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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 184 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2010, Coesão e coerência

    Com relação aos aspectos coesivos do texto, nota-se que a expressão
    Escolha uma alternativa para a questão 52b76d1d-6d
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 3 da questão de Português, UECE 2011, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Figura 2 de 3 da questão de Português, UECE 2011, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Figura 3 de 3 da questão de Português, UECE 2011, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

    Considere o seguinte excerto retirado de uma entrevista concedida por Cecília Meireles, na qual ela responde a uma pergunta da entrevistadora sobre o binômio expressão poética/forma: "[...] desde 1920, com o chamado modernismo, o interesse voltou-se para a expressão, livre da forma. O movimento dessa alternativa é conhecido: o excesso de interesse pela forma pode chegar a inutilizar a expressão e vice-versa. Todos sabem que um poema perfeito é o que apresenta forma e expressão num ajustamento exato. Não sei se as condições atuais do mundo permitem esse equilíbrio, porque serão raros os poetas tão em estado de vivência puramente poética, livres do atordoamento do tempo, que consigam fazer do grito música. [...] Porque afinal se sente que o grito é o grito; e a poesia já é o grito (com toda a sua força) mas transfigurado".

    Considerando o que diz e/ou sugere o texto e, considerando ainda as associações que podem ser feitas entre o texto e os estudos literários, atente para as seguintes afirmações:

    I. Para a autora, a poesia independe do contexto histórico em que é produzida.

    II. Infere-se, pelo último enunciado, que a realidade e a literatura são coisas diferentes. A poesia é a recriação da realidade pela palavra.

    III. O Parnasianismo levado às últimas consequências se contrapõe à concepção de poesia da autora.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 52c8aa79-a6
  • Linguagens

    Português

    A questão referem-se ao texto a seguir. Leia-o atentamente antes de responder a elas.

                                                                                                                        O PEIXE NEMO E O MAIS MÉDICOS

                                                                                                                                                                                                                                                      Rogério Cezar de Cerqueira Leite

    1º § A indústria farmacêutica apresenta uma característica peculiar. Ela vende para um, o doente, que é quem paga, mas quem escolhe o medicamento é outro, o médico.
    2º § Essa condição fez com que a indústria farmacêutica internacional desenvolvesse uma estratégia “sui generis” que, não obstante, imita um comportamento comum entre animais inferiores, a simbiose.
    3º § Observo em meu aquário o peixe-palhaço percola Nemo colher um vôngole e levá-lo à boca de “sua” anêmona, antes mesmo que ele próprio se alimente. Em troca, recebe da anêmona – um animal com tentáculos venenosos – proteção contra eventuais predadores. Essa troca de favores chamamos simbiose.
    4º § A promoção de medicamentos se faz de porta em porta, nos consultórios médicos. Todo mundo sabe que os inúmeros congressos médicos nos mais pitorescos locais do mundo, de Paris a Cancun, são patrocinados pelas empresas produtoras de medicamentos, inclusive com passagens e estadia pagas.
    5º § O que não era percebido até recentemente é a importância e o volume de recursos repassados diretamente a médicos como remuneração pela promoção de medicamentos. Pois bem, embora sejam esses recursos diminutos em comparação com os gastos globais dessas empresas com propaganda, em que se incluem as conferências técnico-turísticas, elas ultrapassam só nos Estados Unidos uma centena de milhões de dólares por ano.
    6º § E onde fica a ética? E o ensinamento de Hipócrates? A prática quotidiana e a necessidade de sobrevivência geram padrões de comportamento que, por sua vez, estabelecem dogmas, tabus, que enfim são incorporados como princípios éticos à cultura de cada sociedade.
    7º § Aos poucos, os médicos acabam por sepultar sua própria percepção dos conflitos de interesse que regem essa maléfica simbiose. Três empresas multinacionais do setor farmacêutico foram há pouco multadas e 18 de seus funcionários presos na China por adotarem essa prática.
    8º § Recentemente, o médico britânico e Nobel de medicina Richard J. Roberts acusou as farmacêuticas de evitar a cura em prol da dependência, um fato já conhecido. Se você cura o doente, você deixa de faturar. Se você simplesmente o mantém vivo, você fatura indefinidamente. Uma estratégia também adotada por animais parasitas. Quantas corporações médicas denunciaram essa condição maléfica?
    9º § Médicos e suas associações já se opuseram, se não publicamente, pelo menos nos bastidores, a iniciativas positivas do Estado. Isso ocorreu com a instalação do SUS e com as poucas iniciativas de produção de medicamentos em laboratórios estatais. Agora acontece com o programa Mais Médicos, que, para as condições atuais da saúde no Brasil, é imprescindível. Tudo que pareça interferir com a tradicional simbiose médico-produtoras de medicamentos, mesmo que tangencialmente, passa a ser hostilizado.
    10º § Quantos dos médicos que se declaram contra o programa repudiaram ofertas de passagens e estadias em gostosas conferências? Quantos colocam o interesse da sociedade brasileira acima dos seus próprios e de sua corporação?

                                                                                                                                                                                                                                        (Extraído de: Folha de S.Paulo, 19 nov. 2013.)

    I. [...] embora sejam esses recursos diminutos em comparação com os gastos globais dessas empresas com propaganda, em que se incluem as conferências técnico-turísticas, elas ultrapassam só nos Estados Unidos uma centena de milhões de dólares por ano. (5º §)
    II. Quantos dos médicos que se declaram contra o programa repudiaram ofertas de passagens e estadias em gostosas conferências? (10º §)
    III. Uma estratégia também adotada por animais parasitas. (8º §)
    IV. E onde fica a ética? E o ensinamento de Hipócrates? (6º §)

    Tendo em conta as passagens acima transcritas, pode-se dizer que o discurso do autor assume um tom irônico em:
    Escolha uma alternativa para a questão 52ccfe7d-ac
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    Português

                                                             Texto 1                   
                                   Línguas que não sabemos que sabíamos
                                                        (fragmento)1
                                                                                     Mia CoutoImagem da questão de Português, CEDERJ 2016, Interpretação de Textos 
    1 Foi mantido o texto original. Mia Couto é um renomado escritor moçambicano, com obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas.
    Ao falar da relação entre linguagem e mundo, o professor José Carlos Azeredo (2007) ressalta que a linguagem não é uma simples ferramenta ou instrumento, tampouco o espelho de um mundo de objetos e fenômenos, porque o que nossos textos significam resulta da filtragem e modelação de nossas experiências; em outras palavras, a transformação de nossas experiências de mundo em matéria textual envolve fatores socioculturais de propriedade coletiva.
    Indique o fragmento de texto que melhor exemplifica o enunciado acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 52cd062c-36
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    Português

                                                             Texto 1                   
                                   Línguas que não sabemos que sabíamos
                                                        (fragmento)1
                                                                                     Mia CoutoImagem da questão de Português, CEDERJ 2016, Figuras de Linguagem 
    1 Foi mantido o texto original. Mia Couto é um renomado escritor moçambicano, com obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas.
    Para obter efeitos de sentido, os autores costumam valer-se de diferentes recursos semânticos, como a metáfora em:
    Escolha uma alternativa para a questão 52e10263-36
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    Português

                                                             Texto 1                   
                                   Línguas que não sabemos que sabíamos
                                                        (fragmento)1
                                                                                     Mia CoutoImagem da questão de Português, CEDERJ 2016, Conjunções: Relação de causa e consequência 
    1 Foi mantido o texto original. Mia Couto é um renomado escritor moçambicano, com obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas.
    No enunciado: “Na primeira reunião com a população surgiram curiosos mal-entendidos que revelam a dificuldade de tradução não de palavras, mas de pensamento”. (linhas 28-30), a conjunção sublinhada dá ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 52e4758c-36
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    Português

                                                       Texto 2                                             
                                                   Aparências
                                                                               Antonio Cícero             
     Imagem da questão de Português, CEDERJ 2016, Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    A poeticidade de um texto depende, quase sempre, de um refinado aproveitamento de recursos linguísticos. No poema em tela, os vocábulos “desenganassem”; “desaparecessem”; “desvelassem”, formados, respetivamente, a partir de “enganassem”; aparecessem”; “velassem” exemplificam o processo de

    Escolha uma alternativa para a questão 52e79922-36
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    Português

                                                       Texto 2                                             
                                                   Aparências
                                                                               Antonio Cícero             
     Imagem da questão de Português, CEDERJ 2016, Figuras de Linguagem
    Observe:

    “eu viveria tantas mortes
    morreria tantas vidas
    jamais me queixaria
    jamais”. (linhas 9-12)

    A figura de linguagem empregada na estrofe em destaque é a
    Escolha uma alternativa para a questão 52eb4bc1-36
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    Português

    A proposta de flexibilizar a Lei Cidade Limpa, aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo, representa um grande retrocesso. Significa reabrir as portas para o caos visual que tanto nos custou superar. Permitir que até 70% dos espaços públicos e prédios históricos sejam tomados por propaganda não é inovação, pelo contrário, é desrespeito à memória urbana e ao bem-estar coletivo.

    (www.estadao.com.br, 02.07.2025. Adaptado.)


    O problema ambiental descrito no texto
    Escolha uma alternativa para a questão 53123430-75
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    Português

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    O poema se desenvolve em acordo com uma característica típica da poesia de Manuel Bandeira:
    Escolha uma alternativa para a questão 531b38f5-dc
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    Português

    Brasileiros são os profissionais mais estressados do mundo

    Uma pesquisa feita por uma empresa de recrutamento revelou que os brasileiros são os profissionais mais estressados do mundo. Mais de 40% dos trabalhadores sofrem frequentemente de estresse e ansiedade em seu emprego, enquanto a média mundial ficou em 11%.
    O estudo entrevistou 1 775 diretores de Recursos Humanos de 12 países, sendo 100 do Brasil. Se forem contabilizados os diretores de RH que trabalham com profissionais que sofrem estresse e ansiedade às vezes, o índice brasileiro sobe para 94%. Apenas 2% não se sentem estressados e 4% sentem os sintomas poucas vezes.
    Disponível em: http://economia.uol.com.br. Acesso em: 4 set. 2013 (adaptado).

    O título do texto traz o resultado de uma pesquisa sobre os trabalhadores brasileiros. A principal estratégia utilizada pelo autor para levar o leitor a acreditar nessa informação consiste na
    Escolha uma alternativa para a questão 531fac6a-fc
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    Português

    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    “Estes cães da roça parecem homens de negócios”.


    A função sintática do termo destacado no excerto é a mesma do termo destacado em:

    Escolha uma alternativa para a questão 5320e8b2-dc
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    Português

    Aos dezoito anos pai Norato deu uma facada num rapaz, num adjutório, e abriu o pé no mundo. Nunca mais ninguém botou os olhos em riba dele, afora o afilhado. — Padrinho, evim cá chamá o sinhô pra mode i morá mais eu. — Quá, flo, esse caco de gente num sai daqui mais não. — Bamo. Buli gente num bole, mais bicho... O sinhô anda perrengado...
    ÉLIS, B. Obras reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987.

    A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma grande variedade de dialetos. Nesse sentido, a linguagem usada no texto
    Escolha uma alternativa para a questão 53233ec6-fc
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    Português

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    O romance O guarani, exemplificado pelo trecho apresentado, é expressão de uma intenção literária de José de Alencar:
    Escolha uma alternativa para a questão 53249845-dc
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    Português

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    “A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.” 


    Nesse trecho, os verbos indicam

    Escolha uma alternativa para a questão 53289889-dc
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    Português

    A defesa da língua
    O jornalista Eduardo Martins, colaborador de Agitação e autor do Manual de Redação do jornal O Estado de S. Paulo, foi o convidado de honra do almoço realizado no dia 31 de agosto, em São Paulo, pelas academias Paulista de Letras, Cristã de Letras, Internacional de Direito Econômico, Paulista de Educação, de Medicina de São Paulo e Paulista de História. O evento faz parte do calendário mensal das academias e sempre conta com uma personalidade para falar sobre temas atuais ligados à educação e à literatura. Martins abordou os vícios que castigam a língua portuguesa. Os mais comuns, de acordo com o jornalista, são o descaso com a concordância – principalmente no caso do plural –, o uso de estrangeirismos, a utilização errônea da crase e o internetês, a linguagem cifrada adotada pelos jovens na rede mundial de computadores e que começa a migrar para as lições escolares.
    Agitação, n. 65, set.-out. 2005.

    A língua portuguesa, como toda língua viva, agrega ao longo de seu desenvolvimento histórico elementos que marcam variações em seu sistema. Entretanto, algumas pessoas veem tais variações como “erros”. Percebe-se que o jornalista citado tem esse pensamento, pois, segundo a notícia, ele
    Escolha uma alternativa para a questão 5328d0d3-fc
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    Português

    Curtir
    O verbo “curtir” nunca esteve tão na moda quanto nesta época em que vivemos, marcada pela interatividade no ambiente das redes sociais, onde a aprovação ou a simples simpatia por determinado conteúdo compartilhado se traduz nesse verbo conjugado na 1ª pessoa: “curti”. A consagração da palavra, porém, deu-se pela adoção do termo pelo Google, que, imitando o facebook, passou a oferecer aos internautas a opção de gostar dos resultados elencados pelas páginas de busca. O verbo “curtir”, no caso das mídias sociais, configura-se uma tradução do inglês like (“gostar”). Contudo, a gíria brasileira não guarda nenhuma relação com o “curtir” proveniente do latim vulgar corretrire, retrire, que significa “desgastar pelo atrito”.
    Revista Língua, n. 74, dez. 2011 (adaptado).

    Ao explorar os usos e significados do verbo curtir nas mídias sociais, o autor colabora para a compreensão do(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 532d5ad5-fc
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    Português

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Quanto aos recursos formais e ao conteúdo, o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 532dc0c0-dc
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    Português

    Esse queijo é bom demais, uai!
    O queijo produzido em Minas Gerais é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Brasil e do estado
    Há quem diga que o queijo de Minas não pode faltar na boa mesa mineira. Um queijo com cafezinho, queijo com goiabada (conhecido como Romeu e Julieta), o pão de queijo ou até complementando um prato requintado, já virou receita garantida em Minas Gerais. O tradicional alimento do estado não perde em nada para os mais aprimorados queijos importados. Tem o canastra, o do serro, o frescal, o meia-cura, o minas do tipo padrão, o de coalho. São tantas opções que fica até difícil dizer qual é mais gostoso. Não é à toa que essa iguaria faz tanto sucesso e já virou patrimônio cultural brasileiro e imaterial de Minas Gerais. Desde 2008, o modo típico de preparo dos queijos artesanais da região do Serro e da Serra da Canastra foi reconhecido como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
    Disponível em: www.belohorizonte.mg.gov.br. Acesso em: 25 set. 2013.

    A utilização de uma expressão regional no título do texto
    Escolha uma alternativa para a questão 5330743b-fc
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    Português

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5333aded-dc