Pular para o conteúdo

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

1.320 questões encontradas. Mostrando a página 62 de 66.

  • F774A09D-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

                  A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.


                       O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.


    E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.  

    Com base na leitura da obra As melhores histórias de Fernando Sabino, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


    I. Algumas tramas se passam em Nova Iorque e há referências a espaços artísticos, bares, restaurantes e artistas que são famosos no contexto estadunidense.

    II. Por vezes, tem-se nas narrativas uma perspectiva, da parte do narrador, perpassada pelo preconceito racial. Isso se faz notar de maneira explícita na crônica Albertine Disparue, por meio da caracterização da personagem Albertina, a qual é funcionária do narrador.

    III. O recurso da ironia não é uma constância na obra.

    IV. Por causa da linguagem leve, divertida e acessível presente nas crônicas, as reflexões profundas ficam em segundo plano. Tal característica é comum no gênero crônica.

    V. Muitas das crônicas presentes na obra apresentam processos intertextuais, seja por meio da evocação direta e indireta de textos literários, seja por meio da alusão ou citação do nome de outros autores da literatura, dentre eles Marcel Proust.

    Escolha uma alternativa para a questão f774a09d-a6
  • F771498C-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

                  A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.


                       O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.


    E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.  

    Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:


    “Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147.


    Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


    ( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio.

    ( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo.

    ( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.

    Escolha uma alternativa para a questão f771498c-a6
  • F76DF18E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

                  A questão refere-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.


                       O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.


    E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma.

    SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.  

    Levando em consideração a totalidade da crônica O caso do charuto, percebe-se que o narrador
    Escolha uma alternativa para a questão f76df18e-a6
  • F76A7C86-A6

    Português

    Análise sintática
    UEMG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


    “ALIEN INTERVIEW” (Entrevista com um alienígena)


    No momento em que o ser alienígena tinha sido devolvido à base eu já tinha passado várias horas com ela. Como já referi, o Sr. Cavitt me disse para ficar com a extraterrestre, já que eu era a única pessoa entre nós que poderia compreendê-la e manter comunicação telepaticamente. Eu não pude compreender e entender a minha capacidade de me “comunicar” telepaticamente com o ser extraterrestre. Eu nunca antes havia tido experiência com comunicação telepática com alguém.

    A comunicação não-verbal que eu experimentei era como a compreensão que se tem quando uma criança ou um cão está tentando fazer você entender alguma coisa, mas muito, muito mais direta e poderosa! Mesmo que não houvesse falado “palavras”, ou comunicação através de sinais, a intenção dos pensamentos eram inconfundíveis para mim. Percebi mais tarde que, apesar de eu receber o pensamento, eu necessariamente não interpretava o seu significado exatamente.

    [...]

    Disponível em:<http://www.bibliotecapleyades.net/vida_alien/alieninterview/alieninterview.htm) >. Acesso em 10 nov.


    Assinale a alternativa correta a respeito do Texto 3 e de seus elementos linguísticos.

    Escolha uma alternativa para a questão f76a7c86-a6
  • F7675523-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Assinale a alternativa correta.


    Imagem da questão de Português, UEMG 2018, Interpretação de Textos

    Escolha uma alternativa para a questão f7675523-a6
  • F763B40B-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

                                          Texto 2


                                       Trabalivre

                                                                                       (Tribalistas)


    Um dia minha mãe me disse

    Você já é grande, tem que trabalhar

    Naquele instante aproveitei a chance

    Vi que eu era livre para me virar

    Fiz minha mala, comprei a passagem

    O tempo passou depressa e eu aqui cheguei

    Passei por tudo que é dificuldade

    Me perdi pela cidade mas já me encontrei


    Domingo boto meu pijama

    Deito lá na cama para não cansar

    Segunda-feira eu já tô de novo

    Atolado de trabalho para entregar

    Na terça não tem brincadeira

    Quarta-feira tem serviço para terminar

    Na quinta já tem hora extra

    E na sexta o expediente termina no bar


    Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo

    Fora do emprego

    Pra me aprimorar


    Sou easy, eu não entro em crise

    Tenho tempo livre

    Pra me trabalhar

    Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/> . Acesso em: 10 nov. 2017.

    Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos linguísticos da música “Trabalivre”.
    Escolha uma alternativa para a questão f763b40b-a6
  • F760500E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

                                          Texto 2


                                       Trabalivre

                                                                                       (Tribalistas)


    Um dia minha mãe me disse

    Você já é grande, tem que trabalhar

    Naquele instante aproveitei a chance

    Vi que eu era livre para me virar

    Fiz minha mala, comprei a passagem

    O tempo passou depressa e eu aqui cheguei

    Passei por tudo que é dificuldade

    Me perdi pela cidade mas já me encontrei


    Domingo boto meu pijama

    Deito lá na cama para não cansar

    Segunda-feira eu já tô de novo

    Atolado de trabalho para entregar

    Na terça não tem brincadeira

    Quarta-feira tem serviço para terminar

    Na quinta já tem hora extra

    E na sexta o expediente termina no bar


    Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo

    Fora do emprego

    Pra me aprimorar


    Sou easy, eu não entro em crise

    Tenho tempo livre

    Pra me trabalhar

    Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/> . Acesso em: 10 nov. 2017.

    Assinale a alternativa correta a respeito da música “Trabalivre” (Texto 2).
    Escolha uma alternativa para a questão f760500e-a6
  • F75CD866-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

                                                 Texto 1


                    O poeta contemporâneo ainda tem com o que se espantar?

                                                                                                     (Audrey de Mattos)


    Falar da poesia contemporânea, esta que está aí, sendo produzida neste exato instante, é pensar nas mudanças que, de Aristóteles aos vanguardistas do século XX, transformaram a forma conhecida por poesia em território do heterogêneo: grotesco e sublime, temas elevados e temas cotidianos, linguagem polida e palavreado chulo, tudo convive na poesia contemporânea, nem de longe pacificamente, pois que o estranhamento e o (des)entendimento que assomam à alma de quem lê dão conta de que a atual poesia não veio para repousar (nem deixar repousar) em margens plácidas.

    [...]

    Trata-se então de ouvir o inaudível e ver o invisível, conforme a fórmula clássica baudelairiana. A linguagem poética, até então mero instrumento de reprodução da realidade, “reclamará uma maior autonomia em relação à normatividade do mundo, reivindicando assim algo que parecia impossível: a capacidade de transfigurar o real e integrar-se ao mundo como elemento constitutivo deste” (Tereza Cabañas, in “A poética da inversão”).

    [...]

    Do poema enterrado ao poema digital, a poesia incorporará tantas e tão variadas formas de expressão que levarão Antonio Cicero a afirmar, em fins da primeira década do século XXI: “Não há mais vanguarda”. “Qualquer fetichismo residual em relação a qualquer forma convencional da poesia” foi eliminado e “a consequente relativização de todas as formas tradicionais de poesia” afeta todos os poetas pós-vanguarda.

    [...]

    Adaptado de <http://lounge.obviousmag.org/conversa_de_botequim/2014/09/poesia-no-seculo-xxi-rumos.html#ixzz4ybiYJXfM. Acesso em: 10 nov. 2017.

    Para defender seu ponto de vista, o autor do Texto 1 usa determinadas estratégias de argumentação e composição textual. Assinale a alternativa que NÃO apresenta estratégias utilizadas.
    Escolha uma alternativa para a questão f75cd866-a6
  • F758DD48-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    UEMG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

                                                 Texto 1


                    O poeta contemporâneo ainda tem com o que se espantar?

                                                                                                     (Audrey de Mattos)


    Falar da poesia contemporânea, esta que está aí, sendo produzida neste exato instante, é pensar nas mudanças que, de Aristóteles aos vanguardistas do século XX, transformaram a forma conhecida por poesia em território do heterogêneo: grotesco e sublime, temas elevados e temas cotidianos, linguagem polida e palavreado chulo, tudo convive na poesia contemporânea, nem de longe pacificamente, pois que o estranhamento e o (des)entendimento que assomam à alma de quem lê dão conta de que a atual poesia não veio para repousar (nem deixar repousar) em margens plácidas.

    [...]

    Trata-se então de ouvir o inaudível e ver o invisível, conforme a fórmula clássica baudelairiana. A linguagem poética, até então mero instrumento de reprodução da realidade, “reclamará uma maior autonomia em relação à normatividade do mundo, reivindicando assim algo que parecia impossível: a capacidade de transfigurar o real e integrar-se ao mundo como elemento constitutivo deste” (Tereza Cabañas, in “A poética da inversão”).

    [...]

    Do poema enterrado ao poema digital, a poesia incorporará tantas e tão variadas formas de expressão que levarão Antonio Cicero a afirmar, em fins da primeira década do século XXI: “Não há mais vanguarda”. “Qualquer fetichismo residual em relação a qualquer forma convencional da poesia” foi eliminado e “a consequente relativização de todas as formas tradicionais de poesia” afeta todos os poetas pós-vanguarda.

    [...]

    Adaptado de <http://lounge.obviousmag.org/conversa_de_botequim/2014/09/poesia-no-seculo-xxi-rumos.html#ixzz4ybiYJXfM. Acesso em: 10 nov. 2017.

    No Texto 1, o autor defende que
    Escolha uma alternativa para a questão f758dd48-a6
  • 6A6C26B5-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

    – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

    Ele foi simples:

    – Sim, já beijei antes uma mulher.

    – Quem era ela? perguntou com dor.

    Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

    O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. [...]

    O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

    De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. [...]

    Ele a havia beijado.

    Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.

    Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. [...]

    Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…

    Ele se tornara homem.

    LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo. In: Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 157.(Adaptado)


    O amor juvenil é tema de O primeiro beijo, de Clarice Lispector. Além disso, esse conto pode ser interpretado como um rito de passagem e dele se entende que

    Escolha uma alternativa para a questão 6a6c26b5-a5
  • 6A6872B9-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    CAPÍTULO CVI


    ... Ou, mais propriamente, capítulo em que o leitor, desorientado, não pode combinar as tristezas de Sofia com a anedota do cocheiro. E pergunta confuso: - Então a entrevista da Rua da Harmonia, Sofia, Carlos Maria, esse chocalho de rimas sonoras e delinquentes é tudo calúnia? Calúnia do leitor e do Rubião, não do pobre cocheiro que não proferiu nomes, não chegou sequer a contar uma anedota verdadeira. É o que terias visto, se lesses com pausa. Sim, desgraçado, adverte bem que era inverossímil que um homem, indo a uma aventura daquelas, fizesse parar o tílburi diante da casa pactuada. Seria pôr uma testemunha ao crime. Há entre o céu e a terra muitas mais ruas do que sonha a tua filosofia, – ruas transversais, onde o tílburi podia ficar esperando.

    - Bem; PONTO E VÍRGULA? o cocheiro não soube compor. Mas que interesse tinha em inventar a anedota?

    Conduzira Rubião a uma casa, onde o nosso amigo ficou quase duas horas, sem o despedir; viu-o sair, entrar no tílburi, descer logo e vir a pé, ordenando-lhe que o acompanhasse. Concluiu que era ótimo freguês; mas, ainda assim não se lembrou de inventar nada. Passou, porém, uma senhora com um menino, – a da Rua da Saúde – e Rubião quedou-se a olhar para ela com vistas de amor e melancolia. Aqui é que o cocheiro o teve por lascivo, além de pródigo, e encomendou-lhe as suas prendas. Se falou em Rua da Harmonia foi por sugestão do bairro donde vinham, e se disse que trouxera um moço da Rua dos Inválidos, é que naturalmente transportara de lá algum, na véspera, – talvez o próprio Carlos Maria, – ou porque lá morasse, ou porque lá tivesse a cocheira, – qualquer outra circunstância que lhe ajudou a invenção, como as reminiscências do dia servem de matéria aos sonhos da noite. Nem todos os cocheiros são imaginativos. Já é muito CONSERTAR? farrapos da realidade.

    Resta só a coincidência de morar na Rua da Harmonia uma das costureiras do luto. Aqui, sim, parece um propósito do acaso. Mas a culpa é da costureira; não lhe faltaria casa mais para o centro da cidade, se quisesse deixar a agulha e o marido. Ao contrário disso, ama-os sobre todas as cousas deste mundo. Não era razão para que eu cortasse o episódio, ou interrompesse o livro.

    ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 142.


    Levando-se em consideração a obra Quincas Borba e o fragmento acima, o narrador revela

    Escolha uma alternativa para a questão 6a6872b9-a5
  • 6A646CB2-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a obra de Mia Couto, Terra sonâmbula, depreende-se que esse texto
    Escolha uma alternativa para a questão 6a646cb2-a5
  • 6A5D9EA0-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em relação às características que marcam Gregor Samsa, em Metamorfose, destaca-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 6a5d9ea0-a5
  • 6A5A22EF-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em relação aos contos da obra Felicidade clandestina, de Clarice Lispector, é correto afirmar que, no conto
    Escolha uma alternativa para a questão 6a5a22ef-a5
  • 6A568BF2-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Levando-se em consideração a leitura dos contos de Clarice Lispector e o conceito de EPIFANIA, isto é, o instante de revelação, a súbita percepção ou a transformação na consciência, assinale a alternativa que exemplifica um desses momentos.
    Escolha uma alternativa para a questão 6a568bf2-a5
  • 6A530297-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Capítulo XLIV

    Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...

    ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.


    Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,

    Escolha uma alternativa para a questão 6a530297-a5
  • 6A4F6B78-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Em suas obras, Machado de Assis faz questionamentos de várias teorias de sua época, como a darwinista, a evolucionista e a positivista.


    Além de críticas, em Quincas Borba, Machado faz uma caricatura do

    Escolha uma alternativa para a questão 6a4f6b78-a5
  • 6A480CBE-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Em sua última viagem aos Estados Unidos como primeira-ministra, Margaret Tatcher revelou a George Bush: “Antes de nomear um ministro, peço-lhe para decifrar um enigma. A Geoffrey Howe, por exemplo, perguntei: Se é filho de seu pai e não é seu irmão, quem é então? Geoffrey Howe respondeu: Sou eu. E lhe dei o cargo de chanceler”.

    Impressionado, Bush resolveu testar o método com seu vice, Don Quayle. Propôs o mesmo enigma. Quayle pediu um tempo para pensar. Depois, telefonou ansioso para Henry Kissinger, que lhe ensinou:

    – A resposta é “eu”.

    Quayle voltou a Bush com ar de triunfo:

    – A resposta é Kissinger.

    Bush bradou, contrariado:

    – Não, é Geoffrey Howe.

    POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998.


    A piada baseia-se na solução de um enigma. Depois de ser apresentado a um político inglês, Geoffrey Howe, o enigma é apresentado aos políticos estadunidenses George Bush, Don Quayle e Henry Kissinger. Do ponto de vista linguístico, o efeito humorístico dessa piada deve-se ao fato de que a referência do pronome pessoal na resposta ao enigma é interpretada equivocadamente por

    Escolha uma alternativa para a questão 6a480cbe-a5
  • 6A449E51-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Uma das principais teorias sobre a chegada dos primeiros humanos às Américas é de que eles teriam migrado da Ásia, usando uma rota pela costa do Pacífico durante o final da última era glacial. O nível do mar caiu, e isso pode ter revelado ligações terrestres entre os dois continentes, que nossos antepassados aproveitaram para ir de um ao outro. Apesar de ser uma teoria bastante plausível, ela tinha um problema: não havia nada que a comprovasse. Até agora.

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Victoria (Canadá) e publicado nesta quarta-feira, 28, na revista científica Plos One, mostrou que 29 pegadas de 13 mil anos foram encontradas sob sedimentos em uma ilha da Columbia Britânica, na costa canadense do Oceano Pacífico. Considerando-se que a era glacial entrou em declínio há 11,2 mil anos, tanto a idade quanto a localização das pegadas batem exatamente com a teoria da migração.

    Disponível em: <https://goo.gl/Z5TZ1Y> . Acesso em: 30 mar. 2018.


    Publicado em uma revista de vulgarização científica, o texto foi produzido com o objetivo de

    Escolha uma alternativa para a questão 6a449e51-a5
  • 6A4117E7-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UFU-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UFU-MG 2018, Interpretação de Textos


    O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe social do falante.


    Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo registro seja formal.

    Escolha uma alternativa para a questão 6a4117e7-a5