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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 277 de 549

  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Pontuação

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Pontuação

    BITTENCOURT, Renato Nunes. O advento do homem-massa. Disponível em: < http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/52/o-adventodo-homem-massa-na-decadente-conjuntura-da-degradacao-cultural187560-1.asp>. Acesso em: nov. 2010. Adaptado.



    O uso das aspas na palavra “igualdade” (l. 15) traz, como efeito de sentido,
    Escolha uma alternativa para a questão 7fed8dd4-e0
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Análise sintática

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Análise sintática

    BITTENCOURT, Renato Nunes. O advento do homem-massa. Disponível em: < http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/52/o-adventodo-homem-massa-na-decadente-conjuntura-da-degradacao-cultural187560-1.asp>. Acesso em: nov. 2010. Adaptado.



    “É importante destacar que a configuração valorativa do ‘homem-massa’ não segue parâmetros sociais ou econômicos específicos, mas a análise da existência ou não de uma nobreza de espírito interior.” (l. 21-24)


    Sobre o fragmento em evidência, é verdadeiro o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 7ff17daa-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

    É UMA MÚSICA... Carta na Escola. São Paulo: Confiança, ed. 51, p. 3, 31 nov. 2010. Encarte Publicitário.

    Através da função poética presente na música “Mais uma vez”, o principal objetivo do anúncio publicitário é
    Escolha uma alternativa para a questão 7ff5422f-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Sintaxe

    É UMA MÚSICA... Carta na Escola. São Paulo: Confiança, ed. 51, p. 3, 31 nov. 2010. Encarte Publicitário.

    O uso do conectivo “ou”, na letra de música, em ambas as ocorrências, denota
    Escolha uma alternativa para a questão 7ff8607f-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    CALVINO, Ítalo. O cavaleiro inexistente. Disponível em: <http://paulofernandomonteiroferraz.blogspot.com/2009/11/ainda-era-confuso-oestado-das-coisas.html>. Acesso em: 3 dez. 2010.

    De acordo com o texto, no tempo remoto em que a história se passa, “o estado das coisas do mundo” (l. 1) era confuso porque
    Escolha uma alternativa para a questão 7ffc56d4-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    CALVINO, Ítalo. O cavaleiro inexistente. Disponível em: <http://paulofernandomonteiroferraz.blogspot.com/2009/11/ainda-era-confuso-oestado-das-coisas.html>. Acesso em: 3 dez. 2010.

    Quanto aos aspectos linguísticos que compõem o texto e seus efeitos de sentido, é correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 7ffffad9-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    MOISÉS. Festa da globalização. Disponível em: <http://marxismo.files.wordpress.com/2007/06/globalizacao.jpg>. Acesso em: 5 dez. 2010.


    A charge em destaque

    Escolha uma alternativa para a questão 8002ec09-e0
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos

    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    CARVALHO. José Cândido de. Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon.In: Os melhores contos do século. Ítalo Mariconi (Org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 362.

    O texto
    Escolha uma alternativa para a questão 8005dad9-e0
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos

    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    CARVALHO. José Cândido de. Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon.In: Os melhores contos do século. Ítalo Mariconi (Org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 362.

    Segundo o narrador, “Em verdade Lulu Bergantim não foi por conta própria.” (l. 43-44) porque
    Escolha uma alternativa para a questão 8008dc5f-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    NETO, Torquato. Cogito. In: Os cem melhores poemas do século. Ítalo Mariconi (Org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 269.

    O título do poema sugere
    Escolha uma alternativa para a questão 800c4f15-e0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Feira de Santana 2011, Interpretação de Textos


    NETO, Torquato. Cogito. In: Os cem melhores poemas do século. Ítalo Mariconi (Org). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 269.

    Para o eu poético,
    Escolha uma alternativa para a questão 800f6c15-e0
  • Linguagens

    Português


    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    Os textos 1 e 2 se referem ao uso da variante informal da língua portuguesa. O uso dessa variante, em ambos os textos, justifica-se por mostrar ao leitor
    Escolha uma alternativa para a questão 80141ecf-92
  • Linguagens

    Português


    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    Sobre a explicação dada por Oswald de Andrade para o não emprego da ênclise na fala do português do Brasil, é correto afirmar que o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 80193082-92
  • Linguagens

    Português


    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    A variação linguística pode revelar muitas informações acerca de quem a está utilizando. Valendo-se desse fenômeno, o autor do texto 2 apresenta o eu lírico como alguém que não domina a norma culta brasileira, por misturar traços da linguagem caipira com a fala de imigrantes italianos de conhecidos bairros paulistas para figurativizar o personagem. Atente para o que se diz a seguir sobre variação linguística:

    I. As línguas têm formas variáveis e há usos de determinada variedade em uma sociedade formada por uma heterogeneidade de falantes advindos de lugares distintos, a exemplo de São Paulo.

    II. Os aspectos mais perceptíveis da variação linguística são a pronúncia e o vocabulário, mas pode-se apontar, no texto 2, variações em todos os níveis da língua.

    III. O fenômeno da variação é complexo e o princípio de adequação à identidade de quem utiliza, a situação comunicativa e outros fatores podem intervir.

    É correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 801b8fc8-92
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3
    Meu Caro Amigo
    Chico Buarque


    Meu caro amigo, me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita

    Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
     [aqui tá preta

    Muita mutreta pra levar a situação
    Que a gente vai levando de teimoso e de
     [pirraça
    E a gente vai tomando que também sem a
     [cachaça

    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades

    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra,
     [só de sarro
    E a gente vai fumando que, também,
     [sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça
    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa

    Muita careta pra engolir a transação
    Que a gente tá engolindo cada sapo no
     [caminho
    E a gente vai se amando que, também,
     [sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu bem queria lhe
     [escrever
    Mas o correio andou arisco

    Se me permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar
     [lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus!


    BUARQUE, Chico. Phonogram, 1976.

    Considerando que a letra da canção “Meu caro amigo” foi escrita em 1976, um momento de repressão a qualquer denúncia ao governo e aos abusos estatais ou a manifestações contrárias ao regime, constata-se que Chico Buarque faz da música uma das principais formas de protestar indiretamente, para evitar a censura, espalhar uma mensagem de resistência e conscientizar a população. Fruto de uma parceria com Francis Hime, a canção foi criada como uma tentativa de burlar o regime por meio do envio de notícias do Brasil a seu amigo Augusto Boal, que vivia no exílio em Lisboa. Atente para o que se diz a seguir a respeito dessa canção e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

    ( ) A expressão “Muita mutreta pra levar a situação” (linha 36) revela o esforço do eu lírico para suportar as dificuldades.
    ( ) O eu lírico mostra que para segurar “esse rojão” (linhas 41, 51 e 61) o remetente da carta busca refúgio em prazeres momentâneos como a cachaça, o cigarro e o amor.
    ( ) O autor cita nomes de pessoas reais: Marieta, Francis e Cecília para organizar um discurso que fala de si próprio, passando a ideia da realidade dentro de uma ficção.
    ( ) O tom formal da mensagem permite identificar uma relação de distanciamento entre o emissor e o seu “caro amigo” (linhas 42, 52, 62).

    A sequência correta, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 801eaa6e-92
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3
    Meu Caro Amigo
    Chico Buarque


    Meu caro amigo, me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita

    Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
     [aqui tá preta

    Muita mutreta pra levar a situação
    Que a gente vai levando de teimoso e de
     [pirraça
    E a gente vai tomando que também sem a
     [cachaça

    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades

    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra,
     [só de sarro
    E a gente vai fumando que, também,
     [sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça
    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa

    Muita careta pra engolir a transação
    Que a gente tá engolindo cada sapo no
     [caminho
    E a gente vai se amando que, também,
     [sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu bem queria lhe
     [escrever
    Mas o correio andou arisco

    Se me permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar
     [lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus!


    BUARQUE, Chico. Phonogram, 1976.

    O texto acima, embora classificado como uma canção, apresenta muitas características dos gêneros
    Escolha uma alternativa para a questão 8021a3c8-92
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3
    Meu Caro Amigo
    Chico Buarque


    Meu caro amigo, me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita

    Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
     [aqui tá preta

    Muita mutreta pra levar a situação
    Que a gente vai levando de teimoso e de
     [pirraça
    E a gente vai tomando que também sem a
     [cachaça

    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades

    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra,
     [só de sarro
    E a gente vai fumando que, também,
     [sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça
    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa

    Muita careta pra engolir a transação
    Que a gente tá engolindo cada sapo no
     [caminho
    E a gente vai se amando que, também,
     [sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu bem queria lhe
     [escrever
    Mas o correio andou arisco

    Se me permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar
     [lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus!


    BUARQUE, Chico. Phonogram, 1976.

    Manifestada por elementos formais que assinalam o vínculo entre os componentes do texto, contribuindo para a construção do sentido intentado pelo autor, a coesão textual é compreendida como a conexão entre palavras, expressões ou frases. Considerando esses aspectos, assinale a afirmação verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 8023d7dd-92
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 3
    Meu Caro Amigo
    Chico Buarque


    Meu caro amigo, me perdoe, por favor
    Se eu não lhe faço uma visita
    Mas como agora apareceu um portador
    Mando notícias nessa fita

    Aqui na terra tão jogando futebol
    Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
    Uns dias chove, noutros dias bate o sol
    Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa
     [aqui tá preta

    Muita mutreta pra levar a situação
    Que a gente vai levando de teimoso e de
     [pirraça
    E a gente vai tomando que também sem a
     [cachaça

    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu não pretendo provocar
    Nem atiçar suas saudades
    Mas acontece que não posso me furtar
    A lhe contar as novidades

    É pirueta pra cavar o ganha-pão
    Que a gente vai cavando só de birra,
     [só de sarro
    E a gente vai fumando que, também,
     [sem um cigarro
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu quis até telefonar
    Mas a tarifa não tem graça
    Eu ando aflito pra fazer você ficar
    A par de tudo que se passa

    Muita careta pra engolir a transação
    Que a gente tá engolindo cada sapo no
     [caminho
    E a gente vai se amando que, também,
     [sem um carinho
    Ninguém segura esse rojão

    Meu caro amigo, eu bem queria lhe
     [escrever
    Mas o correio andou arisco

    Se me permitem, vou tentar lhe remeter
    Notícias frescas nesse disco
    A Marieta manda um beijo para os seus
    Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
    O Francis aproveita pra também mandar
     [lembranças
    A todo o pessoal
    Adeus!


    BUARQUE, Chico. Phonogram, 1976.

    Atente para a relação das seguintes figuras de linguagem, presentes no texto 3, com as respectivas classificações:

    I. “Que a gente tá engolindo cada sapo no caminho” (linha 57-58) — METÁFORA
    II. “Meu caro amigo, eu quis até telefonar/ Mas a tarifa não tem graça” (linhas 52-53) — METONÍMIA
    III. “Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll/ Uns dias chove, noutros dias bate o sol” (linhas 32-33) — EUFEMISMO
    IV. “Mas o correio andou arisco” (linha 64) — CATACRESE

    Estão corretas as classificações contidas em
    Escolha uma alternativa para a questão 80260443-92
  • Linguagens

    Português

    Reinvenção 

    A vida só é possível
    reinventada.


    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas...
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo... — mais nada.


    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.

    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço...
    Só — no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só — na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília.
    Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
    Ao tratar do tema da vida, o texto apresenta uma
    Escolha uma alternativa para a questão 80283bd4-92
  • Linguagens

    Português

    Reinvenção 

    A vida só é possível
    reinventada.


    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas...
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo... — mais nada.


    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.

    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço...
    Só — no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só — na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília.
    Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
    Sobre o poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 802a6fff-92