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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

1.320 questões encontradas. Mostrando a página 46 de 66.

  • E5CF1699-3F

    Português

    Coesão e coerência
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.


    Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]

    Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.


    BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131. 

    Acerca do trecho “em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O sujeito do verbo “liam” encontra-se na oração anterior “rapazes”.

    II. O termo “ele” refere-se a Cassi Jones.

    III. A expressão “em face da” equivale, semanticamente, à locução “em consequência de”.

    IV. O termo “cuja” pode ser substituído pela expressão “a qual”, sem alteração de sentido.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5cf1699-3f
  • E5CB353E-3F

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.


    Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]

    Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.


    BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131. 

    Em relação aos recursos linguísticos presentes no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e5cb353e-3f
  • E5C813AA-3F

    Português

    Coesão e coerência
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.


    Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]

    Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.


    BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131. 

    Acerca dos recursos linguísticos sublinhados no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e5c813aa-3f
  • E5C52342-3F

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.


    Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]

    Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.


    BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131. 

    Sobre os recursos linguístico-semânticos empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.


    I. Em “mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele?”, trata-se de pergunta retórica, cuja resposta já se insere na pergunta.

    II. A repetição do item lexical “subúrbio”, no início do trecho, empobrece a qualidade textual.

    III. O trecho “tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma” contém um paradoxo proporcionado pela incompatibilidade temporal.

    IV. A palavra “placards” está grifada em itálico no texto por se tratar de estrangeirismo, sendo hoje comum seu correlato em português.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5c52342-3f
  • E5C218B5-3F

    Português

    Gêneros Textuais
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Descreve a vida escolástica


    Mancebo sem dinheiro, bom barrete,

    Medíocre o vestido, bom sapato,

    Meias velhas, calção de esfola-gato,

    Cabelo penteado, bom topete.


    Presumir de dançar, cantar falsete,

    Jogo de fidalguia, bom barato,

    Tirar falsídia ao moço do seu trato,

    Furtar a carne à ama, que promete;


    A putinha aldeã achada em feira,

    Eterno murmurar de alheias famas,

    Soneto infame, sátira elegante;


    Cartinhas de trocado para a freira,

    Comer boi, ser Quixote com as damas,

    Pouco estudo: isto é ser estudante.


    WISNIK, J. M. (Org.). Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 173. 

    Acerca do poema, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e5c218b5-3f
  • E5BE7730-3F

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Descreve a vida escolástica


    Mancebo sem dinheiro, bom barrete,

    Medíocre o vestido, bom sapato,

    Meias velhas, calção de esfola-gato,

    Cabelo penteado, bom topete.


    Presumir de dançar, cantar falsete,

    Jogo de fidalguia, bom barato,

    Tirar falsídia ao moço do seu trato,

    Furtar a carne à ama, que promete;


    A putinha aldeã achada em feira,

    Eterno murmurar de alheias famas,

    Soneto infame, sátira elegante;


    Cartinhas de trocado para a freira,

    Comer boi, ser Quixote com as damas,

    Pouco estudo: isto é ser estudante.


    WISNIK, J. M. (Org.). Poemas escolhidos de Gregório de Matos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 173. 

    Sobre o poema, considere as afirmativas a seguir.


    I. O poema estabelece uma diferenciação entre o estudante rico, que tudo tem, e o estudante pobre, que é obrigado a “furtar carne à ama”.

    II. O poema tem início com uma distinção entre o bom e o mau estudante: “Mancebo sem dinheiro, bom barrete, /Medíocre o vestido, bom sapato [...]”.

    III. O poema é construído a partir de pequenos quadros que denotam as várias práticas do estudante, sendo que quase nenhuma delas está associada ao estudo.

    IV. A repetição de formas verbais no infinitivo indica uma permanência das características negativas elencadas a respeito do estudante.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão e5be7730-3f
  • FEBD634D-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Álvares de Azevedo, poeta pertencente ao 2º momento do romantismo brasileiro, morreu jovem, com apenas 20 anos de idade. Seu livro de poesias, Lira dos Vinte anos, figura entre alguns dos melhores momentos da poesia brasileira.


    Sobre a obra, é INCORRETO afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão febd634d-1b
  • FEBA20A2-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    João Guimarães Rosa, com a obra Sagarana, um conjunto de contos, abriu uma nova perspectiva para o regionalismo, revalorizando a linguagem e a universalização do regional. Sobre o conto A hora e a vez de Augusto Matraga, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão feba20a2-1b
  • FEB6DFB8-1B

    Português

    Coesão e coerência
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Coesão e coerência

    Em relação aos elementos coesivos do texto acima, é INCORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão feb6dfb8-1b
  • FEB3B43B-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Interpretação de Textos

    Em relação ao texto acima, é correto afirmar:


    I. Trata-se de notícia que relata resultados de uma pesquisa sobre acesso à internet e hábitos de navegação de empregadas domésticas mensalistas e diaristas da Grande São Paulo;

    II. “Auto censura” e “medo de pedir”, são apresentados como sinônimos dentre as principais razões apontadas pelas domésticas para não ter acesso à senha do Wi-Fi do local de trabalho;

    III. A pesquisa da InterLab mencionada na matéria constatou que a maioria das diaristas não adicionou os empregadores nas redes sociais.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão feb3b43b-1b
  • FEAF9A7F-1B

    Português

    Análise sintática
    UNESPAR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Análise sintática


    No contexto deste post, o slogan de campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos (“Faça a América grande de novo!”) e a imagem destacando a etiqueta de procedência de uma peça de gravata de coleção assinada pelo mesmo Donald Trump (“Made in China”/”Hecho en China” = Feito na China) expressam uma relação de:

    Escolha uma alternativa para a questão feaf9a7f-1b
  • FEAC0CFF-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    “D E C Ú B I T O: do latim decumbere, jazer. Uma linguagem jornalística anacrônica, encontrável sobretudo na crônica policial, insiste na substituição de termos mais simples por vocábulos de uso mais raro. Assim, mãe é genitora, hospital é nosocômio, e a vítima de acidente ou morte é encontrada em decúbito, e não deitada. Se estava de bruços, escrevem que estava em decúbito ventral; se estava deitada de lado, dizem que foi encontrada em decúbito lateral. Alguns, mais excêntricos, encontrando a suposta vítima em pé, dizem que a encontraram em posição ortostática. Uma das razões desta prática é o fato de historicamente o analfabetismo ser a maior reserva brasileira e o domínio da escrita servir não para esclarecer o público, mas para ostentar saber e confundir os leitores, em nome de uma suposta precisão de linguagem.”

    (Verbete retirado de SILVA, Deonísio da. A vida íntima das palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa. São Paulo: Editora Arx, 2002, pg. 135)


    Em relação ao descrito no verbete acima, está INCORRETO afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão feac0cff-1b
  • FEA8AD6F-1B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESPAR · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Em 01/09/2016, o portal UOL fez uma publicação sobre o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República do Brasil, com o título: “Sem Dilma, país deve melhorar, mas analistas preveem desemprego e impostos”. Alguns dias depois, a página do Facebook “Caneta Desmanipuladora” publicou uma captura de tela da manchete, retirando palavras com o intuito de dar outra perspectiva ao que estava escrito:


    Imagem da questão de Português, UNESPAR 2018, Interpretação de Textos


    Em relação ao post adaptado da página do Facebook “Caneta Desmanipuladora”, é correto afirmar que a “desmanipulação” (exclusão da sequencia “... país deve melhorar, mas...”) mostra que:


    I. Há uma inversão da informação pela opinião, especialmente com o uso da frase “deve melhorar”, o que pode transmitir uma sensação de amadorismo na coleta e divulgação da informação, demonstrando não só a opinião dos especialistas econômicos, mas também a opinião da jornalista e do meio de comunicação;

    II. Não se pode confirmar nenhuma manipulação na manchete reproduzida, visto que os autores da “Caneta Desmanipuladora” inserem, ao lado, um comentário assumindo que “Essa não conseguimos nem explicar...”;

    III. A manchete original do Portal UOL pode ser tomada como exemplo de que durante o processo de criação e desenvolvimento de uma notícia são levados em consideração os chamados valores/notícia, que dizem respeito ao conteúdo, ao produto informativo, ao público e à concorrência. Em consequência disso, a organização do trabalho determina a chamada “linha editorial” de como deve ser noticiado um determinado acontecimento para o seu público, o que nunca é feito de forma isenta e completamente imparcial.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão fea8ad6f-1b
  • B8771E3D-10

    Português

    Sintaxe
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto VII: base para a questão.


    Imagem da questão de Português, IF-MT 2018, Sintaxe


    Com o intuito de cada vez mais chamar a atenção do cliente para produtos, marcas, estabelecimentos, etc., diversas lojas e marcas brasileiras valem-se da criatividade, imaginação e irreverência para chegar ao consumidor. Esse é o caso da propaganda em destaque. Nela, só NÃO podemos observar que:

    Escolha uma alternativa para a questão b8771e3d-10
  • B873D0ED-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto VI: base para a questão.


    Que pode uma criatura senão,

    entre criaturas, amar?

    amar e esquecer,

    amar e malamar,

    amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    [...]

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    o que é entrega ou adoração expectante,

    e amar o inóspito, o áspero,

    um vaso sem flor um chão de ferro,

    e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

    [...]

    Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

    amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

    (Carlos Drummond de Andrade)


    Considere as seguintes afirmações sobre esse texto:


    I - A leitura desses versos permite afirmar que, para o poeta, o homem não pode fugir ao amor, ainda que isto signifique sofrimento apenas.

    II - Os trechos "um vaso sem flor, um chão de ferro" e "amar o inóspito, o áspero" podem ser entendidos como possibilidade de se relativizar as expectativas habituais que temos em relação ao assunto tratado no poema.

    III - A presença de versos livres e de neologismos indica traços da poética modernista.


    Está(ao) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b873d0ed-10
  • B8701FB4-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto V: base para a questão.


                                  Epitáfio para um banqueiro

                                                NEGÓCIO

                                                  EGO 

                                                        ÓCIO

                                                           CIO

                                                             O

                                                                (José Paulo Paes)


    No texto há uma relação semântica (significado) do título com o conteúdo propriamente dito. Assim, da leitura do poema em destaque, podemos apreender que:


    I - O eu-lírico explora, ao máximo, a decomposição do significante da palavra negócio em ego, ócio, cio, 0 (zero), porém elas não se relacionam com a ideia de epitáfio.

    II - As palavras estão relacionadas com o epitáfio, ou seja, a homenagem post mortem dada a alguém, no caso o banqueiro, que sintetiza o seu estilo de vida passada.

    III - Podemos entender que, para o eu-lírico, os negócios de um banqueiro são formados pelo ego (individualismo do mundo dos negócios), ócio (típicos daqueles que especulam, não produzem e se fartam nas inutilidades), cio (libertinagem sexual) e o zero (o valor do capital do banqueiro após a morte), ou seja: negócios + individualismo + ociosidade + sexo = 0.


    Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):

    Escolha uma alternativa para a questão b8701fb4-10
  • B86CE3A8-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O protagonista é convencido, de maneira absoluta, de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível, quando:
    Escolha uma alternativa para a questão b86ce3a8-10
  • B8699E8F-10

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    O excerto "Chamava-se João Teodoro, ." ratifica a característica principal do protagonista que é a de:
    Escolha uma alternativa para a questão b8699e8f-10
  • B8629012-10

    Português

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    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    As marcas narrativas presentes no texto são características da preponderância do discurso:
    Escolha uma alternativa para a questão b8629012-10
  • 5A3EDC07-0E

    Português

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    Frevo Nino Pernambuquinho


    É o frevo

    Arrastando a multidão, fervendo.

    É na ponta do pé e no calcanhar

    É no calcanhar e na ponta do pé com a direita

    É na ponta do pé e no calcanhar com a esquerda

    Saci-pererê, saci-pererê com a direita

    Saci-pererê com a esquerda

    Girando, girando, girando no girassol

    É o frevo no pé e a sombrinha no ar.

    É na ponta do pé e no calcanhar

    Pisando em brasa

    Pisando em brasa porque o chão está pegando fogo

    Na Avenida Guararapes

    Arrastando o Galo da Madrugada

    Olha a tesoura, para cortar todos os males.

    É o frevo no pé e a sombrinha no ar.

    DUDA. Perré-bumbá. Recife: Gravadora Independente, 1998 (fragmento).


    A letra da canção apresenta o frevo como uma expressão da cultura corporal que pode ser reconhecida por meio da descrição de

    Escolha uma alternativa para a questão 5a3edc07-0e