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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 132 de 549

  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o fragmento para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    MARTINS, Aldemir. Gato vermelho, Gravura, 50cm X 70cm. s/d.
    Disponível em: <http://www.espacoarte.com.br/obras/6082-aldemir-martins>. Acesso em: 02 mar. 2018.


    História de uma gata

    Me alimentaram
    Me acariciaram
    Me aliciaram
    Me acostumaram

    O meu mundo era o apartamento
    Detefon, almofada e trato
    Todo dia filé-mignon
    Ou mesmo um bom filé...de gato

    Me diziam, todo momento
    Fique em casa, não tome vento
    Mas é duro ficar na sua
    Quando à luz da lua
    Tantos gatos pela rua
    Toda a noite vão cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    [...]

    De manhã eu voltei pra casa
    Fui barrada na portaria
    Sem filé e sem almofada
    Por causa da cantoria

    Mas agora o meu dia-a-dia
    É no meio da gataria
    Pela rua virando lata
    Eu sou mais eu, mais gata
    Numa louca serenata
    Que de noite sai cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    BUARQUE, Chico. História de uma gata. Disponível em: <http://www.letrasmusicais.mus.br/chico-buarque/historia-de-uma-gata>. Acesso em: 02 mar. 2018.

    Tanto a gravura quanto a letra da canção se referem aos gatos de uma maneira
    Escolha uma alternativa para a questão 3e231c16-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o fragmento para responder a questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    GOYA, Francisco de. El sueño de la razón produce monstruos, 1797 -79. Disponível em: <http://sarahsauvin.com/index.php?option=com_virtuemart&view=productdetails&virtuemart_product_id=184&virtuemart_category_id=5&lang=en>. Acesso em: 05 mar. 2018.


    O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta.
    ASSIS, Machado. Dom Casmurro. São Paulo: Saraiva, 2006. p.14.
    Tem-se, na gravura de Goya, a personificação do abatimento humano, ao passo que, no fragmento de Dom Casmurro, o narrador-personagem se apresenta de modo melancólico porque
    Escolha uma alternativa para a questão 3e25f31b-c4
  • Linguagens

    Português

    Vidas Secas, novela de Graciliano Ramos, apesar de ser uma obra sobre a natureza inóspita e a miséria do nordeste, apresenta um texto marcadamente estético e lírico, que alcança os limites da poesia. Assim, indique, nas alternativas abaixo, a que apresenta trecho com linguagem cuja função é dominantemente poética.
    Escolha uma alternativa para a questão 3e27a870-34
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o fragmento para responder a questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    GOYA, Francisco de. El sueño de la razón produce monstruos, 1797 -79. Disponível em: <http://sarahsauvin.com/index.php?option=com_virtuemart&view=productdetails&virtuemart_product_id=184&virtuemart_category_id=5&lang=en>. Acesso em: 05 mar. 2018.


    O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta.
    ASSIS, Machado. Dom Casmurro. São Paulo: Saraiva, 2006. p.14.
    Tanto a gravura de Goya quanto o fragmento de Dom Casmurro evidenciam
    Escolha uma alternativa para a questão 3e29bb08-c4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, USP 2009, Interpretação de Textos

    No texto, o narrador diz que José Dias “sabia opinar obedecendo”. Considerada no contexto da obra, essa característica da personagem é motivada, principalmente, pelo fato de José Dias ser

    Escolha uma alternativa para a questão 3e2b7e0f-fe
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão:


        Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.
        Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

    (A moreninha, 1997.)

    A ideia central do segundo parágrafo consiste em que
    Escolha uma alternativa para a questão 3e30bd2f-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Jonathan Culler para responder à questão.

        Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
        sso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

    (Teoria literária: uma introdução, 1999)

    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e43a162-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:

    Juno e Flora e outras divindades mitológicas


        O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .


    (Galvez, Imperador do Acre, 1977.)

    1cocotte: mulher jovem e atraente.

    A oração “Fomos atendidos por Dona Flora” está na voz passiva. A oração correspondente na voz ativa, que mantém o sentido original, contém a forma verbal
    Escolha uma alternativa para a questão 3e531d5e-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o texto informativo a seguir.

    Nosso símbolo

    O nome já deixa evidente a origem indígena da bebida consumida diariamente por sulmato-grossenses de todos os cantos. O tereré só se tornou símbolo do Estado porque os índios guaranis aprenderam a domesticar a erva-mate.

    Depois da Guerra do Paraguai, Tomás Laranjeira consegue a concessão de aproximadamente 8 milhões de hectares da região sul-fronteira para explorar a planta. Posteriormente, funda a Companhia Mate Laranjeira, que exporta grande volume para Argentina e para o Uruguai. O professor da UFMS Antônio Hilário Urquiza destaca que 70% da mão de obra utilizada nos ervais era guarani, que já tinham prática na lida.

    “Os guaranis que domesticaram a erva-mate, que criaram o tereré, o chimarrão. Não qualquer índio. Foram os guaranis que estão aqui no nosso Estado. E hoje [o tereré] é um símbolo da juventude, da gastronomia, um símbolo identitário do nosso Estado. E é indígena”, reforça o professor e antropólogo. [...]

    (Correio do Estado. Caderno especial “MS 41 anos”, 11 out. 2018).


    A respeito dos sentidos construídos por esse texto, cujo objetivo maior é o de informar os leitores a respeito do tereré como elemento identitário de Mato Grosso do Sul, é possível afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 3e5bdad1-0b
  • Linguagens

    Português

    Analise os elementos empregados na construção da letra da canção e assinale a alternativa correta. 

    A Via Láctea 

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Mas não me diga isso

    Hoje a tristeza não é passageira

    Hoje fiquei com febre a tarde inteira

    E quando chegar a noite

    Cada estrela parecerá uma lágrima

    Queria ser como os outros

    E rir das desgraças da vida

    Ou fingir estar sempre bem

    Ver a leveza das coisas com humor

    Mas não me diga isso

    É só hoje e isso passa

    Só me deixe aqui quieto isso passa

    Amanhã é um outro dia, não é?


    Eu nem sei porque me sinto assim

    Vem de repente um anjo triste perto de mim

    E essa febre que não passa

    E meu sorriso sem graça

    Não me dê atenção

    Mas obrigado por pensar em mim

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Eu me sinto tão sozinho

    Quando tudo está perdido

    Não quero mais ser quem eu sou

    Mas não me diga isso

    Não me dê atenção

    E obrigado por pensar em mim


    (LEGIÃO URBANA. A tempestade ou O livro dos dias (álbum). Rio de Janeiro: EMI Music Ltda, 1996).
    Escolha uma alternativa para a questão 3e5fa5f3-0b
  • Linguagens

    Português

                                      Imagem da questão de Português, IF-SP 2013, Interpretação de Textos



    Estabelecendo uma comparação entre as informações apresentadas na 1ª coluna e as apresentadas na 2ª e na 3ª colunas do texto, é possível compreender que a palavra Mas, destacada no início da 2ª coluna, sinaliza

    Escolha uma alternativa para a questão 3e636c71-26
  • Linguagens

    Português

    A poesia de Manuel Bandeira, marcada pela simplicidade no modo de dizer, alcança grau considerável de lirismo e de subjetividade ao tratar de cenas do cotidiano, como pode ser notado no exemplo que segue: 

    Poema de Finados

    Amanhã que é dia dos mortos 

    Vai ao cemitério. Vai 

    E procura entre as sepulturas

    A sepultura de meu pai. 


    Leva três rosas bem bonitas.

    Ajoelha e reza uma oração.


    Não pelo pai, mas pelo filho:

    O filho tem mais precisão.


    O que resta de mim na vida

    É a amargura do que sofri.

    Pois nada quero, nada espero.

    E em verdade estou morto ali.


    (BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20 ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993. p. 144-5).


    Ao observar a relação entre o conteúdo do Poema de Finados e seus aspectos formais, pode-se afirmar que:  
    Escolha uma alternativa para a questão 3e66d169-0b
  • Linguagens

    Português

    “Quincas Borba”, considerada uma das grandes obras da fase áurea do escritor Machado de Assis, põe em cena a história de Rubião, um modesto professor de Barbacena, cidade no interior de Minas Gerais, que, ao receber uma herança inesperada do amigo Quincas Borba, resolve mudar para o Rio de Janeiro – na época, centro da vida política e econômica brasileira. Ali, encontra dificuldades para adaptar-se ao modo de ser dos que convivem com o poder, tornando-se uma vítima de aproveitadores que se fazem passar por amigos, caso, sobretudo, do casal Cristiano e Sofia Palha.
    O capítulo transcrito a seguir é o último do livro. Nele se encontra uma espécie de síntese da narrativa, ao se elencarem personagens centrais da trama a partir da notícia da morte do cão Quincas Borba, cujo nome é o mesmo de seu primeiro dono, que foi herdado por Rubião.
    “Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá título ao livro, e por que antes um que outro, - questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, rite. É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.”
    (MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. p. 344).

    Apesar de Machado de Assis construir parte significativa de sua obra ainda em fins do século XIX, é possível já verificar, em seus textos, o emprego de recursos próprios da literatura moderna. A esse propósito, sobre o trecho em questão, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e6c928d-0b
  • Linguagens

    Português

    Em A hora da estrela, de Clarice Lispector, acompanhamos a história de Macabeá, jovem nordestina que vive, no Rio de Janeiro, uma existência solitária e anônima, marcada por privações de todo o tipo. Nessa obra, a escrita clariceana alterna momentos em que se expressa de um modo direto, próprio para remeter à dureza da vida de sua personagem central, como outros em que emprega diversos recursos afeitos à linguagem poética, como no relato do encontro de Macabéa com Olímpico de Jesus.
    “Maio, mês das borboletas noivas flutuando em brancos véus. Sua exclamação talvez tivesse sido um prenúncio do que ia acontecer no final da tarde desse mesmo dia: no meio da chuva abundante encontrou (explosão) a primeira espécie de namorado de sua vida, o coração batendo como se ela tivesse englutido um passarinho esvoaçante e preso. O rapaz e ela se olharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam. Ele a olhara enxugando o rosto molhado com as mãos. E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiaba-com-queijo.”
    (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 23 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. p. 59).

    A respeito do trecho acima, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e6fe537-0b
  • Linguagens

    Português

    A questão refere ao seguinte fragmento de texto:


    Em termos muito simples, podemos dizer que o amor é um horizonte de compreensão que tem em vista a real dimensão do outro, que não o inventa em uma projeção, que permanece aberto ao seu mistério. Se o amor é aberto ao outro, o ódio é fechado a ele. Tendemos a não querer ver o ódio que nos fecha porque ele nos diminui. “Não querer ver” é uma armadilha, pois todos somos afetados pelo ódio e contribuímos com a nossa parte para a sua persistência (TIBURI, Marcia. Odiar, verbo intransitivo. Revista Cult, n. 20, ano 18, p. 59, set. 2015. Fragmento).


    Assinale a alternativa correta sobre as relações de coesão estabelecidas no texto.

    Escolha uma alternativa para a questão 3e730ba8-0b
  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha

    Imagem da questão de Português, FGV 2020, Interpretação de Textos

    André Dahmer, malvados.com.br

    O efeito de humor da tirinha decorre, principalmente, da quebra de expectativa produzida pelo seguinte recurso expressivo:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e733c97-fc
  • Linguagens

    Português

    A questão refere ao seguinte fragmento de texto:


    Em termos muito simples, podemos dizer que o amor é um horizonte de compreensão que tem em vista a real dimensão do outro, que não o inventa em uma projeção, que permanece aberto ao seu mistério. Se o amor é aberto ao outro, o ódio é fechado a ele. Tendemos a não querer ver o ódio que nos fecha porque ele nos diminui. “Não querer ver” é uma armadilha, pois todos somos afetados pelo ódio e contribuímos com a nossa parte para a sua persistência (TIBURI, Marcia. Odiar, verbo intransitivo. Revista Cult, n. 20, ano 18, p. 59, set. 2015. Fragmento).


    A alternativa correta com relação à estrutura sintática e de significação dos enunciados é:


    Escolha uma alternativa para a questão 3e769a39-0b
  • Linguagens

    Português

    Texto para a pergunta

    É TRABALHO OU MALHAÇÃO?

    Uma academia dentro do escritório. Esse é o benefício da vez em empresas que levam a sério a saúde (e a produtividade) dos funcionários. 

        O que uma empresa pode oferecer para fazer os olhos do funcionário brilharem? A lista tem crescido nos últimos anos: horário flexível, sala de descompressão, propósito... A resposta também passa pela saúde. É na área do bem-estar que parecem estar os novos e desejáveis benefícios. Um deles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica – e, sim, uma academia dentro do próprio escritório

    (...) 

        A tendência é impulsionada por algo mais do que altruísmo: cuidar da saúde dos funcionários é bom, também, para a companhia. No mundo, segundo levantamentos da Organização Mundial da Saúde, os gastos anuais em consequência da inatividade física chegam a 67,5 bilhões de dólares, entre perda de produtividade e cuidados médicos. No Brasil, são 3,6 bilhões de dólares por ano. Uma quantia nada desprezível.

    (...) 

    Natália Leão, Exame, No . 1202, 5/2/2020.  

    No subtítulo do texto, os parênteses em “(e a produtividade)” visam destacar um dos objetivos da empresa, que também está mencionado no seguinte trecho do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e77508d-fc
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir para responder à questão:


    Índia Velha 


    Índia Velha índia velha

    se lembra do cheiro verde

    na fonte limpa

    onde se matava a sede

    água boa de beber

    índia velha

    se lembra

    do teu tempo de criança

    tinha festa e tinha dança

    pra chover.

    índia velha

    se lembra

    do primeiro

    do segundo

    do terceiro branco

    que chegou

    se lembra?

    se lembra

    Quando tu andavas nua

    olha a cor de teu vestido

    encardido

    quando andas pela rua.

    se lembra!

    se lembra de teus colares

    teus amores a lua cheia

    lençóis de flores na aldeia

    se lembra?

    índia velha

    se lembra

    dos pés pisando no mato

    olha a cor de teu sapato

    pisando asfalto e areia.

    índia velha

    se lembra

    tantos brancos que

    chegaram

    tantos

    que até perdestes as contas

    e as contas de teus colares

    hoje andas tonta nos bares

    e é tão grande a dor que

    sentes e que o amor de tua gente

    foi junto ao rio

    foi junto ao rio

    por onde os brancos chegaram

    se lembra?

    se lembra?


    (MARINHO, Emmanuel. Cantos de terra. Campo Grande: Letra Livre, 2016. A primeira edição foi publicada em 1981 [2]).

    Considerando as relações entre o texto e o processo histórico-social sobre o qual se pronuncia, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3e7a1237-0b
  • Linguagens

    Português

    Texto para a pergunta

    É TRABALHO OU MALHAÇÃO?

    Uma academia dentro do escritório. Esse é o benefício da vez em empresas que levam a sério a saúde (e a produtividade) dos funcionários. 

        O que uma empresa pode oferecer para fazer os olhos do funcionário brilharem? A lista tem crescido nos últimos anos: horário flexível, sala de descompressão, propósito... A resposta também passa pela saúde. É na área do bem-estar que parecem estar os novos e desejáveis benefícios. Um deles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica – e, sim, uma academia dentro do próprio escritório

    (...) 

        A tendência é impulsionada por algo mais do que altruísmo: cuidar da saúde dos funcionários é bom, também, para a companhia. No mundo, segundo levantamentos da Organização Mundial da Saúde, os gastos anuais em consequência da inatividade física chegam a 67,5 bilhões de dólares, entre perda de produtividade e cuidados médicos. No Brasil, são 3,6 bilhões de dólares por ano. Uma quantia nada desprezível.

    (...) 

    Natália Leão, Exame, No . 1202, 5/2/2020.  

    Considere as seguintes afirmações sobre diferentes trechos do texto: 
    I “Esse é o benefício da vez”: A expressão “da vez” dá ideia de precedência.
    II “A resposta também passa pela saúde” / “Um deles é oferecer mais do que apenas acesso a uma academia de ginástica”: As palavras sublinhadas introduzem no texto ideia, respectivamente, de inclusão e exclusão.
    III “em consequência da inatividade física” / “Uma quantia nada desprezível”: Os prefixos que entram na formação das palavras sublinhadas podem ser considerados sinônimos.

    Está correto o que se afirma em 
    Escolha uma alternativa para a questão 3e7aff0e-fc