Questões de Português do ENEM
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F5767BF1-A4 ‘Nevou’ no RioEm pleno verão, o fenômeno que vem chamando atenção nas ruas do Rio é conhecido como “nevada carioca”, ou apenas “nevou”. Trata-se da mania de descolorir, platinando os cabelos até os fios ficarem completamente brancos, que tomou conta das cabeças dos jovens de Norte a Sul e virou a febre do momento. A onda começou às vésperas do Natal, ganhou força no réveillon e entrou em janeiro lotando os salões. Nascida nas comunidades e nos subúrbios, a tendência ultrapassou fronteiras geográficas e sociais da cidade, principalmente depois de ganhar as redes e de ter conquistado artistas e atletas. Cabeleireiros e donos de salão apostam que o modismo resiste com força até os dias de folia.(Adaptado de: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2023/01/nevou-no-rio-mania-de- -descolorir-o-cabelo-ate-ficar-quase-branco-vira-moda-entre-os-cariocas.ghtml. Acesso em 22/06/2023.)No texto, o verbo nevar apresenta sentidoA90B6125-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
quando a gente estuda literatura aprende que os escritores não devem se intrometer na vida dos personagens e livros que criam. Tornou-se uma regra que eu tenho desrespeitado. (p. 90)O trecho acima é extraído do posfácio do livro, no qual a autora de O Meu Amigo Pintor defende uma concepção sobre regras no campo literário.Com base no trecho citado, essa concepção pode ser resumida na seguinte premissa geral:A908C462-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
acabei até sabendo que eu não tinha nada que separar Amigo pra cá e por que pra lá. O que eu tinha era que fazer o que ele fez com as folhas e com o azul do céu: juntar. (p. 85)O final do romance de Lygia Bojunga apresenta uma espécie de solução subjetiva de Cláudio, na tentativa de compreender o drama de seu Amigo Pintor.Essa solução pode ser expressa da seguinte maneira:A9066510-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
No livro, há passagens em que o narrador não apenas narra algo, como também revela consciência do ato de narrar.Uma dessas passagens está transcrita em:A903B569-03 Português
Coesão e coerênciaUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Os dois-pontos estabelecem coesão entre partes de uma frase, introduzindo diferentes ideias. Os dois-pontos introduzem ideia de modo em:A90124A3-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
No primeiro sonho relatado no livro, o narrador se encontra em um teatro e acaba subindo ao palco para contar uma história.Pode-se inferir que a história contada manifesta o seguinte desejo do narrador em relação a seu Amigo Pintor:
A8FE9EA3-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Quando eu abri a porta, dois caras disseram que eram da polícia e me mandaram embora: queriam ficar sozinhos com o meu Amigo pra interrogar ele. Depois a gente ficou sabendo que o síndico tinha ido na polícia dizer que o meu Amigo estava morando aqui no prédio.(...)– Será que ele achava que ia ser preso de novo? – a minha mãe perguntou. (p. 28-30)A primeira versão de O Meu Amigo Pintor foi publicada logo após o fim da ditadura militar (1964-1985) no Brasil.Considerando esse período da história, o trecho destacado acima e o conjunto da narrativa, pode-se especular que o suicídio do pintor teria como causa:A8FC1FD3-03 Português
Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e SufixoUERJ · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
até o cochicho dele é um cochichão que a gente ouve lá da esquina. E então ele foi cochichãozando que o meu Amigo tinha ficado marcado (p. 29)Uma das características da escrita de Lygia Bojunga é a criação de palavras, como as sublinhadas acima.No trecho, o segmento adicionado à palavra cochichão para formar cochichãozando indica noção de:A8F993BD-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
eu não curto aquele síndico. Uma vez ele disse que pintor que pinta mulher amarela é porque não sabe pintar mulher como ela é.Tipo do cara que não saca nada de arte, não é? (p. 28)No trecho, o narrador critica uma fala do síndico sobre a arte.A afirmação que reforça a crítica do narrador está presente em:A8F6A04D-03 Português
Figuras de LinguagemUERJ · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
– O teu Amigo Pintor foi pro inferno.Levei um susto tão grande que a fala nem saiu logo. Ela disse:– Ele se matou. E diz que quem se mata vai pro inferno.(...)Empurrei o diabo da garota longe e vim m’embora. (p. 21-23)A passagem acima indica certa compreensão do suicídio, associada a algumas crenças. Em relação a tal compreensão, a alternância entre as palavras “inferno” e “diabo” nas falas dos personagens sugere uma crítica.Essa crítica se constrói por meio da seguinte figura de linguagem:
A8F427B3-03 Português
Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...UERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
De repente, comecei a me sentir todo escuro por dentro. Tão escuro que não dava pra enxergar mais nada dentro de mim. (p. 13)O trecho em destaque assume, no contexto, valor de:A8F1C18D-03 Português
PontuaçãoUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Gente, casa, livro, é sempre igual: primeiro eu fico olhando pra cor do olho, da porta, da capa; (p. 10)Olhei, olhei, toca a olhar. E de repente eu entendi direitinho o que ele tinha falado! (p. 11)Considerando a organização das palavras nos trechos sublinhados, o emprego das vírgulas indica as funções, respectivamente, de:A8EF567B-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
Na relação entre o menino Cláudio e seu Amigo, a pintura é tratada como uma forma de linguagem, cuja leitura pode ser aprendida.Nesse contexto, as cores adquirem significações, como se observa em:A8ECC60E-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
No livro, os capítulos são nomeados por dias da semana.
Essa representação do tempo e o modo como os eventos são abordados contribuem para construir uma narrativa baseada no seguinte aspecto:
A8E9DA6D-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
O suicídio é um tema central em O Meu Amigo Pintor.Com base no comportamento dos personagens adultos, deduz-se que esse tema se caracteriza como:A8DB04A4-03 Português
Coesão e coerênciaUERJ · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos

SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES
Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.
O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. (l. 16-17)Considerando a sequência de ideias apresentadas no 5º parágrafo, a segunda frase do trecho citado poderia ser introduzida pela seguinte expressão:A8D555EE-03 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2023FácilEntre para guardar nos favoritos

SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES
Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.
O tempo incomoda (título)porque pensar no tempo não é nada confortável. (l. 8-9)porque pensar no tempo não é nada confortável. (l. 8-9) Dentre as frases a seguir, aquela que se contrapõe à visão sobre o tempo contida nas afirmações citadas acima é:
D7314CD3-C0 Português
Gêneros TextuaisPUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosO texto a seguir consiste no trecho inicial do conto Além do ponto, que integra o livro Morangos Mofados (1982), de Caio Fernando Abreu (1948-1996).Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia no meio da chuva, uma garrafa de conhaque e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse o táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força que seria melhor chegar molhado, porque então beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade que entrava pelo pano das roupas, pela sola fina dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria discos, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio e o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas da mão e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pelos, eu enfiava as mãos avermelhadas nos bolsos e ia indo, eu ia indo pulando as poças d’água com as pernas geladas.ABREU, Caio Fernando. Morangos Mofados. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 34.Sobre o trecho, assinale a alternativa correta:
D72F450F-C0 Português
Interpretação de TextosPUC - RS · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto a seguir, que consiste no trecho inicial do conto Conversa de bois, que integra o livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967).Que já houve um tempo em que eles conversavam, entre si e com os homens, é certo e indiscutível, pois que bem comprovado nos livros das fadas carochas. Mas, hoje-em-dia, agora, agorinha mesmo, aqui, aí, ali e em toda a parte, poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por mim, por todo o mundo, por qualquer um filho de Deus?!
– Falam, sim senhor, falam!... – afirma o Manuel Timborna, das Porteirinhas, – filho do Timborna velho, pegador de passarinhos, e pai dessa infinidade de Timborninhas barrigudos, que arrastam calças compridas e simulam todos o mesmo tamanho, a mesma idade e o mesmo bom-parecer; – Manuel Timborna, que, em vez de caçar serviço para fazer, vive falando invenções só lá dele mesmo, coisas que as outras pessoas não sabem e nem querem escutar.– Pode ser que seja, Timborna. Isso não é de hoje: ... “Visa sub obscurum noctis pecudesque locutae. Infandum!...” Mas, e os bois? Os bois também?...– Ora, ora!... Esses é que são os mais!... Boi fala o tempo todo. Eu até posso contar um caso acontecido que se deu.– Só se eu tiver licença de recontar diferente, enfeitado e acrescentado ponto e pouco...– Feito! Eu acho que assim até fica mais merecido, que não seja.E começou o caso, na encruzilhada da Ibiúva, logo após a cava do Mata-Quatro, onde, com a palhada de milho e o algodoal do pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados; ali, uma irara rolava e rodopiava, acabando de tomar banho de sol e poeira – o primeiro dos quatro ou cinco que ela saracoteia cada manhã.GUIMARÃES ROSA, João. Sagarana. Rio de Janeiro; São Paulo:Record, 1984. p. 303-304.A respeito do trecho selecionado e da obra de Guimarães Rosa, assinale a alternativa correta:
D72D3207-C0 Português
Interpretação de TextosPUC - RS · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto a seguir, que consiste no trecho inicial do conto Conversa de bois, que integra o livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967).Que já houve um tempo em que eles conversavam, entre si e com os homens, é certo e indiscutível, pois que bem comprovado nos livros das fadas carochas. Mas, hoje-em-dia, agora, agorinha mesmo, aqui, aí, ali e em toda a parte, poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por mim, por todo o mundo, por qualquer um filho de Deus?!
– Falam, sim senhor, falam!... – afirma o Manuel Timborna, das Porteirinhas, – filho do Timborna velho, pegador de passarinhos, e pai dessa infinidade de Timborninhas barrigudos, que arrastam calças compridas e simulam todos o mesmo tamanho, a mesma idade e o mesmo bom-parecer; – Manuel Timborna, que, em vez de caçar serviço para fazer, vive falando invenções só lá dele mesmo, coisas que as outras pessoas não sabem e nem querem escutar.– Pode ser que seja, Timborna. Isso não é de hoje: ... “Visa sub obscurum noctis pecudesque locutae. Infandum!...” Mas, e os bois? Os bois também?...– Ora, ora!... Esses é que são os mais!... Boi fala o tempo todo. Eu até posso contar um caso acontecido que se deu.– Só se eu tiver licença de recontar diferente, enfeitado e acrescentado ponto e pouco...– Feito! Eu acho que assim até fica mais merecido, que não seja.E começou o caso, na encruzilhada da Ibiúva, logo após a cava do Mata-Quatro, onde, com a palhada de milho e o algodoal do pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados; ali, uma irara rolava e rodopiava, acabando de tomar banho de sol e poeira – o primeiro dos quatro ou cinco que ela saracoteia cada manhã.GUIMARÃES ROSA, João. Sagarana. Rio de Janeiro; São Paulo:Record, 1984. p. 303-304.No trecho apresentado, registra-se o encontro entre dois universos contrastantes: o ________, na figura ________, que representa um cenário ________; e o ________, na figura ________, que representa um cenário ________.