs-se a trabalhar a Leocádia, mulher de um ferreiro chamado Bruno, portuguesa pequena e socada, de carnes duras, com uma fama terrível de leviana entre suas vizinhas.
        Seguia-se a Paula, uma cabocla velha, meio idiota, a quem respeitavam todos pelas virtudes de que só ela dispunha para benzer erisipelas e cortar febres por meio de rezas e feitiçarias. Era extremamente feia, grossa, triste, com olhos desvairados, dentes cortados à navalha, formando ponta, como dentes de cão, cabelos lisos, escorridos e ainda retintos apesar da idade. Chamavam-lhe “Bruxa”.
         Depois seguiam-se a Marciana e mais a sua filha Florinda. A primeira, mulata antiga, muito séria e asseada em exagero: a sua casa estava sempre úmida das consecutivas lavagens. Em lhe apanhando o mau humor punha-se logo a espanar, a varrer febrilmente, e, quando a raiva era grande, corria a buscar um balde de água e descarregava-o com fúria pelo chão da sala. A filha tinha quinze anos, a pele de um moreno quente, beiços sensuais, bonitos dentes, olhos luxuriosos de macaca. Toda ela estava a pedir homem, mas sustentava ainda a sua virgindade e não cedia, nem à mão de Deus Padre, aos rogos de João Romão, que a desejava apanhar a troco de pequenas concessões na medida e no peso das compras que Florinda fazia diariamente à venda.

    (O cortiço, 2007.)
    É correto afirmar que o narrador do texto assemelha-se a
    Escolha uma alternativa para a questão ea2aa1a9-d7
  • EA26D4CC-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, para responder à questão.

        Junto dela pôs-se a trabalhar a Leocádia, mulher de um ferreiro chamado Bruno, portuguesa pequena e socada, de carnes duras, com uma fama terrível de leviana entre suas vizinhas.
        Seguia-se a Paula, uma cabocla velha, meio idiota, a quem respeitavam todos pelas virtudes de que só ela dispunha para benzer erisipelas e cortar febres por meio de rezas e feitiçarias. Era extremamente feia, grossa, triste, com olhos desvairados, dentes cortados à navalha, formando ponta, como dentes de cão, cabelos lisos, escorridos e ainda retintos apesar da idade. Chamavam-lhe “Bruxa”.
         Depois seguiam-se a Marciana e mais a sua filha Florinda. A primeira, mulata antiga, muito séria e asseada em exagero: a sua casa estava sempre úmida das consecutivas lavagens. Em lhe apanhando o mau humor punha-se logo a espanar, a varrer febrilmente, e, quando a raiva era grande, corria a buscar um balde de água e descarregava-o com fúria pelo chão da sala. A filha tinha quinze anos, a pele de um moreno quente, beiços sensuais, bonitos dentes, olhos luxuriosos de macaca. Toda ela estava a pedir homem, mas sustentava ainda a sua virgindade e não cedia, nem à mão de Deus Padre, aos rogos de João Romão, que a desejava apanhar a troco de pequenas concessões na medida e no peso das compras que Florinda fazia diariamente à venda.

    (O cortiço, 2007.)
    Uma relação correta entre o trecho apresentado e o movimento literário em que O cortiço está inserido é:
    Escolha uma alternativa para a questão ea26d4cc-d7
  • EA226328-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, para responder à questão.

    As rosas amo dos jardins de Adônis,
    Essas volucres¹ amo, Lídia, rosas,
    Que em o dia em que nascem,
    Em esse dia morrem.
    A luz para elas é eterna, porque
    Nascem nascido já o sol, e acabam
    Antes que Apolo deixe
    O seu curso visível.
    Assim façamos nossa vida um dia,
    Inscientes, Lídia, voluntariamente
    Que há noite antes e após
    O pouco que duramos.

    (O guardador de rebanhos e outros poemas, 1997.)

    ¹volucre: que tem vida curta. 
    No poema, está presente a seguinte característica do heterônimo Ricardo Reis:
    Escolha uma alternativa para a questão ea226328-d7
  • EA1CEC79-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, para responder à questão.

    As rosas amo dos jardins de Adônis,
    Essas volucres¹ amo, Lídia, rosas,
    Que em o dia em que nascem,
    Em esse dia morrem.
    A luz para elas é eterna, porque
    Nascem nascido já o sol, e acabam
    Antes que Apolo deixe
    O seu curso visível.
    Assim façamos nossa vida um dia,
    Inscientes, Lídia, voluntariamente
    Que há noite antes e após
    O pouco que duramos.

    (O guardador de rebanhos e outros poemas, 1997.)

    ¹volucre: que tem vida curta. 
    A imagem da “rosa”
    Escolha uma alternativa para a questão ea1cec79-d7
  • 3033A983-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A verdade é que todo o progresso da humanidade não depende, como querem religiosos de um lado e fascistas de outro, de crenças profundas, de princípios arraigados, de religiões místicas ou econômicas. Todo o progresso da humanidade se deve unicamente à descrença, ao ceticismo. Desconfiar é progredir.

    (Millôr Fernandes. O livro vermelho dos pensamentos. São Paulo: Editora SNAC, 2000, p. 48.)

    Conforme o que é afirmado no fragmento de texto acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 3033a983-d5
  • 30309F0E-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Acreditar num determinado tipo de cultura como único e definitivo e, sobretudo, impô-lo a outros grupos humanos, é a pretensão que leva às piores tiranias. Considerar outros agrupamentos sociais inferiores apenas porque não usam nossos dados culturais tem permitido os piores crimes, até genocídios. Nossa civilização, fundada na transmissão da experiência através de símbolos escritos, não é superior a inúmeras outras cuja cultura se transmite apenas de maneira oral. Convém não esquecer que quem inventou o alfabeto foi um analfabeto.

    (Millôr Fernandes. O livro vermelho dos pensamentos. São Paulo: Editora SENAC, 2000, p. 19.)

    Considerando o que se define como 'cultura', o Texto defende um ponto de vista, a partir do qual é correto admitir o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 30309f0e-d5
  • 302BB1DE-D5

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Globalização é, para muitos, apenas um momento da expansão do capitalismo, uma mudança na economia. Para uns, desejável, para outros, inevitável, é vista como uma fatalidade da natureza, um El Niño financeiro. Não é, não. A globalização é fruto da ação organizada dos homens; portanto, um fenômeno da sociedade e não da natureza. Não é como a erupção de um vulcão, uma onda de calor ou a inundação dos grandes rios, que têm a ver com o mundo da natureza.
    A globalização, pelo contrário, tem a ver com o mundo dos homens, com a forma pela qual eles se organizam, extraem riquezas, vendem produtos, fornecem serviços. Tem a ver também com a maneira pela qual criam cultura e a veiculam, apropriam-se de valores morais, de práticas políticas e os universalizam. A repulsa a assassinos institucionalizados, do tipo de alguns déspotas da História, encontra eco em todos os países não só pelo fato de seus regimes terem trucidado indivíduos de diferentes nacionalidades, mas porque cada um de nós, como cidadão do mundo, sente-se atingido na própria carne, por atentados contra a humanidade.
    Se sofremos as agruras da globalização, como desemprego, sobressaltos econômicos de dimensão planetária e até perda de identidade, que, ao menos, o fenômeno nos permita a universalização das conquistas já conseguidas pela humanidade, como os direitos humanos e o direito de buscar a felicidade.

    (Jaime Pinsky. O Brasil tem futuro? São Paulo: Contexto, 2006, p. 124. Fragmento.) 
    Conforme as normas da concordância verbal, que regulam o uso formal da língua portuguesa, sobretudo em contextos públicos, identifique a alternativa inteiramente aceitável.
    Escolha uma alternativa para a questão 302bb1de-d5
  • 30213688-D5

    Português

    Coesão e coerência
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Globalização é, para muitos, apenas um momento da expansão do capitalismo, uma mudança na economia. Para uns, desejável, para outros, inevitável, é vista como uma fatalidade da natureza, um El Niño financeiro. Não é, não. A globalização é fruto da ação organizada dos homens; portanto, um fenômeno da sociedade e não da natureza. Não é como a erupção de um vulcão, uma onda de calor ou a inundação dos grandes rios, que têm a ver com o mundo da natureza.
    A globalização, pelo contrário, tem a ver com o mundo dos homens, com a forma pela qual eles se organizam, extraem riquezas, vendem produtos, fornecem serviços. Tem a ver também com a maneira pela qual criam cultura e a veiculam, apropriam-se de valores morais, de práticas políticas e os universalizam. A repulsa a assassinos institucionalizados, do tipo de alguns déspotas da História, encontra eco em todos os países não só pelo fato de seus regimes terem trucidado indivíduos de diferentes nacionalidades, mas porque cada um de nós, como cidadão do mundo, sente-se atingido na própria carne, por atentados contra a humanidade.
    Se sofremos as agruras da globalização, como desemprego, sobressaltos econômicos de dimensão planetária e até perda de identidade, que, ao menos, o fenômeno nos permita a universalização das conquistas já conseguidas pela humanidade, como os direitos humanos e o direito de buscar a felicidade.

    (Jaime Pinsky. O Brasil tem futuro? São Paulo: Contexto, 2006, p. 124. Fragmento.) 
    O Texto aborda seu tema de forma claramente articulada e coesa. Um dos recursos fundamentais que promovem a sua coesão é:
    Escolha uma alternativa para a questão 30213688-d5
  • 301DDD74-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Globalização é, para muitos, apenas um momento da expansão do capitalismo, uma mudança na economia. Para uns, desejável, para outros, inevitável, é vista como uma fatalidade da natureza, um El Niño financeiro. Não é, não. A globalização é fruto da ação organizada dos homens; portanto, um fenômeno da sociedade e não da natureza. Não é como a erupção de um vulcão, uma onda de calor ou a inundação dos grandes rios, que têm a ver com o mundo da natureza.
    A globalização, pelo contrário, tem a ver com o mundo dos homens, com a forma pela qual eles se organizam, extraem riquezas, vendem produtos, fornecem serviços. Tem a ver também com a maneira pela qual criam cultura e a veiculam, apropriam-se de valores morais, de práticas políticas e os universalizam. A repulsa a assassinos institucionalizados, do tipo de alguns déspotas da História, encontra eco em todos os países não só pelo fato de seus regimes terem trucidado indivíduos de diferentes nacionalidades, mas porque cada um de nós, como cidadão do mundo, sente-se atingido na própria carne, por atentados contra a humanidade.
    Se sofremos as agruras da globalização, como desemprego, sobressaltos econômicos de dimensão planetária e até perda de identidade, que, ao menos, o fenômeno nos permita a universalização das conquistas já conseguidas pela humanidade, como os direitos humanos e o direito de buscar a felicidade.

    (Jaime Pinsky. O Brasil tem futuro? São Paulo: Contexto, 2006, p. 124. Fragmento.) 
    Segundo o Texto, a globalização é um fenômeno que:

    1) se insere no extenso âmbito das intervenções e das influências humanas.
    2) concerne às múltiplas operações com que os grupos humanos organizam sua vida.
    3) inclui os estilos com que os grupos sociais apreendem, veiculam e universalizam valores morais e práticas sociais.
    4) tem encontrado eco em todos os países do mundo, e cada cidadão se sente atingido por suas conquistas.
    5) difere, substancialmente, do mundo dos acontecimentos regidos pelas causas naturais.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 301ddd74-d5
  • 301A8E16-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Globalização é, para muitos, apenas um momento da expansão do capitalismo, uma mudança na economia. Para uns, desejável, para outros, inevitável, é vista como uma fatalidade da natureza, um El Niño financeiro. Não é, não. A globalização é fruto da ação organizada dos homens; portanto, um fenômeno da sociedade e não da natureza. Não é como a erupção de um vulcão, uma onda de calor ou a inundação dos grandes rios, que têm a ver com o mundo da natureza.
    A globalização, pelo contrário, tem a ver com o mundo dos homens, com a forma pela qual eles se organizam, extraem riquezas, vendem produtos, fornecem serviços. Tem a ver também com a maneira pela qual criam cultura e a veiculam, apropriam-se de valores morais, de práticas políticas e os universalizam. A repulsa a assassinos institucionalizados, do tipo de alguns déspotas da História, encontra eco em todos os países não só pelo fato de seus regimes terem trucidado indivíduos de diferentes nacionalidades, mas porque cada um de nós, como cidadão do mundo, sente-se atingido na própria carne, por atentados contra a humanidade.
    Se sofremos as agruras da globalização, como desemprego, sobressaltos econômicos de dimensão planetária e até perda de identidade, que, ao menos, o fenômeno nos permita a universalização das conquistas já conseguidas pela humanidade, como os direitos humanos e o direito de buscar a felicidade.

    (Jaime Pinsky. O Brasil tem futuro? São Paulo: Contexto, 2006, p. 124. Fragmento.) 
    O Texto, na análise que faz do tema abordado, comenta e destaca:
    Escolha uma alternativa para a questão 301a8e16-d5
  • 301620A0-D5

    Português

    Sintaxe
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Mais ativos, mais espertos.
    O cérebro de quem pratica atividade física regularmente funciona melhor. Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados. Com ajuda de imagens de ressonância magnética, os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, estimula a produção de neurônios e favorece a aprendizagem. Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.
    Cientistas da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Pesquisa Salk, nos Estados Unidos, submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de malhação durante três meses. Concluíram que a prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e provocou o nascimento de novas células no hipocampo, a área relacionada com a memória e com a capacidade de aprendizagem.
    Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir Jacini, sob a orientação do neurologista Li Li Min. Imagens de ressonância magnética revelaram que os atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à concentração.

    (Revista Época. 5/11/2007, p. 128).
    Analise o seguinte trecho: “Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados.” O uso do conectivo ‘porém’, coerentemente, se justifica pelo efeito:
    Escolha uma alternativa para a questão 301620a0-d5
  • 3011DF96-D5

    Português

    Coesão e coerência
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Mais ativos, mais espertos.
    O cérebro de quem pratica atividade física regularmente funciona melhor. Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados. Com ajuda de imagens de ressonância magnética, os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, estimula a produção de neurônios e favorece a aprendizagem. Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.
    Cientistas da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Pesquisa Salk, nos Estados Unidos, submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de malhação durante três meses. Concluíram que a prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e provocou o nascimento de novas células no hipocampo, a área relacionada com a memória e com a capacidade de aprendizagem.
    Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir Jacini, sob a orientação do neurologista Li Li Min. Imagens de ressonância magnética revelaram que os atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à concentração.

    (Revista Época. 5/11/2007, p. 128).
    Analise os comentários que são feitos em relação aos ‘efeitos de sentido’ pretendidos pelo autor em algumas passagens do Texto.

    1) “Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo” (a compreensão do que é dito nesse fragmento requer que se volte a partes anteriores do texto).
    2) “os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências”, (ou seja, foram coligidas provas ou comprovações que ratificassem as hipóteses levantadas).
    3) “Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.” (a expressão sublinhada introduz uma paráfrase: o mesmo dito sob outra forma).
    4) “os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha” (quer dizer: conseguiram supor, presumir, conjecturar).

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 3011df96-d5
  • 300DE4D8-D5

    Português

    Sintaxe
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Mais ativos, mais espertos.
    O cérebro de quem pratica atividade física regularmente funciona melhor. Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados. Com ajuda de imagens de ressonância magnética, os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, estimula a produção de neurônios e favorece a aprendizagem. Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.
    Cientistas da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Pesquisa Salk, nos Estados Unidos, submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de malhação durante três meses. Concluíram que a prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e provocou o nascimento de novas células no hipocampo, a área relacionada com a memória e com a capacidade de aprendizagem.
    Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir Jacini, sob a orientação do neurologista Li Li Min. Imagens de ressonância magnética revelaram que os atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à concentração.

    (Revista Época. 5/11/2007, p. 128).
    Analisando o título do Texto, a relação semântica que se poderia estabelecer entre os termos binários de sua composição seria como consta na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 300de4d8-d5
  • 30089050-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Mais ativos, mais espertos.
    O cérebro de quem pratica atividade física regularmente funciona melhor. Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados. Com ajuda de imagens de ressonância magnética, os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, estimula a produção de neurônios e favorece a aprendizagem. Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.
    Cientistas da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Pesquisa Salk, nos Estados Unidos, submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de malhação durante três meses. Concluíram que a prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e provocou o nascimento de novas células no hipocampo, a área relacionada com a memória e com a capacidade de aprendizagem.
    Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir Jacini, sob a orientação do neurologista Li Li Min. Imagens de ressonância magnética revelaram que os atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à concentração.

    (Revista Época. 5/11/2007, p. 128).
    O Texto requer que o interpretemos como um exemplar do discurso:
    Escolha uma alternativa para a questão 30089050-d5
  • 30051BE2-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO

    Mais ativos, mais espertos.
    O cérebro de quem pratica atividade física regularmente funciona melhor. Os atletas e os profissionais de educação física dizem isso há muito tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas conseguiram reunir um conjunto de evidências para sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas um recurso para manter os leitores estimulados. Com ajuda de imagens de ressonância magnética, os pesquisadores conseguiram determinar o que acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, estimula a produção de neurônios e favorece a aprendizagem. Em outras palavras, quem se exercita fica mais esperto.
    Cientistas da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Pesquisa Salk, nos Estados Unidos, submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de malhação durante três meses. Concluíram que a prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e provocou o nascimento de novas células no hipocampo, a área relacionada com a memória e com a capacidade de aprendizagem.
    Para investigar esse fenômeno, os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir Jacini, sob a orientação do neurologista Li Li Min. Imagens de ressonância magnética revelaram que os atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à concentração.

    (Revista Época. 5/11/2007, p. 128).
    O tema desenvolvido ao longo do Texto tem como foco:
    Escolha uma alternativa para a questão 30051be2-d5
  • 2164E441-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    São obras representativas da literatura produzida por autores nordestinos:
    Escolha uma alternativa para a questão 2164e441-d5
  • 215EB788-D5

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Analise o fragmento de um poema, transcrito abaixo.

    Senhor Deus dos desgraçados!
    Dizei-me vós, Senhor Deus!
    Se é loucura... se é verdade!
    Tanto horror perante os céus...
    Ó mar! Por que não apagas
    Co’a esponja de tuas vagas
    Do teu manto este borrão?...
    Astros! noite! tempestades!
    Rolai das imensidades!
    Varrei os mares, tufão!...

    Trata-se de um fragmento do poema Navio Negreiro, da autoria de Castro Alves, em que se pode observar:

    1) uma tendência da terceira geração dos poetas românticos, que se interessam mais pelo conflito entre liberdade e escravidão do que pela idealização do amor.
    2) uma produção poética envolvida com os problemas sociais que afligiam a realidade da época.
    3) a disposição para entrar em interlocução com a entidade divina ou com entidades supostamente poderosas.
    4) a posição do eu-lírico em relação ao tráfico de escravos, a qual sintonizava com a parcela da população que queria a extinção da escravidão, mas de forma lenta e gradual.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 215eb788-d5