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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 124 de 549

  • Linguagens

    Português

    considere o que está reproduzido abaixo, A, B, C e D da obra Clarice Fotobiografia. 



    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2016, Interpretação de Textos

    Leia com atenção as afirmações abaixo.


    I. Por B e C, entende-se que uma biografia inclui informações sobre lugares e datas relevantes para a história do biografado, bem como sobre pessoas envolvidas em suas relações familiares e afetivas.

    II. Em D, o manuscrito exemplifica o trabalho literário de Clarice Lispector, alterando uma construção para constar de futura nova edição da obra A Hora da Estrela.

    III. B e C comprovam que, nesta específica biografia, o material fotográfico está distribuído em sequência cronológica.


    É correto o que se afirma em 

    Escolha uma alternativa para a questão 3967901b-c2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2007, Interpretação de Textos

    Da leitura do texto, é INCORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 396c5e45-67
  • Linguagens

    Português

    considere o que está reproduzido abaixo, A, B, C e D da obra Clarice Fotobiografia. 



    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2016, Concordância verbal, Concordância nominal

    O desejo de criar uma Fotobiografia de Clarice Lispector, como a que aqui se propõe, é projeto antigo.


    Na frase acima, 

    Escolha uma alternativa para a questão 396cb29e-c2
  • Linguagens

    Português

    Considere o texto abaixo. 

        Os homens reunidos em sociedade (relevem-me este tom meio pedante) estão virtual e tacitamente obrigados a obedecer às leis formuladas por eles mesmos para a conveniência comum. Há, porém, leis que eles não impuseram, que acharam feitas, que precederam as sociedades, e que se hão de cumprir não por uma determinação de jurisprudência humana, mas por uma necessidade divina e eterna. Entre essas, e antes de todas, figura a da luta pela vida (...)

    (ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 432) 
    O escritor Machado de Assis externa a convicção, refletida em vários momentos de sua obra, de que
    Escolha uma alternativa para a questão 39886c27-c2
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão 40 com base nos fragmentos de poemas a seguir.


    Texto 1

    “Deixando a bola e a peteca,
    Com que inda há pouco brincavam,
    Por causa de uma boneca,
    Duas meninas brigavam.
    (...)
    Tanto puxaram por ela,
    Que a pobre rasgou-se ao meio,
    Perdendo a estopa amarela
    Que lhe formava o recheio.

    E, ao fm de tanta fadiga,
    Voltando à bola e à peteca,
    Ambas, por causa da briga,
    Ficaram sem a boneca ...”
    (“A Boneca, Olavo Bilac”)


    Texto 2


    “A BELA bola
    rola:
    a bela bola do Raul.

    Bola amarela,
    a de Arabela.

    A do Raul,
    azul.

    (...)

    A bola é bela,
    é bela e pura.

    É bela, rola e pula,
    é mole, amarela, azul.
    (...)”
    (“Jogo de Bola”, Cecília Meireles)

    Sobre os fragmentos acima, afrma-se:

    1. Embora “Jogo de Bola” apresente características simbolistas e “A Boneca” alinhe-se à estética modernista, em ambos se percebe uma preocupação com a rima e com a métrica clássica.

    2. O texto 1, de Olavo Bilac, tematiza a amizade de duas meninas, que desistem de brincar depois da disputa por uma boneca.

    3. No texto 2, de Cecília Meireles, percebem-se, na forma e no conteúdo, características da linguagem infantil.

    4. No poema 2, as aliterações constroem um efeito sonoro signifcativo.


    Estão corretas apenas as afrmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 39940655-3f
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    Português

    Imagem da questão de Português, USP 2009, Interpretação de Textos

    A caracterização ambivalente da “coletividade democrática” (L. 20 e 21), feita com humor pelo cronista, ocorre também na seguinte frase relativa à democracia:

    Escolha uma alternativa para a questão 39a4132c-fe
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    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Interpretação de Textos

    De acordo com o texto, a máquina
    Escolha uma alternativa para a questão 39bca6fd-ff
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Interpretação de Textos

    Da análise do texto, pode-se concluir que o desenvolvimento tecnocientífico não
    Escolha uma alternativa para a questão 39c19bef-ff
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Coesão e coerência

    Sobre o léxico do texto, marque V ou F, conforme as afirmativas sejam verdadeiras ou falsas.


    ( ) “matando” (l. 9) está empregada em sentido figurado.

    ( ) “desde” (l. 12) dá ideia de origem.
    ( ) “progresso” (l. 13) equivale semanticamente a “desenvolvimento” (l. 22).
    ( ) “aumento” (l. 20) se opõe a “contração” (l. 29).

    A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 39c5fc1b-ff
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    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Coesão e coerência

    No texto, a expressão “ou melhor dizendo” (l. 12-13)
    Escolha uma alternativa para a questão 39c9e21a-ff
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    A alternativa cujos termos transcritos não são acentuados pela mesma razão gramatical, segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, é a
    Escolha uma alternativa para a questão 39ce1058-ff
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2025, Figuras de Linguagem
    No comentário “Até as árvores ficam ansiosas com tanta propaganda”, foram empregadas duas figuras de linguagem, fundamentais para a construção do efeito de humor da tirinha. São elas:
    Escolha uma alternativa para a questão 39cf21aa-69
  • Linguagens

    Português

                                     Imagem da questão de Português, IF-SP 2013, Interpretação de Textos

    Os versos permitem reconhecer a temática geral dessa obra, dentre outros aspectos, pelo seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 39d166d7-26
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2019, Interpretação de Textos

    O texto, Ladainha apresenta

    Escolha uma alternativa para a questão 39d255c4-ff
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2025, Interpretação de Textos
    A tirinha faz uma crítica, sobretudo,
    Escolha uma alternativa para a questão 39d3a526-69
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    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2007, Interpretação de Textos

    Leia a tira acima e analise as proposições abaixo, conforme o que se pode inferir a respeito do texto.

    I. A temática do texto toma como referência o planeta Terra e os problemas que o afetam.

    II. O diálogo mantido entre os interlocutores evidencia as questões que afetam o mundo e suas conseqüências para a humanidade.

    III. A comicidade do texto se dá em razão da quebra de expectativa gerada pela personificação que Mafalda atribui ao mundo.

    Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) proposição(ões)
    Escolha uma alternativa para a questão 39d56a4e-70
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    Português

    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Segundo as ideias do autor, o “fim do mundo” é representado
    Escolha uma alternativa para a questão 39d66c67-69
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No primeiro parágrafo do texto, o autor estabelece uma contraposição simbólica entre o feminino e o masculino para
    Escolha uma alternativa para a questão 39d8d80c-69
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No último parágrafo, o autor faz uma analogia que utiliza as imagens da “queda” e do “paraquedas”. Ao propor que fabriquemos paraquedas, Krenak sugere 
    Escolha uma alternativa para a questão 39db250a-69
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    Português

    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39dd95f1-69