Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 244 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 7

                                          Ao mar

        Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David... 

         O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros: Krishna, o faquir que ficou cento e dez dias comendo cascas de ovo; Mac-Dougal, o inglês que escalou o Itatiaia com uma das mãos amarradas às costas; Fred, que foi lançado num barril ao golfo do México e recolhido um ano depois na ilha da Pintada. Moma, irmão de sangue de um chefe comanche; Demócrito que dançava charleston sobre fios de alta tensão... 

        — A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu! 

         E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? 

         Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: "Mar, animal rumorejante!" Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou. 

         À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu? 

         — Joel, vem almoçar! – gritava a mãe. Joel viajava ao largo; perto da África. 

    (SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 105/106.)


    O Texto 7, extraído de Melhores contos, de Moacyr Scliar, coloca frente a frente dois universos: o dos adultos, que tentam sempre estabelecer e manter a ordem, e o das crianças, recriado ludicamente pela fantasia. Marque a alternativa que melhor ilustra essa afirmação:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f0fa449-34
  • Linguagens

    Português


    Até o começo do século 19, para se ouvir música dentro de casa, era preciso ter um cantor ou um músico na família. Caso contrário, só mesmo contratando um artista. Apreciar música era um privilégio para os poucos afortunados que podiam ir a teatros, ou diversão pontual para muitos que não se importavam de ficar em praças públicas, no calor ou no frio, dançando ao som dos realejos de rua. Mas foi somente a partir da invenção do fonógrafo de Thomas Edison que foi possível gravar e reproduzir o som como ele é, inclusive a voz humana.

    LEIBOVICH, L. Apresentação. In: Do toque ao clique:

    a história da música automática.

    São Paulo: Sesc, 2018 (adaptado).


    A forma como ouvimos música mudou nos últimos cem anos. Conforme o texto, essas transformações

    Escolha uma alternativa para a questão 6f11c445-64
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos 2021, Interpretação de Textos

    CAZO, L. F. Halloween. Disponível em: www.facebook.com/
    luizfernando.cazo. Acesso em: 23 set. 2019.

    O cartum explora o uso de fantasias durante o Halloween, estabelecendo uma crítica em relação à
    Escolha uma alternativa para a questão 6f148cb5-64
  • Linguagens

    Português

                            Cartas dos leitores

    Adoção (327/2004)

    A grande família adotiva


            Eu e meu marido somos um casal saudável, classe média, brancos e podemos gerar filhos. Há um ano entramos com o processo de adoção, que durou 26 dias, tempo recorde. Não exigimos recém-nascidos, brancos e não separávamos irmãos. Ganhamos duas joias raríssimas que mudaram completamente nossa vida. A Thalya, de 4 anos, e o Nathan, de 3, são irmãos, negros. Já os amávamos sem conhecê-los. Estamos juntos há um ano e a cada dia é uma surpresa e um aprendizado. Fisicamente não temos nada em comum; no restante, temos tudo um do outro. Gostaria de dizer que o sangue e a cor da pele são insignificantes. Sou mãe desde o primeiro olhar e são meus filhos desde o primeiro toque. Por fim, não fizemos favor algum para esses meninos maravilhosos. Foi exatamente o contrário: eles estão nos ensinando tudo, absolutamente tudo, e foram os dois que nos adotaram.

    Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019.


    Essa é uma carta de leitor em resposta a uma reportagem intitulada “A grande família adotiva”, publicada em uma revista de grande circulação. A partir de um relato pessoal, essa carta funciona como um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 6f182ad5-64
  • Linguagens

    Português

            Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

            A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

            A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar.

        A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a pagar mais do que as coisas valem. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar.

        A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

    COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996 (adaptado).


    Nesse texto, em que a autora critica o estilo de vida imposto pela modernidade, um dos elementos responsáveis pela sua progressão é a

    Escolha uma alternativa para a questão 6f1b0f57-64
  • Linguagens

    Português

    Palavras que ferem, palavras que salvam

            “Posso ajudar?” Eis duas palavrinhas que nos soam mais que familiares. Entra-se numa loja e lá vem: “Posso ajudar?”

            Ainda se fossem outras as palavrinhas — “Posso servi-lo? Precisa de alguma informação?” Não; o escolhido é o “posso ajudar”, traduzido direto do jargão dos atendentes americanos.

    A má tradução das expressões comerciais americanas já cometeu uma devastação no idioma ao propagar o doentio surto de gerúndios (“Vou estar providenciando”, “Posso estar examinando”), que, do telemarketing, contaminou outros setores da linguagem corrente.

    Veja, n. 1 225, mar. 2009.


    O uso de determinadas formas linguísticas tem sido rejeitado por algumas pessoas, sem que apresentem motivos reais para essa discriminação. No texto, o autor assume essa postura ao A indicar as 

    Escolha uma alternativa para a questão 6f1dffe4-64
  • Linguagens

    Português

    Complete as frases abaixo com a palavra que apresenta a concordância nominal correta; a seguir assinale a alternativa correspondente a suas respostas.

    Nem um nem outro ________________ me convenceu.
                                                                            (argumento/argumentos)
    Segue(m) _____________ as cópias.
                                                           (anexa/anexas)
    Ela parecia _____________ constrangida.
                                                                (meia/meio)
    As ____________________ Odete e Maria são irmãs.
                                                                                  (simpática/simpáticas)
    Escolha uma alternativa para a questão 6f1e47a5-06
  • Linguagens

    Português

    Os emergentes querem dirigir

            Dois mil e nove. A China assume pela primeira vez o posto de maior produtor mundial de veículos, à frente dos Estados Unidos e Japão. Um ano mais tarde, o Brasil passa a Alemanha e se torna o quarto maior mercado mundial de veículos. A crise financeira, que comprometeu o consumo nos países ricos, pode ter contribuído, mas não fez mais do que antecipar a realidade que deve imperar nas próximas décadas. Cada vez mais, as montadoras voltam seus olhos para o Oriente e para as economias em desenvolvimento. Eles serão os grandes produtores e consumidores de carros do século XXI.

    FREITAS, G. Carta Capital, n. 614, set. 2010.


    O fragmento de texto é parte de uma reportagem sobre a produção de automóveis no mundo. Considerando a linguagem utilizada e a funcionalidade desse gênero textual, percebe-se que, entre suas características básicas, está a utilização de

    Escolha uma alternativa para a questão 6f215daa-64
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

    No decorrer de todo o Texto 8, a batata deve ser interpretada como (marque a resposta correta):
    Escolha uma alternativa para a questão 6f22e29e-34
  • Linguagens

    Português

    Emergência

    Quem faz um poema abre uma janela.

    Respira, tu que estás numa cela

    abafada,

    esse ar que entra por ela.

    Por isso é que os poemas têm ritmo

    — para que possas profundamente respirar.

    Quem faz um poema salva um afogado.

    QUINTANA, M. In: MORICONI, Í. (Org.). Os cem melhores poemas

    brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.


    O texto se articula a partir da expressão de sentimentos e sensações forjados pelo autor. Nele, ressalta-se visível preocupação com aspectos inerentes à linguagem, sua estrutura e seu ritmo. Esses elementos determinam no texto a predominância da função

    Escolha uma alternativa para a questão 6f24bc20-64
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão 29 com base no texto 2.

    TEXTO 2 

    No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais. 
    Pesquisa aponta que estudantes não conseguem interpretar e associar informações.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2014, Pontuação

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 29, considere as afirmações sobre a pontuação do texto 2.

    I. As vírgulas da linha 01 isolam uma oração intercalada.

    II. Seria correto substituir, na linha 05, a vírgula que antecede "sobre" por dois-pontos, já que a expressão a seguir é uma enumeração.

    III. O emprego de travessão em lugar de dois-pontos na linha 06 seria correto, pois a expressão que segue é um aposto.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 6f26d2ca-03
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 8

    CAPÍTULO XVIII

    Rubião e o cachorro, entrando em casa, sentiram, ouviram a pessoa e as vozes do finado amigo. Enquanto o cachorro farejava por toda a parte, Rubião foi sentar-se na cadeira, onde estivera quando Quincas Borba referiu a morte da avó com explicações científicas. A memória dele recompôs, ainda que de embrulho e esgarçadamente, os argumentos do filósofo. Pela primeira vez, atentou bem na alegoria das tribos famintas e compreendeu a conclusão: “Ao vencedor, as batatas!”. Ouviu distintamente a voz roufenha do finado expor a situação das tribos, a luta e a razão da luta, o extermínio de uma e a vitória da outra, e murmurou baixinho:

    — Ao vencedor, as batatas! 

         Tão simples! tão claro! Olhou para as calças de brim surrado e o rodaque cerzido, e notou que até há pouco fora, por assim dizer, um exterminado, uma bolha; mas que ora não, era um vencedor. Não havia dúvida; as batatas fizeram-se para a tribo que elimina a outra a fim de transpor a montanha e ir às batatas do outro lado. Justamente o seu caso. Ia descer de Barbacena para arrancar e comer as batatas da capital. Cumpria-lhe ser duro e implacável, era poderoso e forte. E levantando-se de golpe, alvoroçado, ergueu os braços exclamando: 

    — Ao vencedor, as batatas!

          Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloquente, além de verdadeira e profunda. Ideou as batatas em suas várias formas, classificou-as pelo sabor, pelo aspecto, pelo poder nutritivo, fartou- -se antemão do banquete da vida. Era tempo de acabar com as raízes pobres e secas, que apenas enganavam o estômago, triste comida de longos anos; agora o farto, o sólido, o perpétuo, comer até morrer, e morrer em colchas de seda, que é melhor que trapos. E voltava à afirmação de ser duro e implacável, e à fórmula da alegoria. Chegou a compor de cabeça um sinete para seu uso, com este lema: AO VENCEDOR AS BATATAS. 

        Esqueceu o projeto do sinete; mas a fórmula viveu no espírito de Rubião, por alguns dias: — Ao vencedor as batatas! Não a compreenderia antes do testamento; ao contrário, vimos que a achou obscura e sem explicação. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 38-39.)

          Machado de Assis (Texto 8) possui uma obscuridade que fascina o leitor, na medida em que o desconcerta. A magia de suas palavras e seus sentidos de mistério agem profundamente, embora a compreensão permaneça desorientada. No entanto, deve-se ressaltar que a linguagem literária não expressa tipos, conceitos ou emoções; é um leque de interpretações. O que faz a literatura ser literatura é a literariedade. Literariedade é a elevação da língua à sua função máxima, sua plurissignificação, sua polissemia, seu poder de sugestão, estranheza e sua linguagem solitária, mas solidária. Com relação à literatura de Machado de Assis, considerando o texto escolhido, analise as afirmativas a seguir:


    I-O escritor buscou, por meio de personagens, transfigurar o embate entre a essência e a aparência, o caráter relativo da moral humana, as convenções sociais e os impulsos piores, a normalidade, a loucura e a precariedade da condição humana.

    II-Machado, em Quincas Borba, exprimiu uma visão pessimista em relação à vida e ao ser humano. Mais do que pessimista ou negativista, a postura do escritor é niilista.

    III-A “teoria do Humanitismo", elaborada no romance Quincas Borba pelo “louco filósofo" Quincas Borba, pretende demonstrar que, na luta pela vida, vence sempre o mais forte, o mais esperto.

    IV-Em Machado de Assis, a preocupação fundamental é a análise dos fatos; as personagens ficam em segundo plano e são apresentadas à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador. Por essa razão, a narrativa não segue uma ordem cronológica, mas sim obedece a um ordenamento interior.


    Em relação às proposições analisadas, marque a única alternativa cujos itens estão todos corretos:


    Escolha uma alternativa para a questão 6f2de6b5-34
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    Opinião

    Podem me prender

    Podem me bater

    Podem até deixar-me sem comer

    Que eu não mudo de opinião

    Daqui do morro eu não saio não

    Daqui do morro eu não saio não.

    ZÉ KETI. In: LEÃO, N. Opinião de Nara. Rio de Janeiro:

    Phillips, 1964 (fragmento).


    TEXTO II

    Meu honrado marechal

    dirigente da nação,

    venho fazer-lhe um apelo:

    não prenda Nara Leão.

    [...]

    Nara é pássaro, sabia?

    E nem adianta prisão

    para a voz que, pelos ares,

    espalha sua canção.

    ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:

    Nova Aguilar, 2003 (fragmento).


    A letra da canção Opinião, interpretada por Nara Leão, e o poema de Drummond foram produzidos no período da Ditadura Militar no Brasil. Os dois textos afirmam que, mesmo que fosse presa, a cantora

    Escolha uma alternativa para a questão 6f2fe98c-64
  • Linguagens

    Português

    Técnicas de atração

    Com a internet, pedófilos criaram uma espécie de passo a passo para atrair crianças. As táticas mais comuns funcionam assim: 


    • Frequentam salas de bate-papo voltadas para o público infantil como se tivessem a idade do grupo, usando apelidos e o vocabulário abreviado das crianças.

    • Conduzem a conversa de modo a levar a vítima para ambientes como o MSN, em que a comunicação deixa de ser pública e se torna particular.

    • Pedem para ser adicionados a sites de relacionamento, como o Orkut, em que geralmente há fotos e informações pessoais da criança.

    • Oferecem créditos para obter o número do celular da vítima. Pedem que seja um segredo entre eles.

    • Oferecem jogos interativos com personagens de desenhos animados ou filmes, que gradativamente ganham conteúdo sexual. Em alguns, heróis de desenhos da TV aparecem em conteúdos sexuais com adultos e em cenas de abuso contra crianças.

    • Passam a enviar fotos e filmes reais de crianças sendo abusadas sexualmente por adultos.

    • Induzem a criança a mostrar o corpo através da webcam, argumentando que “todo mundo faz”. Oferecem presentes, passeios e até viagens para aumentar o grau de exposição.

    • Para forçarem um encontro real com a vítima, ameaçam enviar as imagens capturadas aos pais ou divulgá-las na rede.

    Veja, n. 28, 16 jul. 2008 (adaptado).


    Os textos trazem, por vezes, objetivos implícitos. Quando isso ocorre, inferir tais objetivos é essencial para compreender a mensagem que se deseja transmitir. Os tópicos descritos como Técnicas de atração têm como finalidade

    Escolha uma alternativa para a questão 6f33ec26-64
  • Linguagens

    Português

            A ideia de Brasil como país monolíngue ainda é extremamente veiculada, seja pela escola, seja pelas instituições sociais, políticas ou religiosas, seja pela mídia. A aceitação de um Brasil monolíngue gera um grave problema, “pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferentes variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los” (BORTONI-RICARDO, 1984, p. 9). Paradoxalmente, com tantas referências aos povos indígenas na imprensa devido à comemoração dos “500 anos do Brasil”, ainda nos esquecemos das línguas indígenas. Também não levamos em conta as variantes do português em contato com idiomas estrangeiros nas colônias de imigrantes. Por fim, não são consideradas todas as variantes linguísticas do português, sejam regionais ou sociais. Ainda dá status falar “corretamente”, na ideia ingênua de que a língua dita culta é uma ponte para a ascensão social. Quem não domina a variante padrão é marginalizado(a) e ridicularizado(a): na hora de preencher uma vaga profissional, num concurso vestibular, numa situação de conferência, na escola. Essa variante padrão, no entanto, é reservada a uma ínfima parte da população brasileira (a mesma que detém o poder econômico e político). Não é difícil perceber que o modo de falar “correto” é o dessa elite e que o modo “errado” é vinculado a grupos de desprestígio social. Conforme Marcos Bagno (1999), há no Brasil uma “mitologia” do preconceito linguístico, que prejudica toda a nossa educação e nossa formação como cidadãos para além de um termo teórico.

    RODRIGUES, F. D. Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 3 set. 2014 (adaptado).


    O texto aborda reflexões referentes à ideia equivocada de monolinguismo e ao preconceito com os diversos falares. A exigência de que todos dominem a norma-padrão da língua como a única possibilidade de uso demonstra que o preconceito não é somente linguístico, mas pode ser ligado à

    Escolha uma alternativa para a questão 6f36a92a-64
  • Linguagens

    Português

    O jornalista deve “contar” os acontecimentos do cotidiano de uma maneira que toda a sociedade entenda, como se estivesse conversando com uma pessoa. É para ela que vai transmitir suas informações. Com essa ideia na cabeça, fica mais fácil escrever um texto que deve ser assimilado instantaneamente por milhões de espectadores.

    PATERNOSTRO, V. Í. O texto na TV: manual de telejornalismo.

    Rio de Janeiro: Campus, 2006 (adaptado).


    Os meios de comunicação procuram formas específicas de se aproximar do seu público-alvo. De acordo com o texto, para cumprir esse objetivo, jornalistas de TV e rádio devem 

    Escolha uma alternativa para a questão 6f3a8c5a-64
  • Linguagens

    Português

    Sistemas de informação e sociedade


            A queda dos custos da tecnologia e a consequente disseminação da informática e das redes de comunicação são elementos básicos para permitir o acesso à informação a amplos setores da comunidade. O aumento do nível de conhecimento fortalece a participação e a produtividade das pessoas. Esta é a transformação essencial que estamos presenciando neste início de século.

    OLIVEIRA, J. P. M. Ciência e Cultura, n. 2, abr. 2003 (adaptado).


    De acordo com o texto, o acesso à informação promove a transformação da sociedade. O principal elemento para a participação das pessoas nas mudanças sociais é

    Escolha uma alternativa para a questão 6f3e49d2-64
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira de Adão Iturrusgarai para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, Faculdade Cultura Inglesa 2014, Interpretação de Textos

    Em relação ao diálogo estabelecido entre as personagens, a crítica apresentada no último quadrinho caracteriza-se por ser
    Escolha uma alternativa para a questão 6f53173e-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira de Adão Iturrusgarai para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, Faculdade Cultura Inglesa 2014, Interpretação de Textos

    No primeiro quadrinho, na fala da personagem, a locução verbal Acabo de lançar expressa uma ação de
    Escolha uma alternativa para a questão 6f562587-b6
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2008, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2008, Interpretação de Textos

    A imagem do Coringa no cartaz e sua atitude de vilão moderno, associada aos trechos, revela a
    Escolha uma alternativa para a questão 6f664f8b-6f