Questões de Português do ENEM
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F5F5A4B6-D8 TEXTO IVQuando me apaixonoesse ar de abandono me toma a caracão sem dono, fala amara,não tenho mais sononão quero comida.O desejome escancara pra vida.(ELIMACUXI. Amor para quem odeia. Boa Vista: Série Máfia do Verso 3, 2013.)Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO IV.F5F13F1F-D8 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO IVQuando me apaixonoesse ar de abandono me toma a caracão sem dono, fala amara,não tenho mais sononão quero comida.O desejome escancara pra vida.(ELIMACUXI. Amor para quem odeia. Boa Vista: Série Máfia do Verso 3, 2013.)Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir do TEXTO IV.F5ECFE1D-D8 Português
Análise sintáticaUniversidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO III
Ela se despiu como quem vestia a pele.Yara saiu dos rios e seduziu o pescador.Fizeram amor toda noite na areia,na canoa, dentro do Uraricoera.havia puçanga* em seu corpo,havia urucum em seus lábios, jenipapo no corpo,um redemoinho no ventre.Ela o estrangulou ao amanhecer esaiu com um filho no ventre.*Poção mágica utilizada pelos indígenas. (FIOROTTI, Devair. Livro dos amores. São Paulo: Patuá, 2014.)
Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO III.F5E8A183-D8 Português
Denotação e ConotaçãoUniversidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO III
Ela se despiu como quem vestia a pele.Yara saiu dos rios e seduziu o pescador.Fizeram amor toda noite na areia,na canoa, dentro do Uraricoera.havia puçanga* em seu corpo,havia urucum em seus lábios, jenipapo no corpo,um redemoinho no ventre.Ela o estrangulou ao amanhecer esaiu com um filho no ventre.*Poção mágica utilizada pelos indígenas. (FIOROTTI, Devair. Livro dos amores. São Paulo: Patuá, 2014.)
Assinale a alternativa FALSA, a partir dos TEXTOS I, II e III.F5E48527-D8 Português
MorfologiaUniversidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO III
Ela se despiu como quem vestia a pele.Yara saiu dos rios e seduziu o pescador.Fizeram amor toda noite na areia,na canoa, dentro do Uraricoera.havia puçanga* em seu corpo,havia urucum em seus lábios, jenipapo no corpo,um redemoinho no ventre.Ela o estrangulou ao amanhecer esaiu com um filho no ventre.*Poção mágica utilizada pelos indígenas. (FIOROTTI, Devair. Livro dos amores. São Paulo: Patuá, 2014.)
Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir de "Ela o estrangulou ao amanhecer".F5E0B493-D8 Português
Análise sintáticaUniversidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO III
Ela se despiu como quem vestia a pele.Yara saiu dos rios e seduziu o pescador.Fizeram amor toda noite na areia,na canoa, dentro do Uraricoera.havia puçanga* em seu corpo,havia urucum em seus lábios, jenipapo no corpo,um redemoinho no ventre.Ela o estrangulou ao amanhecer esaiu com um filho no ventre.*Poção mágica utilizada pelos indígenas. (FIOROTTI, Devair. Livro dos amores. São Paulo: Patuá, 2014.)
Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO III.F5D911E8-D8 Português
Análise sintáticaUniversidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO II
Senhoras e senhores
Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir do TEXTO II.
vão emboras
por favores.
A fera
não tolera
sofredores.
(ANTUNES, Arnaldo. N. d. a. São Paulo: Iluminuras, 2010.)F5D4E5CB-D8 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO II
Senhoras e senhores
Assinale a alternativa FALSA, a partir do TEXTO II.
vão emboras
por favores.
A fera
não tolera
sofredores.
(ANTUNES, Arnaldo. N. d. a. São Paulo: Iluminuras, 2010.)F5D074EB-D8 Português
MorfologiaUniversidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO II
Senhoras e senhores
Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir do TEXTO II.
vão emboras
por favores.
A fera
não tolera
sofredores.
(ANTUNES, Arnaldo. N. d. a. São Paulo: Iluminuras, 2010.)F5C8A3DE-D8 Português
Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)Universidade Estadual de Roraima · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO I
ERRO POÉTICO
Rosa-se quintal
(PEREZ, Marcelo. Ainda se estivesse faltando pedaços. Série Máfia do Verso V 4. Boa Vista, 2014.)
Assinale a alternativa VERDADEIRA, a partir do TEXTO I.F5BDE5F5-D8 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Roraima · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO I
ERRO POÉTICO
Rosa-se quintal
(PEREZ, Marcelo. Ainda se estivesse faltando pedaços. Série Máfia do Verso V 4. Boa Vista, 2014.)
Assinale a alternativa FALSA, a partir do texto ID90001B7-D8 Português
Interpretação de TextosFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Álvares de Azevedo para responder à questão.Se eu morresse amanhã!Se eu morresse amanhã, viria ao menosFechar meus olhos minha triste irmã;Minha mãe de saudades morreriaSe eu morresse amanhã!Quanta glória pressinto em meu futuro!Que aurora de porvir e que manhã!Eu perdera chorando essas coroasSe eu morresse amanhã!Que sol! que céu azul! que doce n’alvaAcorda a natureza mais louçã!Não me batera tanto amor no peito,Se eu morresse amanhã!Mas essa dor da vida que devoraA ânsia de glória, o dolorido afã…A dor no peito emudecera ao menosSe eu morresse amanhã!(Lira dos vinte anos, 2000.)Uma característica do eu lírico do poema éD8F8EDE1-D8 Português
Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do conto “As caridades odiosas”, de Clarice Lispector, para responder à questão.Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.– Um doce, moça, compre um doce para mim.Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.(A descoberta do mundo, 1999.)“Percebi vagamente um pedido.” (1° parágrafo)
Na voz passiva, sem alteração de sentido, essa oração transforma-se em:
D8F56BCC-D8 Português
MorfologiaFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do conto “As caridades odiosas”, de Clarice Lispector, para responder à questão.Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.– Um doce, moça, compre um doce para mim.Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.(A descoberta do mundo, 1999.)“Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete” (4° parágrafo)A preposição destacada assume valor semântico semelhante ao que se verifica na frase:D8F17008-D8 Português
Interpretação de TextosFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do conto “As caridades odiosas”, de Clarice Lispector, para responder à questão.Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.– Um doce, moça, compre um doce para mim.Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.(A descoberta do mundo, 1999.)“assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.” (3° parágrafo)A imagem literária presente nessa passagem exprime uma comparação baseadaD8ED52FD-D8 Português
Interpretação de TextosFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do conto “As caridades odiosas”, de Clarice Lispector, para responder à questão.Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.– Um doce, moça, compre um doce para mim.Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.(A descoberta do mundo, 1999.)“Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele.” (1° parágrafo)
A passagem narra o momento inicial do encontro da narradora com seu interlocutor. Tal momento é caracterizado
12E36B2D-D8 Português
Interpretação de TextosINSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosANVISA MATA‐MOSQUITOA solicitação da Oxitec está em análise pela diretoria colegiada do órgão e só após sua conclusão será possível fixar um prazo para finalização. "Não é possível estimar o tempo para o registro comercial do produto, tendo em vista que, após a publicação da norma sobre o assunto, a empresa deverá protocolar o pedido de regularização perante a Anvisa."Poderia ter dito simplesmente: vamos estar providenciando.No último parágrafo, ao afirmar que a melhor resposta seria “vamos estar providenciando”, o autor emprega uma estrutura gramatical conhecida como “gerundismo”. A razão pela qual essa construção foi empregada deve‐se ao fato de que ela sugere12D7E390-D8 Português
Interpretação de TextosINSPER · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosDESVENDADO MISTÉRIO DAS ÁRVORES QUE RESISTEM A INCÊNDIOS FLORESTAISOs cientistas espanhóis Bernabé e José Moya não podiam acreditar no que estavam vendo quando se depararam com ciprestes de pé e intactos após um incêndio que devastou 20 mil hectares de floresta. Quando o fogo destruiu uma plantação experimental em Andilla, na província de Valência, em 2012, os pesquisadores se propuseram a desvendar o "mistério" dos ciprestes."Quando nós vimos aquela cena dantesca do verão trágico de 2012, uma grande tristeza tomou conta de nós. Estávamos comovidos com as dimensões da devastação", disse à BBC o botânico Bernabé Moya, que chegou ao local do incidente com seu irmão José, licenciado em ciências ambientais – ambos são do Departamento de Árvores Monumentais do Conselho Provincial de Valência."As observações acumuladas ao longo dos anos nos faziam alimentar a esperança de que alguns ciprestes teriam sobrevivido", conta ele."Assim que chegamos, percebemos que toda a vegetação ao redor, formada por carvalhos e vários tipos de pinheiros, estava completamente queimada. Mas apenas 1,27% dos ciprestes mediterrâneos havia queimado", disse. E agora, após três anos de pesquisa na Espanha e na Itália, Bernabé e José Moya estão entre os autores de um novo estudo que finalmente desvenda o mistério dos ciprestes que sobrevivem aos incêndios. Ele acaba de ser publicado na edição deste mês da revista científica "Journal of Environmental Management".(…)Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2015/09/1676689‐desvendado‐misterio‐das‐arvores‐que‐resistem‐a‐incendios‐florestais.shtml. Acesso em: 31/08/2015Uma das expressões que, no contexto, NÃO se refere simultaneamente a Bernabé e José Moya é12D46622-D8 Português
Interpretação de TextosINSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosDESVENDADO MISTÉRIO DAS ÁRVORES QUE RESISTEM A INCÊNDIOS FLORESTAISOs cientistas espanhóis Bernabé e José Moya não podiam acreditar no que estavam vendo quando se depararam com ciprestes de pé e intactos após um incêndio que devastou 20 mil hectares de floresta. Quando o fogo destruiu uma plantação experimental em Andilla, na província de Valência, em 2012, os pesquisadores se propuseram a desvendar o "mistério" dos ciprestes."Quando nós vimos aquela cena dantesca do verão trágico de 2012, uma grande tristeza tomou conta de nós. Estávamos comovidos com as dimensões da devastação", disse à BBC o botânico Bernabé Moya, que chegou ao local do incidente com seu irmão José, licenciado em ciências ambientais – ambos são do Departamento de Árvores Monumentais do Conselho Provincial de Valência."As observações acumuladas ao longo dos anos nos faziam alimentar a esperança de que alguns ciprestes teriam sobrevivido", conta ele."Assim que chegamos, percebemos que toda a vegetação ao redor, formada por carvalhos e vários tipos de pinheiros, estava completamente queimada. Mas apenas 1,27% dos ciprestes mediterrâneos havia queimado", disse. E agora, após três anos de pesquisa na Espanha e na Itália, Bernabé e José Moya estão entre os autores de um novo estudo que finalmente desvenda o mistério dos ciprestes que sobrevivem aos incêndios. Ele acaba de ser publicado na edição deste mês da revista científica "Journal of Environmental Management".(…)Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2015/09/1676689‐desvendado‐misterio‐das‐arvores‐que‐resistem‐a‐incendios‐florestais.shtml. Acesso em: 31/08/2015O “mistério” ao qual o texto se refere é o fato de12BE2CB4-D8 Português
Interpretação de TextosINSPER · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritosO loteamento ficava num fim de mundo, terrenos baratos para estimular a autoconstrução de modo a valorizar terras do mesmo dono mais próximas ao centro, depois de os moradores conseguirem água, luz e ônibus. Ali, um projeto de lei de um vereador de esquerda deu a cada rua o nome de um desaparecido político, quarenta e sete ruas, quarenta e sete desaparecidos políticos.(...) Mas passou a prestar atenção nas placas e indicativos de ruas à medida que o micro‐ônibus percorria o caminho de volta. (...)(...) Percorreram algumas ruas com nomes que ele desconhecia. Depois para espanto de K., uma avenida General Milton Tavares de Souza. Esse ele sabia muito bem quem foi: jamais esqueceria esse nome. O filho do farmacêutico falara dele. Dom Paulo também. Foi quem criou o DOI‐CODI, para onde levaram o Herzog e o mataram.(...) Centenas de pessoas passam por aqui todos os dias, jovens, crianças, e leem esse nome na placa, e podem pensar que é um herói. Devem pensar isso. Agora ele entendia por que as placas com os nomes dos desaparecidos foram postas num fim do mundo.KUCINSKI, Bernardo. K. ‐ Relato de uma busca. São Paulo, Cosac Naify, 2014, p. 160‐165
K. – relato de uma busca, de Bernardo Kucisnki, é um romance baseado na desaparição da irmã do autor nos anos da Ditadura Militar no Brasil. No fragmento, o personagem K., após participar de uma cerimônia em homenagem a desaparecidos políticos, observa nomes de avenidas e pontes. Sua reflexão a respeito dos nomes que lê nas placas simboliza a