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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 515 de 549

  • Linguagens

    Português

    O mesmo processo de formação da palavra “prioritariamente” é observado na palavra
    Escolha uma alternativa para a questão 19e183d2-31
  • Linguagens

    Português

    Leia a seguir uma manchete e sua reescrita.



    Manchete:


    Rebeca Andrade é reverenciada no pódio por Simone Biles e Jordan Chiles


    Disponível em: https://ge.globo.com/. Acesso em: 5 ago. 2024. 



    Reescrita


    Simone Biles e Jordan Chiles reverenciam Rebeca Andrade no pódio



    Considerando as vozes verbais utilizadas na elaboração da manchete e da reescrita apresentadas, conclui-se que

    Escolha uma alternativa para a questão 19ecab34-31
  • Linguagens

    Português

    IA na medicina


    DrugGPT ajuda médicos a prescrever remédios


    A ferramenta, desenvolvida pela Universidade de Oxford, poderá ser usada em consultórios: o médico digita os sintomas do paciente e o bot responde com uma lista de medicamentos recomendados, os possíveis efeitos colaterais e uma explicação sobre a escolha. Uma análise da Universidade de Manchester estimou que os médicos ingleses cometam 237 milhões de erros em receitas por ano.



    Bots podem gerar desinformação, mostra estudo


    Os algoritmos GPT-4 (do ChatGPT), PaLM 2 (do Google), Llama (da Meta) e Claude foram avaliados por cientistas australianos, que fizeram a eles perguntas sobre temas de saúde (3). Tirando o Claude (da empresa Anthropic AI), todos os robôs se saíram mal: é possível induzi-los a dizer coisas absurdas, como que vacinas causam autismo ou uma “dieta alcalina” pode curar câncer.


    Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/3-noticias

    sobre-ia-na-medicina/. Acesso em: 3 ago. 2024 (adaptado).



    O texto discute o uso da inteligência artificial (IA) na Medicina. A relação entre os dois parágrafos apresentados evidencia uma

    Escolha uma alternativa para a questão 19ef37e1-31
  • Linguagens

    Português

    A regência verbal, assim como outros fatos da língua, se adequa à situação de uso.


    Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, a regência verbal está adequada em:

    Escolha uma alternativa para a questão 19fa7c96-31
  • Linguagens

    Português

    Organizadores dos Jogos Olímpicos 2024 investiram cerca de 1,4 bilhões de euros para preparar o Rio Sena para Paris e as competições. A ministra do esporte e a prefeita da cidade chegaram a nadar em seu curso para comemorar as condições de nado. No entanto, testes diários de qualidade da água no início de junho indicaram níveis inseguros da bactéria E. coli, seguidos por melhorias recentes. Durante as Olimpíadas, o assunto foi amplamente debatido no mesmo ritmo em que treinos e provas eram adiados.


    ESMERIZ, André. Olimpíadas 2024: entenda a nova polêmica sobre a qualidade da água do rio Sena. Estadão. 03/08/2024.Disponível em: https://www.estadao.com.br/esportes/nova-polemica-qualidade-agua-rio-sena-olimpiadas-2024-npres/. Acesso em: 5 ago. 2024 (adaptado).



    Processo de alto grau de complexidade, a revitalização dos rios urbanos é uma constante em cidades europeias e tenta promover a melhoria das condições hidrológicas, ecológicas e sociais, buscando uma aproximação da população com o ambiente fluvial.



    As intervenções no Rio Sena demonstram que a revitalização de rios urbanos

    Escolha uma alternativa para a questão 1c08fddd-31
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    "...mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida..." A preposição sublinhada no fragmento em destaque tem valor semântico de:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b17fef-32
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    " 'Como dizia Platão...' "

    A conjunção sublinhada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b650e6-32
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    No primeiro parágrafo do texto, a tipologia textual observada, predominantemente, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 74b8eae2-32
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    "Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério."


    O pronome relativo sublinhado exerce igual função sintática da expressão sublinhada em: 
    Escolha uma alternativa para a questão 74bb80f9-32
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Gurulândia

    Em uma semana, eu garanto: sua vida vai estar diferente". Assim começa o vídeo do guru-influenciador de dentes alvos e brilhantes. Ao fundo, um rock pesadão, trilha sonora de quem vai começar uma competição de UFC. Letras fortes e chamativas, soluções milagrosas e felicidade instantânea. O moço lota grandes teatros e até ginásios. É uma igreja sem santos, sem Deus. O deus, na verdade, é ele. Que cita todos os filósofos, dos gregos aos católicos, de cor. "Como dizia Platão...", assim começa sua frase. E todos ficam boquiabertos.

    Nestes tempos de coaches, tenho pensado muito na figura dos professores e professoras. Daqueles de antigamente, os que formaram a nós, geração analógica que, de repente, foi apresentada ao mundo digital. Longe de mim querer romantizar o passado, afinal o mundo evolui, mas como eu admiro meus mestres. Mulheres e homens que, dia após dia, ano após ano, ficavam diante de nós em salas de aula modestas. Eles não tinham ternos sob medida nem PowerPoints elaborados. Seu palco era um simples quadro, seu público, uma trintena de alunos turbulentos. E, no entanto, sua influência em nossas vidas foi imensurável.

    Poderiam, mas não escreveram nenhum best-seller nem venderam seminários caros para compartilhar sua sabedoria. Não fariam sucesso, pois seu "produto" não é de fórmula fácil: a própria educação, que muitas vezes se baseia no desagrado, no não, na contrariedade. Eles não prometiam transformar nossa vida em sete dias, mas se engajavam em um processo longo e paciente de formação da nossa mente e do nosso caráter. Quando tocavam o coração de um aluno, ele não virava um seguidor, mas um discípulo. Sua influência não se media em curtidas ou compartilhamentos, mas em vidas transformadas. Muito loucos os meus professores: ao mesmo tempo que exigiam de nós comportamento, esperavam que fôssemos corações rebeldes para mudar este mundo insano.

    Eram mentores que não buscavam nos deslumbrar com citações pomposas ou teorias rebuscadas. Sua sabedoria estava ancorada no concreto, adaptada ao nosso nível de compreensão. Eles nos ensinavam a ler, contar, pensar por nós mesmos. O respeito, a curiosidade e o valor do trabalho árduo e da perseverança. Não nos ofereciam atalhos para o sucesso, mas as ferramentas para enfrentar os desafios da vida: resiliência e indignação. Ao mesmo tempo, eram cansados, impacientes — ?a grana era sempre curta — enfim, eram humanos.

    Os meus melhores professores e professoras não tentaram me fazer acreditar; eles me ensinaram a duvidar. A fazer perguntas. A rebater o inaceitável. A abraçar o estranho. A checar as fontes. Tudo isso com a mão imunda de giz, que arranhava o quadro sob aquela luz fria de necrotério. Mas quanta vida entrava em nós. O sopro da sabedoria. Tenho muito orgulho de ser filho de professores e de ter começado minha vida como um.

    Mas há de tudo nesta vida: bons gurus e maus professores; maus coaches e bons mestres; sábios no boteco e ignorantes na academia. Só que nunca vi os verdadeiros mestres se preocuparem em conquistar multidões. Pelo contrário; era uma dedicação artesanal, diária e sussurrada aos poucos espíritos que estavam ali, naqueles 50 minutos de aula. A educação não é plastificada, ela é esculpida.


    https://oglobo.globo.com/ela/bruno-astuto/coluna/2024/09/gurulandia.gh tml
    O verbo observado na passagem em destaque tem, nesse contexto, igual classificação do verbo observado em:

    "...ele não virava um seguidor..." 
    Escolha uma alternativa para a questão 74be92c0-32
  • Linguagens

    Português

    O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

    Os estudiosos da branquitude se dedicam a entender ainda um segundo fenômeno: o fato de que, apesar de usufruir de privilégios raciais, raramente o "branco" é pensado como raça. Funciona da seguinte forma: a ideia de raça, explica Lia, surgiu na Europa do século XIX como uma espécie de pseudociência. Consistia em associar cor da pele, e outros traços físicos, a comportamentos e valores morais. Às pessoas vistas como brancas, são associados valores positivos, que lhes garantem certas vantagens sociais. Mas essa mecânica costuma ser ignorada.


    https://www.brasildedireitos.org.br/atualidades/no-brasil-meritocracia-di scurso-da-supremacia-branca-diz-pesquisadora/


    A partir da leitura do texto, podemos afirmar que a:
    Escolha uma alternativa para a questão 75055654-32
  • Linguagens

    Português

        Historicamente, a medicina ocidental tem obtido grande sucesso na cura de doenças, como apendicite, pneumonia, fraturas e falência de órgãos, com necessidade de transplante. Mas está longe de ser brilhante no tratamento das enfermidades crônicas, aquelas relacionadas ao estilo de vida, incluindo a ansiedade e a depressão. Vivemos uma verdadeira epidemia desses males. O curioso é que as pessoas até têm consciência dos riscos de se alimentar mal, de estar acima do peso, do sedentarismo e, apesar disso, insistem em não modificar seus hábitos. Por que será? Talvez porque os riscos não sejam percebidos no dia a dia como sintomas, pelo menos até que uma dessas doenças do estilo de vida apareça.


    PEDRINOLA, Filippo. Um convite à saúde. São Paulo: Editora Abril, 2011, p. 117-118.


    No trecho, a expressão negritada “O curioso” é um recurso linguístico por meio do qual se reconhece
    Escolha uma alternativa para a questão 0aaec097-32
  • Linguagens

    Português

        Alimentada pela riqueza do petróleo, Baku, a capital do Azerbaijão, está se refazendo como uma cidade ousada e vibrante, abrandada por hábitos tradicionais.

        A cidade sempre ficou numa encruzilhada. Durante séculos, foi negligenciada sob o controle dos persas, russos ou turcos. Agora, a cidade e o país vivem um surto de progresso, embora turvado pelo governo autoritário, pelas vicissitudes da economia do petróleo e pelo desafio de integrar costumes islâmicos a secularismo ocidental. “Falamos russo, nossos nomes são islâmicos ou persas, tentamos ser turcos”, explica o cineasta azeri Teymur Hajiyev. “Temos uma cultura frankenstein”.


    SCHOENFELD, Bruce. A mística do Mar Cáspio. Seleções, fev. 2019. p. 102-104.


        Frankenstein é o título de um romance da inglesa Mary Shelley – mundialmente conhecido em função, principalmente, dos filmes baseados no romance –, que narra a história de Victor Frankenstein, um estudante de Medicina que cria em seu laboratório uma criatura com aparência quase humana, a partir de diferentes partes corporais de cadáveres humanos. A horripilante e disforme imagem da criatura leva as pessoas a repudiá-la e a se referirem a ela como o monstro de Frankenstein. Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o termo negritado “frankenstein” revela o uso do recurso da intertextualidade, por meio da qual se
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab31e25-32
  • Linguagens

    Português

        Maílson da Nóbrega, em texto no qual avalia que há, no âmbito institucional, conceitos e ações equivocados que distorcem e inibem o crescimento do Brasil, afirma que


        O Brasil ainda padece de atrasos institucionais e de equívocos muito comuns nos campos fiscal e monetário, que ainda provocam expansão inadequada de gastos e redução do potencial de crescimento da economia.


    NÓBREGA, Maílson da. Ações e conceitos equivocados. Veja, São Paulo, Abril Editora, Jan. 2024. p. 49.


    Assinale a alternativa que parafraseia de maneira adequada o trecho negritado. 
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab6b2f3-32
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


        Segunda-feira. O despertador toca. Hora de começar a semana. Qual é o primeiro pensamento que vem a sua mente? Você sente bem-estar, encaixe, alegria? Ou sente um pesar, uma vontade de não sair da cama? Esses primeiros minutos dizem muito sobre sua situação de vida. Na verdade, eles podem ser muito reveladores daquilo que você acredita ser a vida – e até mesmo de quem você acredita ser.
        A dimensão mais elevada da felicidade humana é o propósito, isto é, quando sentimos que a vida faz sentido, quando damos valor a quem realmente somos e renovamos diariamente a escolha de entregar a nossa contribuição positiva pessoal para todos ao nosso redor. Consequentemente, é quando aquela vontade de não sair da cama de manhã vai perdendo força, pois sabemos por que e para que estamos acordando.
        Em nossa sociedade atual, estamos condicionados a “correr atrás” da felicidade, a “provar” nosso valor, a tentar ser “perfeitos” para sermos aceitos. Só que o caminho é outro, trata-se de um encaixe interno, que vem de uma profunda aceitação de quem você é, da sua história e até das marcas difíceis que essa história deixou em você. Trata-se de um profundo relaxamento na sua humanidade imperfeita.
         Esse processo exige muita coragem para ser atravessado. E vejo que só é possível entrar nessa travessia quando cansamos de nos esforçar tanto, quando compreendemos que não é normal tentar ser alguém que não somos. Essa compreensão é como uma chave que abre uma porta estreita dentro de nós, por onde só aquilo que é mais verdadeiro pode passar.


    DANTAS, Thiago Maciel. A coragem de ser você. Veja São Paulo, São Paulo, Editora Abril. Dez. 2023, p. 50.
    Em relação às perguntas negritadas, apresentadas no primeiro parágrafo, é INCORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 0ab9a89d-32
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


        Segunda-feira. O despertador toca. Hora de começar a semana. Qual é o primeiro pensamento que vem a sua mente? Você sente bem-estar, encaixe, alegria? Ou sente um pesar, uma vontade de não sair da cama? Esses primeiros minutos dizem muito sobre sua situação de vida. Na verdade, eles podem ser muito reveladores daquilo que você acredita ser a vida – e até mesmo de quem você acredita ser.
        A dimensão mais elevada da felicidade humana é o propósito, isto é, quando sentimos que a vida faz sentido, quando damos valor a quem realmente somos e renovamos diariamente a escolha de entregar a nossa contribuição positiva pessoal para todos ao nosso redor. Consequentemente, é quando aquela vontade de não sair da cama de manhã vai perdendo força, pois sabemos por que e para que estamos acordando.
        Em nossa sociedade atual, estamos condicionados a “correr atrás” da felicidade, a “provar” nosso valor, a tentar ser “perfeitos” para sermos aceitos. Só que o caminho é outro, trata-se de um encaixe interno, que vem de uma profunda aceitação de quem você é, da sua história e até das marcas difíceis que essa história deixou em você. Trata-se de um profundo relaxamento na sua humanidade imperfeita.
         Esse processo exige muita coragem para ser atravessado. E vejo que só é possível entrar nessa travessia quando cansamos de nos esforçar tanto, quando compreendemos que não é normal tentar ser alguém que não somos. Essa compreensão é como uma chave que abre uma porta estreita dentro de nós, por onde só aquilo que é mais verdadeiro pode passar.


    DANTAS, Thiago Maciel. A coragem de ser você. Veja São Paulo, São Paulo, Editora Abril. Dez. 2023, p. 50.
    A respeito das expressões negritadas, apresentadas no terceiro parágrafo, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 0abc7391-32
  • Linguagens

    Português

        Com a idade estimada entre 86 e 90 anos, Aruká Jamu, o último falante da língua do povo Juma, morreu de Covid-19 em 17 de fevereiro de 2021 em um hospital de Porto Velho, capital de Rondônia. Sua etnia, que contava com cerca de 15 mil pessoas no século XVIII, foi devastada por doenças e conflitos com seringueiros, madeireiros e garimpeiros. Em 1964, restavam só seis indivíduos Juma e, em 1999, apenas Aruká. Sua primeira mulher morrera em 1996. As quatro filhas, incluindo uma de outro casamento, casaram-se com homens da etnia Uru-euwau-wau. Em 2016, como noticiado no jornal New York Times, Aruká Juma contou ao repórter fotográfico Gabriel Uchida: “Éramos muitos antes que os seringueiros viessem matar todos os Juma”.


    DA EDIÇÃO. Morte de um homem e extinção de uma etnia. Pesquisa FAPESP, São Paulo, FAPESP, Ano 22, n. 322, Abr. 2021. p. 17.


        Com base na leitura do trecho, e considerando que se trata de uma notícia, é INCORRETO afirmar que as datas destacadas em negrito
    Escolha uma alternativa para a questão 0abf5c3e-32
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    Português

    O consumo moderno é, acima de tudo, um artefato histórico, na medida em que suas características atuais são o resultado de vários séculos de profunda mudança social, econômica e cultural no Ocidente.


    McCRACKEN, Grant. Cultura e consumo: novas abordagens ao caráter simbólico dos bens e das atividades de consumo. Rio de Janeiro: MAUAD, 2003. p. 21.


    A expressão negritada tem, no contexto em que aparece, o significado de
    Escolha uma alternativa para a questão 0ac2717c-32
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    Português

        Ainda no início da pandemia, dois artigos sobre o novo coronavírus publicados em respeitadas revistas científicas tiveram amplo impacto e repercussão. O primeiro, divulgado em 1º de maio de 2020 na New England Journal of Medicine, avaliou os efeitos de alguns medicamentos para doenças cardíacas em pacientes infectados com o Sars-CoV-2. O outro, publicado em 22 de maio na The Lancet, sugeria que a hidroxicloroquina, além de não ser eficaz contra a Covid-19, aumentava o risco de mortalidade por problemas cardíacos. Os dois estudos foram retratados em 5 de junho por suspeita de fraude da empresa que forneceu os dados que embasavam suas conclusões – e a impossibilidade de assegurar a veracidade dessas informações tornou inviável a comprovação dos resultados. Isso deveria ter colocado um fim nas trajetórias científicas desses artigos, mas não foi o que aconteceu. Mesmo anulados, eles continuaram sendo citados na literatura especializada como se fossem válidos, segundo levantamento feito por pesquisadores da Austrália e Suécia.
       
        Com base em dados da plataforma Retraction Watch, que rastreia trabalhos científicos cancelados por erros ou má conduta, foram analisados 212 artigos sobre a Covid-19 retratados até janeiro de 2022. Tais estudos haviam recebido 1036 citações, 80% delas feitas após terem sido invalidados. Além disso, 86% não sinalizavam que eles tinham sido retratados, difundindo a falsa ideia de que ainda eram considerados válidos pela comunidade científica.

        O descuido está longe de ser incomum. Nos últimos anos, vários estudos têm chamado a atenção para esse fenômeno que afeta a integridade da produção científica.


    ANDRADE, Rodrigo de Oliveira. Artigos zumbis. Pesquisa FAPESP, São Paulo, FAPESP. Ano 23, n. 322, Dez. 2022. p. 33.


    A expressão negritada “O descuido” 
    Escolha uma alternativa para a questão 0ac58cab-32
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    Escrito com o sangue e revisado pelo medo e pelo silêncio da sociedade, não é um livro como outro qualquer, ele foi impresso na pele das pessoas em páginas e páginas de histórias tristes, que, como um livro de areia de Jorge Luis Borges, não acaba nunca.

    É fácil reconhecê-lo pela capa, é uma gente simples, amanhecida pelo suor do trabalho e marejada pelos olhos tristes do sofrimento.

    Ironicamente, é um livro extraordinário, os personagens gritam, mas o leitor, entorpecido pelo próprio umbigo, simplesmente não escuta.

    O final todos já sabem, foram infelizes para sempre.


    VAZ, Sérgio. Flores de alvenaria. São Paulo: Global editora, 2021. p. 57.


    Sobre as relações intertextuais presentes no poema em prosa acima, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 0ac93428-32