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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 215 de 549

  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o excerto do poema “Borboleta morta”, de Alberto de Oliveira, e preencha os parênteses com V para verdadeiro e F para falso.

    Abrindo as asas, – leve fantasia

    Da primavera quando despertava,

    Sonho dos campos, – ao nascer do dia

    De trecho em trecho a borboleta voava.

    (...)

    Ia e vinha, volteava no ar, arfando,

    Descia às flores e, num torvelinho

    De pétalas e pólen doidejando,

    Ruflava as asas como um passarinho.

    E voava. Os vossos olhos, entretanto,

    Viam-na, e quando junto da janela

    Passava acaso, enchendo-se de espanto:

    –“Lá vai!” – disseram, enlevados nela.

    “Lá vai! tão grande! tão azul! tão linda!

    Apanhemo-la” – Assim foi que a tivestes;

    E a esforçar por ser livre, vendo-a ainda,

    A sacudir as pequeninas vestes,

    Mão bárbara e cruel, mão feminina

    De atro estilete segurando na haste

    Como que vibra, lâmina assassina,

    O peito, sem piedade, lhe varaste” (...)

    ( ) O poeta utiliza-se de imagens que revelam a delicadeza do voo da borboleta.

    ( ) O uso de aliterações pode também ser encontrado no poema, recurso que auxilia na construção sonora do bater das asas da borboleta.

    ( ) O poeta humaniza, em diversos momentos, a borboleta.

    ( ) A fragilidade da borboleta é presa fácil à mão humana, e o inseto não oferece qualquer tipo de resistência.

    ( ) O poeta suaviza a morte da borboleta com a utilização de eufemismos, técnica comum no movimento simbolista.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 60e9f9af-30
  • Linguagens

    Português

    Não obstante as diferenças estéticas e cronológicas existentes entre Capitães da Areia (1937), São Bernardo (1934) e A rosa do povo (1945), determinadas características desses livros — tais como a ênfase na opressão, no medo, na crueldade etc. — indicam que eles compartilham, como contexto histórico nacional,
    Escolha uma alternativa para a questão 60ea3136-1b
  • Linguagens

    Português

        O sucesso das redes sociais é fruto da combinação inteligente da capacidade de interagir dentro de uma mesma página da internet e do uso de sistemas de avaliação. Existem duas dinâmicas psicossociais legitimando tais recursos de avaliação. Na primeira, alguém produz conteúdo e é recompensado com essas reações. Já na segunda dinâmica, a produção de conteúdo serve de balão de ensaio para a vida off-line.

        Prazer e aprendizado são, portanto, as duas promessas originais das redes sociais (anteriores à monetização), nas quais os algoritmos de recomendação prometem reduzir o tempo e a energia para encontrar aquilo que interessa a cada um, no mar de opções disponibilizadas, levando a situação a outro patamar, pela exposição reiterada dos usuários aos conteúdos que agravam sua ansiedade.

         Assim, por exemplo, pessoas que estão insatisfeitas com o seu corpo fazem buscas que refletem esse desconforto, procurando postagens relacionadas a essa temática. O algoritmo, então, passa a recomendar cada vez mais conteúdos nessa linha e, o que é pior, a convergir para os mais extremos, já que estes tendem a fixar mais a atenção. Em pouco tempo, o usuário “desconfortável” está sendo bombardeado por vídeos que elevam em muito o seu pessimismo e que muitas vezes servem de caminho à anorexia, à bulimia e à depressão.


    DIAS, A. M. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).



    As sociedades têm evoluído concomitantemente ao desenvolvimento de tecnologias que buscam, cada vez mais, automatizar a gestão das informações. No texto, uma consequência negativa desse processo é o fato de ele
    Escolha uma alternativa para a questão 60ec14af-49
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, tenha como base a tirinha As cobras, de Luis Fernando Verissimo.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2016, Interpretação de Textos

    Com base na tirinha e no contexto de seu autor, assinale a única alternativa INCORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão 60ecd449-30
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, tenha como base o excerto da obra Quincas Borba, de Machado de Assis, e seu contexto. 

    Rubião achou um rival no coração de Quincas Borba, – um cão, um bonito cão, meio tamanho, pelo cor de chumbo, malhado de preto. Quincas Borba levava-o para toda parte, dormiam no mesmo quarto. De manhã, era o cão que acordava o senhor, trepando ao leito, onde trocavam as primeiras saudações. Uma das extravagâncias do dono foi dar-lhe o seu próprio nome; mas, explicava-o por dois motivos, um doutrinário, outro particular.

    – Desde que Humanitas, segundo a minha doutrina, é o princípio da vida e reside em toda a parte, existe também no cão, e este pode assim receber um nome de gente, seja cristão ou muçulmano...

    – Bem, mas por que não lhe deu antes o nome de Bernardo, disse Rubião com o pensamento em um rival político da localidade.

    – Esse agora é o motivo particular. Se eu morrer antes, como presumo, sobreviverei no nome do meu bom cachorro. Ris-te, não?

    Rubião fez um gesto negativo.

    – Pois devias rir, meu querido. Porque a imortalidade é o meu lote ou o meu dote, ou como melhor nome haja. Viverei perpetuamente no meu grande livro. Os que, porém, não souberem ler, chamarão Quincas Borba ao cachorro, e...

    O cão, ouvindo o nome, correu à cama. Quincas Borba, comovido, olhou para Quincas Borba: – Meu pobre amigo! meu bom amigo! meu único amigo!

    Com relação à biografia de Machado de Assis, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 60f27b5c-30
  • Linguagens

    Português

            A adoção do cardápio indígena introduziu nas cozinhas e zonas de serviço das moradas brasileiras equipamentos desconhecidos no Reino. Instalou nos alpendres roceiros a prensa de espremer mandioca ralada para farinha. Nos inventários paulistas é comum a menção de tal fato. No inventário de Pedro Nunes, por exemplo, efetuado em 1623, fala-se num sítio nas bandas do Ipiranga “com seu alpendre e duas camarinhas no dito alpendre com a prensa no dito sítio” que deveria comprimir nos tipitis toda a massa proveniente do mandiocal também inventariado. Mas a farinha não exigia somente a prensa – pedia, também, raladores, cochos de lavagem e forno ou fogão. Era normal, então, a casa de fazer farinha, no quintal, ao lado dos telheiros e próxima à cozinha.

    Carlos A. C. Lemos, Cozinhas, etc.
    Além de “tipitis”, constituem contribuição indígena para a língua portuguesa do Brasil as seguintes palavras empregadas no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 60ffa5c0-b2
  • Linguagens

    Português

               Nasceu o dia e expirou.
              Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.
             Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.
           Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    Atente para as seguintes afirmações, extraídas e adaptadas de um estudo do crítico Augusto Meyer sobre José de Alencar:



    I. “Nesta obra, assim como nos ‘poemas americanos’ dos nossos poetas, palpita um sentimento sincero de distância poética e exotismo, de coisa notável por estranha para nós, embora a rotulemos como nativa.”

    II. “Mais do que diante de um relato, estamos diante de um poema, cujo conteúdo se concentra a cada passo na magia do ritmo e na graça da imagem.”

    III. “O tema do bom selvagem foi, neste caso, aproveitado para um romance histórico, que reproduz o enredo típico das narrativas de capa e espada, oriundas da novela de cavalaria.”


    É compatível com o trecho de Iracema aqui reproduzido, considerado no contexto dessa obra, o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 6102e811-b2
  • Linguagens

    Português

          Evidentemente, não se pode esperar que Dostoiévski seja traduzido por outro Dostoiévski, mas desde que o tradutor procure penetrar nas peculiaridades da linguagem primeira, aplique-se com afinco e faça com que sua criatividade orientada pelo original permita, paradoxalmente, afasta-se do texto para ficar mais próximo deste, um passo importante será dado. Deixando de lado a fidelidade mecânica, frase por frase, tratando o original como um conjunto de blocos a serem transpostos, e transgredindo sem receio, quando necessário, as normas do “escrever bem”, o tradutor poderá trazê-lo com boa margem de fidelidade para a língua com a qual está trabalhando.


    Boris Schnaiderman, Dostoiévski Prosa Poesia.

    O prefixo presente na palavra “transpostos” tem o mesmo sentido do prefixo que ocorre e
    Escolha uma alternativa para a questão 6119e79e-b2
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    Português

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Interpretação de Textos
    Dentre os recursos expressivos empregados no texto, tem papel preponderante a
    Escolha uma alternativa para a questão 61240489-b2
  • Linguagens

    Português

    Se pudesse muda-se, gritaria bem alto que o roubavam. Aparentemente resignado, sentia um ódio imenso a qualquer coisa que era ao mesmo tempo a campina seca, o patrão, os soldados e os agentes da prefeitura. Tudo na verdade era contra ele. Estava acostumado, tinha a casca muito grossa, mas às vezes se arreliava. Não havia paciência que suportasse tanta coisa.


    - Um dia um homem faz besteira e se desgraça.

    Graciliano Ramos, Vidas secas.


    Tendo em vista as causas que a provocam, a revolta que vem à consciência de Fabiano, apresentada no texto como ainda contida e genérica, encontrará foco e uma expressão coletiva militante e organizada, em época posterior à publicação de Vidas secas, no movimento.
    Escolha uma alternativa para a questão 612907ef-b2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Interpretação de Textos


         O Comissário apertou-lhe mais a mão, querendo transmiti-lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaía-se para o solo do Mayombe, misturando-se às folhas em decomposição.

         [...]

         Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.

          A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida.

         [...]

         Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já in visível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde.

    Pepetela, Mayombe.

    Considerando-se o excerto no contexto de Mayombe, os paralelos que nele são estabelecidos entre aspectos da natureza e da vida humana podem ser interpretados como um
    Escolha uma alternativa para a questão 612c8e40-b2
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    Português

    Leia o texto e observe a imagem.

    Imagem da questão de Português, FUVEST 2016, Interpretação de Textos

    Numa guerra não se matam milhares de pessoas.
    Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é
    gay, outro que tem uma namorada. Uma
    acumulação de pequenas memórias...


    Nós que aqui estamos, por vós esperamos.
    Direção de Marcelo Masagão.
    Brasil, 19996.


    A partir do texto e da imagem, pode-se afirmar corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 616e4d34-b2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2011, Interpretação de Textos

    Reflita sobre o comercial do “Space Fox Trend”, calcado no provérbio “Pense duas vezes antes de agir”. Ele configura linguisticamente um détournement, caso específico de intertextualidade implícita, que altera ou adultera um texto-fonte, com algum propósito. Considere o que se diz sobre o détournement dessa propaganda e marque V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

    ( ) O détournement que gerou o comercial da Volkswagen foi produzido por meio do acréscimo e da substituição de palavras.

    ( ) A descoberta ou o conhecimento do texto- fonte, no caso do détournement, é indesejável.

    ( ) O détournement presente no comercial do “Space Fox Trend” é do tipo lúdico: brinca com as palavras como um jogo infantil. É próprio para divertir crianças.

    ( ) O détournement do comercial da Volkswagen desautoriza o texto-fonte. É utilizado com o propósito de orientar o interlocutor para a construção de um outro sentido.

    ( ) No caso da propaganda em questão, o détournement leva o interlocutor a acreditar que o carro apresentado é tão bom que não se precisa pensar duas vezes para comprá- lo. Ele é tão especial que contradiz uma afirmação considerada verdade universal.

    Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 619d863a-a5
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão


    “PIMBA NA GORDUCHINHA”* DATOU


        Empolgação já não basta. Comentaristas usam cada vez mais estatísticas e termos técnicos para traduzir o que acontece em campo.

        Por tradição, a tarefa de comentar uma partida de futebol sempre foi o oposto disso. A “crônica esportiva” pontificada por lendas como Nelson Rodrigues e Armando Nogueira, entre muitos outros, evocava heróis em campo e fazia da genialidade individual, do empenho coletivo e do imponderável instituições que comandavam o jogo. O belo texto valia tanto quanto – ou mais – que a observação de treinos e jogos. “O padrão para falar de futebol no Brasil costumava abordar aspectos como a qualidade individual do jogador e fatores emocionais”, afirma Carlos Eduardo Mansur, do jornal O Globo. “O desafio hoje é estudar o jogo taticamente.” Não havia no passado, obviamente, a ideia nem os recursos técnicos para compilar dados, que hoje sustentam as análises feitas durante os 90 minutos.

        O uso de softwares que ajudam a dissecar partidas em números se difundiu nos clubes e transbordou para as redações. Crescem grupos dedicados à tabulação e análise de dados. Estatísticas individuais e coletivas, como o número de finalizações de um atacante e a média de posse de bola de uma equipe, são dados prosaicos em palestras de treinadores e programas de TV, blogs ou jornais.

        Detratores desse modelo, no entanto, consideram essa tendência um modismo, uma chatice. “Há preconceito de quem ouve e exagero de quem usa”, afirma o comentarista PVC [Paulo Vinícius Coelho]. Excessos ou modismos à parte, não há como fugir da realidade. O uso de dados e estatísticas por clubes europeus para elaborar estratégias e jogadas é antigo e há anos chegou aos brasileiros, com maior ou menor simpatia. Não existe futebol bem jogado, em alto nível, sem isso.

        A tarefa de dissecar o jogo por números e dados ajuda a entender, mas não esgota o futebol, que, por sua dinâmica, segue como um esporte dos mais imprevisíveis.


    Rafael Oliveira, Época, 29.01.2018. Adaptado.

    * "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha": bordão criado pelo narrador de futebol Osmar Santos e popularizado nos anos 1980.
    Segundo o texto, a análise de dados sobre uma partida colhidos por meio de recursos tecnológicos
    Escolha uma alternativa para a questão 61a07ed2-16
  • Linguagens

    Português


    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos


    Nessa tirinha, produzida na década de 1970, os recursos verbais e não verbais sinalizam a finalidade de

    Escolha uma alternativa para a questão 61aa9f7e-7a
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    Português

    Texto para a questão

    PARDAIS NOVOS

        Um dia o meu telefone, instalado à cabeceira de minha cama, retiniu violentamente às sete da manhã. Estremunhado tomei do receptor e ouvi do outro lado uma voz que dizia: “Mestre, sou um pardal novo. Posso ler-lhe uns versos para que o senhor me dê a sua opinião?” Ponderei com mau humor ao pardal que aquilo não eram horas para consultas de tal natureza, que ele me telefonasse mais tarde. O pardal não telefonou de novo: veio às nove e meia ao meu apartamento.
        Mal o vi, percebi que não se tratava de pardal novo. Ele mesmo como que concordou que o não era, pois perguntando-lhe eu a idade, hesitou contrafeito para responder que tinha 35 anos. Ainda por cima era um pardal velho!
        Desde esse dia passei a chamar de pardais novos os rapazes que me procuram para mostrar-me os seus primeiros ensaios de voo no céu da poesia. Dizem eles que desejam saber se têm realmente queda para o ofício, se vale a pena persistir etc. Fico sempre embaraçado para dar qualquer conselho. A menos que se seja um Rimbaud ou, mais modestamente, um Castro Alves, que poesia se pode fazer antes dos vinte anos? Como Mallarmé afirmou certa vez que todo verso é um esforço para o estilo, acabo aconselhando ao pardal que vá fazendo os seus versinhos, sem se preocupar com a opinião de ninguém, inclusive a minha. (...)

    Manuel Bandeira, Melhores crônicas. Global Editora.
    A oração sublinhada no trecho “Mal o vi, percebi que não se tratava de pardal novo.” tem valor
    Escolha uma alternativa para a questão 61afa1fc-16
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão

    PARDAIS NOVOS

        Um dia o meu telefone, instalado à cabeceira de minha cama, retiniu violentamente às sete da manhã. Estremunhado tomei do receptor e ouvi do outro lado uma voz que dizia: “Mestre, sou um pardal novo. Posso ler-lhe uns versos para que o senhor me dê a sua opinião?” Ponderei com mau humor ao pardal que aquilo não eram horas para consultas de tal natureza, que ele me telefonasse mais tarde. O pardal não telefonou de novo: veio às nove e meia ao meu apartamento.
        Mal o vi, percebi que não se tratava de pardal novo. Ele mesmo como que concordou que o não era, pois perguntando-lhe eu a idade, hesitou contrafeito para responder que tinha 35 anos. Ainda por cima era um pardal velho!
        Desde esse dia passei a chamar de pardais novos os rapazes que me procuram para mostrar-me os seus primeiros ensaios de voo no céu da poesia. Dizem eles que desejam saber se têm realmente queda para o ofício, se vale a pena persistir etc. Fico sempre embaraçado para dar qualquer conselho. A menos que se seja um Rimbaud ou, mais modestamente, um Castro Alves, que poesia se pode fazer antes dos vinte anos? Como Mallarmé afirmou certa vez que todo verso é um esforço para o estilo, acabo aconselhando ao pardal que vá fazendo os seus versinhos, sem se preocupar com a opinião de ninguém, inclusive a minha. (...)

    Manuel Bandeira, Melhores crônicas. Global Editora.
    Tendo em vista o gênero literário em que se enquadra o texto, o autor permite-se o uso de uma expressão típica da linguagem informal em:
    Escolha uma alternativa para a questão 61b33fa1-16
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    Português

    Texto para a questão 

        Vindos do norte, da fronteira velha-de-guerra, bem montados, bem enroupados, bem apessoados, chegaram uns oito homens, que de longe se via que eram valentões: primeiro surgiu um, dianteiro, escoteiro, que percorreu, de ponta a ponta, o povoado, pedindo água à porta de uma casa, pedindo pousada em outra, espiando muito para tudo e fazendo pergunta e pergunta; depois, então, apareceram os outros, equipados com um despropósito de armas – carabinas, novinhas quase; garruchas, de um e de dois canos; revólveres de boas marcas; facas, punhais, quicés de cabos esculpidos; porretes e facões, – e transportando um excesso de breves nos pescoços.
        O bando desfilou em formação espaçada, o chefe no meio. E o chefe – o mais forte e o mais alto de todos, com um lenço azul enrolado no chapéu de couro, com dentes brancos limados em acume, de olhar dominador e tosse rosnada, mas sorriso bonito e mansinho de moça – era o homem mais afamado dos dois sertões do rio: célebre do Jequitinhonha à Serra das Araras, da beira do Jequitaí à barra do Verde Grande, do Rio Gavião até nos Montes Claros, de Carinhanha até Paracatu; maior do que Antônio Dó ou Indalécio; o arranca-toco, o treme-terra, o come-brasa, o pega-à-unha, o fecha-treta, o tira-prosa, o parte-ferro, o rompe-racha, o rompe-e-arrasa: Seu Joãozinho Bem-Bem.

    João Guimarães Rosa, “A hora e vez de Augusto Matraga”, in Sagarana.
    Os “valentões armados”, que figuram no texto, atuando isoladamente ou em bando, constituem fenômeno geral,
    Escolha uma alternativa para a questão 61c88b77-16
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    Português

    INSTRUÇÃO: O poema de Alberto Caeiro é base para responder
    às questões de números 24 e 25.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNIFESP 2007, Interpretação de Textos


    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNIFESP 2007, Interpretação de Textos

    No poema de Caeiro, o ponto de vista de Silesius, com o qual concorda Boff, é
    Escolha uma alternativa para a questão 61cb9761-4d