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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

374 questões encontradas. Mostrando a página 5 de 19.

  • F60D4D82-6E

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Considere a passagem entre as linhas 01 a 05 e as possibilidades de reescrita.


    I - As línguas são fascinantes, pois não há aspecto delas que não nos maravilhe: seja sua imensa heterogeneidade, seja sua enorme complexidade estrutural e social, seja ainda o fato de que são realidades com história.

    II - Não há aspecto das línguas que não nos maravilhe, seja sua enorme complexidade estrutural e social, seja sua imensa heterogeneidade, seja ainda o fato de que são realidades com história. No entanto, elas são fascinantes.

    III- As línguas têm aspectos fascinantes por conterem complexidade estrutural e social, heterogeneidade e o fato de que são realidades com histórias. Esses aspectos delas nos maravilham.


    Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da passagem, mantendo a correção gramatical? 
    Escolha uma alternativa para a questão f60d4d82-6e
  • F60A8993-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Considere as seguintes afirmações sobre o texto.


    I - O texto é predominantemente expositivo, organizado em torno de informações consideradas científicas sobre mudança linguística.

    II - O texto não apresenta o ponto de vista argumentativo do autor, o que se evidencia pela ausência de primeira pessoa.

    III- O texto apresenta interrogações, que têm a função de externalizar as dúvidas do autor sobre o tema tratado.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f60a8993-6e
  • F607B5AA-6E

    Português

    Coesão e coerência
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Considere a afirmação que está de acordo com o sentido global do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f607b5aa-6e
  • F605072A-6E

    Português

    Análise sintática
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Análise sintática
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFRGS 2025, Análise sintática



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 14, 18, 19 e 20, nesta ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão f605072a-6e
  • F602458A-6E

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Concordância verbal, Concordância nominal
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Concordância verbal, Concordância nominal
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Concordância verbal, Concordância nominal
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Concordância verbal, Concordância nominal


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Se a expressão um raio (l. 58) fosse substituída por raios, quantas outras palavras na frase deveriam ser alteradas para fins de concordância?
    Escolha uma alternativa para a questão f602458a-6e
  • F5FF8CCA-6E

    Português

    Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale a alternativa que apresenta relações de sentido, contextualmente adequadas, no texto, para os nexos de articulação Ou (l. 33), para (l. 45) e Porém (l. 61), nesta ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão f5ff8cca-6e
  • F5FCFA0B-6E

    Português

    Interpretação de Textos
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo.


    ( ) O autor, ao escrever em primeira pessoa, narra a sua experiência com as ferramentas tecnológicas, de 1980 a 2024, e os impactos dessa experiência em sua vida, sem expressar posicionamentos.

    ( ) O autor apresenta vozes de outros, por meio de citações (l. 10-11, 19-20), para mostrar uma posição completamente oposta às apresentadas nessas citações.

    ( ) O texto apresenta oscilações entre o passado e o presente, por ter ora sequências tipológicas narrativo-descritivas, ora sequências tipológicas argumentativas.

    ( ) O autor do texto, ao valer-se da primeira pessoa do plural, fala de si, incluindo seus amigos, por terem vivido experiências semelhantes com as ferramentas tecnológicas.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão f5fcfa0b-6e
  • F5FA56B0-6E

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale a alternativa em que a partícula que desempenha a função sintática de sujeito.
    Escolha uma alternativa para a questão f5fa56b0-6e
  • F5F7B952-6E

    Português

    Análise sintática
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    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

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    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Análise sintática
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Análise sintática
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Análise sintática


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Considere as afirmações abaixo, sobre alternativas de reescrita de algumas frases do texto, fazendo-se os ajustes necessários dos sinais de pontuação e uso da letra maiúscula em cada caso.


    I - A oração Sempre que podíamos (l. 05) poderia ser deslocada para imediatamente depois da forma verbal jogar (l. 07).

    II - O advérbio Também (l. 16) poderia ser deslocado para imediatamente antes de era (l. 17).

    III- A oração é verdade (l. 88) poderia ser deslocada para imediatamente antes de Smartphones (l. 87).


    Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase e mantendo-se sua correção gramatical?
    Escolha uma alternativa para a questão f5f7b952-6e
  • F5F53386-6E

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Coesão e coerência


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale a alternativa que corresponde, correta e respectivamente, às remissões estabelecidas por nesses retângulos luminosos (l. 33-34) e eles (l. 88). 
    Escolha uma alternativa para a questão f5f53386-6e
  • F5F25F48-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Interpretação de Textos


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Considere as seguintes afirmações sobre algumas das ideias expressas no texto.


    I - O texto trata dos possíveis efeitos negativos do uso excessivo de ferramentas tecnológicas por crianças, adolescentes e jovens.

    II - O texto aborda as mudanças das ferramentas tecnológicas a partir de 1980 e os impactos dessas ferramentas na vida de pessoas mais velhas.

    III- O texto trata de pesquisas em ciências cognitivas que têm apontado a importância do convívio com diferentes tipos de interação para o crescimento humano.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f5f25f48-6e
  • F5EF51B7-6E

    Português

    Crase
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Crase
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Crase
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Crase
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFRGS 2025, Crase


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 47, 54, 74 e 94, nesta ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão f5ef51b7-6e
  • 3A0557D3-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise as manchetes publicadas pelo jornal de notícias BBC News Brasil.

    “Parece leite, mas não é”: como crise “empobreceu” a fórmula dos produtos lácteos do Brasil.
    (13.08.2022.)

    Azeite: por que fraudes são tão comuns — e como escolher o mais saudável. (18.09.2022.)

    A verdade sobre o “café fake”: por dentro do “parece, mas não é” que se espalha pelos supermercados.
    (10.02.2025.)

    As manchetes apresentam um processo comum nos últimos anos, em que o desenvolvimento técnico e científico ofereceu alternativas às indústrias, modificando a cadeia produtiva, da indústria ao produto final. No contexto do modelo capitalista de produção, as manchetes apontam para o interesse em
    Escolha uma alternativa para a questão 3a0557d3-69
  • 39E5166A-69

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Em um processo de formação de palavras, uma palavra pode mudar de classe gramatical sem sofrer alteração em sua forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras chama-se derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    A palavra sublinhada que é um exemplo de derivação imprópria é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e5166a-69
  • 39E01761-69

    Português

    Adjetivos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Tem valor adjetivo a expressão sublinhada no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e01761-69
  • 39DD95F1-69

    Português

    Análise sintática
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39dd95f1-69
  • 39DB250A-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No último parágrafo, o autor faz uma analogia que utiliza as imagens da “queda” e do “paraquedas”. Ao propor que fabriquemos paraquedas, Krenak sugere 
    Escolha uma alternativa para a questão 39db250a-69
  • 39D8D80C-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No primeiro parágrafo do texto, o autor estabelece uma contraposição simbólica entre o feminino e o masculino para
    Escolha uma alternativa para a questão 39d8d80c-69
  • 39D66C67-69

    Português

    Interpretação de Textos
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    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Segundo as ideias do autor, o “fim do mundo” é representado
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  • 39D3A526-69

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    Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2025, Interpretação de Textos
    A tirinha faz uma crítica, sobretudo,
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