Português
Interpretação de TextosUNESP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos 
A charge explora, sobretudo, a oposição
Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
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A charge explora, sobretudo, a oposição


GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. In: Sérgio Buarque de
Hollanda (Org.) Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São
Paulo, Perspectiva.1979. p.301.

MATOS, Gregório. Disponível em: http://poesiascolecionadas.
blogspot.com.br/2010/05/desenganos-da-vida-metaforicamente.html.
Acesso em: 21 set. 2016.

UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo,
São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.
Marque V ou F, conforme sejam as afirmativas verdadeiras ou falsas.
( ) Em “Cada um de nós nasce enquadrado.” (l. 1), o termo qualificador “enquadrado” poderia ser usado no plural concordando com o pronome “nós”.
( ) As palavras “época” (l. 4), “indivíduo” (l. 7), “espírito” (l. 11) e “raízes” (l. 15) são acentuadas pela mesma razão.
( ) Em “Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la” (l. 23-24), o pronome”ela” e a contração “la” são termos anafóricos que retomam a palavra “mutilação” (l. 22).
( ) As vírgulas em “Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos” (l. 28-29) são aplicadas pelo mesmo motivo que em “Rendemo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância” (l. 32-33).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para
baixo, é a

UNGUER, Roberto Mangabeira. Uma vida Humana. Folha de São Paulo,
São Paulo, 11 setembro [2001?]. Opinião, Tendências/Debates.




























Leia a crônica O apagar da velha chama, de Luis Fernando Verissimo.
Eu, você, nós dois, um cantinho, um violão... Da janela, mesmo em Porto Alegre, via-se o Corcovado, o Redentor (que lindo!) e um barquinho a deslizar no macio azul do mar. Tinha-se, geralmente, de vinte anos para menos quando, em 1958, chegou a Elizete com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim e João Gilberto com o amor, o sorriso, a flor e aquela batida diferente, mas que era bossa-nova e era muito natural, mesmo que você não pudesse acompanhar e ficasse numa nota só, porque no peito dos desafinados também batia um coração, lembra? Na vida, uma nova canção, um doce balanço. Era carioca, era carioca, certo, mas a juventude que aquela brisa trazia também trazia pra cá e daqui se via a mesma luz, o mesmo céu, o mesmo mar, milhões de festas ao luar, e sempre se podia pegar um Electra e mandar descer no Beco das Garrafas, olha que coisa mais linda. Queríamos a vida sempre assim, si, dó, ré, mi, fá, sol, muito sol, e lá. Mas era preciso ficar e trabalhar, envelhecer, acabar com esse negócio de Rio, céu tão azul, ilhas do sul, muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar, onde já se viu? Até um dia, até talvez, até quem sabe. O amor, o sorriso e a flor se transformavam depressa demais. Quem no coração abrigou a tristeza de ver tudo isso se perder, para não falar nos seus vinte anos, nos seus desenganos e no seu violão, nem pode dizer ó brisa fica, porque nem mais se entende, nem mais pretende seguir fingindo e seguir seguindo. A realidade é que sem ela não há paz, não há beleza, é só a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai. E dê-lhe rock.
Sobre a crônica, considere as seguintes afirmações.
I - O autor, partindo de sua experiência pessoal, como é próprio da crônica, recupera o momento histórico de uma geração, através da música brasileira.
II - O autor constrói a crônica a partir de diversas letras de músicas, mostrando como elas fazem parte de sua vivência de juventude.
III- A melancolia, ao final da crônica, está ligada ao envelhecimento e à percepção de que aquele momento não volta mais.
Quais estão corretas?