Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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10.965 questões encontradas. Mostrando a página 481 de 549.

  • 7F3DC99D-B7

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    UECE · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO

    CIDADE SEM LUZ 

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    Figura 2 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)Figura 3 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    (Olavo Drummond. O vendedor de estrelas. Contos.) 

    O narrador alterna momentos em que emprega o pretérito perfeito do indicativo – o tempo próprio da narrativa – com outros em que emprega o presente do indicativo, como na seguinte passagem: Acomodado em um tamborete, sem ver nada e sem ser visto, Policarpo emprestou os ouvidos ao silêncio, até que distingue uma luzinha de lanterna, à direita, bambolear lá longe. Quem será? Difícil descobrir. O escrivão ficou atento, olhos fixos na luz que se aproximava. Um distante som de esporas faz parceria com a luz. Esporas? Era ele, o prefeito (linhas 22-30).

    A passagem do pretérito para o presente provoca, no conto, o efeito estilístico de

    I) intensificar a atmosfera de tensão que envolve a personagem.
    II) atualizar o passado, tornando-o mais vivo.
    III) fazer do narrador uma personagem, alterando o foco narrativo.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 7f3dc99d-b7
  • 7F38613C-B7

    Português

    Advérbios
    UECE · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO

    CIDADE SEM LUZ 

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Advérbios

    Figura 2 de 3 da questão de Português, UECE 2010, AdvérbiosFigura 3 de 3 da questão de Português, UECE 2010, Advérbios

    (Olavo Drummond. O vendedor de estrelas. Contos.) 

    Atente para os segmentos do texto: Esta noite está assim. (linha 09); Bonitão, casadão, quarentão, espalhou esperanças até agora, quando topou com o primeiro problema: a luz. (linhas 39-41); Ali está há mais de hora fixado no negrume da noite (linhas 106-107). Considerando que a postura do narrador diante da narrativa se reconhece pelas referências feitas no texto, assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.

    ( ) Os verbos “espalhar” e “topar”, empregados na terceira pessoa do singular, indicam que a narrativa é feita em terceira pessoa, por um narrador não personagem.
    ( ) O emprego do advérbio agora, um elemento que indica a posição do falante, sugere um narrador que se imiscui nos fatos narrados.
    ( ) Os vocábulos esta e assim, na medida em que são próprios do discurso direto, parecem misturar a fala do narrador com a fala da personagem.
    ( ) O uso do advérbio ali indica o distanciamento do narrador em relação à cena enunciativa.

    A sequência correta, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 7f38613c-b7
  • 9E36783B-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho abaixo e assinale a alternativa correta:


    "De repente, vi minha pessoa num brejal, a cem braças do recinto da onça, nadando em minha infância nado de cachorrinho. E na segurança de umas tábuas e paus-de-mangue, fui ancorar a barba, espingarda a salvo para o que desse e viesse. [...] E andava eu nessas minudências, quando vi sair, do atrás de um panelão de formiga, aquele tiro sem pai. A pintada, que não esperava chumbo, pulou em modos de voar de imediato e caiu nos estrebuchos da agonia. Avivei a atenção para descobrir Barbirato e quem apareceu, no encaracolado da fumaça, foi o molecote pegador de papa-capim e caboclinho que vez por outra pernoitava no Sobradinho. Veio fagueiro, espingarda no ombro, sem medir consequência. Soltei do banhado meu grito de aviso:

    ― Afasta! Afasta!

    E em dois pulos larguei a água em hora de correr o moleque na ponta da botina, tarefa de que só abri mão ao ver o desmiolado em distância segura, sem risco de vida. Como arremate, parado junto de uns pés de guriri, ainda esbravejei:

    ― Sujeito sem tino! Cuida que onça é gato de borralho.

    Então, voltando atrás, passei ao ouvido da pintada toda a munição do meu paude-fogo que nem a água do brejo teve força de emperrar. Quebrada a jura por um, quebrada por mil. E, mais alto do que o estrondo do tiro, berrei eu:

    ― Conheceu, papuda!"


    (José Cândido de Carvalho. O coronel e o lobisomem. José Olympio Editora: 41ª ed., p. 60-61)
    Escolha uma alternativa para a questão 9e36783b-b6
  • 9E2C6A37-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO III

    O filhinho diz à mãe que chegou de viagem:

    - Eu dormiu com o papai ontem.

    A empregada o corrige:

    - Eu dormi com o papai.

    O menino responde:

    - Só se foi depois que eu peguei no sono.

    (Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p. 145)


    O texto acima apresenta um duplo efeito de sentido, em conseqüência: 

    Escolha uma alternativa para a questão 9e2c6a37-b6
  • 9E27A66E-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II

    Desculpe, querida, mas eu tenho a impressão de que você quer casar comigo só porque eu herdei uma fortuna do meu tio. – Imagina, meu bem! Eu me casaria com você mesmo que tivesse herdado a fortuna de outro parente qualquer!

    (Sírio Possenti. In: Humores da língua. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998, p.31)


    No texto II, a partir da fala da mulher, o leitor pode ser levado a deduzir que ela quer se casar, não por interesse, mas por amor. Essa dedução, no entanto, é desconstruída quando 

    Escolha uma alternativa para a questão 9e27a66e-b6
  • 9E1ED3AF-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Estado do Amapá · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2010, Coesão e coerência

    Observe o trecho: A inveja está presente em todos nós e é encarada como algo ruim. Mas é possível tirar proveito desse sentimento para evoluir, sem prejudicar ninguém (chamada do texto). Substituindo o conector mas por outros de igual valor e fazendo algumas alterações de ordem e pontuação, em qual das alternativas a substituição alterará o sentido original do fragmento?
    Escolha uma alternativa para a questão 9e1ed3af-b6
  • 9E19DE98-B6

    Português

    Morfologia - Pronomes
    Universidade do Estado do Amapá · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2010, Morfologia - Pronomes

    Das afirmativas abaixo, assinale a única que apresenta o que como pronome relativo.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e19de98-b6
  • 9E151C5C-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Estado do Amapá · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2010, Coesão e coerência

    Assinale a única alternativa que traz uma informação incorreta de acordo com o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e151c5c-b6
  • 9E112094-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2010, Coesão e coerência

    Analise as proposições que compõe a questão e, posteriormente, assinale a alternativa que contém a opção correta.


    I - Em ...um sentimento conhecido por todos nós: a inveja. (L.13/14) e No início a coisa é branda: a gente reconhece... (L.32) os dois pontos podem ser substituídos pela expressão que é.

    II- As orações Existem casos... (L.33) e ...explica Priscila Araújo... (L.40) são marcadas por um sujeito posposto.

    III- O período ...é possível livrar a inveja do estigma de vilã... (L.37) pode ser reescrito, sem prejuízo de sentido, por ...é possível que se livre a inveja do estigma de vilã.

    IV- O uso predominante das aspas, no texto, serve para destacar o posicionamento de especialistas no assunto em discussão.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e112094-b6
  • 9E0B8858-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado do Amapá · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2010, Interpretação de Textos

    Analise as proposições que compõe a questão e, posteriormente, assinale a alternativa que contém a opção correta. 

    I- O o que aparece em ...o que fazia a serpente... (L.10) tem o valor de um pronome demonstrativo.

    II- Por anteceder a um verbo, o vocábulo a apresenta equivalência morfológica nas três situações seguintes: a evitem (L.18), a competirem (L.26), a cobiçar (L.31).

    III- Em ...pinta aquele incômodo persistente...(L.30/31), o vocábulo em destaque é marca predominante da linguagem informal.

    IV- Em Essa simples história retrata com clareza um sentimento conhecido por todos nós: a inveja. (L.13/14), os termos em negrito designam uma expressão que faz menção à palavra história. 
    Escolha uma alternativa para a questão 9e0b8858-b6
  • 7B88EDB2-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Coesão e coerência
    Hitler vs. Chaplin
    “Hut Weber. É o chapéu”.

    (disponível em:
    designrn.files.wordpress.com/2008/12/hutweber_hitler_chaplin)
    A expressão “É o chapéu”, na propaganda, tem o mesmo efeito de sentido que a expressão sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão 7b88edb2-b6
  • 7B84C774-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 3

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás 2010, Interpretação de Textos
    Hitler vs. Chaplin
    “Hut Weber. É o chapéu”.
    (disponível em: designrn.files.wordpress.com/2008/12/hutweber_hitler_chaplin)

    O texto 3 é criação de uma agência publicitária alemã para a chapelaria Hut Weber. Para divulgar o produto, a propaganda vale-se de:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b84c774-b6
  • 7B7FD2C8-B6

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 7b7fd2c8-b6
  • 7B79CCD0-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    No texto, o autor afirma que a imagem do novo trabalhador:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b79ccd0-b6
  • 7B74FA65-B6

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

    TEXTO 2

    Polivalência: do mito... para a realidade

       A modernidade, ao flexibilizar a divisão de tarefas no interior dos processos produtivos, estaria cumprindo com o papel de substituir o desqualificado e descomprometido “apertador de parafusos” por um funcionário que pensa e molda seu próprio emprego, à medida em que é chamado a experimentar novos métodos de trabalho capazes de garantir ao mesmo tempo a sua realização pessoal e o crescimento da empresa. Desta forma, graças à polivalência, o ser humano estaria deixando de ser um mero apêndice das máquinas para reencontrar no trabalho o caminho de sua própria humanização.  
         Mas será que é isso mesmo? Com a polivalência, o capital estaria mesmo abrindo mão da crescente submissão do homem à máquina que, aliás, é um dos elementos que lhe garantem a progressiva exploração da força de trabalho? A polivalência que tem sua origem na flexibilização e na automação dos processos produtivos estaria gerando uma maior qualificação do trabalhador coletivo? 
        O novo trabalhador, a ser moldado de acordo com as necessidades dos sistemas informatizados, teria que ser jovem, polivalente, sem tradição de luta, com estudos que lhe fornecessem conhecimentos gerais mais amplos (o segundo grau, por exemplo) ou, no limite, as noções técnicas básicas que podem ser assimiladas através dos cursos de SENAI. 
          Ou seja, o perfil da grande maioria dos trabalhadores, que do final da década de 80 até os nossos dias começam a compor o quadro de funcionários das grandes empresas, tem como traços fundamentais a ausência de uma militância política e de uma qualificação efetiva, ao lado de uma bagagem de conhecimentos que serve apenas para proporcionar-lhes uma leitura rápida e segura das informações que aparecem nos sistemas de controle dos equipamentos automatizados e para garantir uma rápida operacionalização das ordens recebidas.
          Se tivermos que descrever em poucas palavras o perfil de um trabalhador polivalente, diríamos que ele não passa de um “pau pra toda obra” que, diante do aumento do desemprego e da ameaça constante que isso traz à manutenção de suas condições de vida, percebe uma sensação de alívio ao aderir, ora ativa ora passivamente, aos objetivos e aos limites impostos pela lógica das mudanças no interior do sistema capitalista. Lógica que tem na polivalência e na flexibilização dos processos de trabalho dois importantes instrumentos para ocultar a continuidade histórica da necessidade da classe dominante ir adequando a organização do trabalho às exigências da acumulação do capital e para apagar nas classes trabalhadoras a memória coletiva de sua tradição de lutas e, com ela, a necessidade de construir uma nova ordem social.
    (GENNARI, Emílio. Automação, Terceirização e Programas de Qualidade Total: os fatos e a lógica das mudanças nos processos de trabalho. São Paulo: CPV, 1997. Adaptado)  
    O tema básico do texto, em torno do qual o autor organiza seus argumentos, pode ser expresso pelas seguintes proposições, exceto uma. Assinale-a.
    Escolha uma alternativa para a questão 7b74fa65-b6
  • F995320B-B6

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4
    Subsídio para debate sobre cultura

         Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções do mundo e sempre se faz uma escolha entre elas. Como ocorre essa escolha? É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo? E não ocorre frequentemente que entre o fato intelectual e a norma de conduta exista uma contradição? Qual será, então, a verdadeira concepção do mundo: a que é logicamente afirmada como fato intelectual, ou que resulta da atividade real de cada um, que está implícita na sua ação? E, já que a ação é sempre uma ação política, não se pode dizer que a verdadeira filosofia de cada um se acha inteiramente contida na sua política? Este contraste entre o pensar e o agir, isto é, a coexistência de duas concepções do mundo, uma afirmada por palavras e a outra manifestando-se na ação efetiva, nem sempre se deve à má-fé. A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos, mas não é satisfatória quando o contraste se verifica nas manifestações vitais de grandes massas: neste caso, ele não pode deixar de ser a expressão de contrastes mais profundos de natureza histórico-social.  
    Gramsci, Antônio. Concepção Dialética da História. São Paulo:
    Civilização Brasileira, s/d. 
    Sobre as relações morfossintáticas, analise as seguintes proposições:


    I. Em “Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções...”, as formas verbais destacadas podem ser substituídas pela forma verbal “” preservando-se a correção gramatical.

    II. O pronome “esta” em “É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo?” exerce a função de termo que retoma uma ideia já enunciada.

    III. Em “logicamente afirmada como fato intelectual” – os termos grifados participam da mesma classe gramatical.

    IV. No período “A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos...”, estalece-se uma relação de oposição entre as duas orações.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão f995320b-b6
  • F990D446-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 4
    Subsídio para debate sobre cultura

         Na realidade, não existe filosofia em geral: existem diversas filosofias ou concepções do mundo e sempre se faz uma escolha entre elas. Como ocorre essa escolha? É esta escolha um fato puramente intelectual, ou é um fato mais complexo? E não ocorre frequentemente que entre o fato intelectual e a norma de conduta exista uma contradição? Qual será, então, a verdadeira concepção do mundo: a que é logicamente afirmada como fato intelectual, ou que resulta da atividade real de cada um, que está implícita na sua ação? E, já que a ação é sempre uma ação política, não se pode dizer que a verdadeira filosofia de cada um se acha inteiramente contida na sua política? Este contraste entre o pensar e o agir, isto é, a coexistência de duas concepções do mundo, uma afirmada por palavras e a outra manifestando-se na ação efetiva, nem sempre se deve à má-fé. A má-fé pode ser uma explicação satisfatória para alguns indivíduos considerados isoladamente, ou até mesmo para grupos mais ou menos numerosos, mas não é satisfatória quando o contraste se verifica nas manifestações vitais de grandes massas: neste caso, ele não pode deixar de ser a expressão de contrastes mais profundos de natureza histórico-social.  
    Gramsci, Antônio. Concepção Dialética da História. São Paulo:
    Civilização Brasileira, s/d. 
    De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão f990d446-b6
  • F98D8F54-B6

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


           Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa qualificação, nossa energia, nossa imaginação. Ainda assim, para a grande maioria dos homens, o trabalho nada mais é do que puro desgaste da vida. Na sociedade capitalista, a produtividade do trabalho aumentou simultaneamente a tão forte rotinização, apequenamento e embrutecimento do processo de trabalho de forma que já não há nada que mais nos desagrade do que trabalhar. Preferimos, a grande maioria, fazer o que temos em comum com os outros animais: comer, dormir, descansar, acasalar.

         Nossa capacidade de trabalho, a potência humana de transformação e emancipação de todos, ficou limitada a ser apenas o nosso meio de ganhar pão. Capacidade, potência, criação, o trabalho foi transformado pelo capital no seu contrário. Tornou-se o instrumento de alienação no sentido clássico da palavra: o ato de entregar ao outro o que é nosso, nosso tempo de vida.


    Sader, Emir. Trabalhemos menos, trabalhemos todos.

    In Correio Braziliense, 18/11/2007(adaptado).

    As palavras “rotinização”, “apequenamento” e “embrutecimento”, destacadas no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão f98d8f54-b6
  • F9873553-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
                       Homem Comum
    Sou um homem comum
    de carne e de memória
    de osso e esquecimento
    e a vida sopra dentro de mim
    pânica
    feito a chama de um maçarico
    e pode
    subitamente
    cessar.

    Sou como você
    feito de coisas lembradas
    e esquecidas
    rostos e
    mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
    em Pastos-Bons
    defuntas alegrias flores passarinhos
    facho de tarde luminosa
    nomes que já nem sei
    bandejas bandeiras bananeiras
    tudo
    misturado
    essa lenha perfumada
    que se acende
    e me faz caminhar
    Sou um homem comum
    brasileiro, maior, casado, reservista,
    e não vejo na vida, amigo, 
    nenhum sentido, senão
    lutarmos juntos por um mundo melhor.
    Poeta fui de rápido destino.
    Mas a poesia é rara e não comove
    nem move o pau-de-arara.
    Quero, por isso, falar com você,
    de homem para homem,
    apoiar-me em você
    oferecer-lhe o meu braço
    que o tempo é pouco
    e o latifúndio está aí, matando.

    Que o tempo é pouco
    e aí estão o Chase Bank,
    a IT & T, a Bond and Share,
    a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
    e sabe-se lá quantos outros
    braços do polvo a nos sugar a vida
    e a bolsa
    Homem comum, igual
    a você,
    cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
    A sombra do latifúndio
    mancha a paisagem
    turva as águas do mar
    e a infância nos volta
    à boca, amarga,
    suja de lama e de fome.

    Mas somos muitos milhões de homens
    comuns
    e podemos formar uma muralha
    com nossos corpos de sonho e margaridas.
    Gullar, F. Dentro da noite veloz. Civilização Brasileira, 1975; 3ª ed.,
    José Olympio, 1998. In: Toda poesia. José Olympio, 12ª ed., 2002.
    A metáfora transfigura o sentido das palavras expandindo a possibilidade de associações entre signos diferentes. Nos versos “e sabe-se lá quantos/outros/braços do polvo a nos sugar a vida/e a bolsa”, o poeta estruturou seu pensamento metaforicamente para:
    Escolha uma alternativa para a questão f9873553-b6
  • F983A1BE-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2
                       Homem Comum
    Sou um homem comum
    de carne e de memória
    de osso e esquecimento
    e a vida sopra dentro de mim
    pânica
    feito a chama de um maçarico
    e pode
    subitamente
    cessar.

    Sou como você
    feito de coisas lembradas
    e esquecidas
    rostos e
    mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
    em Pastos-Bons
    defuntas alegrias flores passarinhos
    facho de tarde luminosa
    nomes que já nem sei
    bandejas bandeiras bananeiras
    tudo
    misturado
    essa lenha perfumada
    que se acende
    e me faz caminhar
    Sou um homem comum
    brasileiro, maior, casado, reservista,
    e não vejo na vida, amigo, 
    nenhum sentido, senão
    lutarmos juntos por um mundo melhor.
    Poeta fui de rápido destino.
    Mas a poesia é rara e não comove
    nem move o pau-de-arara.
    Quero, por isso, falar com você,
    de homem para homem,
    apoiar-me em você
    oferecer-lhe o meu braço
    que o tempo é pouco
    e o latifúndio está aí, matando.

    Que o tempo é pouco
    e aí estão o Chase Bank,
    a IT & T, a Bond and Share,
    a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
    e sabe-se lá quantos outros
    braços do polvo a nos sugar a vida
    e a bolsa
    Homem comum, igual
    a você,
    cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
    A sombra do latifúndio
    mancha a paisagem
    turva as águas do mar
    e a infância nos volta
    à boca, amarga,
    suja de lama e de fome.

    Mas somos muitos milhões de homens
    comuns
    e podemos formar uma muralha
    com nossos corpos de sonho e margaridas.
    Gullar, F. Dentro da noite veloz. Civilização Brasileira, 1975; 3ª ed.,
    José Olympio, 1998. In: Toda poesia. José Olympio, 12ª ed., 2002.
    Quanto à construção de sentidos, podemos afirmar que, no poema:
    Escolha uma alternativa para a questão f983a1be-b6