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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 290 de 549

  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Figura 2 de 3 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)

    SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 14-15.
    Considere as afirmações abaixo, a respeito dos tempos verbais utilizados no texto.

    I - Os verbos “apresenta” (l. 02) e “seja” (l. 23) estão conjugados no mesmo tempo e modo.
    II - Todos os verbos do primeiro parágrafo estão conjugados no presente do indicativo.
    III - Os verbos “foram” (l. 06) e “espalhou” (l. 12) estão conjugados no mesmo tempo e modo.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 88524a01-b6
  • Linguagens

    Português

    NSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: <http://www.meusdicionarios.com.br/humildade>. Acesso em: 09 ago. 2016.

    Assinale a única alternativa correta, conforme o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 885d0d24-b6
  • Linguagens

    Português

    NSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Textos

    Disponível em: <http://www.meusdicionarios.com.br/humildade>. Acesso em: 09 ago. 2016.

    Em qual das alternativas o vocábulo substitui convenientemente “eufemismo” (l. 15)?
    Escolha uma alternativa para a questão 8860dbe9-b6
  • Linguagens

    Português

    NSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2017, Crase

    Disponível em: <http://www.meusdicionarios.com.br/humildade>. Acesso em: 09 ago. 2016.

    Observe atentamente as afirmações.

    I - O verbo “passou” (l. 04) tem como sujeito “o significado de humildade” (l. 02-03).

    II - A expressão “que possui” (l. 07) poderia ser substituída por “de”, sem que houvesse mudança de sentido no texto.

    III - A passagem “ao português” (l. 05) poderia ser substituída por “à Língua Portuguesa”, desde que indicada a crase.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 88685112-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, USP 2010, Interpretação de Textos Das seguintes afirmações acerca de diferentes elementos linguísticos do texto, a única correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 888c6a85-fc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2012, Interpretação de Textos
    É possível reconhecer no texto algumas características do gênero conhecido como artigo jornalístico. A única que NÃO está evidente no texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 88b60f1e-3f
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNEMAT 2011, Análise sintática

    Sobre esse texto é incorreto afirmar.
    Escolha uma alternativa para a questão 88d32c9c-0e
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    O texto foi retirado do livro Quarto de Despejo, diário escrito por Carolina Maria de Jesus, moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na década de 1950. A edição reproduz fielmente os manuscritos originais.

    Analisando a linguagem apresentada no trecho, conclui-se corretamente que

    Escolha uma alternativa para a questão 88e8d115-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Assinale a alternativa que, de acordo com o contexto, apresenta a figura de linguagem metáfora.
    Escolha uma alternativa para a questão 88ec5da3-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Considere a charge

    Imagem da questão de Português, FATEC 2018, Interpretação de Textos

    Comparando a charge ao texto de Carolina Maria de Jesus, conclui-se corretamente que ambos se relacionam à temática

    Escolha uma alternativa para a questão 88ef6a7c-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Assinale a alternativa em que o trecho do diário foi reescrito, mantendo-se as correlações semânticas originais e respeitando-se a variedade culta da língua portuguesa.
    Escolha uma alternativa para a questão 88f26b07-b2
  • Linguagens

    Português

    Atenção à sinalização vertical

    O Cartão Azul permite a permanência de 1 hora na vaga. O período máximo de permanência na mesma vaga é de 2 horas, sendo obrigatória a retirada do veículo ao término deste período, exceto nos locais onde a sinalização vertical estabelecer períodos de permanência diferenciados. Nas placas de regulamentação da Zona Azul estão indicados horários, dias de funcionamento, condições para o estacionamento e período de permanência na vaga.

    Obs. Sinalização vertical − este tipo de sinalização viária utiliza placas onde o meio de comunicação (sinal) está na posição vertical, fixado ao lado da pista ou suspenso sobre ela, transmitindo mensagens de caráter permanente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolos e/ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas. A leitura do texto permite afirmar com correção:

    A leitura do texto permite afirmar com correção:
    Escolha uma alternativa para a questão 88f468f7-af
  • Linguagens

    Português

    Leia um trecho do poema A Flor e a Náusea.

    Preso à minha classe e a algumas roupas,

    vou de branco pela rua cinzenta.

    Melancolias, mercadorias, espreitam-me.

    Devo seguir até o enjoo?

    Posso, sem armas, revoltar-me?


    Olhos sujos no relógio da torre:

    Não, o tempo não chegou de completa justiça.

    O tempo é ainda de fezes, maus poemas,

    alucinações e espera.

    O tempo pobre, o poeta pobre

    fundem-se no mesmo impasse.


    [....]

    Uma flor nasceu na rua!

    Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

    Uma flor ainda desbotada

    ilude a polícia, rompe o asfalto.

    Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

    garanto que uma flor nasceu.


    Sua cor não se percebe.

    Suas pétalas não se abrem.

    Seu nome não está nos livros.

    É feia. Mas é realmente uma flor.


    Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

    E lentamente passo a mão nessa forma insegura.

    Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

    Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

    É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.


    ANDRADE, C. D. Antologia Poética. Rio de Janeiro. José Olympio, 1978




    A partir da leitura do trecho de A Flor e a Náusea, poema do modernista Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa em que o conceito é adequado à temática apresentada nos versos.

    Escolha uma alternativa para a questão 88f5ca18-b2
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão considere o texto abaixo.

        Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
    (Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19) 
    O texto comprova a seguinte afirmação:
    Escolha uma alternativa para a questão 88fc5d8f-af
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão considere o texto abaixo.

        Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
    (Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19) 
    A alternativa que apresenta afirmação correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 8901f505-af
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão considere o texto abaixo.

        Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
    (Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19) 
    Em várias frases do texto encontram-se expressões empregadas com sentido conotativo. Considerado o contexto, o segmento de frase em que NÃO há esse emprego é:
    Escolha uma alternativa para a questão 8905eb50-af
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    UM PÉ DE MILHO

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
    Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
    Rubem Braga
    Entre os dois períodos do primeiro parágrafo do texto 2, a oposição mais importante para o próprio texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 8906c7cf-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    UM PÉ DE MILHO

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
    Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
    Rubem Braga
    “...nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim...”, “...e declarou desdenhosamente que aquilo era capim.”; os dois elementos sublinhados indicam, respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 890a565e-e0
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão considere o texto abaixo.

        Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
    (Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19) 

    Para responder a esta questão, considere os sentidos encontrados no verbete de dicionário abaixo transcrito e a última frase do texto − Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.


    louça


    substantivo feminino

    1 produto de cerâmica de pasta porosa e esmaltada, us. para fins diversos e esp. na fabricação de objetos domésticos

    Ex.: caneca de l.

    2 conjunto de recipientes (pratos, xícaras etc.) de porcelana ou similar, us. para servir refeições; aparelho, serviço


    A análise do verbete e da frase, considerada em seu contexto, autoriza o seguinte comentário:

    Escolha uma alternativa para a questão 890b4edb-af
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca.

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos
    No fragmento acima,
    Escolha uma alternativa para a questão 890f8648-af