Questões de Português do ENEM
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A3814855-BB Trecho 1“Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro d’Água. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições nos depoimentos das testemunhas, lacunas diversas.” (p.15).Trecho 2“Quando finalmente, naquela manhã, um santeiro estabelecido na ladeira do Taboão chegou aflito à pequena porém bem arrumada casa da família Barreto e comunicou à filha Vanda e ao genro Leonardo estar Quincas definitivamente espichado, morto em sua pocilga miserável...” (p. 21).Trecho 3“Quando já estavam fartos de tanto cantar, Curió perguntou:- Não era hoje de noite a moqueca de Mestre Manuel?- Hoje mesmo. Moqueca de Arraia – acentou Pé de Vento.- Ninguém faz moqueca igual a Maria Clara – afirmou Cabo.Quincas estalou a língua. Negro Pastinha riu:-Tá doidinho pela moqueca.” (p. 91).AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro d’Água. Rio de Janeiro: Record, 42 ed., 1980.Os trechos destacados permitem afirmar que a narrativa utilizada pelo autor se dáA37CC51F-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 1Lutou contra a existência num humilde barracãoJoana de tal, por causa de um tal joão.Depois de medicada, retirou-se pro seu larAí a notícia carece de exatidão.O lar não existe,Ninguém volta ao que acabou.Joana é mais uma mulata triste que errou,Errou na dose, errou no amor,Joana errou de João.Ninguém notou,Ninguém morouNa dor que era o seu mal,A dor da gente não sai no jornal.HOLANDA. Chico Buarque de. Notícia de Jornal. Disponível em:<https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/noticia-dejornal.html>. Acesso em: 14 nov. 2018.Texto 2“Sabe que Odilon – e se não mudou inteiramente – examinar-lhe-á o rosto com atenção a observar todos os detalhes.”“Depois, o prédio magro de três andares na ruazinha de ladeira, no Rio Vermelho, onde permaneceria os últimos quinze anos ao lado do mar e de Geraldo.”FILHO, Adonias. O Largo Branco. Largo da Palma. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p. 32-35.O texto de Chico Buarque, Notícia de Jornal, mantém uma relação de intertextualidade com o conto “O Largo de Branco”, da obra de Adonias Filho, O Largo da Palma.Baseando-se na narrativa do conto e na canção, é correto afirmar:
A3783E03-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos“Três pastos, uma casa, uma roça de mandioca, arado, carro de bois, cavalo, gado e cachorro. Uma mulher, doze filhos. O baque da cancela era um adeus a tudo isso. Já tinha sido um homem, agora não era mais nada, não tinha mais nada.”TORRES, Antônio. Essa Terra. Rio de Janeiro: Record, 2005, 20 ed. edição, p. 67.Considerando-se a totalidade do romance e a temática do trecho acima, é correto afirmar:A3749069-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosMágoasQuando nasci, num mês de tantas flores,Todas murcharam, tristes, langorosas,Tristes fanaram redolentes rosas,Morreram todas, todas sem olores.Mais tarde da existência nos verdoresDa infância nunca tive as venturosasAlegrias que passam bonançosas,Oh! Minha infância nunca tive flores!Volvendo à quadra azul da mocidade,Minh’alma levo aflita à Eternidade,Quando a morte matar meus dissabores.Cansado de chorar pelas estradas,Exausto de pisar mágoas pisadas,Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.A intertextualidade dá-se, entre os excertos, a partir daA3708433-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosMágoasQuando nasci, num mês de tantas flores,Todas murcharam, tristes, langorosas,Tristes fanaram redolentes rosas,Morreram todas, todas sem olores.Mais tarde da existência nos verdoresDa infância nunca tive as venturosasAlegrias que passam bonançosas,Oh! Minha infância nunca tive flores!Volvendo à quadra azul da mocidade,Minh’alma levo aflita à Eternidade,Quando a morte matar meus dissabores.Cansado de chorar pelas estradas,Exausto de pisar mágoas pisadas,Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.Excerto 1Quando nasci, um anjo tortodesses que vivem na sombradisse: Vai Carlos! Ser gauche na vida.ANDRADE, Carlos Drummond de.Poema das Sete Faces. Alguma Poesia. Rio de Janeiro. Ed. José Olímpio, 1983. p.3-4).Excerto 2
Quando eu nascium anjo louco muito loucoveio ler a minha mãonão era um anjo barrocoera um anjo muito louco, tortocom asas de avião.Let’s play that Todo Dia É Dia D, CD Torquato Neto Vários Artistas, Dubas Música, 2002.Excerto 3Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.PRADO, Adélia. Com licença poética. Poesia Reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.Excerto 4Quando nasci veio um anjo safadoO chato dum querubimE decretou que eu tava predestinadoA ser errado assimJá de saída a minha estrada entortouMas vou até o fim.BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.Assim como Augusto dos Anjos em “Mágoas”, os excertos 1, 2, 3 e 4 constituem uma reflexão acerca do nascimento, distintas entre si, pela época, pela visão de mundo e pelo tratamento que cada um deles dá a esse tema, mantendo um perceptível distanciamento.Considerando-se esses excertos, é improcedente afirmar:
A36D8B26-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosMágoasQuando nasci, num mês de tantas flores,Todas murcharam, tristes, langorosas,Tristes fanaram redolentes rosas,Morreram todas, todas sem olores.Mais tarde da existência nos verdoresDa infância nunca tive as venturosasAlegrias que passam bonançosas,Oh! Minha infância nunca tive flores!Volvendo à quadra azul da mocidade,Minh’alma levo aflita à Eternidade,Quando a morte matar meus dissabores.Cansado de chorar pelas estradas,Exausto de pisar mágoas pisadas,Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.Considerando-se os recursos de estilo do poema “Mágoas” e a escola literária em que o poeta está inserido, é procedente o que se afirma emA369C7C1-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosMágoasQuando nasci, num mês de tantas flores,Todas murcharam, tristes, langorosas,Tristes fanaram redolentes rosas,Morreram todas, todas sem olores.Mais tarde da existência nos verdoresDa infância nunca tive as venturosasAlegrias que passam bonançosas,Oh! Minha infância nunca tive flores!Volvendo à quadra azul da mocidade,Minh’alma levo aflita à Eternidade,Quando a morte matar meus dissabores.Cansado de chorar pelas estradas,Exausto de pisar mágoas pisadas,Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.Analisando-se o poema, em destaque, é correto afirmar:A366CFED-BB Português
Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)Universidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Considerando-se os recursos linguísticos na tessitura do poema, é correto afirmar:A363BD03-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
A alternativa que está improcedente em relação à análise do poema é
A35F8978-BB Português
Análise sintáticaUniversidade do Estado da Bahia · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO:

Importância de se preservar a identidade cultural do Brasil. Disponível
em: http://www.saaesp.org.br/arquivos/2117>. Acesso em: 14 nov. 2018.
“há que se destacar que não se podem esquecer os aspectos particulares da cultura” (l. 6-8)Em relação à passagem destacada do texto, é correto afirmar:A35BA88B-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO:

Importância de se preservar a identidade cultural do Brasil. Disponível
em: http://www.saaesp.org.br/arquivos/2117>. Acesso em: 14 nov. 2018.
A construção de uma identidade nacional, segundo o texto, é de responsabilidade, sobremaneira, de umaA3582B4C-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO:

Importância de se preservar a identidade cultural do Brasil. Disponível
em: http://www.saaesp.org.br/arquivos/2117>. Acesso em: 14 nov. 2018.
Percebe-se, pela leitura do texto, que a difícil sedimentação de uma cultura nacional está intrinsecamente vinculado àA3543E15-BB Português
Interpretação de TextosUniversidade do Estado da Bahia · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO:

Importância de se preservar a identidade cultural do Brasil. Disponível
em: http://www.saaesp.org.br/arquivos/2117>. Acesso em: 14 nov. 2018.
Segundo as ideias do texto, a questão da identidade nacional brasileira é bastante discutida e de difícil consenso.A alternativa que melhor justifica essa opinião éF2C8D93B-B9 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
A articulação do primeiro com o segundo parágrafo revela o seguinte eixo principal da argumentação do crítico:
F2B0C797-B9 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTrês teses sobre o avanço da febre amarela

NATHALIA PASSARINHO
Adaptado de bbc.com, 06/02/2018.
Adaptado de Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) – 1844 a 1885
Os relatos sobre as ondas epidêmicas de febre amarela na cidade do Rio de Janeiro apareceram com frequência nos periódicos, especialmente a partir da década de 1850.
De acordo com o documento acima, no início da década de 1870, o alastramento da doença era associado ao seguinte fator:
2408F8A6-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosConsidere o poema do livro A cinza das horas, de Manuel Bandeira.OceanoOlho a praia. A treva é densa.Ulula o mar, que não vejo,Naquela voz sem consolo,Naquela tristeza imensaQue há na voz do meu desejo.E nesse tom sem consoloOuço a voz do meu destino:Má sina que desconheço,Vem vindo desde eu menino,Cresce quanto em anos cresço.— Voz de oceano que não vejoDa praia do meu desejo...(Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993)Acerca desse poema, está correto o que se afirma em:2404EC5F-B9 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de São Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder às questão.Conforme declarei, Madalena possuía um excelente coração. Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram. E, como sabem, não sou homem de sensibilidades. É certo que tenho experimentado mudanças nestes dois últimos anos. Mas isto passa.(S. Bernardo. 93. ed. Rio de Janeiro, Record, 2012)
“Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram.”Está escrito em consonância com o conteúdo dessa frase e com uma forma verbal na voz passiva o que se encontra em:24015FB2-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de São Bernardo, de Graciliano Ramos, para responder às questão.Conforme declarei, Madalena possuía um excelente coração. Descobri nela manifestações de ternura que me sensibilizaram. E, como sabem, não sou homem de sensibilidades. É certo que tenho experimentado mudanças nestes dois últimos anos. Mas isto passa.(S. Bernardo. 93. ed. Rio de Janeiro, Record, 2012)
Em São Bernardo, o narrador, Paulo Honório, conta de seu relacionamento com a esposa, Madalena; relacionamento conflituoso, marcado pelo ciúme excessivo do marido, o que evidenciava o modo como ele23FE3C97-B9 Português
Interpretação de TextosUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Macunaíma, narrativa de Mário de Andrade.Nem bem pisou na praia e se ergueu na frente dele um monstro. Era o bicho Pondê um jurucutu do Solimões que virava gente de-noite e engolia os estradeiros. Porém Macunaíma pegou na flecha que tinha na ponta a cabeça chata da formiga santa chamada curupê e nem fez pontaria, acertou que foi uma beleza. O bicho Pondê estourou virando coruja.(Macunaíma – o herói sem nenhum caráter. Ed. crítica de Telê Porto Ancona Lopez, 1988)Esse trecho evidencia uma característica comum à composição de Macunaíma, que é23FA58C0-B9 Português
SintaxeUniversidade Virtual de São Paulo · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho de Til, romance de José de Alencar, para responder às questão.Era ela de pequena estatura e tão delgada e flexível no talhe, que dobrava-se como o junco da várzea. As formas da graciosa pubescência, que um corpinho justo debuxaria1 em doce e palpitante relevo, as dissimulava o frouxo corte de uma jaqueta de flanela escarlate com mangas compridas, e desabotoada sobre um camisote liso, cujos largos colarinhos se rebatiam sobre os ombros, à feição dos que usavam então os meninos de escola.Os grandes olhos, negros, claros e serenos, como um lago cristalino imerso na sombra, não podiam negar que fossem de mulher: tinham a diáfana2 profundidade do céu, cheia de enlevos e mistérios.A boca mimosa e breve, conhecia-se que fora vazada no molde do beijo e do sorriso. Mas quando o brinco iluminava essa fisionomia, e o capricho quebrava-lhe a harmonia das linhas do suave perfil, era cobrir-se com a máscara do rapazinho estouvado, que ela teria sido sem dúvida, se a natureza não lhe trocasse o destino.(Til. www.dominiopublico.gov.br)1 um corpinho justo debuxaria: um corpete justo mostraria;2 diáfana: que permite a passagem da luz; transparente, límpida.Considere o emprego dos vocábulos destacados nas seguintes passagens:• “Era ela de pequena estatura e tão delgada e flexível no talhe, que dobrava-se como o junco da várzea.”• “... um camisote liso, cujos largos colarinhos se rebatiam sobre os ombros, à feição dos que usavam então os meninos de escola.”• “Os grandes olhos, negros, claros e serenos, como um lago cristalino imerso na sombra, não podiam negar que fossem de mulher...”No contexto em que são empregados, os vocábulos destacados expressam, respectivamente, ideia de